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CBO 2002 Família 2221 R$ 7.575 na admissão +11 postos em 12 meses 74 atividades

CBO 2221-15 — Engenheiro de pesca

O código 2221-15 identifica a ocupação engenheiro de pesca na CBO 2002, dentro da família 2221 — Engenheiros agrossilvipecuários. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um engenheiro de pesca

Planejam, coordenam e executam atividades agrossilvipecuárias e do uso de recursos naturais renováveis e ambientais. Fiscalizam essas atividades, promovem a extensão rural, orientando produtores nos vários aspectos das atividades agrossilvipecuárias e elaboram documentação técnica e científica. Podem prestar assistência e consultoria técnicas.

Descrição oficial da família 2221 — Engenheiros agrossilvipecuários, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham em atividades da agricultura, pecuária e silvicultura, exploração florestal, pesca e aquicultura, em empresas públicas e privadas e em cooperativas de produtores. Atuam como empregados, prestadores de serviços ou servidores públicos. Há possibilidade de colocação também em órgãos públicos fiscalizadores da qualidade ou classificadores de produtos e em empresas públicas de extensão rural. Trabalham em equipe, com supervisão ocasional, a céu aberto, ficando, muitas vezes, expostos a condições climáticas adversas. Podem permanecer em condições desconfortáveis por longos períodos, sujeitos à exposição de materiais tóxicos e ruídos intensos. consulte 2211 - Biólogos, botánic.

Recursos de trabalho

Podem ocorrer casos de Engenheiros agrossilvipecuários que exercem também funções de professor universitário ou pesquisador. Para codificá-los, considerar as atividades 239 principais. Norma regulamentadora: Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966 - Regula o exercício das profissões de Engenheiro, Arquiteto e Engenheiro Agrônomo e dá outras providências. Lei nº 8.195, de 26 de junho de 1991 - Altera a Lei nº 5.194/66.

Quanto ganha um engenheiro de pesca

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.79010% ganham atéR$ 7.575medianaR$ 13.81710% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 8.388

Entrada × quem já está

R$ 7.575 ao ser admitido · R$ 8.388 para quem tem vínculo ativo +10,7%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de engenheiro de pesca foi de R$ 7.575 — metade das 26 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.790 e os 10% de maior, acima de R$ 13.817.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 8.388, ou seja, 10,7% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 77 meses.

Considerando a jornada média de 37.4 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 75,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 7.575
Por ano (12 salários)R$ 90.900
Por semanaR$ 1.743
Por hora (37.4h/sem)R$ 75,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 7.588100%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 8.11369,7%
  • Mulheres — R$ 8.45430,3%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

43

Desligamentos

32

Saldo

+11

Rotatividade

12%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jan/26 (+14) saldo negativo · pior: fev/26 (-6)

Em 12 meses houve 43 admissões e 32 desligamentos de engenheiro de pesca, o que significa que o mercado formal abriu 11 postos de trabalho no período, com rotatividade de 12% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 40,6% foram a pedido do próprio trabalhador e 46,9% por dispensa sem justa causa, além de 6,3% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador40,6%
  • Dispensa sem justa causa46,9%
  • Fim de contrato6,3%

Sobre 32 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Contrato intermitente2,3%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro7%
  • 1 a 4 empregados4,7%
  • 5 a 9 empregados2,3%
  • 10 a 19 empregados7%
  • 20 a 49 empregados11,6%
  • 50 a 99 empregados2,3%
  • 100 a 249 empregados4,7%
  • 250 a 499 empregados7%
  • 500 a 999 empregados34,9%
  • 1.000 ou mais empregados18,6%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata engenheiro de pesca

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Pesquisa e desenvolvimento experimental em ciências sociais e humanas 7220700 · 32,6% das admissões 14 1% 2
Atividades de associações de defesa de direitos sociais 9430800 · 27,9% das admissões 12 2% 1
Aluguel de máquinas e equipamentos agrícolas sem operador 7731400 · 7% das admissões 3 3% 1
Outras atividades profissionais, científicas e técnicas não especificadas anteriormente 7490199 · 4,7% das admissões 2 2% 1
Gestão e administração da propriedade imobiliaria 6822600 · 2,3% das admissões 1 2% 1
Limpeza em prédios e em domicílios 8121400 · 2,3% das admissões 1 3% 3
Serviços de engenharia 7112000 · 2,3% das admissões 1 3% 1
Manutenção e reparação de motocicletas e motonetas 4543900 · 2,3% das admissões 1 2% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como engenheiro de pesca

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 266 vínculos

Idade mediana

42 anos

Tempo de casa

77 meses

No setor público

42,1%

Em empresa do Simples

9,8%

Sexo

  • Homem68,8%
  • Mulher31,2%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada39,7h/sem
  • Pessoas com deficiência1,1%
  • Jornada parcial0,4%
  • Contrato intermitente3,4%
  • Em entidade sem fins lucrativos11,3%

Sobre os 266 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda52%
  • Branca45,9%
  • Preta1,2%
  • Amarela0,8%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Superior completo88,3%
  • Mestrado9%
  • Doutorado2,6%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Médio completo14%
  • Superior completo67,4%
  • Pós-graduação2,3%
  • Mestrado16,3%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados6,4%
  • 5 a 9 empregados4,9%
  • 10 a 19 empregados4,9%
  • 20 a 49 empregados8,6%
  • 50 a 99 empregados3,4%
  • 100 a 249 empregados13,9%
  • 250 a 499 empregados9,4%
  • 500 a 999 empregados18%
  • 1.000 ou mais empregados30,5%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas

Informalidade no setor

25,4%

Média nacional

37,5%

Conta própria

23,7%

Rendimento formal × informal

R$ 5.385 × R$ 4.443

No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO e cenário do curso no Censo da Educação Superior 2024

As ocupações requerem o curso superior completo na área para o seu exercício. É frequente a presença de profissionais com cursos de mestrado, doutorado ou cursos de especialização.

Texto oficial do MTE para a família 2221.

Curso de graduação Concorrência (presencial) Matrículas Formados/ano EAD Rede pública
Agronomia 2,21× 149.939 14.839 36,7% 37,2%
Engenharia florestal 1,8× 9.267 1.044 0% 99,4%
Engenharia agrícola 1,52× 4.472 558 0% 97,9%

Quantos se formam × quantas vagas abrem

Formam-se 16.441 pessoas por ano nos cursos associados a essa família, enquanto o mercado formal abriu 11 postos líquidos em 12 meses — cerca de 1.494,6 formados por vaga nova. O saldo líquido não é o total de oportunidades (há também a reposição de quem sai), mas a razão dá a ordem de grandeza da pressão de entrada na carreira.

A concorrência é calculada somente no ensino presencial: cursos a distância operam com oferta de vagas quase ilimitada e, misturados, achatam o indicador até fazer parecer que sobram vagas. A associação entre família da CBO e curso é curadoria nossa — não existe correspondência oficial entre a CBO e os cursos de graduação. Não publicamos “taxa de conclusão” porque concluintes e ingressantes do mesmo ano são turmas diferentes.

No serviço público federal

Portal da Transparência · remuneração básica bruta · 6 competências

Cargo federal correspondente P25 Mediana P75 Jornada
Engenheiro agrônomo (carreira federal)2.031 contracheques · SIAPE R$ 12.509 R$ 15.601 R$ 17.690 40 HORAS SEMANAIS

A mediana no cargo federal (Engenheiro agrônomo (carreira federal)) é R$ 15.601 contra R$ 8.388 de quem atua na ocupação no mercado formal — uma diferença de +86%. Antes de concluir, compare a jornada: cargos da saúde no serviço público têm jornadas de 20, 24, 36 e 40 horas, e o valor por hora muda tudo.

Remuneração básica bruta mensal, sem gratificação natalina, férias ou eventuais. Usamos mediana e quartis porque a média é distorcida pelos cargos de topo sujeitos ao teto constitucional. O Portal da Transparência identifica o servidor por cargo/carreira definido em lei, não por CBO — a correspondência entre cargo e ocupação é curadoria nossa.

Qual especialização paga mais na família 2221

Todas as ocupações de engenheiros agrossilvipecuários, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
2221-10 Engenheiro agrônomo R$ 8.816 R$ 11.650 20.996
2221-20 Engenheiro florestal R$ 8.284 R$ 9.824 2.523
2221-05 Engenheiro agrícola R$ 4.925 R$ 9.588 796
2221-15 Engenheiro de pesca (esta página) R$ 7.575 R$ 8.388 266
2221-25 Tecnólogo em agronegócio R$ 6.652 R$ 6.500 297

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 2221-15.

A Planejar atividades agrossilvipecuárias e do agronegócio (10)
  • Identificar necessidades do setor
  • Levantar informações técnicas
  • Diagnosticar situações
  • Analisar viabilidade técnica, sócioeconômica e ambiental de soluções propostas
  • Estimar custos
  • Realizar estudos de mercados
  • Discutir soluções propostas com envolvidos
  • Definir ordenamento cronológico e logística de ações
  • Inventariar recursos físicos e financeiros de empreendimento
  • Definir parâmetros de produção
B Coordenar atividades agrossilvipecuárias e do agronegócio (14)
  • Analisar projetos, contratos, convênios, propostas técnicas e programas de trabalho
  • Intermediar convênios, contratos e parcerias
  • Captar recursos financeiros
  • Administrar recursos financeiros
  • Administrar recursos patrimoniais
  • Coordenar equipe de trabalho
  • Coordenar treinamentos
  • Supervisionar construção e manutenção de infraestrutura rural
  • Supervisionar atividades de sistema de produção (agricultura, aqüicultura, silvicultura, pecuária)
  • Supervisionar processo em manejo de recursos naturais (bióticos e abióticos)
  • Gerenciar atividades agrossilvipecuárias e/ou do agronegócio
  • Coordenar programas e convênios interinstitucionais
  • Supervisionar processos de tratamento de resíduos
  • Supervisionar processos de recuperação de área degradada
C Executar atividades agrossilvipecuárias e do agronegócio (6)
  • Executar levantamento topográfico
  • Executar levantamento ambiental
  • Monitorar itens de controle do processo produtivo e/ou ambiental
  • Analisar amostras colhidas e resultados de análises laboratoriais
  • Testar desempenho de equipamentos, máquinas e materiais
  • Inspecionar qualidade e sanidade de produto
D Prestar assistência e consultoria técnicas e extensão rural (11)
  • Realizar visitas técnicas
  • Realizar perícias e auditorias
  • Orientar planejamento, execução, controle e administração de sistemas produtivos
  • Orientar administração de propriedade rural
  • Orientar utilização de fontes alternativas de energia
  • Orientar processos de uso sustentável e conservação de solo, água e meio ambiente
  • Orientar comercialização de produtos agrossilvipecuários e do agronegócio
  • Organizar associações e/ou cooperativas de produtores
  • Organizar eventos
  • Promover cursos, seminários e palestras
  • Prescrever receituário agropecuário
E Elaborar documentação técnica e científica (8)
  • Elaborar relatórios (de atividade, técnicos e gerenciais)
  • Elaborar projetos
  • Elaborar inventário de recursos disponíveis (naturais, máquinas, equipamentos)
  • Elaborar estudos estatísticos
  • Elaborar normas e procedimentos técnicos
  • Emitir laudos, pareceres técnicos e/ou documentos oficiais
  • Elaborar artigos técnico-científicos
  • Elaborar material para divulgação de produtos, serviços, equipamentos
F Promover desenvolvimento tecnológico (5)
  • Desenvolver produtos, equipamentos e acessórios
  • Desenvolver programas computacionais específicos
  • Desenvolver processos e sistemas de tratamento de resíduos
  • Adaptar tecnologia
  • Desenvolver biotecnologia
G Fiscalizar atividades agrossilvipecuárias e o uso de recursos naturais renováveis e ambientais (6)
  • Fiscalizar obras em execução
  • Fiscalizar procedência, transporte e comercialização de produtos de origem animal e vegetal
  • Fiscalizar atividades de extrativismo
  • Autuar crimes ambientais e florestais
  • Embargar atividades agrossilvipecuárias de estabelecimentos infratores
  • Apreender produtos agrossilvipecuários
Z Demonstrar competências pessoais (14)
  • Demonstrar discernimento
  • Demonstrar criatividade
  • Demonstrar capacidade de síntese
  • Desenvolver raciocínio lógico e analítico
  • Demonstrar espírito empreendedor
  • Demonstrar capacidade de adaptabilidade
  • Desenvolver capacidade de negociação
  • Demonstrar capacidade de liderança
  • Demonstrar receptividade
  • Demonstrar capacidade de expressão oral
  • Demonstrar capacidade de expressão escrita
  • Demonstrar capacidade de relacionamento interpessoal
  • Demonstrar capacidade de iniciativa
  • Demonstrar capacidade de tomar decisões

Sinônimos oficiais (5)

Consultor técnico em aqüiculturaConsultor técnico em pescaEngenheiro aqüicultorEngenheiro especialista em tecnologia de pescaEngenheiro especialista em tecnologia de pescado

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 2221-15 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um engenheiro de pesca?

A mediana do salário de admissão é R$ 7.575 por mês, considerando as 26 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.790 (10% menores) a R$ 13.817 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 8.388 (RAIS 2024), 10.7% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando engenheiro de pesca?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 43 admissões contra 32 desligamentos, saldo de +11 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata engenheiro de pesca?

A atividade econômica que mais contratou foi Pesquisa e desenvolvimento experimental em ciências sociais e humanas (CNAE 7220700), com 32,6% das admissões. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de engenheiro de pesca?

2221-15 (família 2221 — Engenheiros agrossilvipecuários). A CBO reconhece também os títulos: Consultor técnico em aqüicultura, Consultor técnico em pesca, Engenheiro aqüicultor, Engenheiro especialista em tecnologia de pesca, Engenheiro especialista em tecnologia de pescado — todos usam o mesmo código 2221-15. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser engenheiro de pesca?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 2221: As ocupações requerem o curso superior completo na área para o seu exercício. É frequente a presença de profissionais com cursos de mestrado, doutorado ou cursos de especialização. No Censo da Educação Superior de 2024, o curso mais associado é Agronomia, com 2,21 candidatos por vaga no presencial.

Quanto ganha engenheiro de pesca no serviço público federal?

No cargo federal correspondente (Engenheiro agrônomo (carreira federal)), a remuneração básica bruta mediana é R$ 15.601, com jornada predominante de 40 horas semanais — dados do Portal da Transparência (6 competências de 2026). Isso é 86% acima da mediana do setor privado na mesma ocupação. O valor não inclui gratificação natalina, férias nem eventuais.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 2221-15?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 2221-15 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 2221-15 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (7220700), o RAT é 1%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

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