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CBO 2002 Família 8112 R$ 1.906 na admissão -6 postos em 12 meses 99 atividades

CBO 8112-15 — Operador de tratamento químico de materiais radioativos

O código 8112-15 identifica a ocupação operador de tratamento químico de materiais radioativos na CBO 2002, dentro da família 8112 — Operadores de calcinação e de tratamentos químicos de materiais radioativos. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 12 seções

O que faz um operador de tratamento químico de materiais radioativos

Preparam interfaces de turno de trabalho e monitoram equipamentos e variáveis do processo de produção. Operam etapas do processo produtivo, realizam manobras de alinhamento dos processos e controlam resultados das etapas do processo produtivo e do sistema de qualidade. Produzem em bateladas (celulose, metais, têxtil e produtos químicos), vazam (descarregam) o forno e treinam novos operadores. Trabalham seguindo normas de segurança, higiene, qualidade e preservação ambiental.

Descrição oficial da família 8112 — Operadores de calcinação e de tratamentos químicos de materiais radioativos, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam na fabricação de produtos químicos, de coque, refino de petróleo, combustíveis nucleares, álcool, pastas, papel e derivados e metalurgia básica. São assalariados com carteira assinada e atuam em equipe (turnos, multifuncional) sob supervisão permanente. O trabalho é presencial, realizado em ambiente fechado ou a céu aberto. Permanecem durante longos períodos em posições desconfortáveis e trabalham sob pressão, o que pode levá-los à situação de estresse constante. Podem, ainda, trabalhar em grandes alturas ou confinados, em algumas atividades, podem ficar expostos a materiais tóxicos, radiação, ruído intenso, altas temperaturas, poeira, gases e umidade.

Recursos de trabalho

Bombas; Compressores; Filtros; Fornos; Reatores; Tanques; Torres; Trocadores de calor; Válvulas; Vasos

Quanto ganha um operador de tratamento químico de materiais radioativos

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.73910% ganham até R$ 1.906mediana R$ 2.44910% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 11.356

Entrada × quem já está

R$ 1.906 ao ser admitido · R$ 11.356 para quem tem vínculo ativo +495,8%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de operador de tratamento químico de materiais radioativos foi de R$ 1.906 — metade das 11 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.739 e os 10% de maior, acima de R$ 2.449.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 11.356, ou seja, 495,8% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 148 meses.

Considerando a jornada média de 42 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 10,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.906
Por ano (12 salários)R$ 22.872
Por semanaR$ 439
Por hora (42h/sem)R$ 10,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 1.906 100%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 11.531 89,2%
  • Mulheres — R$ 7.925 10,8%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

12

Desligamentos

18

Saldo

-6

Rotatividade

6,2%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jan/26 (+1) saldo negativo · pior: fev/26 (-3)

Em 12 meses houve 12 admissões e 18 desligamentos de operador de tratamento químico de materiais radioativos, o que significa que o mercado formal fechou 6 postos de trabalho no período, com rotatividade de 6,2% sobre o estoque de vínculos.

Porte de quem contrata

  • 10 a 19 empregados 9,1%
  • 20 a 49 empregados 9,1%
  • 100 a 249 empregados 54,5%
  • 1.000 ou mais empregados 27,3%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata operador de tratamento químico de materiais radioativos

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de açúcar em bruto 1071600 · 58,3% das admissões 7 — — — — 3% 3
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 16,7% das admissões 2 — — — — 3% 1
Testes e análises técnicas 7120100 · 8,3% das admissões 1 — — — — 1% 2
Pesquisa e desenvolvimento experimental em ciências físicas e naturais 7210000 · 8,3% das admissões 1 — — — — 2% 2
Fabricação de outros produtos químicos inorgânicos não especificados anteriormente 2019399 · 8,3% das admissões 1 — — — — 2% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como operador de tratamento químico de materiais radioativos

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 290 vínculos

Idade mediana

46 anos

Tempo de casa

148 meses

Em empresa do Simples

5,2%

Sexo

  • Homem 88,6%
  • Mulher 11,4%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada34,8h/sem
  • Pessoas com deficiência3,1%

Sobre os 290 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 66,6%
  • Parda 22,3%
  • Preta 10,8%
  • Amarela 0,3%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Até o 5º ano incompleto 0,7%
  • 5º ano completo 0,7%
  • 6º ao 9º ano 1%
  • Fundamental completo 4,5%
  • Médio incompleto 0,7%
  • Médio completo 70,3%
  • Superior incompleto 1%
  • Superior completo 20,7%
  • Mestrado 0,3%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Até 5º ano incompleto 8,3%
  • Fundamental completo 8,3%
  • Médio completo 75%
  • Superior completo 8,3%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 0,3%
  • 5 a 9 empregados 0,3%
  • 10 a 19 empregados 4,5%
  • 50 a 99 empregados 7,6%
  • 100 a 249 empregados 0,7%
  • 250 a 499 empregados 27,6%
  • 500 a 999 empregados 43,4%
  • 1.000 ou mais empregados 15,5%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se o curso técnico de nível médio em metalurgia, siderurgia, química, petroquímica ou áreas afins oferecido por instituições de formação profissional ou escolas técnicas. O pleno desempenho das atividades ocorre entre três e quatro anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 8112.

Qual especialização paga mais na família 8112

Todas as ocupações de operadores de calcinação e de tratamentos químicos de materiais radioativos, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
8112-15 Operador de tratamento químico de materiais radioativos (esta página) R$ 1.906 R$ 11.356 290
8112-05 Operador de calcinação (tratamento químico e afins) R$ 2.044 R$ 4.019 1.332

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 8112-15.

A Preparar interfaces de turno de trabalho (7)
  • •Consultar ocorrências de turno
  • •Ler relatórios e informações operacionais
  • •Comunicar ocorrências do turno
  • •Conferir estoque de insumos e matérias-primas
  • •Requisitar insumos e matérias-primas
  • •Selecionar etapas do processo
  • •Elaborar relatório de ocorrências de turno
B Monitorar equipamentos e variáveis do processo de produção (17)
  • •Inspecionar condições de funcionamento dos equipamentos rotativos
  • •Checar o nível de ruído dos equipamentos
  • •Inspecionar nível de óleo dos equipamentos
  • •Inspecionar visualmente sistema de bica
  • •Monitorar combustão de fornos, caldeiras
  • •Identificar pontos de super aquecimento nos equipamentos
  • •Conferir o sistema de selagem e refrigeração
  • •Controlar tempo de funcionamento e campanha do equipamento
  • •Registrar leitura dos painéis de controles
  • •Registrar leitura de instrumentos de campo
  • •Coletar amostras das etapas do processo de produção
  • •Identificar tipos de amostras
  • •Entregar amostras extras ao laboratório
  • •Interpretar resultados das amostras
  • •Registrar resultados de análises laboratoriais
  • •Medir ph, densidade e condutividade do produto (conforme padrões)
  • •Identificar pureza dos produtos analisados
C Operar etapas do processo produtivo (13)
  • •Ajustar variáveis do processo
  • •Ajustar velocidade (rpm) de equipamentos rotativos
  • •Operar equipamentos dentro dos padrões estabalecidos
  • •Desobstruir tubulações, conexões, canaletas
  • •Revezar equipamentos rotativos
  • •Controlar insumos e matérias-primas
  • •Elaborar ordem de serviço para manutenção dos equipamentos
  • •Liberar através de documento, equipamentos para manutenção
  • •Registrar correções executadas nas variáveis do processo
  • •Identificar produtos não conformes (com falhas, fora dos padrões)
  • •Separar produtos não conformes
  • •Reutilizar produtos não conformes no processo produtivo
  • •Limpar tanques e vasos
D Realizar manobras de alinhamento dos processos (13)
  • •Operar partida e parada de equipamentos
  • •Acionar chave para energizar (ou desenergizar) equipamentos de baixa tensão após manutenção
  • •Retirar equipamentos de operação
  • •Testar equipamentos após manutenção
  • •Manobrar equipamentos de transporte
  • •Programar instrumentos de medição (defratômetro, raio x)
  • •Separar bacias para o processo de lixiviação
  • •Tratar água para fins industriais e potável
  • •Analisar a alcalinidade da água
  • •Realizar ramonagem (limpeza utilizando vapor)
  • •Tratar efluentes conforme padrôes especificados
  • •Carregar insumos e matérias-primas
  • •Expedir resíduos conforme procedimento padrão
E Controlar os resultados das etapas do processo produtivo e do sistema de qualidade (8)
  • •Comparar dados do processo com padrões estabelecidos
  • •Realizar procedimentos, instruções e padrões do sistema de qualidade
  • •Monitorar a qualidade do produto final
  • •Preencher gráfico de controle do processo
  • •Preencher boletins de análise do processo
  • •Emitir relatório de análise de falhas no processo produtivo
  • •Emitir solicitação de alterações nos procedimentos e instruções do processo produtivo
  • •Analisar relatório de não conformidades
F Produzir em bateladas (celulose, metais, têxtil e produtos químicos) (8)
  • •Carregar equipamentos com matérias-primas
  • •Adicionar aditivos e reagentes
  • •Operar máquina de homogeneização (misturadores)
  • •Efetuar pressurização conforme procedimentos
  • •Efetuar despressurização do sistema
  • •Controlar a temperatura da reação química
  • •Monitorar tempo de reação do processo
  • •Remover resíduos do processo
G Vazar (descarregar) o forno (1)
  • •Remover material contaminado do sistema
H Treinar novos operadores (8)
  • •Sinalizar riscos e pontos críticos do ambiente
  • •Orientar sobre o funcionamento dos equipamentos
  • •Executar rotinas operacionais demonstrando-as
  • •Instruir a interpretação do fluxograma do processo de produção
  • •Orientar o preenchimento da folha de leitura operacional
  • •Executar coleta de amostra, demonstrando procedimentos
  • •Monitorar a execução de atividades orientadas
  • •Emitir relatório e informações de desempenho dos treinandos
I Trabalhar com segurança (16)
  • •Utilizar equipamentos de proteção individual
  • •Discutir ações de segurança (dds, pds)
  • •Interpretar normas e procedimentos de segurança
  • •Identificar o tipo de equipamento para execução das tarefas
  • •Emitir permissão de trabalho (documento que orienta a execução dos seviços para evitar riscos inerentes ao trabalho).
  • •Monitorar a execução de serviços por terceiros
  • •Controlar níveis de contaminação no ambiente industrial
  • •Identificar condições inseguras no trabalho
  • •Sinalizar áreas de risco
  • •Corrigir condições inseguras no processo de produção
  • •Registrar incidentes e acidentes
  • •Comunicar a ocorrência de acidente e incidente
  • •Analisar em equipe a investigação de acidentes
  • •Combater princípios de incêndio
  • •Acionar brigada de segurança
  • •Simular evacuação de área
Z Demonstrar competências pessoais (8)
  • •Demonstrar espírito de liderança
  • •Demonstrar sociabilidade
  • •Demonstrar fluência verbal
  • •Demonstrar criatividade
  • •Tomar iniciativa
  • •Relacionar-se com superiores e subordinados
  • •Demonstrar autocontrole
  • •Demonstrar persuasão

Perguntas frequentes

Quanto ganha um operador de tratamento químico de materiais radioativos?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.906 por mês, considerando as 11 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.739 (10% menores) a R$ 2.449 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 11.356 (RAIS 2024), 495.8% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando operador de tratamento químico de materiais radioativos?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 12 admissões contra 18 desligamentos, saldo de -6 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata operador de tratamento químico de materiais radioativos?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de açúcar em bruto (CNAE 1071600), com 58,3% das admissões. A ficha de operador de tratamento químico de materiais radioativos no Buscador NCM lista os 5 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de operador de tratamento químico de materiais radioativos?

8112-15 (família 8112 — Operadores de calcinação e de tratamentos químicos de materiais radioativos). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser operador de tratamento químico de materiais radioativos?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 8112: Para o exercício dessas ocupações requer-se o curso técnico de nível médio em metalurgia, siderurgia, química, petroquímica ou áreas afins oferecido por instituições de formação profissional ou escolas técnicas. O pleno desempenho das atividades ocorre entre três e quatro anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 8112-15?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 8112-15 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 8112-15 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1071600), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (16 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 8112:

  • •Bahia Sul Celulose S.A.
  • •Caraiba Metais S.A.
  • •Companhia Suzano de Papel e Celulose S.A.
  • •Gerdau S.A.
  • •INB - Indústrias Nucleares do Brasil S.A.
  • •Klabin/Bacell S.A.
  • •Millenium Inorganics Chemicals do Brasil S.A.
  • •Nitrocarbono S.A.
  • •Rudolf Soft Indústria Química Ltda.
  • •Sibra S.A.
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
  • •GLOSSÁRIO
  • •DDS: Diálogo Diário de Segurança.
  • •PDS: Plano Diário de Segurança.
  • •CCM: Central de Comandos de Motores.
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