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CBO 2002 Família 7842 R$ 2.000 na admissão +154.546 postos em 12 meses 39 atividades

CBO 7842-05 — Alimentador de linha de produção

O código 7842-05 identifica a ocupação alimentador de linha de produção na CBO 2002, dentro da família 7842 — Alimentadores de linhas de produção. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha13 seções

O que faz um alimentador de linha de produção

Preparam materiais para alimentação de linhas de produção; organizam a área de serviço; abastecem linhas de produção; alimentam máquinas e separam materiais para reaproveitamento.

Descrição oficial da família 7842 — Alimentadores de linhas de produção, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Os profissionais dessa família ocupacional podem exercer suas atividades em empresas dos ramos de fabricação de produtos alimentares e bebidas, de artigos de borracha e plástico, de máquinas e equipamentos e de aparelhos e materiais elétricos. São empregados na condição de trabalhadores assalariados, com carteira assinada. Atuam em postos de trabalho e desempenham suas funções sob supervisão permanente. Trabalham em ambientes fechados, em rodízio de turnos, nos períodos diurno e noturno. Podem trabalhar em posições desconfortáveis e, em algumas situações, podem estar sujeitos à exposição de materiais tóxicos, ruído intenso e altas temperaturas.

Recursos de trabalho

Carro bandeja; Carro hidráulico; Empilhadeira; EPI; Estilete; Fita adesiva; Máquina de etiqueta de barra; Microcomputador; Pincel; Trena.

Quanto ganha um alimentador de linha de produção

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.62110% ganham atéR$ 2.000medianaR$ 2.38110% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.213

Entrada × quem já está

R$ 2.000 ao ser admitido · R$ 2.213 para quem tem vínculo ativo +10,7%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de alimentador de linha de produção foi de R$ 2.000 — metade das 1.257.416 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.621 e os 10% de maior, acima de R$ 2.381.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.213, ou seja, 10,7% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 15 meses.

Considerando a jornada média de 43.5 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 10,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.000
Por ano (12 salários)R$ 24.000
Por semanaR$ 460
Por hora (43.5h/sem)R$ 10,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.00963,4%
  • Mulheres — R$ 1.97336,6%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.26463,5%
  • Mulheres — R$ 2.13936,5%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte1.696
  • Nordeste1.647
  • Sudeste2.064
  • Sul2.058
  • Centro-Oeste1.780

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 471.241 +46.929 R$ 2.153
PR 170.622 +18.329 R$ 2.068
SC 142.133 +16.311 R$ 2.094
MG 119.034 +13.986 R$ 1.799
RS 90.279 +10.047 R$ 1.998
GO 50.117 +7.111 R$ 1.724
RJ 31.969 +5.167 R$ 1.738
MT 30.193 +3.813 R$ 1.949
BA 28.413 +5.952 R$ 1.675
CE 26.382 +3.718 R$ 1.628

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

1.313.882

Desligamentos

1.159.336

Saldo

+154.546

Rotatividade

86%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jan/26 (+25.797) saldo negativo · pior: dez/25 (-32.076)

Em 12 meses houve 1.313.882 admissões e 1.159.336 desligamentos de alimentador de linha de produção, o que significa que o mercado formal abriu 154.546 postos de trabalho no período, com rotatividade de 86% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 38,9% foram a pedido do próprio trabalhador e 30% por dispensa sem justa causa, além de 26,8% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador38,9%
  • Dispensa sem justa causa30%
  • Fim de contrato26,8%

Sobre 1.159.336 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial0,2%
  • Contrato intermitente0,7%
  • Pessoa com deficiência0,6%
  • Jovem aprendiz1,8%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro5%
  • 1 a 4 empregados3,2%
  • 5 a 9 empregados4,3%
  • 10 a 19 empregados7,1%
  • 20 a 49 empregados12,6%
  • 50 a 99 empregados12,2%
  • 100 a 249 empregados15,5%
  • 250 a 499 empregados12,9%
  • 500 a 999 empregados11%
  • 1.000 ou mais empregados16,3%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata alimentador de linha de produção

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 13,2% das admissões 173.898 43.9h R$ 1.917 R$ 2.112 R$ 2.320 3% 1
Abate de aves 1012101 · 3,9% das admissões 51.322 44.8h R$ 1.748 R$ 1.925 R$ 2.040 3% 3
Frigorífico - abate de bovinos 1011201 · 3,1% das admissões 40.691 44.9h R$ 1.649 R$ 1.774 R$ 1.955 3% 3
Fabricação de embalagens de material plástico 2222600 · 2,4% das admissões 31.649 43.9h R$ 1.814 R$ 2.112 R$ 2.308 3% 3
Fabricação de móveis com predominância de madeira 3101200 · 2,4% das admissões 31.064 44h R$ 1.906 R$ 2.095 R$ 2.186 3% 3
Frigorífico - abate de suínos 1012103 · 2,1% das admissões 26.983 44.8h R$ 1.893 R$ 2.014 R$ 2.112 3% 3
Fabricação de outras peças e acessórios para veículos automotores não especificadas anteriormente 2949299 · 1,5% das admissões 20.317 43.7h R$ 1.885 R$ 2.122 R$ 2.395 3% 3
Fabricação de outros produtos alimentícios não especificados anteriormente 1099699 · 1,3% das admissões 17.337 44h R$ 1.757 R$ 1.996 R$ 2.206 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como alimentador de linha de produção

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 1.347.462 vínculos

Idade mediana

32 anos

Tempo de casa

15 meses

No setor público

0,1%

Em empresa do Simples

22,9%

Sexo

  • Mulher36,5%
  • Homem63,5%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,4h/sem
  • Pessoas com deficiência2,1%
  • Jornada parcial0,3%
  • Contrato intermitente0,7%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,3%

Sobre os 1.347.462 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca44,5%
  • Parda44,4%
  • Preta9,8%
  • Amarela0,8%
  • Indígena0,5%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,6%
  • Até o 5º ano incompleto2,8%
  • 5º ano completo1,9%
  • 6º ao 9º ano6,4%
  • Fundamental completo9%
  • Médio incompleto9,8%
  • Médio completo66,7%
  • Superior incompleto1,3%
  • Superior completo1,5%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,4%
  • Até 5º ano incompleto2,2%
  • 5º ano completo1,1%
  • 6º a 9º ano5,1%
  • Fundamental completo7,9%
  • Médio incompleto10,3%
  • Médio completo69,9%
  • Superior incompleto1,6%
  • Superior completo1,4%
  • Pós-graduação0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados3,6%
  • 5 a 9 empregados5,2%
  • 10 a 19 empregados8,4%
  • 20 a 49 empregados13,2%
  • 50 a 99 empregados11,5%
  • 100 a 249 empregados14,6%
  • 250 a 499 empregados13,3%
  • 500 a 999 empregados11,8%
  • 1.000 ou mais empregados18,5%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de alimentador de linha de produção

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

42,7

CAT no período

46.088

Óbitos comunicados

91

Idade média no acidente

32 anos

Foram 46.088 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo alimentador de linha de produção nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 42,7 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 82,9% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 15,9% de trajeto (no deslocamento) e 1,2% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 91 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Trajeto15,9%
  • Típico82,9%
  • Doença1,2%

Parte do corpo atingida

  • Dedo30,8%
  • Mão (exceto punho ou dedos)10%
  • Pé (exceto artelhos)7,8%
  • Braço (entre o punho e o ombro)4,1%
  • Joelho4%

Natureza da lesão

  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)22,8%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)14,8%
  • Fratura14,2%
  • Lesão imediata13,8%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)8,7%

Agente causador

  • Máquina, NIC8,9%
  • Metal - inclui liga7,8%
  • Motocicleta, motoneta5,4%
  • Faca5,2%
  • Agente do acidente, NIC4,5%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 3.326 7,2% 3.531
S62.6 — Fratura de outros dedos 2.009 4,4% 24.580
S61 — Ferimento do punho e da mão 1.737 3,8% 3.531
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 1.314 2,9% 1.634
S61.1 — Ferimento de dedo(s) com lesão da unha 1.006 2,2% 3.531
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 871 1,9% 5.476

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Locação de mão de obra temporária) tem RAT 3% e grau de risco 1, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 42,7 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas

Informalidade no setor

25,4%

Média nacional

37,5%

Conta própria

23,7%

Rendimento formal × informal

R$ 5.385 × R$ 4.443

No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O trabalho é exercido por pessoas com escolaridade de quarta à sétima série do ensino fundamental, acrescido de curso de qualificação profissional de nível básico, com, no máximo, duzentas horas de duração. O exercício pleno da função se dá em menos de um ano de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7842.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7842-05.

A Preparar materiais para alimentação da linha de produção (7)
  • Identificar materiais, com número de série
  • Transportar materiais entre áreas de estoque, almoxarifado e pré-fôrma (molda materiais para atender requesitos).
  • Separar materiais
  • Conferir materiais
  • Identificar depósitos para materiais
  • Depositar materiais, em caixas identificadas
  • Monitorar desenvolvimento do processo
B Abastecer linha de produção (7)
  • Conferir a freqüência de uso dos materiais
  • Carregar materiais para a linha de produção
  • Depositar materiais nos estorbins (caixas de marfinites)
  • Monitorar quantidade de materiais na linha de produção
  • Re-alimentar linha de produção
  • Identificar materiais com defeitos
  • Repôr materiais com defeitos
C Alimentar máquinas (5)
  • Checar ordem de trabalho
  • Selecionar materiais de trabalho
  • Colocar matéria-prima na máquina
  • Realizar testes operacionais
  • Iniciar produção
D Organizar a área de serviço (6)
  • Recolher resíduos
  • Limpar área de trabalho
  • Acondicionar materiais
  • Identificar materiais não-conformes
  • Separar materiais conformes e não-conformes
  • Enviar materiais não-conformes para estoque e almoxarifado
E Separar materiais para reaproveitamento (scrap) (6)
  • Conferir visualmente os materiais
  • Sinalizar defeitos dos materiais
  • Preencher formulários de solicitação de materiais danificados
  • Solicitar baixa dos materiais, no sistema
  • Carregar materiais defeituosos para de área de reaproveitamento (scrap)
  • Solicitar reposição de materiais
Z Demonstrar competências pessoais (8)
  • Demonstrar iniciativa
  • Manter as operações diárias
  • Trabalhar em equipe
  • Reconhecer limitações pessoais
  • Trabalhar em sintonia com outras operações
  • Utilizar equipamento de proteção individual (epi)
  • Controlar o tempo de trabalho
  • Controlar o estresse

Sinônimos oficiais (6)

Abastecedor de linha de produçãoAbastecedor de máquinas de linha de produçãoAlimentador de esteiras (preparação de alimentos e bebidas)Alimentador de máquina automáticaAuxiliar de linha de produçãoOperador de processo de produção

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7842-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um alimentador de linha de produção?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.000 por mês, considerando as 1.257.416 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.621 (10% menores) a R$ 2.381 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.213 (RAIS 2024), 10.7% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando alimentador de linha de produção?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 1.313.882 admissões contra 1.159.336 desligamentos, saldo de +154.546 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata alimentador de linha de produção?

A atividade econômica que mais contratou foi Locação de mão de obra temporária (CNAE 7820500), com 13,2% das admissões e mediana de R$ 2.112. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de alimentador de linha de produção?

7842-05 (família 7842 — Alimentadores de linhas de produção). A CBO reconhece também os títulos: Abastecedor de linha de produção, Abastecedor de máquinas de linha de produção, Alimentador de esteiras (preparação de alimentos e bebidas), Alimentador de máquina automática, Auxiliar de linha de produção, Operador de processo de produção — todos usam o mesmo código 7842-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser alimentador de linha de produção?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7842: O trabalho é exercido por pessoas com escolaridade de quarta à sétima série do ensino fundamental, acrescido de curso de qualificação profissional de nível básico, com, no máximo, duzentas horas de duração. O exercício pleno da função se dá em menos de um ano de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de alimentador de linha de produção?

A taxa é de 42,7 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (30,8% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7842-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7842-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7842-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (7820500), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (35 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7842:

  • A. Soares Ferreira e Companhia Ltda.
  • Companhia Cervejaria Brahma
  • Fábrica Rainha Isabel Ltda.
  • Fgl da Amazônia
  • Itautec Philco S.A.
  • Kpack Indústria e Comércio de Embalagens Ltda.
  • Kra - Foam Embalagens Ltda.
  • Manaus Refrigerantes (Coca-cola)
  • Reflect Indústria e Comércio Ltda.
  • Rigesa da Amazônia S.A.
  • Santa Claudia Bebidas e Concentrados da Amazônia Ltda.
  • Sharp do Brasil S.A.
  • Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares de Manaus
  • Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas
  • Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Gráfica de Manaus (STIGM)
  • Sony da Amazônia Ltda.
  • TCE - Indústria de Componentes da Amazônia
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
  • GLOSSÁRIO
  • Estorbim: caixa de marfinite.
  • TRABALHADORES
  • Este grande grupo compreende as ocupações cujas atividades principais requerem para seu desempenho os conhecimentos e as atividades necessários para produzir bens e serviços industriais. O GG 7 concentra
  • DA PRODUÇÃO os trabalhadores de produção extrativa, da construção civil e da produção industrial de processos discretos, que mobilizam habilidades psicomotoras e mentais voltadas primordialmente à forma dos produtos, enquanto no
  • DE BENS E
  • GG 8 concentram-se os trabalhadores que operam processos industriais contínuos, que demandam habilidades mentais de controle de variáveis físico-químicas de processos.
  • NO GRANDE GRUPO 8 ESTÃO COMPREENDIDOS SERVIÇOS
  • INDUSTRIAIS
  • Trabalhadores em indústrias de processos contínuos e outras indústrias
  • Trabalhadores de instalações siderúrgicas e de materiais de construção
  • Trabalhadores de instalações e máquinas de fabricação de celulose e papel
  • Trabalhadores da fabricação de alimentos, bebidas e fumo
  • Operadores de produção, captação, tratamento e distribuição (energia, água e utilidades)
  • OS GRANDES GRUPOS 7 E 8 NÃO COMPREENDEM
  • Trabalhadores de produção de bens e serviços industriais e de manutenção cujas atividades são complexas e requerem aplicação de conhecimentos profissionalizantes obtidos em formação de escolas técnicas ou de nível superior. Há uma zona de sobreposição entre supervisores de primeira linha e técnicos. A CBO optou pela inclusão dos supervisores junto com os seus supervisionados, para facilitar o processo de codificação, uma vez que a maioria é oriunda das mesmas ocupações que supervisionam, após longos anos de experiência profissional.
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