NCM Buscador
CBO 2002 Família 8601 R$ 4.133 na admissão -797 postos em 12 meses 81 atividades

CBO 8601-15 — Supervisor de operação elétrica (geração, transmissão e distribuição de energia elétrica)

O código 8601-15 identifica a ocupação supervisor de operação elétrica (geração, transmissão e distribuição de energia elétrica) na CBO 2002, dentro da família 8601 — Supervisores da produção de utilidades. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um supervisor de operação elétrica (geração, transmissão e distribuição de energia elétrica)

Planejam atividades de supervisão da produção de utilidades, analisando prioridades, especificando recursos humanos, materiais e equipamentos, distribuindo tarefas e elaborando cronogramas e planos de contingência. Implementam medidas de segurança pessoal, ambiental e patrimonial, gerenciam serviços administrativos e sistemas operacionais. Coordenam manutenções de equipamentos, administram insumos e otimizam processos do sistema de utilidades. Qualificam equipes de trabalho. Trabalham em conformidade com as normas e procedimentos técnicos e de qualidade, segurança, higiene, saúde e preservação ambiental.

Descrição oficial da família 8601 — Supervisores da produção de utilidades, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam nas empresas dos serviços de eletricidade, gás e água quente, captação, purificação e distribuição de água e de limpeza urbana, esgoto e atividades conexas. São 503 empregados com carteira assinada e organizam-se por equipes de operação, sob a supervisão ocasional dos engenheiros. Trabalham predominantemente no período diurno e podem atuar em locais abertos, fechados ou em veículos. No desenvolvimento de algumas atividades permanecem expostos à ação de materiais tóxicos, ruído intenso, altas temperaturas, aerodispersóides, agentes biológicos e altas pressões.

Recursos de trabalho

Aparelhos de aferição; Bombas; Comportas; Conecções; Geradores; Motores; Registros; Transformadores; Tubos; Turbina.

Quanto ganha um supervisor de operação elétrica (geração, transmissão e distribuição de energia elétrica)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 2.62410% ganham atéR$ 4.133medianaR$ 8.00410% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 6.443

Entrada × quem já está

R$ 4.133 ao ser admitido · R$ 6.443 para quem tem vínculo ativo +55,9%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de supervisor de operação elétrica (geração, transmissão e distribuição de energia elétrica) foi de R$ 4.133 — metade das 2.630 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.624 e os 10% de maior, acima de R$ 8.004.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 6.443, ou seja, 55,9% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 31 meses.

Considerando a jornada média de 43.7 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 22,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 4.133
Por ano (12 salários)R$ 49.596
Por semanaR$ 951
Por hora (43.7h/sem)R$ 22,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 4.14596,8%
  • Mulheres — R$ 3.7253,2%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 6.46795,1%
  • Mulheres — R$ 6.0884,9%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte4.254
  • Nordeste4.542
  • Sudeste4.134
  • Sul4.000
  • Centro-Oeste3.584

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 529 -167 R$ 4.098
MG 412 -118 R$ 4.050
RJ 333 -72 R$ 4.428
GO 150 -139 R$ 3.500
RS 144 -79 R$ 3.750
PE 133 +33 R$ 5.444
BA 110 -26 R$ 4.060
PA 105 -22 R$ 5.750
CE 104 +14 R$ 4.683
PR 96 +3 R$ 4.081

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

2.664

Desligamentos

3.461

Saldo

-797

Rotatividade

38,1%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: ago/25 (+27) saldo negativo · pior: jan/26 (-146)

Em 12 meses houve 2.664 admissões e 3.461 desligamentos de supervisor de operação elétrica (geração, transmissão e distribuição de energia elétrica), o que significa que o mercado formal fechou 797 postos de trabalho no período, com rotatividade de 38,1% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 28,8% foram a pedido do próprio trabalhador e 61% por dispensa sem justa causa, além de 4,6% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador28,8%
  • Dispensa sem justa causa61%
  • Fim de contrato4,6%
  • Aposentadoria0,4%

Sobre 3.461 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial0,2%
  • Contrato intermitente1,4%
  • Pessoa com deficiência0,2%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro14,3%
  • 1 a 4 empregados4%
  • 5 a 9 empregados2,8%
  • 10 a 19 empregados4,8%
  • 20 a 49 empregados9,3%
  • 50 a 99 empregados8%
  • 100 a 249 empregados12,2%
  • 250 a 499 empregados13%
  • 500 a 999 empregados11,3%
  • 1.000 ou mais empregados20,3%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata supervisor de operação elétrica (geração, transmissão e distribuição de energia elétrica)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Construção de estações e redes de distribuição de energia elétrica 4221902 · 22,1% das admissões 588 44h R$ 3.142 R$ 3.888 R$ 5.136 3% 4
Instalação e manutenção elétrica 4321500 · 18,4% das admissões 491 44h R$ 3.039 R$ 3.671 R$ 4.549 3% 3
Serviços de engenharia 7112000 · 11,9% das admissões 316 43.9h R$ 3.432 R$ 4.009 R$ 5.423 3% 1
Manutenção de redes de distribuição de energia elétrica 4221903 · 5% das admissões 134 43.9h R$ 3.272 R$ 4.237 R$ 5.150 3% 4
Obras de montagem industrial 4292802 · 3,3% das admissões 89 44h R$ 5.406 R$ 5.481 R$ 11.554 3% 4
Distribuição de energia elétrica 3514000 · 3,2% das admissões 86 41.8h R$ 5.109 R$ 5.168 R$ 6.750 3% 3
Medição de consumo de energia elétrica, gás e água 8299701 · 3% das admissões 79 44h R$ 2.950 R$ 3.258 R$ 3.585 3% 2
Construção de edifícios 4120400 · 2,4% das admissões 63 44h R$ 3.517 R$ 3.858 R$ 5.850 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como supervisor de operação elétrica (geração, transmissão e distribuição de energia elétrica)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 9.075 vínculos

Idade mediana

40 anos

Tempo de casa

31 meses

No setor público

0,4%

Em empresa do Simples

7,4%

Sexo

  • Homem95,2%
  • Mulher4,8%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43h/sem
  • Pessoas com deficiência1,1%
  • Jornada parcial1,8%
  • Contrato intermitente0,5%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,6%

Sobre os 9.075 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda50,4%
  • Branca41,5%
  • Preta6,9%
  • Amarela1%
  • Indígena0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,1%
  • Até o 5º ano incompleto1,9%
  • 5º ano completo0,8%
  • 6º ao 9º ano2,2%
  • Fundamental completo3,8%
  • Médio incompleto2,9%
  • Médio completo64,4%
  • Superior incompleto4,8%
  • Superior completo18,6%
  • Mestrado0,3%
  • Doutorado0,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,1%
  • Até 5º ano incompleto0,6%
  • 5º ano completo0,3%
  • 6º a 9º ano1,3%
  • Fundamental completo2,9%
  • Médio incompleto2,3%
  • Médio completo71,8%
  • Superior incompleto4%
  • Superior completo14,7%
  • Pós-graduação1,8%
  • Mestrado0,2%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados3,3%
  • 5 a 9 empregados3,3%
  • 10 a 19 empregados5,2%
  • 20 a 49 empregados9,9%
  • 50 a 99 empregados9,2%
  • 100 a 249 empregados15,1%
  • 250 a 499 empregados13,4%
  • 500 a 999 empregados15,5%
  • 1.000 ou mais empregados25,2%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de supervisor de operação elétrica (geração, transmissão e distribuição de energia elétrica)

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

11,3

CAT no período

82

Óbitos comunicados

1

Idade média no acidente

41 anos

Foram 82 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo supervisor de operação elétrica (geração, transmissão e distribuição de energia elétrica) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 11,3 por mil vínculos ao ano — próxima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 62,2% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 35,4% de trajeto (no deslocamento) e 2,4% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 1 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Trajeto35,4%
  • Típico62,2%
  • Doença2,4%

Parte do corpo atingida

  • Dedo15,9%
  • Pé (exceto artelhos)7,3%
  • Membros superiores, NIC6,1%
  • Mão (exceto punho ou dedos)6,1%
  • Dorso (inclusive músculos dorsais, coluna e medula espinhal)4,9%

Natureza da lesão

  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)17,1%
  • Lesão imediata15,9%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)15,9%
  • Fratura12,2%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)11%

Agente causador

  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas16%
  • Motocicleta, motoneta11,1%
  • Veículo rodoviário motorizado9,9%
  • Veículo, NIC6,2%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas4,9%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S62.6 — Fratura de outros dedos 6 7,3% 24.580
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 4 4,9% 5.476
S80 — Traumatismo superficial da perna 4 4,9% 1.225
S91 — Ferimentos do tornozelo e do pé 2 2,4% 764
S90.0 — Contusão do tornozelo 2 2,4% 1.188
V29 — Motociclista traumatizado em outros acidentes de transporte e em acidentes de transporte não especificados 2 2,4% 313

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Construção de estações e redes de distribuição de energia elétrica) tem RAT 3% e grau de risco 4, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 11,3 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: construção

Informalidade no setor

64,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

47,7%

Rendimento formal × informal

R$ 3.960 × R$ 2.195

No setor de construção — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 64,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio concluído e curso técnico em áreas correlatas (elétrica, eletrônica, mecânica de manutenção ou outras) oferecido por instituições de formação profissional ou escolas técnicas. O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 8601.

Qual especialização paga mais na família 8601

Todas as ocupações de supervisores da produção de utilidades, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
8601-05 Supervisor de manutenção eletromecânica (utilidades) R$ 6.015 R$ 7.331 2.794
8601-10 Supervisor de operação de fluidos (distribuição, captação, tratamento de água, gases, vapor) R$ 5.001 R$ 6.558 4.213
8601-15 Supervisor de operação elétrica (geração, transmissão e distribuição de energia elétrica) (esta página) R$ 4.133 R$ 6.443 9.075

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 8601-15.

A Implementar medidas de segurança pessoal, ambiental e patrimonial (11)
  • Divulgar normas de segurança
  • Obedecer normas regulamentadoras do mte
  • Atender recomendações da cipa
  • Elaborar análise de riscos
  • Identificar riscos
  • Propiciar condições seguras de trabalho
  • Controlar ficha individual de fornecimeto de equipamentos de proteção individual
  • Requisitar equipamentos de proteção (individual e coletivo)
  • Avaliar condições dos equipamentos de proteção (individual e coletivo)
  • Fazer cumprir uso de equipamentos de proteção idividual
  • Preservar meio ambiente
B Planejar atividades de trabalho (8)
  • Analisar prioridades de trabalho
  • Desenvolver planos de ação para operação e manutenção
  • Elaborar cronograma de trabalho
  • Especificar recursos (humanos, materiais e de equipamentos)
  • Distribuir tarefas
  • Elaborar planos de contingência
  • Assegurar disponibilidade de recursos
  • Zelar pelo sistema de qualidade
C Gerenciar serviços administrativos (11)
  • Repassar informações institucionais
  • Atualizar arquivos técnico-administrativos
  • Administrar escala de trabalho
  • Elaborar escala de férias
  • Controlar frequência de funcionários
  • Fornecer dados para elaboração dos orçamentos
  • Avaliar desempenho de funcionários
  • Requisitar mão-de-obra para preenchimento de vagas
  • Solicitar contratação de mão-de-obra temporária
  • Emitir relatórios de atividades
  • Emitir relatórios
D Gerenciar sistemas operacionais (10)
  • Elaborar procedimentos operacionais
  • Monitorar sistema de utilidades
  • Controlar sistema operacional das utilidades
  • Controlar perdas no processo
  • Coletar dados técnico-operacionais
  • Analisar dados técnico-operacionais
  • Avaliar ocorrências do sistema de utilidades
  • Liberar equipamentos para manutenção
  • Prestar assessorias técnicas
  • Receber visitas técnicas
E Coordenar manutenções de equipamentos (8)
  • Programar paradas para manutenção de equipamentos
  • Controlar a realização de manutenções em equipamentos conforme plano
  • Realizar manutenções corretivas
  • Avaliar eficiência do programa de manutenção
  • Inspecionar equipamentos do sistema de utilidades
  • Instalar equipamentos do sistema de utilidades
  • Comissionar equipamentos do sistema de utilidades
  • Fiscalizar serviços terceirizados de manutenção
F Administrar insumos do sistema de utilidades (7)
  • Especificar insumos do sistema de utilidades
  • Controlar estoques do sistema de utilidades
  • Requisitar materiais e serviços para utilidades
  • Avaliar consumos do sistema de utilidades
  • Controlar custos do sistema de utilidades
  • Verificar qualidade de insumos conforme padrão
  • Assegurar disponibilidade de insumos do sistema de utilidade
G Qualificar equipes de trabalho (5)
  • Identificar necessidades de treinamento
  • Elaborar programas de treinamento
  • Solicitar treinamentos
  • Treinar equipes de trabalho
  • Avaliar treinamento
H Otimizar processos do sistema de utilidades (7)
  • Realizar estudos técnicos
  • Avaliar novos procedimentos operacionais
  • Controlar variáveis do processo
  • Testar novos produtos e equipamentos
  • Analisar resultados obtidos
  • Implantar melhorias
  • Elaborar relatórios técnicos
Z Demonstrar competências pessoais (14)
  • Demonstrar iniciativa
  • Demonstrar criatividade
  • Manifestar liderança
  • Comunicar-se
  • Agir com imparcialidade
  • Sociabilizar-se
  • Demonstrar flexibilidade
  • Demonstrar senso crítico
  • Comprometer-se
  • Demonstrar acuidade visual e auditiva
  • Demonstrar capacidade de delegar tarefas e responsabilidades
  • Demonstrar objetividade
  • Autocontrolar-se
  • Buscar visão sistêmica

Sinônimos oficiais (9)

Contramestre de abastecimento, captação e distribuição de águaContramestre (produção de energia elétrica, gás e captação de água)Fiscal técnico na geração, transmissão e distribuição de energia elétricaMestre e contramestre de produção e distribuição de águaPrimeiro oficial de manutenção na geração, transmissão e distribuição de energia elétricaSupervisor de área de operação elétricaSupervisor de manutenção na geração ,transmissão e distribuição de energia elétricaSupervisor técnico de manutenção elétrica (distribuição de energia)Supervisor técnico de operação de sistema de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 8601-15 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um supervisor de operação elétrica (geração, transmissão e distribuição de energia elétrica)?

A mediana do salário de admissão é R$ 4.133 por mês, considerando as 2.630 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 2.624 (10% menores) a R$ 8.004 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 6.443 (RAIS 2024), 55.9% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando supervisor de operação elétrica (geração, transmissão e distribuição de energia elétrica)?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 2.664 admissões contra 3.461 desligamentos, saldo de -797 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata supervisor de operação elétrica (geração, transmissão e distribuição de energia elétrica)?

A atividade econômica que mais contratou foi Construção de estações e redes de distribuição de energia elétrica (CNAE 4221902), com 22,1% das admissões e mediana de R$ 3.888. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de supervisor de operação elétrica (geração, transmissão e distribuição de energia elétrica)?

8601-15 (família 8601 — Supervisores da produção de utilidades). A CBO reconhece também os títulos: Contramestre de abastecimento, captação e distribuição de água, Contramestre (produção de energia elétrica, gás e captação de água), Fiscal técnico na geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, Mestre e contramestre de produção e distribuição de água, Primeiro oficial de manutenção na geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, Supervisor de área de operação elétrica, Supervisor de manutenção na geração ,transmissão e distribuição de energia elétrica, Supervisor técnico de manutenção elétrica (distribuição de energia), entre outros — todos usam o mesmo código 8601-15. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser supervisor de operação elétrica (geração, transmissão e distribuição de energia elétrica)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 8601: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio concluído e curso técnico em áreas correlatas (elétrica, eletrônica, mecânica de manutenção ou outras) oferecido por instituições de formação profissional ou escolas técnicas. O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de supervisor de operação elétrica (geração, transmissão e distribuição de energia elétrica)?

A taxa é de 11,3 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (15,9% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S62.6 — fratura de outros dedos. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (construção), 64,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 8601-15?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 8601-15 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 8601-15 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4221902), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (14 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 8601:

  • Cesama - Companhia de Saneamento e Pesquisa do Meio Ambiente
  • Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa)
  • Companhia Energética do Estado de Minas Gerais (Cemig)
  • Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira (Usina de João Monlevade-mg)
  • Gasmig - Companhia de Gás de Minas Gerais
  • Mineração Morro Velho Ltda.
  • Sindimig
  • Supergasbrás Distribuidora de Gás Ltda.
  • V&M do Brasil S.A.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
  • GLOSSÁRIO
  • Cipa: Comissão Interna de Prevenção de Acidentes.
  • 504 MTE: Ministério do Trabalho e Emprego.
Voltar ao topo