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CBO 2002 Família 2711 R$ 2.608 na admissão -4.275 postos em 12 meses 72 atividades

CBO 2711-05 — Chefe de cozinha

O código 2711-05 identifica a ocupação chefe de cozinha na CBO 2002, dentro da família 2711 — Chefes de cozinha e afins. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um chefe de cozinha

Criam e elaboram pratos e cardápios, atuando direta e indiretamente na preparação dos alimentos. Gerenciam brigada de cozinha e planejam as rotinas de trabalho. Podem gerenciar, ainda, os estoques e atuar na capacitação de funcionários.

Descrição oficial da família 2711 — Chefes de cozinha e afins, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham predominantemente em restaurantes, concessionárias de alimentação e em residências. Trabalham individualmente ou em equipe, sob supervisão ocasional, em ambiente fechado, em horários diurno e noturno, por vezes irregulares.

Recursos de trabalho

Bancada; Caneta; Facas e Tábua; Papel-toalha/Tnt; Publicações Técnicas; Recursos de Informática; Relógio; Termômetro; Uniforme; Utensílios para finalização.

Quanto ganha um chefe de cozinha

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.82110% ganham até R$ 2.608mediana R$ 4.52010% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.088

Entrada × quem já está

R$ 2.608 ao ser admitido · R$ 3.088 para quem tem vínculo ativo +18,4%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de chefe de cozinha foi de R$ 2.608 — metade das 11.764 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.821 e os 10% de maior, acima de R$ 4.520.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.088, ou seja, 18,4% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 26 meses.

Considerando a jornada média de 43.4 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 14,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.608
Por ano (12 salários)R$ 31.296
Por semanaR$ 600
Por hora (43.4h/sem)R$ 14,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.814 61,1%
  • Mulheres — R$ 2.504 38,9%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 3.519 53,6%
  • Mulheres — R$ 2.717 46,4%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 2.107
  • Nordeste 2.472
  • Sudeste 2.832
  • Sul 2.663
  • Centro-Oeste 2.460

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 3.893 -1.439 — R$ 3.060 —
RJ 1.490 -501 — R$ 2.586 —
MG 1.069 -314 — R$ 2.532 —
PR 909 -408 — R$ 2.655 —
SC 732 -322 — R$ 2.918 —
RS 617 -259 — R$ 2.538 —
BA 464 -89 — R$ 2.503 —
GO 421 -151 — R$ 2.532 —
CE 382 -48 — R$ 2.283 —
PE 343 -83 — R$ 2.553 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

12.452

Desligamentos

16.727

Saldo

-4.275

Rotatividade

50,8%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: nov/25 (-216) saldo negativo · pior: jul/26 (-505)

Em 12 meses houve 12.452 admissões e 16.727 desligamentos de chefe de cozinha, o que significa que o mercado formal fechou 4.275 postos de trabalho no período, com rotatividade de 50,8% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 32,4% foram a pedido do próprio trabalhador e 55% por dispensa sem justa causa, além de 8,5% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 32,4%
  • Dispensa sem justa causa 55%
  • Fim de contrato 8,5%

Sobre 16.727 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,2% das admissões são de jornada parcial e 0,6% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 22,5%
  • 1 a 4 empregados 11,4%
  • 5 a 9 empregados 12%
  • 10 a 19 empregados 16,1%
  • 20 a 49 empregados 18,1%
  • 50 a 99 empregados 7,8%
  • 100 a 249 empregados 4,6%
  • 250 a 499 empregados 3,2%
  • 500 a 999 empregados 2,1%
  • 1.000 ou mais empregados 2,3%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata chefe de cozinha

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Restaurantes e similares 5611201 · 40,7% das admissões 5.063 44h R$ 2.129 R$ 2.579 R$ 3.377 2% 2
Lanchonetes, casas de chá, de sucos e similares 5611203 · 11% das admissões 1.369 43.9h R$ 2.023 R$ 2.302 R$ 2.860 3% 2
Fornecimento de alimentos preparados preponderantemente para empresas 5620101 · 8,3% das admissões 1.035 44.1h R$ 2.535 R$ 3.125 R$ 4.229 3% 2
Hotéis 5510801 · 6,1% das admissões 765 44.3h R$ 2.670 R$ 3.562 R$ 5.033 2% 2
Fornecimento de alimentos preparados preponderantemente para consumo domiciliar 5620104 · 4% das admissões 494 43.9h R$ 1.939 R$ 2.293 R$ 2.847 3% 2
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 2,8% das admissões 351 44h R$ 2.329 R$ 2.591 R$ 3.503 2% 1
Serviços de alimentação para eventos e recepções - bufê 5620102 · 2,5% das admissões 316 44h R$ 2.161 R$ 2.693 R$ 3.769 2% 2
Bares e outros estabelecimentos especializados em servir bebidas, com entretenimento 5611205 · 2,2% das admissões 268 43.9h R$ 2.054 R$ 2.562 R$ 3.091 — 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como chefe de cozinha

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 32.945 vínculos

Idade mediana

41 anos

Tempo de casa

26 meses

No setor público

5,6%

Em empresa do Simples

51,2%

Sexo

  • Homem 53%
  • Mulher 47%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,3h/sem
  • Pessoas com deficiência0,5%
  • Jornada parcial0,1%
  • Contrato intermitente0,4%
  • Em entidade sem fins lucrativos2,9%

Sobre os 32.945 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 45,5%
  • Parda 45,2%
  • Preta 8%
  • Amarela 1%
  • Indígena 0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Superior completo 100%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,3%
  • Até 5º ano incompleto 0,7%
  • 5º ano completo 0,4%
  • 6º a 9º ano 1,8%
  • Fundamental completo 4,6%
  • Médio incompleto 4,4%
  • Médio completo 72,1%
  • Superior incompleto 3,5%
  • Superior completo 11,3%
  • Pós-graduação 0,8%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 10%
  • 5 a 9 empregados 14%
  • 10 a 19 empregados 21,1%
  • 20 a 49 empregados 24,1%
  • 50 a 99 empregados 10%
  • 100 a 249 empregados 6,7%
  • 250 a 499 empregados 3,4%
  • 500 a 999 empregados 3%
  • 1.000 ou mais empregados 7,8%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de chefe de cozinha

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

19,8

CAT no período

537

Óbitos comunicados

1

Idade média no acidente

40 anos

Foram 537 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo chefe de cozinha nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 19,8 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 73% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 25,7% de trajeto (no deslocamento) e 1,3% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 1 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Trajeto 25,7%
  • Típico 73%
  • Doença 1,3%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 19,2%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 9,1%
  • Pé (exceto artelhos) 8,2%
  • Partes múltiplas 8,2%
  • Braço (entre o punho e o ombro) 5,6%

Natureza da lesão

  • Queimadura ou escaldadura - efeito de temperatura elevada ou efeito do contato com substância quente (inclui queimadura por eletricidade, mas não inclui choque elétrico; não inclui queimadura por substância química, efeito de radiação, queimadura de sol, incapacidade sistêmica como intermação, queimadura por atrito, etc.) 19,2%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 16,8%
  • Lesão imediata 14,2%
  • Fratura 13,6%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 8,2%

Agente causador

  • Faca 13,1%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas 8%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas 6,9%
  • Motocicleta, motoneta 6,3%
  • Piso de edifício - superfície utilizada para sustentar pessoas 6,3%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 44 8,2% 3.531
T30.2 — Queimadura de segundo grau, parte do corpo não especificada 18 3,4% 639
M54.5 — Dor lombar baixa 17 3,2% 9.517
S80.0 — Contusão do joelho 16 3% 1.225
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 16 3% 5.476
S61 — Ferimento do punho e da mão 9 1,7% 3.531

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Restaurantes e similares) tem RAT 2% e grau de risco 2, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 19,8 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: alojamento e alimentação

Informalidade no setor

50,6%

Média nacional

37,5%

Conta própria

31,5%

Rendimento formal × informal

R$ 3.121 × R$ 1.622

No setor de alojamento e alimentação — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 50,6% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO e cenário do curso no Censo da Educação Superior 2024

O exercício dessas ocupações requer ensino médio completo ou curso superior de tecnologia, podendo seguir cursos de especialização que variam de duzentas a quatrocentas horas. Os profissionais dessa família ocupacional costumam, por sua experiência, atingir a mais alta posição em sua estrutura de trabalho. O pleno desempenho das atividades ocorre entre três ou quatro anos de exercício profissional, para o chefe de cozinha. Já os tecnólogos em gastronomia não necessitam de nenhuma experiência profissional prévia para exercer suas atividades.

Texto oficial do MTE para a família 2711.

Curso de graduação Concorrência (presencial) Matrículas Formados/ano EAD Rede pública
Gastronomia 0,89× 34.885 6.551 61,5% 8,8%

A concorrência é calculada somente no ensino presencial: cursos a distância operam com oferta de vagas quase ilimitada e, misturados, achatam o indicador até fazer parecer que sobram vagas. A associação entre família da CBO e curso é curadoria nossa — não existe correspondência oficial entre a CBO e os cursos de graduação. Não publicamos “taxa de conclusão” porque concluintes e ingressantes do mesmo ano são turmas diferentes.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 Censo da Educação Superior — microdados de cursos — Lei 9.394/1996 (LDB), art. 9º VI; Portaria INEP de divulgação dos microdados · Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira — INEP

Qual especialização paga mais na família 2711

Todas as ocupações de chefes de cozinha e afins, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
2711-10 Tecnólogo em gastronomia R$ 2.934 R$ 3.169 484
2711-05 Chefe de cozinha (esta página) R$ 2.608 R$ 3.088 32.945

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 2711-05.

A Criar pratos (8)
  • •Criar receitas
  • •Elaborar ficha técnica de receitas
  • •Testar receitas
  • •Adaptar receitas
  • •Degustar produção culinária
  • •Pesquisar novas técnicas, tecnologicas e produtos
  • •Criar apresentação
  • •Finalizar pratos
B Elaborar cardápio (7)
  • •Analisar conceito do empreendimento gastronômico
  • •Identificar público-alvo
  • •Identificar disponibilidade/sazonalidade da matéria prima
  • •Identificar tendências
  • •Avaliar capacidade de produção (funcionários/estrutura)
  • •Avaliar custo benefício
  • •Sugerir harmonização vinho/cardápio
C Gerenciar brigada de cozinha (11)
  • •Definir perfil de pessoal
  • •Participar da seleção de pessoal
  • •Dimencionar equipe de trabalho
  • •Planejar escala de folga
  • •Definir escala de atividade
  • •Distribuir tarefas
  • •Orientar execução do serviço
  • •Controlar cumprimento de horário
  • •Intermediar informações entre equipe e superiores/clientes
  • •Dispensar funcionários
  • •Propor dispensa de funcionários
D Preparar alimentos (4)
  • •Organizar pedidos
  • •Controlar preparação dos alimentos
  • •Controlar marcha e saída (pedidos)
  • •Checar processos de preparo e finalização
E Capacitar funcionários (10)
  • •Detectar necessidade de capacitação
  • •Avaliar desempenho da equipe
  • •Propor capacitação
  • •Capacitar pessoal
  • •Identificar talentos
  • •Desenvolver talentos
  • •Controlar produtividade da equipe
  • •Propor promoções
  • •Formatar treinamento
  • •Ministrar treinamento
F Gerenciar estoques (11)
  • •Visitar fornecedores
  • •Pesquisar preços
  • •Elaborar lista de matéria prima
  • •Comprar matéria prima
  • •Conferir matéria prima recebida
  • •Selecionar matéria prima
  • •Requisitar matéria prima
  • •Verificar condições de armazenamento
  • •Verificar validade de matéria prima e produto estocado
  • •Controlar consumo de matéria prima
  • •Criar estratégias de giro de estoque
G Planejar rotinas de trabalho (9)
  • •Sugerir compra de materiais
  • •Requisitar equipamentos e utensílios
  • •Verificar manutenção das instalações, equipamentos e utensílios
  • •Controlar observância de normas técnicas de higiene e segurança
  • •Avaliar novos equipamentos e utensílios
  • •Checar agenda de eventos e reservas
  • •Participar de elaboração de projeto de cozinha
  • •Definir leiaute de praças
  • •Prestar consultoria
Z Demonstrar competências pessoais (12)
  • •Demonstrar senso de organização
  • •Demonstrar liderança
  • •Delegar tarefas
  • •Trabalhar em equipe
  • •Demonstrar criatividade
  • •Controlar situações adversas
  • •Demonstrar capacidade de improvisação
  • •Demonstrar auto-controle
  • •Multiplicar talentos
  • •Demonstrar senso estético
  • •Discriminar odores
  • •Demonstrar paladar apurado

Sinônimos oficiais (6)

ChefChefe de partidaChefe executivo de cozinhaEncarregado de cozinhaSubchefe de cozinhaSupervisor de cozinha

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 2711-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um chefe de cozinha?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.608 por mês, considerando as 11.764 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.821 (10% menores) a R$ 4.520 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.088 (RAIS 2024), 18.4% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando chefe de cozinha?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 12.452 admissões contra 16.727 desligamentos, saldo de -4.275 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata chefe de cozinha?

A atividade econômica que mais contratou foi Restaurantes e similares (CNAE 5611201), com 40,7% das admissões e mediana de R$ 2.579. A ficha de chefe de cozinha no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de chefe de cozinha?

2711-05 (família 2711 — Chefes de cozinha e afins). A CBO reconhece também os títulos: Chef, Chefe de partida, Chefe executivo de cozinha, Encarregado de cozinha, Subchefe de cozinha, Supervisor de cozinha — todos usam o mesmo código 2711-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser chefe de cozinha?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 2711: O exercício dessas ocupações requer ensino médio completo ou curso superior de tecnologia, podendo seguir cursos de especialização que variam de duzentas a quatrocentas horas. Os profissionais dessa família ocupacional costumam, por sua experiência, atingir a mais alta posição em sua estrutura de trabalho. O pleno desempenho das atividades ocorre entre três ou quatro anos de exercício profissional, para o chefe de cozinha. Já os tecnólogos em gastronomia não necessitam de nenhuma experiência profissional prévia para exercer suas atividades. No Censo da Educação Superior de 2024, o curso mais associado é Gastronomia, com 0,89 candidatos por vaga no presencial.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de chefe de cozinha?

A taxa é de 19,8 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (19,2% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (alojamento e alimentação), 50,6% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 2711-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 2711-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 2711-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (5611201), o RAT é 2%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (25 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 2711:

  • •Axé Brasil
  • •Hyabassê Serviços de Alimentação
  • •Velho Celeiro Goumert
  • •Renaissance São Paulo Hotel
  • •Julia Grastronomia
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
  • •GLOSSÁRIO
  • •Matéria-prima: tudo que se usa para fazer um produto, no caso, um prato.
  • •Desenvolver talentos: dar oportunidades.
  • •Brigada de cozinha: todo o pessoal que trabalha na cozinha.
  • •Técnicos de
  • •Este grande grupo compreende as ocupações cujas atividades principais requerem para seu desempenho conhecimentos técnicos e experiência em várias disciplinas das ciências físicas e biológicas nível médio ou das ciências sociais e humanas. Essas atividades consistem em desempenhar trabalhos técnicos relacionados com a aplicação dos conceitos e métodos em relação às esferas já mencionadas referentes à educação de nível médio. A maioria das ocupações deste grande grupo relacionam-se ao nível 3 de competência da Classificação
  • •Internacional Uniforme de Ocupações – CIUO 88
  • •ESTE GRANDE GRUPO COMPREENDE
  • •Técnicos polivalentes
  • •Técnicos de nível médio das ciências físicas, químicas, engenharia e afins
  • •Técnicos de nível médio das ciências biológicas, bioquímicas, da saúde e afins
  • •Professores leigos de nível médio
  • •Técnicos de nível médio em serviços de transporte
  • •Técnicos de nível médio das ciências administrativas
  • •Técnicos de nível médio dos serviços culturais, das comunicações e dos desportos
  • •Outros técnicos de nível médio
  • •ESTE GRUPO NÃO COMPREENDE
  • •Profissionais de nível superior (exceto alguns tecnólogos), cuja denominação de “técnico” foi consagrada no mercado.
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