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CBO 2002 Família 1225 R$ 2.850 na admissão -4 postos em 12 meses 90 atividades

CBO 1225-15 — Diretor de produção e operações de turismo

O código 1225-15 identifica a ocupação diretor de produção e operações de turismo na CBO 2002, dentro da família 1225 — Diretores de serviços de turismo, de alojamento e de alimentação. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha12 seções

O que faz um diretor de produção e operações de turismo

Dirigem, no mais alto nível, e como representantes dos proprietários ou acionistas ou por conta própria, as atividades de produção e operação de empresas de prestação de serviços em turismo, alimentação e hotelaria. Definem política e diretrizes; traçam plano operacional; operacionalizam negócios; produzem resultados; coordenam equipes; garantem qualidade de produtos e serviços; analisam mercado e atuam como relações públicas.

Descrição oficial da família 1225 — Diretores de serviços de turismo, de alojamento e de alimentação, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Desenvolvem as atividades em equipe, sob supervisão ocasional, em ambientes fechados e no período diurno. Podem trabalhar sob pressão, ocasionando estresse.

Recursos de trabalho

Calculadora; Computador e impressora; Internet e intranet; Mapas; Material de escritório; Rádio nextel; Telefone e fax.

Quanto ganha um diretor de produção e operações de turismo

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 2.25510% ganham atéR$ 2.850medianaR$ 8.02010% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 4.581

Entrada × quem já está

R$ 2.850 ao ser admitido · R$ 4.581 para quem tem vínculo ativo +60,7%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de diretor de produção e operações de turismo foi de R$ 2.850 — metade das 12 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.255 e os 10% de maior, acima de R$ 8.020.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 4.581, ou seja, 60,7% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 41 meses.

Considerando a jornada média de 39.8 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 21,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.850
Por ano (12 salários)R$ 34.200
Por semanaR$ 656
Por hora (39.8h/sem)R$ 21,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Salário por região

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

13

Desligamentos

17

Saldo

-4

Rotatividade

7,8%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: set/25 (+1) saldo negativo · pior: ago/25 (-1)

Em 12 meses houve 13 admissões e 17 desligamentos de diretor de produção e operações de turismo, o que significa que o mercado formal fechou 4 postos de trabalho no período, com rotatividade de 7,8% sobre o estoque de vínculos.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro30,8%
  • 1 a 4 empregados15,4%
  • 100 a 249 empregados7,7%
  • 250 a 499 empregados23,1%
  • 500 a 999 empregados15,4%
  • 1.000 ou mais empregados7,7%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata diretor de produção e operações de turismo

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Agências de viagens 7911200 · 30,8% das admissões 4 1% 1
Administração pública em geral 8411600 · 30,8% das admissões 4 2% 1
Confecção de peças de vestuário, exceto roupas íntimas e as confeccionadas sob medida 1412601 · 7,7% das admissões 1 3% 2
Fornecimento e gestão de recursos humanos para terceiros 7830200 · 7,7% das admissões 1 2% 1
Serviços de reservas e outros serviços de turismo não especificados anteriormente 7990200 · 7,7% das admissões 1 1% 1
Artes cênicas, espetáculos e atividades complementares não especificadas anteriormente 9001999 · 7,7% das admissões 1 3% 2
Ensino médio 8520100 · 7,7% das admissões 1 1% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como diretor de produção e operações de turismo

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 217 vínculos

Idade mediana

43 anos

Tempo de casa

41 meses

No setor público

53,9%

Em empresa do Simples

10,6%

Sexo

  • Homem51,2%
  • Mulher48,8%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada39,6h/sem
  • Pessoas com deficiência1,4%
  • Jornada parcial0,5%
  • Em entidade sem fins lucrativos1,8%

Sobre os 217 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca64,6%
  • Parda32,3%
  • Preta2,1%
  • Indígena1%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Superior completo99,1%
  • Mestrado0,9%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Fundamental completo15,4%
  • Médio completo38,5%
  • Superior completo38,5%
  • Pós-graduação7,7%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados5,5%
  • 5 a 9 empregados6,5%
  • 10 a 19 empregados3,7%
  • 20 a 49 empregados12,4%
  • 50 a 99 empregados6%
  • 100 a 249 empregados12%
  • 250 a 499 empregados13,8%
  • 500 a 999 empregados15,7%
  • 1.000 ou mais empregados24,4%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas

Informalidade no setor

25,4%

Média nacional

37,5%

Conta própria

23,7%

Rendimento formal × informal

R$ 5.385 × R$ 4.443

No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Essas ocupações são exercidas por pessoas com escolaridade de ensino superior acrescida de programas de treinamento e especialização, correlatos às suas atividades. O pleno exercício das atividades profissionais se dá após cinco anos de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 1225.

Qual especialização paga mais na família 1225

Todas as ocupações de diretores de serviços de turismo, de alojamento e de alimentação, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
1225-10 Diretor de produção e operações de hotel R$ 12.025 R$ 14.313 134
1225-05 Diretor de produção e operações de alimentação R$ 4.017 R$ 6.213 465
1225-20 Turismólogo R$ 2.813 R$ 5.004 530
1225-15 Diretor de produção e operações de turismo (esta página) R$ 2.850 R$ 4.581 217

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 1225-15.

A Definir planos, políticas e diretrizes (11)
  • Definir objetivos
  • Fixar metas
  • Definir políticas de benefícios para colaboradores
  • Definir políticas de promoções para gerentes e chefes
  • Definir políticas de segurança
  • Decidir políticas de comissionamento
  • Definir políticas de qualidade
  • Definir estratégias de marketing
  • Definir estratégias de vendas
  • Definir indicadores de desempenho
  • Definir prioridades
B Traçar plano operacional (14)
  • Elaborar programas turísticos
  • Elaborar cronogramas de viagens
  • Planejar roteiros turísticos
  • Planejar logística terrestre, aérea e aquaviária
  • Estabelecer preços de produtos e serviços
  • Estabelecer formas de pagamento
  • Estabelecer parcerias
  • Escolher produtos para veiculação
  • Escolher produtos para promoção
  • Escolher formas de divulgação
  • Programar eventos
  • Elaborar orçamentos
  • Calcular retorno de investimento
  • Autorizar investimento
C Executar planos de negócios (18)
  • Pesquisar fornecedores
  • Contatar fornecedores
  • Negociar com fornecedores, clientes e parceiros
  • Firmar contratos de compras
  • Firmar contratos de seguros
  • Aprovar orçamentos
  • Aprovar eventos
  • Aprovar campanhas de marketing
  • Aprovar alterações de padrão
  • Implementar parcerias
  • Gerir custos
  • Gerir recursos materiais e financeiros
  • Acompanhar contratos negociados
  • Acompanhar desenvolvimento das viagens
  • Controlar divulgação de produtos
  • Controlar reservas
  • Ceder vantagens para agências em aliança
  • Avaliar desempenho dos parceiros
D Produzir resultados (8)
  • Monitorar metas
  • Monitorar indicadores de desempenho
  • Alterar produto conforme oscilação de custos e de preço final
  • Avaliar vendas
  • Avaliar margem de lucros
  • Avaliar relatórios
  • Avaliar comportamento dos resultados
  • Prestar contas a superiores
E Coordenar equipes (7)
  • Selecionar equipes
  • Capacitar equipes
  • Orientar equipes
  • Avaliar desempenho de equipes
  • Promover funcionários
  • Dispensar gerentes e chefes
  • Premiar desempenho de funcionários
F Garantir qualidade de produtos e serviços (8)
  • Informar-se da situação da organização
  • Solicitar pesquisa de satisfação do cliente
  • Analisar pesquisa de satisfação do cliente
  • Zelar pela imagem da organização
  • Zelar pelo funcionamento da organização
  • Realizar visitas de inspeção
  • Cobrar padronização de produtos e serviços
  • Corrigir desvios
G Analisar mercado (4)
  • Acompanhar concorrência
  • Analisar localidades nacionais e internaconais, do ponto de vista turístico
  • Comparar condições da concorrência
  • Analisar pontos turísticos
Y Comunicar-se (6)
  • Conceder entrevistas
  • Receber visitantes
  • Representar empresa em eventos
  • Atender a franqueados e parceiros
  • Visitar parceiros
  • Participar de feiras nacionais e internacionais
Z Demonstrar competências pessoais (14)
  • Trabalhar em equipe
  • Tomar decisões
  • Visualizar futuro
  • Demonstrar poder de convencimento
  • Demonstrar visão de mercado
  • Demonstrar agilidade
  • Demonstrar criatividade
  • Demonstrar fluência em outro idioma
  • Demonstrar confiabilidade
  • Demonstrar liderança
  • Demonstrar objetividade
  • Demonstrar flexibilidade
  • Demonstrar proatividade
  • Demonstrar dinamismo

Perguntas frequentes

Quanto ganha um diretor de produção e operações de turismo?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.850 por mês, considerando as 12 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 2.255 (10% menores) a R$ 8.020 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 4.581 (RAIS 2024), 60.7% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando diretor de produção e operações de turismo?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 13 admissões contra 17 desligamentos, saldo de -4 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata diretor de produção e operações de turismo?

A atividade econômica que mais contratou foi Agências de viagens (CNAE 7911200), com 30,8% das admissões. A lista completa dos 7 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de diretor de produção e operações de turismo?

1225-15 (família 1225 — Diretores de serviços de turismo, de alojamento e de alimentação). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser diretor de produção e operações de turismo?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 1225: Essas ocupações são exercidas por pessoas com escolaridade de ensino superior acrescida de programas de treinamento e especialização, correlatos às suas atividades. O pleno exercício das atividades profissionais se dá após cinco anos de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 1225-15?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 1225-15 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 1225-15 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (7911200), o RAT é 1%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (7 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 1225:

  • Agaxtur Turismo S.A.
  • Alsaraiva Empreendimentos Imobiliários e Participações Ltda.
  • Gr Serviços de Alimentação
  • Hotelaria Accor Brasil S.A.
  • Queensberry Agência de Viagens e Turismo Ltda.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
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