CBO 2611-10 — Assessor de imprensa
O código 2611-10 identifica a ocupação assessor de imprensa na CBO 2002, dentro da família 2611 — Profissionais do jornalismo. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.
Nesta ficha13 seções
O que faz um assessor de imprensa
Recolhem, redigem, registram através de imagens e de sons, interpretam e organizam informações e notícias a serem difundidas, expondo, analisando e comentando os acontecimentos. Fazem seleção, revisão e preparo definitivo das matérias jornalísticas a serem divulgadas em jornais, revistas, televisão, rádio, internet, assessorias de imprensa e quaisquer outros meios de comunicação com o público.
Descrição oficial da família 2611 — Profissionais do jornalismo, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.
Como e onde se trabalha
Os profissionais trabalham exercendo funções variadas dentro da área jornalística, nos diversos meios de comunicação, sejam eles de caráter público ou privado. Costumam desenvolver suas atividades em equipe, em horários regulares ou não, e seus vínculos de trabalho podem ser como empregados ou autônomos. Em algumas atividades, alguns profissionais podem estar sujeitos aos efeitos do trabalho sob pressão por prazos, do ruído intenso, da exposição prolongada à radiação proveniente dos monitores de computadores e a lesões por esforços repetitivos.
Recursos de trabalho
Agências de notícias; Agenda endereços; Biblioteca/videoteca; Blocos de anotações; Cabide de jornais - arquivo; Câmara fotográfica digital; Carro; Cd e disquetes; Centros de documentação; Correspondentes estrangeiros.
Notas oficiais da CBO — inclui a base legal da profissão
Norma regulamentadora: Decreto-lei n.º 972, de 17 de outubro de 1969. Dispõe sobre o exercício da profissão de jornalista. Decreto n.º 83.284, de 13 de março de 1979 - dá nova regulamentação do Decreto-lei n.º 972, de 17 de outubro de 1969, que dispõe sobre o exercício da profissão de jornalista, em decorrência das alterações introduzidas 377 pela Lei nº 6.612 de 7 de dezembro de 1978. Obs: o art. 11 do Decreto nº 82.285/78 estabelece que as funções desempenhadas pelos jornalistas, como empregados, serão assim classificados: redator, noticiarista, repórter, repórter de setor, rádio repórter, arquivista - pesquisador, revisor, ilustrador, repórter fotográfico, repórter cinematográfico e diagramador.
Quanto ganha um assessor de imprensa
Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais
mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.771
Entrada × quem já está
R$ 3.811 ao ser admitido · R$ 3.771 para quem tem vínculo ativo -1%
Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de assessor de imprensa foi de R$ 3.811 — metade das 867 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.008 e os 10% de maior, acima de R$ 8.808.
Quem já está na ocupação ganha menos do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.771, ou seja, 1% abaixo do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração cai com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 31 meses.
Considerando a jornada média de 40.2 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 21,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.
Equivalência da mediana
| Por mês | R$ 3.811 |
| Por ano (12 salários) | R$ 45.732 |
| Por semana | R$ 877 |
| Por hora (40.2h/sem) | R$ 21,00 |
Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.
Composição e salário por sexo
Na admissão (CAGED, 40h+)
Quem já atua (RAIS 2024)
Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.
Salário por região
Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.
Salário e saldo de vagas por estado (9 UFs com amostra)
| UF | Admissões | Saldo | P25 | Mediana | P75 |
|---|---|---|---|---|---|
| SP | 291 | -7 | — | R$ 4.000 | — |
| MG | 104 | -20 | — | R$ 4.560 | — |
| RJ | 103 | +13 | — | R$ 4.600 | — |
| RS | 72 | -10 | — | R$ 3.825 | — |
| DF | 66 | -11 | — | R$ 5.205 | — |
| PE | 42 | +10 | — | R$ 3.650 | — |
| CE | 41 | +11 | — | R$ 3.475 | — |
| SC | 39 | -14 | — | R$ 3.650 | — |
| BA | 36 | +3 | — | R$ 3.100 | — |
UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.
Contratação e mercado
Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026
Admissões
1.044
Desligamentos
1.116
Saldo
-72
Rotatividade
13,5%
Saldo mês a mês
Em 12 meses houve 1.044 admissões e 1.116 desligamentos de assessor de imprensa, o que significa que o mercado formal fechou 72 postos de trabalho no período, com rotatividade de 13,5% sobre o estoque de vínculos.
Entre os desligamentos, 32,3% foram a pedido do próprio trabalhador e 52% por dispensa sem justa causa, além de 11,7% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.
Por que as pessoas saem
Sobre 1.116 desligamentos com motivo declarado.
Como são os contratos
Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.
Porte de quem contrata
Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.
Quem contrata assessor de imprensa
Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma
| CNAE — atividade econômica | Admissões | Jornada | P25 | Mediana | P75 | RAT | GR |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Atividades de associações de defesa de direitos sociais 9430800 · 9,9% das admissões | 103 | 42.5h | R$ 2.770 | R$ 4.275 | R$ 5.850 | 2% | 1 |
| Atividades de teleatendimento 8220200 · 4,6% das admissões | 48 | 43.5h | — | R$ 2.143 | — | 3% | 2 |
| Atividades de consultoria em gestão empresarial, exceto consultoria técnica específica 7020400 · 4,2% das admissões | 44 | 42.5h | R$ 3.200 | R$ 3.900 | R$ 5.550 | 2% | 1 |
| Administração pública em geral 8411600 · 3,9% das admissões | 41 | 40.6h | — | R$ 5.800 | — | 2% | 1 |
| Clubes sociais, esportivos e similares 9312300 · 3,6% das admissões | 38 | 42.9h | — | R$ 3.000 | — | 2% | 2 |
| Atividades de atendimento hospitalar, exceto pronto socorro e unidades para atendimento a urgências 8610101 · 3,4% das admissões | 36 | 42.1h | — | R$ 4.749 | — | 2% | 3 |
| Atividades de organizações sindicais 9420100 · 3% das admissões | 31 | 42.4h | — | R$ 3.584 | — | 2% | 1 |
| Educação superior - graduação e pós graduação 8532500 · 2,8% das admissões | 29 | 42.8h | — | R$ 3.670 | — | 1% | 2 |
RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.
Perfil de quem trabalha como assessor de imprensa
Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 8.284 vínculos
Idade mediana
37 anos
Tempo de casa
31 meses
No setor público
61,9%
Em empresa do Simples
4,7%
Sexo
Composição do vínculo
- Jornada média contratada39,1h/sem
- Pessoas com deficiência0,7%
- Jornada parcial1,7%
- Em entidade sem fins lucrativos18,8%
Sobre os 8.284 vínculos ativos em 31/12/2024.
Raça/cor
Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.
Escolaridade
Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.
Porte do empregador
Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.
Informalidade no setor que mais contrata
PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: outros serviços
Informalidade no setor
58,8%
Média nacional
37,5%
Conta própria
60,8%
Rendimento formal × informal
R$ 4.157 × R$ 2.095
No setor de outros serviços — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 58,8% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.
O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.
Formação exigida
Exigência oficial da CBO e cenário do curso no Censo da Educação Superior 2024
O exercício dessas ocupações requer formação em jornalismo.
Texto oficial do MTE para a família 2611.
| Curso de graduação | Concorrência (presencial) | Matrículas | Formados/ano | EAD | Rede pública |
|---|---|---|---|---|---|
| Jornalismo | 1,16× | 44.335 | 5.873 | 30,4% | 31,3% |
A concorrência é calculada somente no ensino presencial: cursos a distância operam com oferta de vagas quase ilimitada e, misturados, achatam o indicador até fazer parecer que sobram vagas. A associação entre família da CBO e curso é curadoria nossa — não existe correspondência oficial entre a CBO e os cursos de graduação. Não publicamos “taxa de conclusão” porque concluintes e ingressantes do mesmo ano são turmas diferentes.
No serviço público federal
Portal da Transparência · remuneração básica bruta · 6 competências
| Cargo federal correspondente | P25 | Mediana | P75 | Jornada |
|---|---|---|---|---|
| Jornalista (carreira federal)3.709 contracheques · SIAPE | R$ 12.094 | R$ 13.834 | R$ 15.466 | 25 HORAS SEMANAIS |
A mediana no cargo federal (Jornalista (carreira federal)) é R$ 13.834 contra R$ 3.771 de quem atua na ocupação no mercado formal — uma diferença de +266,9%. Antes de concluir, compare a jornada: cargos da saúde no serviço público têm jornadas de 20, 24, 36 e 40 horas, e o valor por hora muda tudo.
Remuneração básica bruta mensal, sem gratificação natalina, férias ou eventuais. Usamos mediana e quartis porque a média é distorcida pelos cargos de topo sujeitos ao teto constitucional. O Portal da Transparência identifica o servidor por cargo/carreira definido em lei, não por CBO — a correspondência entre cargo e ocupação é curadoria nossa.
Qual especialização paga mais na família 2611
Todas as ocupações de profissionais do jornalismo, ordenadas pela remuneração de quem já atua
| CBO | Ocupação | Admissão | Quem já atua | Vínculos |
|---|---|---|---|---|
| 2611-15 | Diretor de redação | R$ 6.013 | R$ 7.288 | 901 |
| 2611-25 | Jornalista | R$ 4.116 | R$ 6.551 | 10.494 |
| 2611-20 | Editor | R$ 3.010 | R$ 6.508 | 7.758 |
| 2611-35 | Repórter (exclusive rádio e televisão) | R$ 4.656 | R$ 6.115 | 4.455 |
| 2611-30 | Produtor de texto | R$ 3.056 | R$ 5.888 | 1.515 |
| 2611-10 | Assessor de imprensa (esta página) | R$ 3.811 | R$ 3.771 | 8.284 |
| 2611-05 | Arquivista pesquisador (jornalismo) | R$ 3.935 | R$ 3.488 | 203 |
| 2611-40 | Revisor de texto | R$ 2.240 | R$ 3.238 | 3.249 |
“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.
Atividades do perfil ocupacional
Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 2611-10.
A Informar ao público (9)
- •Elaborar notícias para divulgação
- •Informar com responsabilidade
- •Processar a informação
- •Zelar pela precisão e veracidade da informação
- •Priorizar a atualidade da notícia
- •Divulgar notícias com objetividade
- •Honrar o compromisso ético com o interesse público
- •Respeitar a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas
- •Adequar a linguagem ao veículo
B Iniciar o processo de informação (7)
- •Fazer reunião da pauta
- •Elaborar pauta
- •Distribuir pauta
- •Recusar trabalho que fira a ética e a consciência profissional
- •Executar pauta
- •Orientar a produção
- •Assegurar o direito de resposta
C Coletar informação (7)
- •Definir fontes de informação
- •Buscar fontes de informação
- •Entrevistar fontes de informações
- •Selecionar dados
- •Confrontar dados, fatos e versões
- •Apurar informação
- •Pesquisar informações
D Registrar informação (3)
- •Redigir textos jornalísticos
- •Revisar os registros da informação
- •Editar informação
E Qualificar a informação (10)
- •Questionar informações
- •Interpretar a informação
- •Hierarquizar a informação
- •Contextualizar fatos
- •Organizar matérias jornalísticas
- •Planejar a distribuição das informações no veículo de comunicação
- •Formatar a matéria jornalística
- •Abastecer banco de dados, imagens e sons
- •Acessar banco de dados, imagens e sons
- •Avaliar o resultado do trabalho
F Atualizar as informações (10)
- •Ler jornal
- •Ler revista
- •Ouvir rádio
- •Ver televisão
- •Ler livros
- •Ampliar a capacitação profissional
- •Ler publicação especializada
- •Trocar informações
- •Participar de eventos profissionais
- •Navegar na internet
Y Comunicar-se (5)
- •Interagir verbalmente com seu meio
- •Utilizar os sistemas de comunicação interna
- •Comunicar-se através de meios eletrônicos
- •Analisar periodicamente o desempenho profissional
- •Interagir com a categoria profissional
Z Demonstrar competências pessoais (16)
- •Dominar a língua portuguesa
- •Manter-se bem informado
- •Possuir espírito de equipe
- •Manter postura ética
- •Admitir opiniões divergentes
- •Exercitar a criatividade
- •Possuir sensibilidade social
- •Cultivar a capacidade de observação
- •Cultivar a curiosidade
- •Exercer o senso crítico
- •Desenvolver capacidade de organização
- •Desenvolver capacidade de improvisação
- •Manter imparcialidade ao informar
- •Conhecer informática
- •Comunicar-se em outro idioma
- •Seguir o código de ética dos jornalistas
Perguntas frequentes
Quanto ganha um assessor de imprensa?
A mediana do salário de admissão é R$ 3.811 por mês, considerando as 867 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 2.008 (10% menores) a R$ 8.808 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.771 (RAIS 2024), 1% abaixo do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.
O mercado está contratando assessor de imprensa?
Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 1.044 admissões contra 1.116 desligamentos, saldo de -72 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.
Que tipo de empresa contrata assessor de imprensa?
A atividade econômica que mais contratou foi Atividades de associações de defesa de direitos sociais (CNAE 9430800), com 9,9% das admissões e mediana de R$ 4.275. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.
Qual o código CBO de assessor de imprensa?
2611-10 (família 2611 — Profissionais do jornalismo). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.
Precisa de faculdade para ser assessor de imprensa?
Segundo a descrição oficial da CBO para a família 2611: O exercício dessas ocupações requer formação em jornalismo. No Censo da Educação Superior de 2024, o curso mais associado é Jornalismo, com 1,16 candidatos por vaga no presencial.
Quanto ganha assessor de imprensa no serviço público federal?
No cargo federal correspondente (Jornalista (carreira federal)), a remuneração básica bruta mediana é R$ 13.834, com jornada predominante de 25 horas semanais — dados do Portal da Transparência (6 competências de 2026). Isso é 266.9% acima da mediana do setor privado na mesma ocupação. O valor não inclui gratificação natalina, férias nem eventuais.
É uma profissão com muita informalidade?
A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (outros serviços), 58,8% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.
Onde informo o CBO 2611-10?
No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.
O CBO 2611-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?
Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 2611-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (9430800), o RAT é 2%.
A profissão de assessor de imprensa é regulamentada?
As notas oficiais da CBO para a família 2611 registram: Norma regulamentadora: Decreto-lei n.º 972, de 17 de outubro de 1969. Dispõe sobre o exercício da profissão de jornalista. Decreto n.º 83.284, de 13 de março de 1979 - dá nova regulamentação do Decreto-lei n.º 972, de 17 de outubro de 1969, que dispõe sobre o exercício da profissão de jornalista, em decorrência das alterações introduzidas 377 pela Lei nº 6.612 de 7 de dezembro de 1978. Obs: o art. 11 do Decreto nº 82.285/78 estabelece que as funções desempenhadas pelos jornalistas, como empregados, serão assim classificados: redator, noticiarista, repórter, repórter de setor, rádio repórter…
Fontes oficiais
- → CBO 2002 — Ministério do Trabalho e Emprego
- → Novo CAGED — microdados de movimentação (PDET)
- → RAIS — microdados de vínculos (PDET)
- → PNAD Contínua (IBGE)
- → Censo da Educação Superior (INEP)
- → Remuneração de servidores federais (CGU)
- → Tabela CBO completa
- → Todas as fontes do site
Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.
Quem descreveu esta família na CBO (13 instituições)
A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 2611:
- •Comissão de Valores Imobiliários (Cvm)
- •Correio Braziliense
- •Cosmo Networks
- •Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj)
- •Jornal de Londrina
- •Rádio e Televisão Bandeirantes Ltda.
- •Senado Federal
- •TV Globo Ltda.
- •Universidade Estadual de Londrina
- •Universidade Federal do Amazonas
- •Wnp Comunicação Ltda.
- •Instituição Conveniada Responsável
- •Ministério do Trabalho e Emprego – MTE