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CBO 2002 Família 8281 R$ 1.721 na admissão -375 postos em 12 meses 62 atividades

CBO 8281-10 — Oleiro (fabricação de tijolos)

O código 8281-10 identifica a ocupação oleiro (fabricação de tijolos) na CBO 2002, dentro da família 8281 — Trabalhadores da fabricação de cerâmica estrutural para construção. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um oleiro (fabricação de tijolos)

Extraem matéria-prima de jazidas e preparam a argila para a fabricação e telhas e tijolos. Processam a fabricação, secagem e queima de telhas e tijolos. Desenfornam telhas e tijolos e providenciam a sua armazenagem. Participam da elaboração de demonstrativo da produção diária. Trabalham seguindo normas de segurança, higiene, qualidade e proteção ao meio ambiente.

Descrição oficial da família 8281 — Trabalhadores da fabricação de cerâmica estrutural para construção, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam na fabricação de produtos para a construção civil como empregados com carteira assinada. Trabalham individualmente, sob supervisão permanente, em ambientes fechados ou a céu aberto e no sistema de rodízio de turno (diurno/noturno). No desempenho de algumas atividades podem permanecer expostos à radiação e altas temperaturas.

Recursos de trabalho

Bomba de vácuo; Caixão alimentador; Compressor; Cortador de telha; Cortador de tijolos; Desintegrador; Esteiras; Laminadores; Maromba; Misturadores.

Quanto ganha um oleiro (fabricação de tijolos)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.55310% ganham até R$ 1.721mediana R$ 2.24710% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 1.786

Entrada × quem já está

R$ 1.721 ao ser admitido · R$ 1.786 para quem tem vínculo ativo +3,8%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de oleiro (fabricação de tijolos) foi de R$ 1.721 — metade das 10.353 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.553 e os 10% de maior, acima de R$ 2.247.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 1.786, ou seja, 3,8% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 34 meses.

Considerando a jornada média de 43.8 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 9,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.721
Por ano (12 salários)R$ 20.652
Por semanaR$ 396
Por hora (43.8h/sem)R$ 9,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 1.720 94,4%
  • Mulheres — R$ 1.757 5,6%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 1.791 96%
  • Mulheres — R$ 1.714 4%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 1.751
  • Nordeste 1.639
  • Sudeste 1.859
  • Sul 2.138
  • Centro-Oeste 1.702

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
MG 1.306 -85 — R$ 1.677 —
SP 1.273 -185 — R$ 2.213 —
PA 978 +53 — R$ 1.780 —
PE 751 +26 — R$ 1.634 —
PR 650 -22 — R$ 2.158 —
GO 629 +25 — R$ 1.678 —
RJ 599 +10 — R$ 1.824 —
BA 571 -55 — R$ 1.641 —
MA 440 -15 — R$ 1.630 —
CE 439 +121 — R$ 1.631 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

10.713

Desligamentos

11.088

Saldo

-375

Rotatividade

39,1%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: set/25 (+110) saldo negativo · pior: dez/25 (-321)

Em 12 meses houve 10.713 admissões e 11.088 desligamentos de oleiro (fabricação de tijolos), o que significa que o mercado formal fechou 375 postos de trabalho no período, com rotatividade de 39,1% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 32,3% foram a pedido do próprio trabalhador e 57,5% por dispensa sem justa causa, além de 6,5% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 32,3%
  • Dispensa sem justa causa 57,5%
  • Fim de contrato 6,5%

Sobre 11.088 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,1% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 8,7%
  • 1 a 4 empregados 6,4%
  • 5 a 9 empregados 9,9%
  • 10 a 19 empregados 23,9%
  • 20 a 49 empregados 33,6%
  • 50 a 99 empregados 13,1%
  • 100 a 249 empregados 4,2%
  • 250 a 499 empregados 0,2%
  • 1.000 ou mais empregados 0,1%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata oleiro (fabricação de tijolos)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de artefatos de cerâmica e barro cozido para uso na construção, exceto azulejos e pisos 2342702 · 87,1% das admissões 9.327 44.1h R$ 1.634 R$ 1.723 R$ 2.067 3% 3
Fabricação de produtos cerâmicos refratários 2341900 · 2,1% das admissões 229 44.1h R$ 1.623 R$ 1.696 R$ 1.950 3% 4
Fabricação de produtos cerâmicos não refratários não especificados anteriormente 2349499 · 1,5% das admissões 156 44.3h R$ 1.638 R$ 1.694 R$ 2.093 3% 4
Transporte rodoviário de carga, exceto produtos perigosos e mudanças, intermunicipal, interestadual e internacional 4930202 · 1,4% das admissões 147 44.1h R$ 1.761 R$ 1.879 R$ 2.160 3% 3
Fabricação de artefatos de cimento para uso na construção 2330302 · 1,2% das admissões 126 43.9h R$ 1.656 R$ 1.825 R$ 2.085 3% —
Comércio varejista de materiais de construção em geral 4744099 · 1,1% das admissões 113 44.3h R$ 1.619 R$ 1.727 R$ 1.879 3% 2
Outras atividades de serviços prestados principalmente às empresas não especificadas anteriormente 8299799 · 0,5% das admissões 52 44h R$ 1.638 R$ 1.678 R$ 1.738 2% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como oleiro (fabricação de tijolos)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 28.382 vínculos

Idade mediana

40 anos

Tempo de casa

34 meses

No setor público

0,1%

Em empresa do Simples

84,4%

Sexo

  • Homem 95,7%
  • Mulher 4,3%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,7h/sem
  • Pessoas com deficiência0,2%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,1%

Sobre os 28.382 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda 53,7%
  • Branca 37,9%
  • Preta 7,7%
  • Amarela 0,6%
  • Indígena 0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 2,1%
  • Até o 5º ano incompleto 10%
  • 5º ano completo 7,3%
  • 6º ao 9º ano 13,4%
  • Fundamental completo 18%
  • Médio incompleto 9,3%
  • Médio completo 39,6%
  • Superior incompleto 0,2%
  • Superior completo 0,2%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 1,2%
  • Até 5º ano incompleto 6%
  • 5º ano completo 4,1%
  • 6º a 9º ano 10,5%
  • Fundamental completo 15,5%
  • Médio incompleto 12,2%
  • Médio completo 49,9%
  • Superior incompleto 0,3%
  • Superior completo 0,3%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 5,8%
  • 5 a 9 empregados 10,6%
  • 10 a 19 empregados 24%
  • 20 a 49 empregados 38,3%
  • 50 a 99 empregados 17,5%
  • 100 a 249 empregados 2,9%
  • 250 a 499 empregados 0,4%
  • 500 a 999 empregados 0,2%
  • 1.000 ou mais empregados 0,3%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de oleiro (fabricação de tijolos)

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

13,4

CAT no período

301

Óbitos comunicados

2

Idade média no acidente

38 anos

Foram 301 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo oleiro (fabricação de tijolos) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 13,4 por mil vínculos ao ano — próxima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 79,7% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 18,3% de trajeto (no deslocamento) e 2% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 2 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico 79,7%
  • Trajeto 18,3%
  • Doença 2%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 25,2%
  • Pé (exceto artelhos) 9,6%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis) 6,6%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 5%
  • Braço (entre o punho e o ombro) 4,7%

Natureza da lesão

  • Fratura 33,9%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 18,9%
  • Lesão imediata 12%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 8%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 8%

Agente causador

  • Máquina, NIC 10,3%
  • Madeira (toro, madeira serrada, pranchão, poste, barrote, ripa e produto de madeira) 9,6%
  • Tijolo e telha - cerâmica 8,3%
  • Motocicleta, motoneta 7,6%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas 5%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S62.6 — Fratura de outros dedos 22 7,3% 24.580
S52.5 — Fratura da extremidade distal do rádio 9 3% 16.067
S81 — Ferimento da perna 8 2,7% 644
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 7 2,3% 3.531
S61.1 — Ferimento de dedo(s) com lesão da unha 6 2% 3.531
S62 — Fratura ao nível do punho e da mão 6 2% 24.580

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Fabricação de artefatos de cerâmica e barro cozido para uso na construção, exceto azulejos e pisos) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 13,4 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se prática profissional no posto de trabalho. O pleno desempenho das atividades ocorre com aproximadamente um ano de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 8281.

Qual especialização paga mais na família 8281

Todas as ocupações de trabalhadores da fabricação de cerâmica estrutural para construção, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
8281-10 Oleiro (fabricação de tijolos) (esta página) R$ 1.721 R$ 1.786 28.382
8281-05 Oleiro (fabricação de telhas) R$ 1.623 R$ 1.574 4.367

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 8281-10.

A Extrair matéria-prima da jazida (argila fraca, argila forte e poagem) (4)
  • •Analisar, caracterizando, a matéria-prima
  • •Limpar terrenos para extração de matéria-prima
  • •Transportar a matéria-prima extraída, da jazida para a cerâmica
  • •Estocar a matéria-prima extraída
B Preparar argila para fabricação de telhas e tijolos (10)
  • •Dosar a mistura para a fabricação de telhas
  • •Misturar as diferentes matérias-primas extraídas
  • •Aguar a argila
  • •Controlar a umidade da argila
  • •Armazenar a argila
  • •Controlar o tempo de armazenamento (sazonamento)
  • •Retirar impurezas da argila
  • •Conduzir o desperdício do material cru para o moinho
  • •Conduzir o desperdício do material cozido para o moinho
  • •Adicionar à argila o desperdício do material cozido
C Processar a fabricação de telhas e tijolos (10)
  • •Colocar a argila no caixão alimentador
  • •Controlar o transporte da argila nas esteiras
  • •Operar máquina desintegradora de argila
  • •Operar máquina laminadora de argila
  • •Operar máquina para misturar a argila (misturador)
  • •Transportar a argila para a maromba
  • •Controlar o vácuo na maromba
  • •Providenciar a instalação da boquilha (fôrma) na maromba, para fabricação de telhas
  • •Fazer manutenção periódica das boquilhas
  • •Operar máquina cortadora de telhas
D Processar a secagem de telhas e tijolos (4)
  • •Conduzir tijolos e telhas para a secagem (estufa, natural - meio ambiente)
  • •Acompanhar o processo de secagem de telhas e tijolos
  • •Abastecer o forno com telhas e tijolos secos
  • •Organizar telhas e tijolos dentro do forno, para a queima
E Processar a queima de tijolos e telhas (8)
  • •Fazer a porta para vedação do forno
  • •Vedar forno para a queima
  • •Abastecer forno com lenha
  • •Acender o fogo do forno
  • •Controlar a temperatura do forno
  • •Verificar o ponto de queima de telhas e tijolos
  • •Monitorar a temperatura de resfriamento do forno
  • •Providenciar o resfriamento do forno (natural, ventilador)
F Desenfornar telhas e tijolos (6)
  • •Retirar telhas e tijolos para classificação
  • •Separar telhas e tijolos de acordo com a classificação
  • •Providenciar local de armazenagem de telhas e de tijolos
  • •Conduzir telhas e tijolos produzidos para o local de estoque
  • •Carregar caminhão com as telhas e tijolos do estoque
  • •Conduzir material do estoque para o caminhão
G Participar da elaboração de demonstrativo da produção (8)
  • •Contar a produção crua diária
  • •Informar sobre a produção crua diária
  • •Contar a produção enfornada, diariamente
  • •Informar sobre a produção enfornada, diariamente
  • •Contar a produção desenfornada, diariamente
  • •Informar sobre a produção desenfornada, diariamente
  • •Contar o desperdício da produção diária
  • •Informar sobre o desperdício da produção diária
Z Demonstrar competências pessoais (12)
  • •Demonstrar responsabilidade
  • •Evidenciar força física
  • •Demonstrar interesse na utilização de equipamentos de segurança
  • •Resistir a temperaturas compatíveis com a ocupação de oleiro
  • •Demonstrar agilidade
  • •Demonstrar domínio das quatro operações matemáticas
  • •Demonstrar paciência
  • •Agir com criatividade
  • •Agir com persistência
  • •Evidenciar conhecimentos básicos na área específica
  • •Demonstrar controle emocional
  • •Trabalhar em equipe de forma produtiva

Sinônimos oficiais (26)

Ajudante de fábrica de tijolosAjudante de oleiroAmassador - em olariaBarreiroBarreristaBatedor - em olariaBatedor de tijolos - na fabricaçãoChapeador de tijolosCortador de barroCortador de tijolosDesbarbeador de tijolosDesempenador em olariaDesenfornador de tijolo e telhaEncaierador de tijolosEnfornador de tijolosForneiro - em olariaGradeiroMarombeiroOperador de máquina de cortar tijolos e telhasOperador de marombaOperador de prensa - em olariaOperador de secador da fabricação cerâmicaPrensista de telhas e tijolosQueimador - em olariaSabugueiroTijoleiro

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 8281-10 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um oleiro (fabricação de tijolos)?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.721 por mês, considerando as 10.353 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.553 (10% menores) a R$ 2.247 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 1.786 (RAIS 2024), 3.8% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando oleiro (fabricação de tijolos)?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 10.713 admissões contra 11.088 desligamentos, saldo de -375 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata oleiro (fabricação de tijolos)?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de artefatos de cerâmica e barro cozido para uso na construção, exceto azulejos e pisos (CNAE 2342702), com 87,1% das admissões e mediana de R$ 1.723. A ficha de oleiro (fabricação de tijolos) no Buscador NCM lista os 7 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de oleiro (fabricação de tijolos)?

8281-10 (família 8281 — Trabalhadores da fabricação de cerâmica estrutural para construção). A CBO reconhece também os títulos: Ajudante de fábrica de tijolos, Ajudante de oleiro, Amassador - em olaria, Barreiro, Barrerista, Batedor - em olaria, Batedor de tijolos - na fabricação, Chapeador de tijolos, entre outros — todos usam o mesmo código 8281-10. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser oleiro (fabricação de tijolos)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 8281: Para o exercício dessas ocupações requer-se prática profissional no posto de trabalho. O pleno desempenho das atividades ocorre com aproximadamente um ano de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de oleiro (fabricação de tijolos)?

A taxa é de 13,4 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (25,2% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S62.6 — fratura de outros dedos. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 8281-10?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 8281-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 8281-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (2342702), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (15 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 8281:

  • •Cerâmica Azevedo Ltda.
  • •Cerâmica Beira Rio Ltda.
  • •Cerâmica Cruzeta Ltda.
  • •Cerâmica do Gato Ltda.
  • •Cerâmica Fortes Ltda.
  • •Cerâmica Irmão Barbalho Ltda.
  • •Cerâmica Itajá Ltda.
  • •Coopval - Cooperativa de Produtos Artefatos Cer
  • •Datamec/Unisys
  • •Indústria Cerâmica Sta Rosa Ltda.
  • •R. Freire Indústria e Comércio Ltda.
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
  • •GLOSSÁRIO
  • •Maromba: contrapeso; cabo de aço ou de fibra vegetal; corda grossa.
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