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CBO 2002 Família 9102 R$ 4.802 na admissão -625 postos em 12 meses 77 atividades

CBO 9102-10 — Supervisor da manutenção e reparação de veículos pesados

O código 9102-10 identifica a ocupação supervisor da manutenção e reparação de veículos pesados na CBO 2002, dentro da família 9102 — Supervisores em serviços de reparação e manutenção veicular. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um supervisor da manutenção e reparação de veículos pesados

Supervisionam diretamente as atividades de uma equipe de mantenedores de veículos leves ou pesados. Planejam manutenções e reparos de veículos; controlam a qualidade dos processos e proveem recursos para a manutenção e reparação veicular. Registram informações técnicas e administrativas em fichas e relatórios. Supervisionam as atividades, incentivando a equipe para que as mesmas sejam desenvolvidas em conformidade com normas e procedimentos técnicos, de qualidade, segurança e preservação ambiental.

Descrição oficial da família 9102 — Supervisores em serviços de reparação e manutenção veicular, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham em empresas ou departamentos de transporte terrestre, concessionárias e oficinas mecânicas de veículos leves e pesados, como empregados assalariados com carteira assinada. Organizam-se em equipe, sob supervisão ocasional de uma gerência. Podem atuar em locais fechados ou abertos, geralmente em horários irregulares e ex-postos a ruídos no ambiente de trabalho.

Recursos de trabalho

Calculadora; Caneta e lápis; Instrumentos de medição; Microcomputador e periféricos; Rádio; Recursos audiovisuais; Telefone.

Quanto ganha um supervisor da manutenção e reparação de veículos pesados

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 2.50710% ganham atéR$ 4.802medianaR$ 10.15210% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 6.407

Entrada × quem já está

R$ 4.802 ao ser admitido · R$ 6.407 para quem tem vínculo ativo +33,4%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de supervisor da manutenção e reparação de veículos pesados foi de R$ 4.802 — metade das 1.698 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.507 e os 10% de maior, acima de R$ 10.152.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 6.407, ou seja, 33,4% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 42 meses.

Considerando a jornada média de 43.9 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 25,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 4.802
Por ano (12 salários)R$ 57.624
Por semanaR$ 1.105
Por hora (43.9h/sem)R$ 25,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 4.81395,7%
  • Mulheres — R$ 3.9384,3%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 6.41396,3%
  • Mulheres — R$ 5.7313,7%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte4.073
  • Nordeste4.167
  • Sudeste5.394
  • Sul3.577
  • Centro-Oeste5.200

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 378 -144 R$ 6.042
MG 337 -71 R$ 5.150
PR 100 -41 R$ 3.563
MS 96 -25 R$ 5.792
PA 91 -2 R$ 5.883
SC 90 -24 R$ 3.025
RS 87 -48 R$ 4.380
MT 83 -41 R$ 5.550
BA 80 -20 R$ 4.267
GO 80 -42 R$ 4.050

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

1.715

Desligamentos

2.340

Saldo

-625

Rotatividade

30,6%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: nov/25 (-26) saldo negativo · pior: mar/26 (-73)

Em 12 meses houve 1.715 admissões e 2.340 desligamentos de supervisor da manutenção e reparação de veículos pesados, o que significa que o mercado formal fechou 625 postos de trabalho no período, com rotatividade de 30,6% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 26,1% foram a pedido do próprio trabalhador e 65,3% por dispensa sem justa causa, além de 4,7% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador26,1%
  • Dispensa sem justa causa65,3%
  • Fim de contrato4,7%
  • Aposentadoria0,1%

Sobre 2.340 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,1% das admissões são de jornada parcial e 0,2% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro9,2%
  • 1 a 4 empregados3,9%
  • 5 a 9 empregados4,7%
  • 10 a 19 empregados9,4%
  • 20 a 49 empregados13,9%
  • 50 a 99 empregados12,6%
  • 100 a 249 empregados13,8%
  • 250 a 499 empregados10,5%
  • 500 a 999 empregados8,6%
  • 1.000 ou mais empregados13,5%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata supervisor da manutenção e reparação de veículos pesados

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Transporte rodoviário de carga, exceto produtos perigosos e mudanças, intermunicipal, interestadual e internacional 4930202 · 17,9% das admissões 307 44h R$ 3.084 R$ 4.064 R$ 5.076 3% 3
Serviços de manutenção e reparação mecânica de veículos automotores 4520001 · 4,4% das admissões 75 44.1h R$ 2.758 R$ 3.750 R$ 4.263 3% 3
Comércio por atacado de caminhões novos e usados 4511104 · 3,6% das admissões 61 44.5h R$ 2.525 R$ 3.125 R$ 5.763 2% 2
Fabricação de álcool 1931400 · 3,4% das admissões 59 44h R$ 6.425 R$ 7.079 R$ 10.513 3% 3
Transporte rodoviário coletivo de passageiros, com itinerário fixo, municipal 4921301 · 3% das admissões 51 44.2h R$ 4.575 R$ 5.350 R$ 6.825 3% 3
Instalação de máquinas e equipamentos industriais 3321000 · 2,7% das admissões 47 44h R$ 4.252 R$ 5.790 R$ 6.180 3% 3
Transporte rodoviário de produtos perigosos 4930203 · 2,6% das admissões 45 44h R$ 3.400 R$ 4.833 R$ 6.000 3% 3
Fabricação de açúcar em bruto 1071600 · 2,6% das admissões 44 44h R$ 7.275 R$ 10.950 R$ 13.400 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como supervisor da manutenção e reparação de veículos pesados

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 7.647 vínculos

Idade mediana

42 anos

Tempo de casa

42 meses

No setor público

1,5%

Em empresa do Simples

14,5%

Sexo

  • Homem96,3%
  • Mulher3,7%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,7h/sem
  • Pessoas com deficiência1,4%
  • Contrato intermitente0,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,1%

Sobre os 7.647 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca49,9%
  • Parda43,4%
  • Preta5,8%
  • Amarela0,7%
  • Indígena0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,2%
  • Até o 5º ano incompleto1,4%
  • 5º ano completo1,7%
  • 6º ao 9º ano4,3%
  • Fundamental completo7,3%
  • Médio incompleto4,7%
  • Médio completo54,2%
  • Superior incompleto5,5%
  • Superior completo20,5%
  • Mestrado0,1%
  • Doutorado0,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,8%
  • Até 5º ano incompleto0,5%
  • 5º ano completo0,5%
  • 6º a 9º ano0,8%
  • Fundamental completo3%
  • Médio incompleto2,9%
  • Médio completo54,5%
  • Superior incompleto6,2%
  • Superior completo26,2%
  • Pós-graduação4,6%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados3%
  • 5 a 9 empregados4,3%
  • 10 a 19 empregados8,8%
  • 20 a 49 empregados13,4%
  • 50 a 99 empregados12,3%
  • 100 a 249 empregados15,2%
  • 250 a 499 empregados11,2%
  • 500 a 999 empregados10,1%
  • 1.000 ou mais empregados21,7%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de supervisor da manutenção e reparação de veículos pesados

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

11,3

CAT no período

72

Óbitos comunicados

2

Idade média no acidente

44 anos

Foram 72 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo supervisor da manutenção e reparação de veículos pesados nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 11,3 por mil vínculos ao ano — próxima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 73,6% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 23,6% de trajeto (no deslocamento) e 2,8% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 2 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico73,6%
  • Trajeto23,6%
  • Doença2,8%

Parte do corpo atingida

  • Dedo18,1%
  • Partes múltiplas9,7%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis)8,3%
  • Joelho6,9%
  • Braço (entre o punho e o ombro)6,9%

Natureza da lesão

  • Fratura22,2%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)18,1%
  • Outras lesões, NIC13,9%
  • Distensão, torção12,5%
  • Lesão imediata11,1%

Agente causador

  • Veículo, NIC9,9%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas8,5%
  • Motocicleta, motoneta7%
  • Veículo rodoviário motorizado5,6%
  • Trator4,2%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 3 4,2% 5.476
S80.0 — Contusão do joelho 2 2,8% 1.225
S61.8 — Ferimento de outras partes do punho e da mão 2 2,8% 3.531
R52.0 — Dor aguda 2 2,8% 174
S61.1 — Ferimento de dedo(s) com lesão da unha 2 2,8% 3.531
S52.5 — Fratura da extremidade distal do rádio 2 2,8% 16.067

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Transporte rodoviário de carga, exceto produtos perigosos e mudanças, intermunicipal, interestadual e internacional) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 11,3 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: transporte, armazenagem e correio

Informalidade no setor

46,5%

Média nacional

37,5%

Conta própria

47,5%

Rendimento formal × informal

R$ 4.035 × R$ 2.683

No setor de transporte, armazenagem e correio — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 46,5% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O exercício dessas ocupações requer formação técnica de nível médio em mecânica veicular ou áreas afins. O exercício pleno das atividades profissionais ocorre após cinco anos de atuação na área. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 9102.

Qual especialização paga mais na família 9102

Todas as ocupações de supervisores em serviços de reparação e manutenção veicular, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
9102-10 Supervisor da manutenção e reparação de veículos pesados (esta página) R$ 4.802 R$ 6.407 7.647
9102-05 Supervisor da manutenção e reparação de veículos leves R$ 2.521 R$ 3.908 6.127

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 9102-10.

A Supervisionar equipes de trabalho (11)
  • Conferir a organização do local de manutenção e reparo de veículos
  • Controlar absenteísmo da equipe
  • Controlar horas trabalhadas
  • Monitorar o cumprimento de normas
  • Avaliar desempenho da equipe
  • Orientar funcionários da equipe na realização das atividades
  • Identificar necessidades de treinamento
  • Preparar reuniões
  • Coordenar reuniões
  • Avaliar, tecnicamente, candidatos a vagas de emprego na empresa
  • Inspecionar desligamento de equipamentos no final do expediente
B Planejar manutenção e reparação veicular (10)
  • Analisar ordens de serviços, relatórios de defeitos e avarias
  • Verificar disponibilidade de mão-de-obra, peças, componentes e ferramental
  • Definir rotinas de trabalho
  • Definir prioridades de atendimento
  • Especificar mão-de-obra
  • Distribuir ordens de serviço
  • Programar suprimentos de insumos
  • Estabelecer interfaces com outros departamentos
  • Analisar relatórios de manutenção e reparação
  • Relacionar ítens de manutenção e de substituição de peças
C Coordenar atividades de manutenção e reparação veicular (8)
  • Testar veículos
  • Identificar causas de defeitos e falhas
  • Analisar a necessidade de substituição de peças e ferramentas
  • Determinar substituição de peças e ferramentas
  • Especificar máquinas, peças, equipamentos e ferramentas
  • Interpretar desenhos, memoriais descritivos, catálogos, manuais e normas técnicas
  • Reduzir número de falhas na manutenção corretiva
  • Prestar socorro mecânico externo em situação de emergência
D Controlar a qualidade dos processos de manutenção e reparação veicular (8)
  • Analisar relatórios de vistorias
  • Elaborar plano de manutenção preventiva de acordo com manual do fabricante
  • Propor melhorias em etapas de processos para redução de custos e tempo de manutenção
  • Sugerir melhorias no desenvolvimento de serviços e produtos de fabricantes
  • Avaliar índices de retrabalho
  • Auditar processos de manutenção e reparação
  • Buscar inovações
  • Analisar índices de incidências de falhas
E Prover recursos para manutenção e reparação veicular (8)
  • Treinar equipes de trabalho
  • Buscar informações para soluções de problemas
  • Requisitar, para arquivo, manuais e catálogos técnicos de fornecedores
  • Divulgar boletins de informações técnicas
  • Indicar funcionários para atualização técnica
  • Contatar fornecedores
  • Programar visitas técnicas
  • Requisitar suprimentos em caráter emergencial
F Registrar informações técnico-administrativas (10)
  • Aprovar requisições de materiais e peças
  • Emitir relatórios técnicos
  • Arquivar processos técnicos
  • Emitir pareceres técnicos sobre compra de materiais, equipamentos e ferramentas
  • Registrar resultados de serviços terceirizados
  • Elaborar escalas de férias e plantão de trabalho
  • Participar da elaboração de relatórios de custos de manutenção e reparação veicular
  • Elaborar cronogramas
  • Adequar material didático para treinamento da equipe
  • Informar-se a respeito dos problemas existentes no veículo
G Trabalhar com segurança e de acordo com normas ambientais (9)
  • Utilizar equipamentos de proteção individual
  • Monitorar a utilização do uso de equipamentos de proteção individual (epi)
  • Participar da identificação de áreas de riscos de acidentes
  • Demarcar área de trabalho
  • Controlar emissão de poluentes
  • Selecionar materiais para descarte
  • Destinar materiais e resíduos para reciclagem
  • Participar da análise ergonométrica dos locais de trabalho
  • Participar de treinamentos de prevenção e combate a incêndios
Z Demonstrar competências pessoais (13)
  • Comunicar-se
  • Demonstrar dinamismo
  • Demonstrar confiança
  • Demonstrar sociabilidade
  • Manter bom relacionamento interpessoal
  • Liderar equipe
  • Demonstrar flexibilidade
  • Demonstrar iniciativa
  • Demonstrar criatividade
  • Atualizar-se profissionalmente
  • Demonstrar autocontrole
  • Demonstrar capacidade de compreensão de termos técnicos em língua estrangeira
  • Incentivar equipes de trabalho

Sinônimos oficiais (1)

Supervisor de manutenção de veículos de carga

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 9102-10 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um supervisor da manutenção e reparação de veículos pesados?

A mediana do salário de admissão é R$ 4.802 por mês, considerando as 1.698 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 2.507 (10% menores) a R$ 10.152 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 6.407 (RAIS 2024), 33.4% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando supervisor da manutenção e reparação de veículos pesados?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 1.715 admissões contra 2.340 desligamentos, saldo de -625 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata supervisor da manutenção e reparação de veículos pesados?

A atividade econômica que mais contratou foi Transporte rodoviário de carga, exceto produtos perigosos e mudanças, intermunicipal, interestadual e internacional (CNAE 4930202), com 17,9% das admissões e mediana de R$ 4.064. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de supervisor da manutenção e reparação de veículos pesados?

9102-10 (família 9102 — Supervisores em serviços de reparação e manutenção veicular). A CBO reconhece também os títulos: Supervisor de manutenção de veículos de carga — todos usam o mesmo código 9102-10. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser supervisor da manutenção e reparação de veículos pesados?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 9102: O exercício dessas ocupações requer formação técnica de nível médio em mecânica veicular ou áreas afins. O exercício pleno das atividades profissionais ocorre após cinco anos de atuação na área. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de supervisor da manutenção e reparação de veículos pesados?

A taxa é de 11,3 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (18,1% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S93.4 — entorse e distensão do tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (transporte, armazenagem e correio), 46,5% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 9102-10?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 9102-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 9102-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4930202), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (14 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 9102:

  • Brasilwagen - Comércio de Veículos S.A.
  • Companhia São Geraldo de Viação Ltda.
  • Disbrasa - Distribuidora Brasileira de Veículos Ltda.
  • Empilhadril - Locação e Manutenção de Empilhadeiras Ltda.
  • Expresso Brasileiro Viação Ltda.
  • Expresso Itamarati Ltda.
  • Metra Sistema Metropolitano de Transportes Ltda.
  • Sabrico S.A.
  • Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios (Sindirepa)
  • Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado de São Paulo
  • Sopave S.A. ABC
  • Transportadora Contato Ltda.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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