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CBO 2002 Família 8415 R$ 1.907 na admissão +1.040 postos em 12 meses 57 atividades

CBO 8415-05 — Trabalhador de tratamento do leite e fabricação de laticínios e afins

O código 8415-05 identifica a ocupação trabalhador de tratamento do leite e fabricação de laticínios e afins na CBO 2002, dentro da família 8415 — Trabalhadores na pasteurização do leite e na fabricação de laticínios e afins. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha13 seções

O que faz um trabalhador de tratamento do leite e fabricação de laticínios e afins

Recepcionam e analisam o leite, interpretando cronogramas de coleta de amostras, coletando amostras para análise laboratorial, interpretando resultados das análises, definindo proporções de misturas de agentes químicos, divulgando resultados de análises para setores de produção. Controlam variáveis do processo de pasteurização (pressão, temperatura, teor de gordura e outras). Pasteurizam, desnatam e esterilizam o leite. Realizam procedimentos de sanitização.Trabalham em conformidade com as normas e procedimentos técnicos e de qualidade, segurança, higiene, saúde e preservação ambiental.

Descrição oficial da família 8415 — Trabalhadores na pasteurização do leite e na fabricação de laticínios e afins, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam na pecuária e atividades afins e na fabricação de produtos alimentares e bebidas como empregados com carteira assinada. O trabalho é presencial, realizado em equipe, sob supervisão ocasional, em ambiente fechado e no horário diurno. No desenvolvimento de algumas atividades podem permanecer expostos a ruído intenso.

Recursos de trabalho

Analizador eletrônico de gordura; Bomba sanitária; Desnataderia; Envazadora; Homogeneizador; Leite, água; Pasteurizador; Resfriador (trocador de calor); Silo e tangue de estocagem.

Quanto ganha um trabalhador de tratamento do leite e fabricação de laticínios e afins

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.60110% ganham atéR$ 1.907medianaR$ 2.29710% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.352

Entrada × quem já está

R$ 1.907 ao ser admitido · R$ 2.352 para quem tem vínculo ativo +23,3%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de trabalhador de tratamento do leite e fabricação de laticínios e afins foi de R$ 1.907 — metade das 13.584 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.601 e os 10% de maior, acima de R$ 2.297.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.352, ou seja, 23,3% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 29 meses.

Considerando a jornada média de 43.5 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 10,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.907
Por ano (12 salários)R$ 22.884
Por semanaR$ 439
Por hora (43.5h/sem)R$ 10,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 1.90769,4%
  • Mulheres — R$ 1.90930,6%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.41274%
  • Mulheres — R$ 2.21626%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte1.655
  • Nordeste1.626
  • Sudeste1.817
  • Sul2.050
  • Centro-Oeste1.791

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
MG 4.281 +394 R$ 1.758
PR 2.022 +170 R$ 2.025
RS 1.632 +30 R$ 2.069
SC 1.362 +66 R$ 2.064
GO 1.210 +146 R$ 1.800
SP 1.043 +35 R$ 2.233
RO 562 -18 R$ 1.647
SE 373 +53 R$ 1.601
PA 351 +74 R$ 1.664
RJ 343 +16 R$ 1.723

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

14.374

Desligamentos

13.334

Saldo

+1.040

Rotatividade

53,1%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: out/25 (+265) saldo negativo · pior: abr/26 (-120)

Em 12 meses houve 14.374 admissões e 13.334 desligamentos de trabalhador de tratamento do leite e fabricação de laticínios e afins, o que significa que o mercado formal abriu 1.040 postos de trabalho no período, com rotatividade de 53,1% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 48% foram a pedido do próprio trabalhador e 36,1% por dispensa sem justa causa, além de 10,5% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador48%
  • Dispensa sem justa causa36,1%
  • Fim de contrato10,5%
  • Aposentadoria0,7%

Sobre 13.334 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro2,6%
  • 1 a 4 empregados1,6%
  • 5 a 9 empregados3,1%
  • 10 a 19 empregados4,3%
  • 20 a 49 empregados13,2%
  • 50 a 99 empregados13,8%
  • 100 a 249 empregados23,1%
  • 250 a 499 empregados16,8%
  • 500 a 999 empregados13,7%
  • 1.000 ou mais empregados7,8%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata trabalhador de tratamento do leite e fabricação de laticínios e afins

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de laticínios 1052000 · 81% das admissões 11.644 44h R$ 1.680 R$ 1.914 R$ 2.082 3% 3
Preparação do leite 1051100 · 11,3% das admissões 1.627 43.9h R$ 1.741 R$ 1.975 R$ 2.195 3% 3
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 1,4% das admissões 206 43.9h R$ 1.658 R$ 1.850 R$ 2.026 2% 1
Comércio atacadista de leite e laticínios 4631100 · 0,9% das admissões 133 44h R$ 1.676 R$ 1.965 R$ 2.216 3% 2
Outras atividades de serviços prestados principalmente às empresas não especificadas anteriormente 8299799 · 0,6% das admissões 84 44h R$ 1.622 R$ 1.717 R$ 1.792 2% 2
Fabricação de conservas de frutas 1031700 · 0,6% das admissões 82 44h R$ 1.712 R$ 1.755 R$ 1.799 3% 3
Atividades de associações de defesa de direitos sociais 9430800 · 0,3% das admissões 41 43.1h R$ 1.621 2% 1

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como trabalhador de tratamento do leite e fabricação de laticínios e afins

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 25.110 vínculos

Idade mediana

34 anos

Tempo de casa

29 meses

No setor público

0,1%

Em empresa do Simples

6,6%

Sexo

  • Homem73,8%
  • Mulher26,2%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,4h/sem
  • Pessoas com deficiência2,3%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,6%

Sobre os 25.110 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca47,5%
  • Parda41,8%
  • Preta9,4%
  • Amarela0,7%
  • Indígena0,5%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,4%
  • Até o 5º ano incompleto2,8%
  • 5º ano completo2,8%
  • 6º ao 9º ano8,6%
  • Fundamental completo9,9%
  • Médio incompleto11,5%
  • Médio completo59,7%
  • Superior incompleto1,7%
  • Superior completo2,5%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,9%
  • Até 5º ano incompleto1,4%
  • 5º ano completo1,4%
  • 6º a 9º ano7,9%
  • Fundamental completo8,8%
  • Médio incompleto13,8%
  • Médio completo61,6%
  • Superior incompleto2%
  • Superior completo2%
  • Pós-graduação0,2%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados2,2%
  • 5 a 9 empregados2,9%
  • 10 a 19 empregados5,2%
  • 20 a 49 empregados12,4%
  • 50 a 99 empregados13,5%
  • 100 a 249 empregados22,2%
  • 250 a 499 empregados20,9%
  • 500 a 999 empregados11,1%
  • 1.000 ou mais empregados9,5%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de trabalhador de tratamento do leite e fabricação de laticínios e afins

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

42,5

CAT no período

847

Óbitos comunicados

2

Idade média no acidente

32 anos

Foram 847 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo trabalhador de tratamento do leite e fabricação de laticínios e afins nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 42,5 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 83,4% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 16,4% de trajeto (no deslocamento) e 0,2% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 2 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico83,4%
  • Trajeto16,4%
  • Doença0,2%

Parte do corpo atingida

  • Dedo21,3%
  • Olho (inclusive nervo ótico e visão)9,8%
  • Pé (exceto artelhos)9,3%
  • Mão (exceto punho ou dedos)7%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis)5,8%

Natureza da lesão

  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)14,8%
  • Queimadura química (lesão de tecido provocada pela ação corrosiva de produto químico, suas emanações, etc.)11,9%
  • Fratura11,9%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)11,5%
  • Lesão imediata11%

Agente causador

  • Substância química, NIC11,9%
  • Máquina, NIC8,3%
  • Motocicleta, motoneta7%
  • Agente do acidente, NIC4,5%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas4,4%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 43 5,1% 3.531
S62.6 — Fratura de outros dedos 23 2,7% 24.580
Z76.9 — Pessoa em contato com serviços de saúde em circunstâncias não especificadas 21 2,5% 6
T30.2 — Queimadura de segundo grau, parte do corpo não especificada 20 2,4% 639
S61 — Ferimento do punho e da mão 17 2% 3.531
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 15 1,8% 1.634

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Fabricação de laticínios) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 42,5 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino fundamental concluído e curso básico de qualificação profissional de duzentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre com até um ano de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 8415.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 8415-05.

A Recepcionar o leite (7)
  • Realizar medição ou pesagem do material (leite)
  • Registrar dados do leite
  • Descarregar o leite recebido
  • Bombear o leite para estocagem (balão ou silo)
  • Resfriar o leite
  • Controlar a temperatura do leite
  • Controlar o volume e a velocidade do agitador
B Analisar o leite (9)
  • Interpretar o cronograma de coleta de amostras
  • Coletar amostras para análise laboratorial
  • Interpretar resultado da análise laboratorial
  • Definir proporção da mistura de agentes químicos
  • Divulgar resultado das análises para o setor de produção
  • Inspecionar visualmente o leite
  • Justificar reprovação do leite em análise de rotina
  • Analisar as informações do painel de instrumentos
  • Analisar o índice de gordura do leite
C Controlar variáveis do processo (8)
  • Controlar a pressão do homogeneizador
  • Controlar a temperatura do resfriador
  • Controlar a temperatura do pasteurizador
  • Regular a pressão da padronizadora
  • Controlar o teor de gordura na desnatadeira
  • Regular a pressão e a temperatura do esterilizador
  • Envasar leite em embalagens plásticas
  • Envasar leite em caixas
D Pasteurizar o leite (8)
  • Analisar painel de instrumentos da padronizadora
  • Bombear o leite para a padronizadora
  • Estabilizar a temperatura do pasteurizador, com água quente ou automaticamete
  • Bombear o leite para envasadora
  • Drenar água quente
  • Controlar o escoamento do leite
  • Registrar as informações do painel da pasteurizadora
  • Constatar no painel de instrumentação o término da pasteurização
E Desnatar o leite (6)
  • Montar desnatadeiras
  • Desmontar desnatadeiras
  • Bombear o leite para a desnatadeira
  • Estimar volume de leite
  • Registrar as informações do painel da desnatadeira
  • Constatar no painel de instrumentação o término da desnatação
F Esterilizar o leite (5)
  • Acionar o esterilizador
  • Abastecer o esterilizador com leite
  • Registrar as informações do painel do esterilizador
  • Controlar a desnatação do leite
  • Constatar no painel de instrumentação o término do processo de esterelização
G Realizar procedimentos de sanitização (6)
  • Preparar solução para limpeza e sanitização
  • Verificar as condições de higiene dos equipamentos
  • Limpar a desnatadeira
  • Enxaguar equipamentos (com água)
  • Efetuar limpeza química dos equipamentos e tubulações
  • Limpar o ambiente de produção
Z Demonstrar competências pessoais (8)
  • Demonstrar iniciativa
  • Realizar serviços com qualidade
  • Demonstrar sendo de organização
  • Resistir à pressão
  • Demonstrar responsabilidade
  • Demonstrar sociabilidade
  • Demonstrar autocrítica
  • Controlar o estresse

Sinônimos oficiais (5)

Operador de desnatadeira (fabricação de laticínios e afins)Operador de máquina de laticíniosOperador de pasteurizadorTrabalhador da fabricação de laticínioTrabalhador de tratamento de leite

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 8415-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um trabalhador de tratamento do leite e fabricação de laticínios e afins?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.907 por mês, considerando as 13.584 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.601 (10% menores) a R$ 2.297 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.352 (RAIS 2024), 23.3% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando trabalhador de tratamento do leite e fabricação de laticínios e afins?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 14.374 admissões contra 13.334 desligamentos, saldo de +1.040 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata trabalhador de tratamento do leite e fabricação de laticínios e afins?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de laticínios (CNAE 1052000), com 81% das admissões e mediana de R$ 1.914. A lista completa dos 7 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de trabalhador de tratamento do leite e fabricação de laticínios e afins?

8415-05 (família 8415 — Trabalhadores na pasteurização do leite e na fabricação de laticínios e afins). A CBO reconhece também os títulos: Operador de desnatadeira (fabricação de laticínios e afins), Operador de máquina de laticínios, Operador de pasteurizador, Trabalhador da fabricação de laticínio, Trabalhador de tratamento de leite — todos usam o mesmo código 8415-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser trabalhador de tratamento do leite e fabricação de laticínios e afins?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 8415: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino fundamental concluído e curso básico de qualificação profissional de duzentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre com até um ano de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de trabalhador de tratamento do leite e fabricação de laticínios e afins?

A taxa é de 42,5 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (21,3% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 8415-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 8415-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 8415-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1052000), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (9 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 8415:

  • Complem - Coop. Prod. Leite de Morrinhos
  • Cooperal - Coop. Agrop. Rio das Almas Ltda.
  • Incopal Indústria e Comércio de Produtos Alimentíc.
  • Lacto Centro Indústria Comércio Latícinios Ltda.
  • Laticínios Morrinhos Indústria Comércio Ltda.
  • Nestlé Brasil Ltda.
  • Parmalat do Brasil Indústria Alimentícia
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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