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CBO 2002 Família 8112 R$ 2.077 na admissão -277 postos em 12 meses 111 atividades

CBO 8112-05 — Operador de calcinação (tratamento químico e afins)

O código 8112-05 identifica a ocupação operador de calcinação (tratamento químico e afins) na CBO 2002, dentro da família 8112 — Operadores de calcinação e de tratamentos químicos de materiais radioativos. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um operador de calcinação (tratamento químico e afins)

Preparam interfaces de turno de trabalho e monitoram equipamentos e variáveis do processo de produção. Operam etapas do processo produtivo, realizam manobras de alinhamento dos processos e controlam resultados das etapas do processo produtivo e do sistema de qualidade. Produzem em bateladas (celulose, metais, têxtil e produtos químicos), vazam (descarregam) o forno e treinam novos operadores. Trabalham seguindo normas de segurança, higiene, qualidade e preservação ambiental.

Descrição oficial da família 8112 — Operadores de calcinação e de tratamentos químicos de materiais radioativos, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam na fabricação de produtos químicos, de coque, refino de petróleo, combustíveis nucleares, álcool, pastas, papel e derivados e metalurgia básica. São assalariados com carteira assinada e atuam em equipe (turnos, multifuncional) sob supervisão permanente. O trabalho é presencial, realizado em ambiente fechado ou a céu aberto. Permanecem durante longos períodos em posições desconfortáveis e trabalham sob pressão, o que pode levá-los à situação de estresse constante. Podem, ainda, trabalhar em grandes alturas ou confinados, em algumas atividades, podem ficar expostos a materiais tóxicos, radiação, ruído intenso, altas temperaturas, poeira, gases e umidade.

Recursos de trabalho

Bombas; Compressores; Filtros; Fornos; Reatores; Tanques; Torres; Trocadores de calor; Válvulas; Vasos

Quanto ganha um operador de calcinação (tratamento químico e afins)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.57210% ganham atéR$ 2.077medianaR$ 2.99910% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 4.019

Entrada × quem já está

R$ 2.077 ao ser admitido · R$ 4.019 para quem tem vínculo ativo +93,5%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de operador de calcinação (tratamento químico e afins) foi de R$ 2.077 — metade das 261 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.572 e os 10% de maior, acima de R$ 2.999.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 4.019, ou seja, 93,5% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 43 meses.

Considerando a jornada média de 42.8 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 11,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.077
Por ano (12 salários)R$ 24.924
Por semanaR$ 478
Por hora (42.8h/sem)R$ 11,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.08393,9%
  • Mulheres — R$ 1.9926,1%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 3.99798,6%
  • Mulheres — R$ 10.4631,4%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Nordeste1.634
  • Sudeste2.930
  • Sul2.059

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (3 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
PR 55 +10 R$ 2.015
PE 48 -13 R$ 1.623
MG 35 -16 R$ 2.079

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

297

Desligamentos

574

Saldo

-277

Rotatividade

43,1%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: ago/25 (+15) saldo negativo · pior: dez/25 (-108)

Em 12 meses houve 297 admissões e 574 desligamentos de operador de calcinação (tratamento químico e afins), o que significa que o mercado formal fechou 277 postos de trabalho no período, com rotatividade de 43,1% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 11,8% foram a pedido do próprio trabalhador e 77,9% por dispensa sem justa causa. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador11,8%
  • Dispensa sem justa causa77,9%
  • Fim de contrato3%

Sobre 574 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro9,1%
  • 1 a 4 empregados6,7%
  • 5 a 9 empregados6,7%
  • 10 a 19 empregados17,5%
  • 20 a 49 empregados21,5%
  • 50 a 99 empregados11,4%
  • 100 a 249 empregados17,5%
  • 250 a 499 empregados4,4%
  • 500 a 999 empregados2,4%
  • 1.000 ou mais empregados2,7%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata operador de calcinação (tratamento químico e afins)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de cal e gesso 2392300 · 34% das admissões 101 43.9h R$ 1.608 R$ 1.936 R$ 2.066 3% 4
Comércio atacadista de álcool carburante, biodiesel, gasolina e demais derivados de petróleo, exceto lubrificantes, não realizado por transportador retalhista (T.R.R.) 4681801 · 11,4% das admissões 34 44h R$ 2.977 3%
Manutenção e reparação de máquinas e equipamentos para uso na extração mineral, exceto na extração de petróleo 3314715 · 7,4% das admissões 22 44h R$ 2.106 2% 3
Transporte rodoviário de produtos perigosos 4930203 · 4% das admissões 12 44h R$ 3.093 3% 3
Produção de ferro gusa 2411300 · 3,7% das admissões 11 3% 4
Fabricação de álcool 1931400 · 3,4% das admissões 10 44h R$ 4.409 3% 3
Fabricação de papel 1721400 · 2,7% das admissões 8 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como operador de calcinação (tratamento químico e afins)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 1.332 vínculos

Idade mediana

41 anos

Tempo de casa

43 meses

No setor público

0,4%

Em empresa do Simples

17,7%

Sexo

  • Homem98,7%
  • Mulher1,3%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada42,3h/sem
  • Pessoas com deficiência1,4%
  • Jornada parcial0,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,2%

Sobre os 1.332 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda49,5%
  • Branca40,7%
  • Preta9%
  • Amarela0,6%
  • Indígena0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,4%
  • Até o 5º ano incompleto7,9%
  • 5º ano completo3,8%
  • 6º ao 9º ano9,8%
  • Fundamental completo11%
  • Médio incompleto4,3%
  • Médio completo50,2%
  • Superior incompleto3,3%
  • Superior completo9,3%
  • Mestrado0,2%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,3%
  • Até 5º ano incompleto4,7%
  • 5º ano completo3%
  • 6º a 9º ano13,5%
  • Fundamental completo17,2%
  • Médio incompleto5,7%
  • Médio completo51,9%
  • Superior incompleto1,3%
  • Superior completo2,4%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados3,8%
  • 5 a 9 empregados7,3%
  • 10 a 19 empregados10,6%
  • 20 a 49 empregados14,1%
  • 50 a 99 empregados14,7%
  • 100 a 249 empregados14%
  • 250 a 499 empregados6,9%
  • 500 a 999 empregados14,7%
  • 1.000 ou mais empregados14%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de operador de calcinação (tratamento químico e afins)

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

CAT no período

30

Idade média no acidente

35 anos

Tipo de acidente

  • Trajeto13,3%
  • Típico86,7%

Parte do corpo atingida

  • Dedo26,7%
  • Mão (exceto punho ou dedos)13,3%
  • Pé (exceto artelhos)10%
  • Olho (inclusive nervo ótico e visão)10%
  • Cabeça, partes múltiplas (qualquer combinação das partes acima)6,7%

Natureza da lesão

  • Fratura30%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)20%
  • Lesão imediata, NIC10%
  • Queimadura química (lesão de tecido provocada pela ação corrosiva de produto químico, suas emanações, etc.)10%
  • Lesão imediata6,7%

Agente causador

  • Motocicleta, motoneta6,7%
  • Ferramenta manual sem força motriz, NIC6,7%
  • Metal - inclui liga6,7%
  • Máquina de embalar ou empacotar6,7%
  • Produto biológico (soro, toxina, antitoxina, vacina, plasma) - medicamento6,7%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61 — Ferimento do punho e da mão 3 10% 3.531
S61.NUL — Ferimento do punho e da mão 3 10% 3.531
S62.6 — Fratura de outros dedos 3 10% 24.580
S62.3 — Fratura de outros ossos do metacarpo 2 6,7% 24.580
T25.2 — Queimadura de segundo grau do tornozelo e do pé 2 6,7% 228
V29.9 — Motociclista [qualquer] traumatizado em um acidente de trânsito não especificado 1 3,3% 313

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se o curso técnico de nível médio em metalurgia, siderurgia, química, petroquímica ou áreas afins oferecido por instituições de formação profissional ou escolas técnicas. O pleno desempenho das atividades ocorre entre três e quatro anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 8112.

Qual especialização paga mais na família 8112

Todas as ocupações de operadores de calcinação e de tratamentos químicos de materiais radioativos, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
8112-15 Operador de tratamento químico de materiais radioativos R$ 1.850 R$ 11.356 290
8112-05 Operador de calcinação (tratamento químico e afins) (esta página) R$ 2.077 R$ 4.019 1.332

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 8112-05.

A Preparar interfaces de turno de trabalho (7)
  • Consultar ocorrências de turno
  • Ler relatórios e informações operacionais
  • Comunicar ocorrências do turno
  • Conferir estoque de insumos e matérias-primas
  • Requisitar insumos e matérias-primas
  • Selecionar etapas do processo
  • Elaborar relatório de ocorrências de turno
B Monitorar equipamentos e variáveis do processo de produção (17)
  • Inspecionar condições de funcionamento dos equipamentos rotativos
  • Checar o nível de ruído dos equipamentos
  • Inspecionar nível de óleo dos equipamentos
  • Inspecionar visualmente sistema de bica
  • Monitorar combustão de fornos, caldeiras
  • Identificar pontos de super aquecimento nos equipamentos
  • Conferir o sistema de selagem e refrigeração
  • Controlar tempo de funcionamento e campanha do equipamento
  • Registrar leitura dos painéis de controles
  • Registrar leitura de instrumentos de campo
  • Coletar amostras das etapas do processo de produção
  • Identificar tipos de amostras
  • Entregar amostras extras ao laboratório
  • Interpretar resultados das amostras
  • Registrar resultados de análises laboratoriais
  • Medir ph, densidade e condutividade do produto (conforme padrões)
  • Identificar pureza dos produtos analisados
C Operar etapas do processo produtivo (13)
  • Ajustar variáveis do processo
  • Ajustar velocidade (rpm) de equipamentos rotativos
  • Operar equipamentos dentro dos padrões estabalecidos
  • Desobstruir tubulações, conexões, canaletas
  • Revezar equipamentos rotativos
  • Controlar insumos e matérias-primas
  • Elaborar ordem de serviço para manutenção dos equipamentos
  • Liberar através de documento, equipamentos para manutenção
  • Registrar correções executadas nas variáveis do processo
  • Identificar produtos não conformes (com falhas, fora dos padrões)
  • Separar produtos não conformes
  • Reutilizar produtos não conformes no processo produtivo
  • Limpar tanques e vasos
D Realizar manobras de alinhamento dos processos (16)
  • Operar partida e parada de equipamentos
  • Acionar chave para energizar (ou desenergizar) equipamentos de baixa tensão após manutenção
  • Retirar equipamentos de operação
  • Testar equipamentos após manutenção
  • Manobrar equipamentos de transporte
  • Programar instrumentos de medição (defratômetro, raio x)
  • Separar bacias para o processo de lixiviação
  • Instalar sistema de irrigação para ataque ácido
  • Empilhar minério, cavaco, sucata e outros (para lixiviação estatística)
  • Tratar água para fins industriais e potável
  • Analisar a alcalinidade da água
  • Realizar ramonagem (limpeza utilizando vapor)
  • Tratar efluentes conforme padrôes especificados
  • Embalar produtos acabados ou residuais
  • Carregar insumos e matérias-primas
  • Expedir resíduos conforme procedimento padrão
E Controlar os resultados das etapas do processo produtivo e do sistema de qualidade (8)
  • Comparar dados do processo com padrões estabelecidos
  • Realizar procedimentos, instruções e padrões do sistema de qualidade
  • Monitorar a qualidade do produto final
  • Preencher gráfico de controle do processo
  • Preencher boletins de análise do processo
  • Emitir relatório de análise de falhas no processo produtivo
  • Emitir solicitação de alterações nos procedimentos e instruções do processo produtivo
  • Analisar relatório de não conformidades
F Produzir em bateladas (celulose, metais, têxtil e produtos químicos) (8)
  • Carregar equipamentos com matérias-primas
  • Adicionar aditivos e reagentes
  • Operar máquina de homogeneização (misturadores)
  • Efetuar pressurização conforme procedimentos
  • Efetuar despressurização do sistema
  • Controlar a temperatura da reação química
  • Monitorar tempo de reação do processo
  • Remover resíduos do processo
G Vazar (descarregar) o forno (10)
  • Injetar oxigênio para efutuar vazão
  • Tamponar o forno
  • Resfriar o sistema na primeira vazão
  • Preparar o sistema de bica, decantação e squimer
  • Limpar o sistema de bica
  • Remover material contaminado do sistema
  • Revestir o sistema de bica
  • Aquecer o sistema de bica
  • Preparar área para descarregar materiais
  • Limpar piscina de metal
H Treinar novos operadores (8)
  • Sinalizar riscos e pontos críticos do ambiente
  • Orientar sobre o funcionamento dos equipamentos
  • Executar rotinas operacionais demonstrando-as
  • Instruir a interpretação do fluxograma do processo de produção
  • Orientar o preenchimento da folha de leitura operacional
  • Executar coleta de amostra, demonstrando procedimentos
  • Monitorar a execução de atividades orientadas
  • Emitir relatório e informações de desempenho dos treinandos
I Trabalhar com segurança (16)
  • Utilizar equipamentos de proteção individual
  • Discutir ações de segurança (dds, pds)
  • Interpretar normas e procedimentos de segurança
  • Identificar o tipo de equipamento para execução das tarefas
  • Emitir permissão de trabalho (documento que orienta a execução dos seviços para evitar riscos inerentes ao trabalho).
  • Monitorar a execução de serviços por terceiros
  • Controlar níveis de contaminação no ambiente industrial
  • Identificar condições inseguras no trabalho
  • Sinalizar áreas de risco
  • Corrigir condições inseguras no processo de produção
  • Registrar incidentes e acidentes
  • Comunicar a ocorrência de acidente e incidente
  • Analisar em equipe a investigação de acidentes
  • Combater princípios de incêndio
  • Acionar brigada de segurança
  • Simular evacuação de área
Z Demonstrar competências pessoais (8)
  • Demonstrar espírito de liderança
  • Demonstrar sociabilidade
  • Demonstrar fluência verbal
  • Demonstrar criatividade
  • Tomar iniciativa
  • Relacionar-se com superiores e subordinados
  • Demonstrar autocontrole
  • Demonstrar persuasão

Sinônimos oficiais (4)

CalcinadorOperador de forno de calcinaçãoOperador de forno termoelétrico para elétrodos de grafiteOperador de sistema de calcinação

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 8112-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um operador de calcinação (tratamento químico e afins)?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.077 por mês, considerando as 261 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.572 (10% menores) a R$ 2.999 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 4.019 (RAIS 2024), 93.5% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando operador de calcinação (tratamento químico e afins)?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 297 admissões contra 574 desligamentos, saldo de -277 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata operador de calcinação (tratamento químico e afins)?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de cal e gesso (CNAE 2392300), com 34% das admissões e mediana de R$ 1.936. A lista completa dos 7 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de operador de calcinação (tratamento químico e afins)?

8112-05 (família 8112 — Operadores de calcinação e de tratamentos químicos de materiais radioativos). A CBO reconhece também os títulos: Calcinador, Operador de forno de calcinação, Operador de forno termoelétrico para elétrodos de grafite, Operador de sistema de calcinação — todos usam o mesmo código 8112-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser operador de calcinação (tratamento químico e afins)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 8112: Para o exercício dessas ocupações requer-se o curso técnico de nível médio em metalurgia, siderurgia, química, petroquímica ou áreas afins oferecido por instituições de formação profissional ou escolas técnicas. O pleno desempenho das atividades ocorre entre três e quatro anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 8112-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 8112-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 8112-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (2392300), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (16 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 8112:

  • Bahia Sul Celulose S.A.
  • Caraiba Metais S.A.
  • Companhia Suzano de Papel e Celulose S.A.
  • Gerdau S.A.
  • INB - Indústrias Nucleares do Brasil S.A.
  • Klabin/Bacell S.A.
  • Millenium Inorganics Chemicals do Brasil S.A.
  • Nitrocarbono S.A.
  • Rudolf Soft Indústria Química Ltda.
  • Sibra S.A.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
  • GLOSSÁRIO
  • DDS: Diálogo Diário de Segurança.
  • PDS: Plano Diário de Segurança.
  • CCM: Central de Comandos de Motores.
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