CBO 1144-05 — Dirigente e administrador de organização da sociedade civil sem fins lucrativos
O código 1144-05 identifica a ocupação dirigente e administrador de organização da sociedade civil sem fins lucrativos na CBO 2002, dentro da família 1144 — Dirigentes e administradores de organizações da sociedade civil sem fins lucrativos. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.
Nesta ficha12 seções
O que faz um dirigente e administrador de organização da sociedade civil sem fins lucrativos
Promovem a sustentabilidade institucional; articulam alianças; representam a instituição e planejam políticas e estratégias. Comunicam-se, oralmente e por escrito; desenvolvem políticas e estratégias de recursos humanos; gerenciam operações administrativas e financeiras e coordenam atividades.
Descrição oficial da família 1144 — Dirigentes e administradores de organizações da sociedade civil sem fins lucrativos, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.
Como e onde se trabalha
Trabalham em organizações que são classificadas como de utilidade pública, entidades de fins filantrópicos e, mais recentemente, organização de interesse público (oscip), que são definidas pela Lei n° 9.790, de junho de 1999. Constituídas juridicamente como fundações ou associações, podem ser nominadas de instituto. São qualificadas para atuar na esfera municipal, estadual ou federal. O agrupamento dessas instituições é também conhecido como terceiro setor que congrega associações, fundações e entidades que atuam na esfera pública, mas não fazem parte do estado e nem do setor privado. Os profissionais dessa família ocupacional geralmente são contratados na condição de empregados com carteira assinada. Organizam-se em equipes, trabalham com supervisão ocasional, em ambientes fechados, no período diurno.
Recursos de trabalho
Equipamentos e recursos de informática; Fax; Telefone.
Quanto ganha um dirigente e administrador de organização da sociedade civil sem fins lucrativos
Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais
mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 5.705
Entrada × quem já está
R$ 6.513 ao ser admitido · R$ 5.705 para quem tem vínculo ativo -12,4%
Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de dirigente e administrador de organização da sociedade civil sem fins lucrativos foi de R$ 6.513 — metade das 90 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.875 e os 10% de maior, acima de R$ 31.856.
Quem já está na ocupação ganha menos do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 5.705, ou seja, 12,4% abaixo do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração cai com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 60 meses.
Considerando a jornada média de 41.3 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 34,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.
Equivalência da mediana
| Por mês | R$ 6.513 |
| Por ano (12 salários) | R$ 78.156 |
| Por semana | R$ 1.499 |
| Por hora (41.3h/sem) | R$ 34,00 |
Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.
Composição e salário por sexo
Na admissão (CAGED, 40h+)
Quem já atua (RAIS 2024)
Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.
Salário por região
Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.
Contratação e mercado
Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026
Admissões
99
Desligamentos
89
Saldo
+10
Rotatividade
10,9%
Saldo mês a mês
Em 12 meses houve 99 admissões e 89 desligamentos de dirigente e administrador de organização da sociedade civil sem fins lucrativos, o que significa que o mercado formal abriu 10 postos de trabalho no período, com rotatividade de 10,9% sobre o estoque de vínculos.
Entre os desligamentos, 16,9% foram a pedido do próprio trabalhador e 70,8% por dispensa sem justa causa, além de 7,9% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.
Por que as pessoas saem
Sobre 89 desligamentos com motivo declarado.
Como são os contratos
Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.
Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência.
Porte de quem contrata
Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.
Quem contrata dirigente e administrador de organização da sociedade civil sem fins lucrativos
Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma
RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.
Perfil de quem trabalha como dirigente e administrador de organização da sociedade civil sem fins lucrativos
Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 820 vínculos
Idade mediana
48 anos
Tempo de casa
60 meses
No setor público
27,4%
Em empresa do Simples
3,5%
Sexo
Composição do vínculo
- Jornada média contratada31,1h/sem
- Pessoas com deficiência0,6%
- Jornada parcial0,4%
- Em entidade sem fins lucrativos54,3%
Sobre os 820 vínculos ativos em 31/12/2024.
Raça/cor
Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.
Escolaridade
Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.
Porte do empregador
Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.
Informalidade no setor que mais contrata
PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: outros serviços
Informalidade no setor
58,8%
Média nacional
37,5%
Conta própria
60,8%
Rendimento formal × informal
R$ 4.157 × R$ 2.095
No setor de outros serviços — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 58,8% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.
O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.
Formação exigida
Exigência oficial da CBO
O trabalho é exercido, normalmente, por profissionais de nível superior, de reconhecida probidade e competência administrativas, eleitos ou indicados conforme normas legais e estatutárias das organizações que dirigem. Essas ocupações são exercidas por pessoas com escolaridade de nível superior, acrescida de cursos básicos de até 200 horas. O desempenho pleno das funções ocorre após cinco anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Texto oficial do MTE para a família 1144.
Atividades do perfil ocupacional
Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 1144-05.
A Promover a sustentabilidade institucional (8)
- •Revigorar a missão
- •Implementar a missão da instituição
- •Captar recursos financeiros
- •Contatar agentes e instituições financeiras
- •Incorporar novas tecnologias educacionais e de gestão
- •Identificar colaboradores
- •Promover eventos
- •Mobilizar recursos
B Articular alianças (10)
- •Buscar parceiros
- •Estabelecer parcerias
- •Buscar apoios políticos e financeiros
- •Negociar apoios, contratos e convênios
- •Interagir com as partes interessadas (stakeholders)
- •Articular conselhos da instituição (consultivo, administrativo e outros)
- •Fazer lobby de causas públicas
- •Monitorar políticas públicas
- •Assessorar a formulação de políticas públicas
- •Monitorar legislação
C Representar a instituição (6)
- •Representar a instituição junto à comunidade local
- •Representar a instituição junto a órgãos públicos e privados
- •Representar a instituição junto à mídia
- •Representar a instituição junto a agentes financiadores
- •Representar jurídica e legalmente a instituição
- •Receber personalidades públicas
D Planejar políticas e estratégias (15)
- •Analisar o cenário social, econômico e institucional
- •Identificar demandas
- •Projetar cenários e tendências
- •Definir diretrizes e políticas institucionais
- •Estabelecer prioridades
- •Definir objetivos e metas
- •Definir alocação de recursos
- •Elaborar plano plurianual
- •Formular estratégias
- •Elaborar plano de ação anual
- •Elaborar estratégia econômico-financeira
- •Formular projetos
- •Avaliar a compatibilidade das estratégias e políticas com a missão e objetivos organizacionais
- •Avaliar os resultados dos projetos
- •Revisar objetivos e metas
E Comunicar-se (14)
- •Divulgar o trabalho da instituição
- •Manter fluxo de comunicação interna
- •Atender os órgãos de imprensa
- •Promover a conscientização do público
- •Mobilizar a sociedade (comunidade, órgãos públicos, etc.)
- •Promover campanhas institucionais e sociais
- •Ministrar palestras
- •Desenvolver material de divulgação
- •Orientar o público
- •Disponibilizar informação para a sociedade (dados, acervo técnico, relatórios)
- •Promover a publicação de artigos especializados
- •Promover a sistematização de experiências
- •Disseminar experiências e conhecimentos
- •Interagir com associados e filiados
F Desenvolver políticas e estratégias de recursos humanos (7)
- •Formar colaboradores
- •Constituir equipe de colaboradores
- •Organizar equipes
- •Desenvolver a capacitação profissional e pessoal dos colaboradores
- •Detectar lideranças na comunidade
- •Recrutar voluntários
- •Organizar o trabalho voluntário
G Gerenciar operações administrativas e financeiras (12)
- •Supervisionar o fluxo financeiro
- •Monitorar a execução orçamentária
- •Consolidar relatórios
- •Estimar necessidades de recursos
- •Supervisionar a aplicação de recursos
- •Aprovar verbas
- •Aprovar relatórios
- •Apresentar relatórios técnicos e financeiros
- •Apresentar relatório anual
- •Administrar a infra-estrutura
- •Providenciar recursos (materiais, equipamentos)
- •Supervisionar o fluxo de documentos
H Coordenar as atividades (8)
- •Analisar projetos
- •Analisar relatórios enviados por entidades parceiras
- •Acompanhar atividades
- •Organizar eventos
- •Coordenar equipes
- •Avaliar equipes
- •Definir critérios de avaliação
- •Avaliar a satisfação dos beneficiários
Z Demonstrar competências pessoais (20)
- •Demonstrar ousadia
- •Demonstrar sensibilidade social
- •Demonstrar capacidade empreendedora
- •Demonstrar capacidade de delegar
- •Demonstrar liderança
- •Trabalhar em equipe
- •Demonstrar conhecimento técnico
- •Demonstrar desprendimento
- •Demonstrar criatividade
- •Demonstrar comprometimento
- •Manter-se atualizado
- •Demonstrar flexibilidade
- •Demonstrar ética
- •Demonstrar comunicabilidade
- •Demonstrar habilidade política
- •Demonstrar paciência
- •Administrar conflitos
- •Demonstrar persistência
- •Demonstrar perspicácia
- •Demonstrar capacidade de tomar decisões
Sinônimos oficiais (7)
Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 1144-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.
Perguntas frequentes
Quanto ganha um dirigente e administrador de organização da sociedade civil sem fins lucrativos?
A mediana do salário de admissão é R$ 6.513 por mês, considerando as 90 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.875 (10% menores) a R$ 31.856 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 5.705 (RAIS 2024), 12.4% abaixo do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.
O mercado está contratando dirigente e administrador de organização da sociedade civil sem fins lucrativos?
Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 99 admissões contra 89 desligamentos, saldo de +10 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.
Que tipo de empresa contrata dirigente e administrador de organização da sociedade civil sem fins lucrativos?
A atividade econômica que mais contratou foi Atividades de associações de defesa de direitos sociais (CNAE 9430800), com 29,3% das admissões e mediana de R$ 6.200. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.
Qual o código CBO de dirigente e administrador de organização da sociedade civil sem fins lucrativos?
1144-05 (família 1144 — Dirigentes e administradores de organizações da sociedade civil sem fins lucrativos). A CBO reconhece também os títulos: Dirigente de clube e associação esportiva, Dirigente de organização de defesa de direitos, Dirigente de organização de desenvolvimento cultural, Dirigente de organização de proteção ao meio ambiente, Dirigente de organização filantrópica, Dirigente de organização humanitária, Dirigente de organização não-governamental — todos usam o mesmo código 1144-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.
Precisa de faculdade para ser dirigente e administrador de organização da sociedade civil sem fins lucrativos?
Segundo a descrição oficial da CBO para a família 1144: O trabalho é exercido, normalmente, por profissionais de nível superior, de reconhecida probidade e competência administrativas, eleitos ou indicados conforme normas legais e estatutárias das organizações que dirigem. Essas ocupações são exercidas por pessoas com escolaridade de nível superior, acrescida de cursos básicos de até 200 horas. O desempenho pleno das funções ocorre após cinco anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
É uma profissão com muita informalidade?
A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (outros serviços), 58,8% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.
Onde informo o CBO 1144-05?
No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.
O CBO 1144-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?
Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 1144-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (9430800), o RAT é 2%.
Fontes oficiais
- → CBO 2002 — Ministério do Trabalho e Emprego
- → Novo CAGED — microdados de movimentação (PDET)
- → RAIS — microdados de vínculos (PDET)
- → PNAD Contínua (IBGE)
- → Tabela CBO completa
- → Todas as fontes do site
Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.