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CBO 2002 Família 9913 R$ 2.272 na admissão -270 postos em 12 meses 28 atividades

CBO 9913-05 — Funileiro de veículos (reparação)

O código 9913-05 identifica a ocupação funileiro de veículos (reparação) na CBO 2002, dentro da família 9913 — Reparadores de carrocerias de veículos. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um funileiro de veículos (reparação)

Analisam o veículo a ser reparado, realizam o desmonte e providenciam materiais, equipamentos, ferramentas e condições necessárias para o serviço. Preparam a lataria do veículo e as peças para os serviços de lanternagem e pintura. Confeccionam peças simples para pequenos reparos. Pintam e montam o veículo. Trabalham seguindo normas de segurança, higiene, qualidade e proteção ao meio ambiente.

Descrição oficial da família 9913 — Reparadores de carrocerias de veículos, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam no segmento de vendas, manutenção e reparação de veículos automotores como empregados com carteira assinada. O montador de veículos atua individualmente; o funileiro e o pintor de veículos, em equipe. Todos trabalham sob supervisão permanente. O trabalho é presencial, realizado durante o dia, em ambiente fechado ou a céu aberto. Em sua rotina de trabalho, o pintor de veículos (reparação) fica exposto a materiais tóxicos e o montador de veículos, a radiação e ruído intenso.

Recursos de trabalho

Arrebitadeiras; Compressor; Cyborggs; Hookit; Lixadeira; Macaco hidráulico (jacaré); Máquinas de solda; Morsa; Pistolas; Prensa.

Quanto ganha um funileiro de veículos (reparação)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.62010% ganham atéR$ 2.272medianaR$ 3.87610% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.010

Entrada × quem já está

R$ 2.272 ao ser admitido · R$ 3.010 para quem tem vínculo ativo +32,5%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de funileiro de veículos (reparação) foi de R$ 2.272 — metade das 6.045 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.620 e os 10% de maior, acima de R$ 3.876.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.010, ou seja, 32,5% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 33 meses.

Considerando a jornada média de 43.8 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 12,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.272
Por ano (12 salários)R$ 27.264
Por semanaR$ 523
Por hora (43.8h/sem)R$ 12,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.27498,5%
  • Mulheres — R$ 2.1901,5%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 3.01798,8%
  • Mulheres — R$ 2.4331,2%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte2.044
  • Nordeste1.842
  • Sudeste2.515
  • Sul2.226
  • Centro-Oeste2.052

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 2.064 -86 R$ 2.635
MG 809 -30 R$ 2.012
PR 537 -54 R$ 2.264
SC 379 +5 R$ 2.255
RJ 350 -1 R$ 2.683
RS 317 -13 R$ 2.161
GO 227 -51 R$ 2.400
BA 202 +24 R$ 1.900
MT 181 -11 R$ 2.041
PE 176 -2 R$ 2.090

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

6.186

Desligamentos

6.456

Saldo

-270

Rotatividade

32,9%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: mar/26 (+48) saldo negativo · pior: nov/25 (-106)

Em 12 meses houve 6.186 admissões e 6.456 desligamentos de funileiro de veículos (reparação), o que significa que o mercado formal fechou 270 postos de trabalho no período, com rotatividade de 32,9% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 32,4% foram a pedido do próprio trabalhador e 54,9% por dispensa sem justa causa, além de 7,2% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador32,4%
  • Dispensa sem justa causa54,9%
  • Fim de contrato7,2%

Sobre 6.456 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,1% das admissões são de jornada parcial e 0,7% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro15,3%
  • 1 a 4 empregados16,1%
  • 5 a 9 empregados14,4%
  • 10 a 19 empregados13,1%
  • 20 a 49 empregados11,6%
  • 50 a 99 empregados6,5%
  • 100 a 249 empregados7,8%
  • 250 a 499 empregados5,3%
  • 500 a 999 empregados3,9%
  • 1.000 ou mais empregados5,9%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata funileiro de veículos (reparação)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Serviços de lanternagem ou funilaria e pintura de veículos automotores 4520002 · 26,1% das admissões 1.617 44h R$ 1.780 R$ 2.145 R$ 2.847 3% 3
Serviços de manutenção e reparação mecânica de veículos automotores 4520001 · 12,9% das admissões 795 44h R$ 1.896 R$ 2.503 R$ 3.236 3% 3
Comércio a varejo de peças e acessórios novos para veículos automotores 4530703 · 9,7% das admissões 603 44h R$ 1.905 R$ 2.243 R$ 3.169 2% 2
Transporte rodoviário coletivo de passageiros, com itinerário fixo, municipal 4921301 · 8% das admissões 494 43.8h R$ 2.038 R$ 2.695 R$ 3.363 3% 3
Comércio a varejo de automóveis, camionetas e utilitários novos 4511101 · 5,9% das admissões 363 44.1h R$ 1.688 R$ 2.100 R$ 2.502 2% 2
Transporte rodoviário coletivo de passageiros, com itinerário fixo, intermunicipal em região metropolitana 4921302 · 2,7% das admissões 165 44.1h R$ 1.956 R$ 2.725 R$ 3.300 3% 3
Locação de automóveis sem condutor 7711000 · 2,4% das admissões 149 44h R$ 1.748 R$ 1.859 R$ 2.283 2% 1
Transporte rodoviário coletivo de passageiros, sob regime de fretamento, intermunicipal, interestadual e internacional 4929902 · 2,3% das admissões 145 44h R$ 2.166 R$ 3.027 R$ 3.644 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como funileiro de veículos (reparação)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 19.619 vínculos

Idade mediana

45 anos

Tempo de casa

33 meses

No setor público

0,8%

Em empresa do Simples

44,8%

Sexo

  • Homem98,8%
  • Mulher1,2%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,6h/sem
  • Pessoas com deficiência1,1%
  • Jornada parcial0,1%
  • Contrato intermitente0,2%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,1%

Sobre os 19.619 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca46,4%
  • Parda44,5%
  • Preta8,1%
  • Amarela0,7%
  • Indígena0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,3%
  • Até o 5º ano incompleto3,3%
  • 5º ano completo3,3%
  • 6º ao 9º ano8,5%
  • Fundamental completo13,3%
  • Médio incompleto10,3%
  • Médio completo59%
  • Superior incompleto1,1%
  • Superior completo0,9%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,3%
  • Até 5º ano incompleto2,1%
  • 5º ano completo1,7%
  • 6º a 9º ano4,7%
  • Fundamental completo8%
  • Médio incompleto9,5%
  • Médio completo71,6%
  • Superior incompleto1,1%
  • Superior completo0,9%
  • Pós-graduação0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados17,5%
  • 5 a 9 empregados14,5%
  • 10 a 19 empregados13,6%
  • 20 a 49 empregados10,6%
  • 50 a 99 empregados8%
  • 100 a 249 empregados8,2%
  • 250 a 499 empregados7,3%
  • 500 a 999 empregados7,3%
  • 1.000 ou mais empregados13%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de funileiro de veículos (reparação)

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

20,6

CAT no período

340

Óbitos comunicados

1

Idade média no acidente

40 anos

Foram 340 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo funileiro de veículos (reparação) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 20,6 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 75,6% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 23,5% de trajeto (no deslocamento) e 0,9% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 1 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico75,6%
  • Trajeto23,5%
  • Doença0,9%

Parte do corpo atingida

  • Dedo20,3%
  • Mão (exceto punho ou dedos)12,1%
  • Olho (inclusive nervo ótico e visão)6,8%
  • Joelho6,2%
  • Pé (exceto artelhos)4,1%

Natureza da lesão

  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)22,1%
  • Fratura18,5%
  • Lesão imediata17,1%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)10%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)9,7%

Agente causador

  • Veículo, NIC8%
  • Metal - inclui liga8%
  • Veículo rodoviário motorizado7,4%
  • Motocicleta, motoneta6,8%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas6,5%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61 — Ferimento do punho e da mão 18 5,3% 3.531
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 15 4,4% 3.531
S62.6 — Fratura de outros dedos 12 3,5% 24.580
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 10 2,9% 1.634
S80.0 — Contusão do joelho 9 2,6% 1.225
T07 — Traumatismos múltiplos não especificados 7 2,1% 1.358

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Serviços de lanternagem ou funilaria e pintura de veículos automotores) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 20,6 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: comércio e reparação de veículos

Informalidade no setor

33,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

24,1%

Rendimento formal × informal

R$ 3.373 × R$ 1.988

No setor de comércio e reparação de veículos — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 33,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio completo e curso básico de qualificação profissional em torno de duzentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 9913.

Qual especialização paga mais na família 9913

Todas as ocupações de reparadores de carrocerias de veículos, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
9913-05 Funileiro de veículos (reparação) (esta página) R$ 2.272 R$ 3.010 19.619
9913-15 Pintor de veículos (reparação) R$ 2.273 R$ 2.723 14.720
9913-10 Montador de veículos (reparação) R$ 2.032 R$ 2.388 9.257

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 9913-05.

A Analisar o carro (3)
  • Participar eventualmente da elaboração de um pré-orçamento
  • Identificar o trabalho a ser realizado
  • Identificar possíveis trocas de peças
B Providenciar materiais, equipamentos, ferramentas e condições necessárias para o serviço (2)
  • Selecionar o equipamento de segurança adequado para cada atividade
  • Escolher equipamentos e ferramentas adequadas para cada tarefa
D Preparar a lataria do carro (8)
  • Conferir tipo e modelo das peças a serem utilizadas
  • Alinhar peças no carro
  • Retirar peças alinhadas para a pintura
  • Soldar as peças fixas da lataria
  • Aplicar o estanho para acabamento das superfícies quando necessário
  • Trocar as peças móveis (parafusadas) da lataria
  • Recuperar peças amassadas e empenadas
  • Ajustar peças a serem reaproveitas
E Preparar peças para os serviços de lanternagem e pintura (3)
  • Passar a lixadeira nas peças
  • Aplicar desengraxante nas partes de difícil limpeza
  • Aplicar o anticorrosivo após a soldagem das peças
F Confeccionar peças simples para pequenos reparos (4)
  • Desenhar a peça
  • Fazer o molde da peça
  • Cortar a chapa conforme as medidas do molde
  • Modelar a chapa
Z Demonstrar competências pessoais (8)
  • Demonstrar paciência
  • Demonstrar senso de organizaçãp
  • Demonstrar criatividade
  • Demonstrar habilidade manual
  • Cuidar da higiene pessoal
  • Demonstrar sensibilidade
  • Demonstrar autodisciplina
  • Manter-se concentrado no trabalho

Sinônimos oficiais (5)

Chapista de veículosFunileiro de automóveis (reparação)Lanterneiro de automóveis (reparação)Latoeiro de veículos (reparação)Soldador de veículos

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 9913-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um funileiro de veículos (reparação)?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.272 por mês, considerando as 6.045 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.620 (10% menores) a R$ 3.876 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.010 (RAIS 2024), 32.5% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando funileiro de veículos (reparação)?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 6.186 admissões contra 6.456 desligamentos, saldo de -270 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata funileiro de veículos (reparação)?

A atividade econômica que mais contratou foi Serviços de lanternagem ou funilaria e pintura de veículos automotores (CNAE 4520002), com 26,1% das admissões e mediana de R$ 2.145. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de funileiro de veículos (reparação)?

9913-05 (família 9913 — Reparadores de carrocerias de veículos). A CBO reconhece também os títulos: Chapista de veículos, Funileiro de automóveis (reparação), Lanterneiro de automóveis (reparação), Latoeiro de veículos (reparação), Soldador de veículos — todos usam o mesmo código 9913-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser funileiro de veículos (reparação)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 9913: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio completo e curso básico de qualificação profissional em torno de duzentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de funileiro de veículos (reparação)?

A taxa é de 20,6 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (20,3% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61 — ferimento do punho e da mão. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (comércio e reparação de veículos), 33,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 9913-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 9913-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 9913-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4520002), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (12 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 9913:

  • Auto Pintura Cristal
  • Autobras S.A.
  • Central de Pintura e Funilaria Automotiva - Cepaut
  • Cpf - Serviços Automotivos Ltda.
  • Espacial Veiculos S.A.
  • Gutto Peças e Acessorios
  • Orla Sul Automóveis Ltda.
  • Pit Stop Serviços Ltda.
  • Real Autopeças S.A.
  • Tecnocar Prestação de Serviços Ltda.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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