CBO 8281-10 — Oleiro (fabricação de tijolos)
O código 8281-10 identifica a ocupação oleiro (fabricação de tijolos) na CBO 2002, dentro da família 8281 — Trabalhadores da fabricação de cerâmica estrutural para construção. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.
Nesta ficha14 seções
O que faz um oleiro (fabricação de tijolos)
Extraem matéria-prima de jazidas e preparam a argila para a fabricação e telhas e tijolos. Processam a fabricação, secagem e queima de telhas e tijolos. Desenfornam telhas e tijolos e providenciam a sua armazenagem. Participam da elaboração de demonstrativo da produção diária. Trabalham seguindo normas de segurança, higiene, qualidade e proteção ao meio ambiente.
Descrição oficial da família 8281 — Trabalhadores da fabricação de cerâmica estrutural para construção, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.
Como e onde se trabalha
Atuam na fabricação de produtos para a construção civil como empregados com carteira assinada. Trabalham individualmente, sob supervisão permanente, em ambientes fechados ou a céu aberto e no sistema de rodízio de turno (diurno/noturno). No desempenho de algumas atividades podem permanecer expostos à radiação e altas temperaturas.
Recursos de trabalho
Bomba de vácuo; Caixão alimentador; Compressor; Cortador de telha; Cortador de tijolos; Desintegrador; Esteiras; Laminadores; Maromba; Misturadores.
Quanto ganha um oleiro (fabricação de tijolos)
Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais
mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 1.786
Entrada × quem já está
R$ 1.717 ao ser admitido · R$ 1.786 para quem tem vínculo ativo +4%
Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de oleiro (fabricação de tijolos) foi de R$ 1.717 — metade das 10.458 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.538 e os 10% de maior, acima de R$ 2.244.
Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 1.786, ou seja, 4% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 34 meses.
Considerando a jornada média de 43.8 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 9,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.
Equivalência da mediana
| Por mês | R$ 1.717 |
| Por ano (12 salários) | R$ 20.604 |
| Por semana | R$ 395 |
| Por hora (43.8h/sem) | R$ 9,00 |
Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.
Composição e salário por sexo
Na admissão (CAGED, 40h+)
Quem já atua (RAIS 2024)
Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.
Salário por região
Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.
Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
| UF | Admissões | Saldo | P25 | Mediana | P75 |
|---|---|---|---|---|---|
| MG | 1.329 | -50 | — | R$ 1.672 | — |
| SP | 1.293 | -154 | — | R$ 2.198 | — |
| PA | 984 | +56 | — | R$ 1.762 | — |
| PE | 757 | +48 | — | R$ 1.625 | — |
| PR | 694 | +25 | — | R$ 2.151 | — |
| GO | 635 | +25 | — | R$ 1.672 | — |
| RJ | 584 | -15 | — | R$ 1.814 | — |
| BA | 573 | -48 | — | R$ 1.634 | — |
| CE | 432 | +123 | — | R$ 1.625 | — |
| MA | 428 | -30 | — | R$ 1.617 | — |
UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.
Contratação e mercado
Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026
Admissões
10.815
Desligamentos
11.055
Saldo
-240
Rotatividade
39%
Saldo mês a mês
Em 12 meses houve 10.815 admissões e 11.055 desligamentos de oleiro (fabricação de tijolos), o que significa que o mercado formal fechou 240 postos de trabalho no período, com rotatividade de 39% sobre o estoque de vínculos.
Entre os desligamentos, 32,7% foram a pedido do próprio trabalhador e 56,9% por dispensa sem justa causa, além de 6,6% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.
Por que as pessoas saem
Sobre 11.055 desligamentos com motivo declarado.
Como são os contratos
Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,1% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.
Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência.
Porte de quem contrata
Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.
Quem contrata oleiro (fabricação de tijolos)
Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma
RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.
Perfil de quem trabalha como oleiro (fabricação de tijolos)
Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 28.382 vínculos
Idade mediana
40 anos
Tempo de casa
34 meses
No setor público
0,1%
Em empresa do Simples
84,4%
Sexo
Composição do vínculo
- Jornada média contratada43,7h/sem
- Pessoas com deficiência0,2%
- Em entidade sem fins lucrativos0,1%
Sobre os 28.382 vínculos ativos em 31/12/2024.
Raça/cor
Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.
Escolaridade
Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.
Porte do empregador
Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.
Riscos ocupacionais de oleiro (fabricação de tijolos)
Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências
Taxa por mil/ano
13,4
CAT no período
301
Óbitos comunicados
2
Idade média no acidente
38 anos
Foram 301 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo oleiro (fabricação de tijolos) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 13,4 por mil vínculos ao ano — próxima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.
Do total, 79,7% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 18,3% de trajeto (no deslocamento) e 2% doenças ocupacionais.
No período foram comunicados 2 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.
Tipo de acidente
Parte do corpo atingida
Natureza da lesão
Agente causador
Diagnósticos mais frequentes (CID-10)
Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país
| CID-10 | Casos | % | Afastamentos no Brasil |
|---|---|---|---|
| S62.6 — Fratura de outros dedos | 22 | 7,3% | 24.580 |
| S52.5 — Fratura da extremidade distal do rádio | 9 | 3% | 16.067 |
| S81 — Ferimento da perna | 8 | 2,7% | 644 |
| S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha | 7 | 2,3% | 3.531 |
| S61.1 — Ferimento de dedo(s) com lesão da unha | 6 | 2% | 3.531 |
| S62 — Fratura ao nível do punho e da mão | 6 | 2% | 24.580 |
Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.
Risco de tabela × risco observado
A atividade que mais contrata essa ocupação (Fabricação de artefatos de cerâmica e barro cozido para uso na construção, exceto azulejos e pisos) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 13,4 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.
Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.
Informalidade no setor que mais contrata
PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral
Informalidade no setor
24,3%
Média nacional
37,5%
Conta própria
16,3%
Rendimento formal × informal
R$ 3.887 × R$ 2.141
No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.
O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.
Formação exigida
Exigência oficial da CBO
Para o exercício dessas ocupações requer-se prática profissional no posto de trabalho. O pleno desempenho das atividades ocorre com aproximadamente um ano de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Texto oficial do MTE para a família 8281.
Qual especialização paga mais na família 8281
Todas as ocupações de trabalhadores da fabricação de cerâmica estrutural para construção, ordenadas pela remuneração de quem já atua
| CBO | Ocupação | Admissão | Quem já atua | Vínculos |
|---|---|---|---|---|
| 8281-10 | Oleiro (fabricação de tijolos) (esta página) | R$ 1.717 | R$ 1.786 | 28.382 |
| 8281-05 | Oleiro (fabricação de telhas) | R$ 1.621 | R$ 1.574 | 4.367 |
“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.
Atividades do perfil ocupacional
Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 8281-10.
A Extrair matéria-prima da jazida (argila fraca, argila forte e poagem) (4)
- •Analisar, caracterizando, a matéria-prima
- •Limpar terrenos para extração de matéria-prima
- •Transportar a matéria-prima extraída, da jazida para a cerâmica
- •Estocar a matéria-prima extraída
B Preparar argila para fabricação de telhas e tijolos (10)
- •Dosar a mistura para a fabricação de telhas
- •Misturar as diferentes matérias-primas extraídas
- •Aguar a argila
- •Controlar a umidade da argila
- •Armazenar a argila
- •Controlar o tempo de armazenamento (sazonamento)
- •Retirar impurezas da argila
- •Conduzir o desperdício do material cru para o moinho
- •Conduzir o desperdício do material cozido para o moinho
- •Adicionar à argila o desperdício do material cozido
C Processar a fabricação de telhas e tijolos (10)
- •Colocar a argila no caixão alimentador
- •Controlar o transporte da argila nas esteiras
- •Operar máquina desintegradora de argila
- •Operar máquina laminadora de argila
- •Operar máquina para misturar a argila (misturador)
- •Transportar a argila para a maromba
- •Controlar o vácuo na maromba
- •Providenciar a instalação da boquilha (fôrma) na maromba, para fabricação de telhas
- •Fazer manutenção periódica das boquilhas
- •Operar máquina cortadora de telhas
D Processar a secagem de telhas e tijolos (4)
- •Conduzir tijolos e telhas para a secagem (estufa, natural - meio ambiente)
- •Acompanhar o processo de secagem de telhas e tijolos
- •Abastecer o forno com telhas e tijolos secos
- •Organizar telhas e tijolos dentro do forno, para a queima
E Processar a queima de tijolos e telhas (8)
- •Fazer a porta para vedação do forno
- •Vedar forno para a queima
- •Abastecer forno com lenha
- •Acender o fogo do forno
- •Controlar a temperatura do forno
- •Verificar o ponto de queima de telhas e tijolos
- •Monitorar a temperatura de resfriamento do forno
- •Providenciar o resfriamento do forno (natural, ventilador)
F Desenfornar telhas e tijolos (6)
- •Retirar telhas e tijolos para classificação
- •Separar telhas e tijolos de acordo com a classificação
- •Providenciar local de armazenagem de telhas e de tijolos
- •Conduzir telhas e tijolos produzidos para o local de estoque
- •Carregar caminhão com as telhas e tijolos do estoque
- •Conduzir material do estoque para o caminhão
G Participar da elaboração de demonstrativo da produção (8)
- •Contar a produção crua diária
- •Informar sobre a produção crua diária
- •Contar a produção enfornada, diariamente
- •Informar sobre a produção enfornada, diariamente
- •Contar a produção desenfornada, diariamente
- •Informar sobre a produção desenfornada, diariamente
- •Contar o desperdício da produção diária
- •Informar sobre o desperdício da produção diária
Z Demonstrar competências pessoais (12)
- •Demonstrar responsabilidade
- •Evidenciar força física
- •Demonstrar interesse na utilização de equipamentos de segurança
- •Resistir a temperaturas compatíveis com a ocupação de oleiro
- •Demonstrar agilidade
- •Demonstrar domínio das quatro operações matemáticas
- •Demonstrar paciência
- •Agir com criatividade
- •Agir com persistência
- •Evidenciar conhecimentos básicos na área específica
- •Demonstrar controle emocional
- •Trabalhar em equipe de forma produtiva
Sinônimos oficiais (26)
Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 8281-10 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.
Perguntas frequentes
Quanto ganha um oleiro (fabricação de tijolos)?
A mediana do salário de admissão é R$ 1.717 por mês, considerando as 10.458 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.538 (10% menores) a R$ 2.244 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 1.786 (RAIS 2024), 4% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.
O mercado está contratando oleiro (fabricação de tijolos)?
Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 10.815 admissões contra 11.055 desligamentos, saldo de -240 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.
Que tipo de empresa contrata oleiro (fabricação de tijolos)?
A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de artefatos de cerâmica e barro cozido para uso na construção, exceto azulejos e pisos (CNAE 2342702), com 86,9% das admissões e mediana de R$ 1.716. A lista completa dos 7 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.
Qual o código CBO de oleiro (fabricação de tijolos)?
8281-10 (família 8281 — Trabalhadores da fabricação de cerâmica estrutural para construção). A CBO reconhece também os títulos: Ajudante de fábrica de tijolos, Ajudante de oleiro, Amassador - em olaria, Barreiro, Barrerista, Batedor - em olaria, Batedor de tijolos - na fabricação, Chapeador de tijolos, entre outros — todos usam o mesmo código 8281-10. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.
Precisa de faculdade para ser oleiro (fabricação de tijolos)?
Segundo a descrição oficial da CBO para a família 8281: Para o exercício dessas ocupações requer-se prática profissional no posto de trabalho. O pleno desempenho das atividades ocorre com aproximadamente um ano de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Quais são os riscos e acidentes mais comuns de oleiro (fabricação de tijolos)?
A taxa é de 13,4 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (25,2% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S62.6 — fratura de outros dedos. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.
É uma profissão com muita informalidade?
A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.
Onde informo o CBO 8281-10?
No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.
O CBO 8281-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?
Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 8281-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (2342702), o RAT é 3%.
Fontes oficiais
- → CBO 2002 — Ministério do Trabalho e Emprego
- → Novo CAGED — microdados de movimentação (PDET)
- → RAIS — microdados de vínculos (PDET)
- → CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (INSS)
- → PNAD Contínua (IBGE)
- → Tabela CBO completa
- → Todas as fontes do site
Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.
Quem descreveu esta família na CBO (15 instituições)
A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 8281:
- •Cerâmica Azevedo Ltda.
- •Cerâmica Beira Rio Ltda.
- •Cerâmica Cruzeta Ltda.
- •Cerâmica do Gato Ltda.
- •Cerâmica Fortes Ltda.
- •Cerâmica Irmão Barbalho Ltda.
- •Cerâmica Itajá Ltda.
- •Coopval - Cooperativa de Produtos Artefatos Cer
- •Datamec/Unisys
- •Indústria Cerâmica Sta Rosa Ltda.
- •R. Freire Indústria e Comércio Ltda.
- •Instituição Conveniada Responsável
- •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
- •GLOSSÁRIO
- •Maromba: contrapeso; cabo de aço ou de fibra vegetal; corda grossa.