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CBO 2002 Família 2221 R$ 4.925 na admissão +4 postos em 12 meses 71 atividades

CBO 2221-05 — Engenheiro agrícola

O código 2221-05 identifica a ocupação engenheiro agrícola na CBO 2002, dentro da família 2221 — Engenheiros agrossilvipecuários. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um engenheiro agrícola

Planejam, coordenam e executam atividades agrossilvipecuárias e do uso de recursos naturais renováveis e ambientais. Fiscalizam essas atividades, promovem a extensão rural, orientando produtores nos vários aspectos das atividades agrossilvipecuárias e elaboram documentação técnica e científica. Podem prestar assistência e consultoria técnicas.

Descrição oficial da família 2221 — Engenheiros agrossilvipecuários, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham em atividades da agricultura, pecuária e silvicultura, exploração florestal, pesca e aquicultura, em empresas públicas e privadas e em cooperativas de produtores. Atuam como empregados, prestadores de serviços ou servidores públicos. Há possibilidade de colocação também em órgãos públicos fiscalizadores da qualidade ou classificadores de produtos e em empresas públicas de extensão rural. Trabalham em equipe, com supervisão ocasional, a céu aberto, ficando, muitas vezes, expostos a condições climáticas adversas. Podem permanecer em condições desconfortáveis por longos períodos, sujeitos à exposição de materiais tóxicos e ruídos intensos. consulte 2211 - Biólogos, botánic.

Recursos de trabalho

Podem ocorrer casos de Engenheiros agrossilvipecuários que exercem também funções de professor universitário ou pesquisador. Para codificá-los, considerar as atividades 239 principais. Norma regulamentadora: Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966 - Regula o exercício das profissões de Engenheiro, Arquiteto e Engenheiro Agrônomo e dá outras providências. Lei nº 8.195, de 26 de junho de 1991 - Altera a Lei nº 5.194/66.

Quanto ganha um engenheiro agrícola

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 2.52310% ganham atéR$ 4.925medianaR$ 12.91610% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 9.588

Entrada × quem já está

R$ 4.925 ao ser admitido · R$ 9.588 para quem tem vínculo ativo +94,7%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de engenheiro agrícola foi de R$ 4.925 — metade das 128 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.523 e os 10% de maior, acima de R$ 12.916.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 9.588, ou seja, 94,7% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 44 meses.

Considerando a jornada média de 42.9 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 26,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 4.925
Por ano (12 salários)R$ 59.100
Por semanaR$ 1.133
Por hora (42.9h/sem)R$ 26,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 5.02578,1%
  • Mulheres — R$ 3.93821,9%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 9.88178,4%
  • Mulheres — R$ 8.83321,6%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Sudeste3.933

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

133

Desligamentos

129

Saldo

+4

Rotatividade

16,2%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: ago/25 (+15) saldo negativo · pior: nov/25 (-13)

Em 12 meses houve 133 admissões e 129 desligamentos de engenheiro agrícola, o que significa que o mercado formal abriu 4 postos de trabalho no período, com rotatividade de 16,2% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 37,2% foram a pedido do próprio trabalhador e 47,3% por dispensa sem justa causa, além de 8,5% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador37,2%
  • Dispensa sem justa causa47,3%
  • Fim de contrato8,5%

Sobre 129 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro9%
  • 1 a 4 empregados8,3%
  • 5 a 9 empregados7,5%
  • 10 a 19 empregados9%
  • 20 a 49 empregados7,5%
  • 50 a 99 empregados3,8%
  • 100 a 249 empregados7,5%
  • 250 a 499 empregados23,3%
  • 500 a 999 empregados8,3%
  • 1.000 ou mais empregados15,8%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata engenheiro agrícola

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de álcool 1931400 · 18,8% das admissões 25 44h R$ 8.335 3% 3
Fabricação de máquinas e equipamentos para a agricultura e pecuária, peças e acessórios, exceto para irrigação 2833000 · 17,3% das admissões 23 44h R$ 3.500 3% 3
Serviços de agronomia e de consultoria às atividades agrícolas e pecuárias 7490103 · 8,3% das admissões 11 3% 1
Fabricação de açúcar em bruto 1071600 · 6,8% das admissões 9 3% 3
Comércio varejista de materiais hidráulicos 4744003 · 3,8% das admissões 5 2% 2
Fornecimento e gestão de recursos humanos para terceiros 7830200 · 3,8% das admissões 5 2% 1
Serviços de engenharia 7112000 · 2,3% das admissões 3 3% 1

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como engenheiro agrícola

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 796 vínculos

Idade mediana

38 anos

Tempo de casa

44 meses

No setor público

25,5%

Em empresa do Simples

6%

Sexo

  • Homem77,6%
  • Mulher22,4%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada40,7h/sem
  • Pessoas com deficiência1,5%
  • Jornada parcial0,6%
  • Contrato intermitente2,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos4,3%

Sobre os 796 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca60,9%
  • Parda34,9%
  • Preta2,2%
  • Amarela2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Superior completo91,8%
  • Mestrado5%
  • Doutorado3,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Médio completo16,5%
  • Superior incompleto6%
  • Superior completo64,7%
  • Pós-graduação6%
  • Mestrado6%
  • Doutorado0,8%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados5,3%
  • 5 a 9 empregados5,5%
  • 10 a 19 empregados3,5%
  • 20 a 49 empregados8,3%
  • 50 a 99 empregados5,8%
  • 100 a 249 empregados11,6%
  • 250 a 499 empregados14,2%
  • 500 a 999 empregados18,3%
  • 1.000 ou mais empregados27,5%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO e cenário do curso no Censo da Educação Superior 2024

As ocupações requerem o curso superior completo na área para o seu exercício. É frequente a presença de profissionais com cursos de mestrado, doutorado ou cursos de especialização.

Texto oficial do MTE para a família 2221.

Curso de graduação Concorrência (presencial) Matrículas Formados/ano EAD Rede pública
Agronomia 2,21× 149.939 14.839 36,7% 37,2%
Engenharia florestal 1,8× 9.267 1.044 0% 99,4%
Engenharia agrícola 1,52× 4.472 558 0% 97,9%

Quantos se formam × quantas vagas abrem

Formam-se 16.441 pessoas por ano nos cursos associados a essa família, enquanto o mercado formal abriu 4 postos líquidos em 12 meses — cerca de 4.110,3 formados por vaga nova. O saldo líquido não é o total de oportunidades (há também a reposição de quem sai), mas a razão dá a ordem de grandeza da pressão de entrada na carreira.

A concorrência é calculada somente no ensino presencial: cursos a distância operam com oferta de vagas quase ilimitada e, misturados, achatam o indicador até fazer parecer que sobram vagas. A associação entre família da CBO e curso é curadoria nossa — não existe correspondência oficial entre a CBO e os cursos de graduação. Não publicamos “taxa de conclusão” porque concluintes e ingressantes do mesmo ano são turmas diferentes.

No serviço público federal

Portal da Transparência · remuneração básica bruta · 6 competências

Cargo federal correspondente P25 Mediana P75 Jornada
Engenheiro agrônomo (carreira federal)2.031 contracheques · SIAPE R$ 12.509 R$ 15.601 R$ 17.690 40 HORAS SEMANAIS

A mediana no cargo federal (Engenheiro agrônomo (carreira federal)) é R$ 15.601 contra R$ 9.588 de quem atua na ocupação no mercado formal — uma diferença de +62,7%. Antes de concluir, compare a jornada: cargos da saúde no serviço público têm jornadas de 20, 24, 36 e 40 horas, e o valor por hora muda tudo.

Remuneração básica bruta mensal, sem gratificação natalina, férias ou eventuais. Usamos mediana e quartis porque a média é distorcida pelos cargos de topo sujeitos ao teto constitucional. O Portal da Transparência identifica o servidor por cargo/carreira definido em lei, não por CBO — a correspondência entre cargo e ocupação é curadoria nossa.

Qual especialização paga mais na família 2221

Todas as ocupações de engenheiros agrossilvipecuários, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
2221-10 Engenheiro agrônomo R$ 8.816 R$ 11.650 20.996
2221-20 Engenheiro florestal R$ 8.284 R$ 9.824 2.523
2221-05 Engenheiro agrícola (esta página) R$ 4.925 R$ 9.588 796
2221-15 Engenheiro de pesca R$ 7.575 R$ 8.388 266
2221-25 Tecnólogo em agronegócio R$ 6.652 R$ 6.500 297

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 2221-05.

A Planejar atividades agrossilvipecuárias e do agronegócio (10)
  • Identificar necessidades do setor
  • Levantar informações técnicas
  • Diagnosticar situações
  • Analisar viabilidade técnica, sócioeconômica e ambiental de soluções propostas
  • Estimar custos
  • Realizar estudos de mercados
  • Discutir soluções propostas com envolvidos
  • Definir ordenamento cronológico e logística de ações
  • Inventariar recursos físicos e financeiros de empreendimento
  • Definir parâmetros de produção
B Coordenar atividades agrossilvipecuárias e do agronegócio (14)
  • Analisar projetos, contratos, convênios, propostas técnicas e programas de trabalho
  • Intermediar convênios, contratos e parcerias
  • Captar recursos financeiros
  • Administrar recursos financeiros
  • Administrar recursos patrimoniais
  • Coordenar equipe de trabalho
  • Coordenar treinamentos
  • Supervisionar construção e manutenção de infraestrutura rural
  • Supervisionar atividades de sistema de produção (agricultura, aqüicultura, silvicultura, pecuária)
  • Supervisionar processo em manejo de recursos naturais (bióticos e abióticos)
  • Gerenciar atividades agrossilvipecuárias e/ou do agronegócio
  • Coordenar programas e convênios interinstitucionais
  • Supervisionar processos de tratamento de resíduos
  • Supervisionar processos de recuperação de área degradada
C Executar atividades agrossilvipecuárias e do agronegócio (6)
  • Executar levantamento topográfico
  • Executar levantamento ambiental
  • Monitorar itens de controle do processo produtivo e/ou ambiental
  • Analisar amostras colhidas e resultados de análises laboratoriais
  • Testar desempenho de equipamentos, máquinas e materiais
  • Inspecionar qualidade e sanidade de produto
D Prestar assistência e consultoria técnicas e extensão rural (10)
  • Realizar visitas técnicas
  • Realizar perícias e auditorias
  • Orientar planejamento, execução, controle e administração de sistemas produtivos
  • Orientar administração de propriedade rural
  • Orientar utilização de fontes alternativas de energia
  • Orientar processos de uso sustentável e conservação de solo, água e meio ambiente
  • Orientar comercialização de produtos agrossilvipecuários e do agronegócio
  • Organizar associações e/ou cooperativas de produtores
  • Organizar eventos
  • Promover cursos, seminários e palestras
E Elaborar documentação técnica e científica (8)
  • Elaborar relatórios (de atividade, técnicos e gerenciais)
  • Elaborar projetos
  • Elaborar inventário de recursos disponíveis (naturais, máquinas, equipamentos)
  • Elaborar estudos estatísticos
  • Elaborar normas e procedimentos técnicos
  • Emitir laudos, pareceres técnicos e/ou documentos oficiais
  • Elaborar artigos técnico-científicos
  • Elaborar material para divulgação de produtos, serviços, equipamentos
F Promover desenvolvimento tecnológico (4)
  • Desenvolver produtos, equipamentos e acessórios
  • Desenvolver programas computacionais específicos
  • Desenvolver processos e sistemas de tratamento de resíduos
  • Adaptar tecnologia
G Fiscalizar atividades agrossilvipecuárias e o uso de recursos naturais renováveis e ambientais (5)
  • Fiscalizar obras em execução
  • Fiscalizar procedência, transporte e comercialização de produtos de origem animal e vegetal
  • Autuar crimes ambientais e florestais
  • Embargar atividades agrossilvipecuárias de estabelecimentos infratores
  • Apreender produtos agrossilvipecuários
Z Demonstrar competências pessoais (14)
  • Demonstrar discernimento
  • Demonstrar criatividade
  • Demonstrar capacidade de síntese
  • Desenvolver raciocínio lógico e analítico
  • Demonstrar espírito empreendedor
  • Demonstrar capacidade de adaptabilidade
  • Desenvolver capacidade de negociação
  • Demonstrar capacidade de liderança
  • Demonstrar receptividade
  • Demonstrar capacidade de expressão oral
  • Demonstrar capacidade de expressão escrita
  • Demonstrar capacidade de relacionamento interpessoal
  • Demonstrar capacidade de iniciativa
  • Demonstrar capacidade de tomar decisões

Sinônimos oficiais (6)

Engenheiro de irrigação e drenagemEngenheiro especialista em construções ruraisEngenheiro especialista em construções rurais e ambiênciaEngenheiro especialista em mecanização agrícolaEngenheiro especialista em secagem e armazenagem de grãosTecnólogo de engenharia rural

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 2221-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um engenheiro agrícola?

A mediana do salário de admissão é R$ 4.925 por mês, considerando as 128 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 2.523 (10% menores) a R$ 12.916 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 9.588 (RAIS 2024), 94.7% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando engenheiro agrícola?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 133 admissões contra 129 desligamentos, saldo de +4 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata engenheiro agrícola?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de álcool (CNAE 1931400), com 18,8% das admissões e mediana de R$ 8.335. A lista completa dos 7 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de engenheiro agrícola?

2221-05 (família 2221 — Engenheiros agrossilvipecuários). A CBO reconhece também os títulos: Engenheiro de irrigação e drenagem, Engenheiro especialista em construções rurais, Engenheiro especialista em construções rurais e ambiência, Engenheiro especialista em mecanização agrícola, Engenheiro especialista em secagem e armazenagem de grãos, Tecnólogo de engenharia rural — todos usam o mesmo código 2221-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser engenheiro agrícola?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 2221: As ocupações requerem o curso superior completo na área para o seu exercício. É frequente a presença de profissionais com cursos de mestrado, doutorado ou cursos de especialização. No Censo da Educação Superior de 2024, o curso mais associado é Agronomia, com 2,21 candidatos por vaga no presencial.

Quanto ganha engenheiro agrícola no serviço público federal?

No cargo federal correspondente (Engenheiro agrônomo (carreira federal)), a remuneração básica bruta mediana é R$ 15.601, com jornada predominante de 40 horas semanais — dados do Portal da Transparência (6 competências de 2026). Isso é 62.7% acima da mediana do setor privado na mesma ocupação. O valor não inclui gratificação natalina, férias nem eventuais.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 2221-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 2221-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 2221-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1931400), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

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