NCM Buscador
CBO 2002 Família 7652 R$ 2.224 na admissão -347 postos em 12 meses 46 atividades

CBO 7652-35 — Estofador de móveis

O código 7652-35 identifica a ocupação estofador de móveis na CBO 2002, dentro da família 7652 — Trabalhadores da confecção de artefatos de tecidos, couros e sintéticos. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um estofador de móveis

Planejam a confecção e a instalação de artefatos de tecido e couro. Confeccionam moldes e cortam materiais. Preparam materiais para a montagem e montam artefatos de tecido e couro. Realizam acabamentos e revisam artefatos de tecido e couro. Efetuam manutenção produtiva de máquinas e equipamentos. Trabalham seguindo normas de segurança, higiene, saúde, qualidade e proteção ao meio ambiente.

Descrição oficial da família 7652 — Trabalhadores da confecção de artefatos de tecidos, couros e sintéticos, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam em empresas de preparação de couros e fabricação de artefatos, geralmente como autônomos. Podem, eventualmente, trabalhar como empregados com carteira assinada. O colchoeiro, o confeccionador de velas náuticas, barracas e toldos e o estofador de aviões atuam em equipe; os demais podem atuar individualmente. Trabalham no período diurno, em ambientes fechados, sob supervisão. Em algumas das ocupações podem permanecer em posições pouco confortáveis durante longos períodos e, ainda, permanecer expostos a materiais tóxicos e ruído intenso.

Recursos de trabalho

Aplicadora de cola; Chave de fenda; Furadeira; Grampeadeira; Máquina de costura; Máquina de solda eletrônica; Martelo; Rebitadeira; Tesoura; Trena.

Quanto ganha um estofador de móveis

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.61310% ganham atéR$ 2.224medianaR$ 3.21910% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.511

Entrada × quem já está

R$ 2.224 ao ser admitido · R$ 2.511 para quem tem vínculo ativo +12,9%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de estofador de móveis foi de R$ 2.224 — metade das 6.616 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.613 e os 10% de maior, acima de R$ 3.219.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.511, ou seja, 12,9% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 27 meses.

Considerando a jornada média de 43.7 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 12,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.224
Por ano (12 salários)R$ 26.688
Por semanaR$ 512
Por hora (43.7h/sem)R$ 12,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.25487,1%
  • Mulheres — R$ 2.09912,9%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.51689,7%
  • Mulheres — R$ 2.45410,3%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte1.742
  • Nordeste1.656
  • Sudeste2.229
  • Sul2.355
  • Centro-Oeste1.912

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 1.802 -130 R$ 2.176
MG 1.407 +17 R$ 2.384
PR 1.206 -76 R$ 2.366
RS 521 -115 R$ 2.336
SC 449 +40 R$ 2.209
BA 258 +20 R$ 1.627
RJ 198 +2 R$ 1.689
GO 146 -34 R$ 2.038
CE 102 -19 R$ 1.656
PE 97 +2 R$ 1.975

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

6.720

Desligamentos

7.067

Saldo

-347

Rotatividade

47,7%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jan/26 (+127) saldo negativo · pior: dez/25 (-201)

Em 12 meses houve 6.720 admissões e 7.067 desligamentos de estofador de móveis, o que significa que o mercado formal fechou 347 postos de trabalho no período, com rotatividade de 47,7% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 30,9% foram a pedido do próprio trabalhador e 55,8% por dispensa sem justa causa, além de 10,2% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador30,9%
  • Dispensa sem justa causa55,8%
  • Fim de contrato10,2%

Sobre 7.067 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial0,1%
  • Contrato intermitente0,7%
  • Pessoa com deficiência0,1%
  • Jovem aprendiz1,4%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro11,8%
  • 1 a 4 empregados11,4%
  • 5 a 9 empregados11,1%
  • 10 a 19 empregados16,4%
  • 20 a 49 empregados19,4%
  • 50 a 99 empregados11,9%
  • 100 a 249 empregados6,7%
  • 250 a 499 empregados6,2%
  • 500 a 999 empregados3,2%
  • 1.000 ou mais empregados1,9%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata estofador de móveis

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de móveis com predominância de madeira 3101200 · 49,6% das admissões 3.332 44h R$ 2.020 R$ 2.324 R$ 2.697 3% 3
Comércio varejista de móveis 4754701 · 8,4% das admissões 564 44h R$ 1.922 R$ 2.255 R$ 2.579 2% 1
Reparação de artigos do mobiliário 9529105 · 5,4% das admissões 361 43.9h R$ 1.702 R$ 2.098 R$ 2.519 2% 3
Fabricação de móveis de outros materiais, exceto madeira e metal 3103900 · 4,3% das admissões 291 44h R$ 1.846 R$ 2.331 R$ 2.631 3% 3
Fabricação de móveis com predominância de metal 3102100 · 3,8% das admissões 258 43.9h R$ 2.040 R$ 2.221 R$ 2.633 3% 3
Fabricação de colchões 3104700 · 3% das admissões 203 44h R$ 1.689 R$ 2.005 R$ 2.362 3% 2
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 2,4% das admissões 158 44h R$ 1.602 R$ 1.655 R$ 2.031 3% 1
Fabricação de bancos e estofados para veículos automotores 2949201 · 1,7% das admissões 111 44h R$ 1.822 R$ 1.855 R$ 1.888 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como estofador de móveis

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 14.806 vínculos

Idade mediana

35 anos

Tempo de casa

27 meses

No setor público

0,1%

Em empresa do Simples

61,2%

Sexo

  • Homem89,8%
  • Mulher10,2%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,7h/sem
  • Pessoas com deficiência0,6%
  • Jornada parcial0,1%
  • Contrato intermitente0,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,5%

Sobre os 14.806 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca53%
  • Parda37,6%
  • Preta8,7%
  • Amarela0,5%
  • Indígena0,3%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,2%
  • Até o 5º ano incompleto2%
  • 5º ano completo2%
  • 6º ao 9º ano7,1%
  • Fundamental completo12,2%
  • Médio incompleto11,9%
  • Médio completo62,7%
  • Superior incompleto1,1%
  • Superior completo0,8%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,1%
  • Até 5º ano incompleto1,4%
  • 5º ano completo1,3%
  • 6º a 9º ano5,4%
  • Fundamental completo7,6%
  • Médio incompleto12,6%
  • Médio completo68,9%
  • Superior incompleto1,5%
  • Superior completo1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados16,3%
  • 5 a 9 empregados13,3%
  • 10 a 19 empregados16,3%
  • 20 a 49 empregados17,6%
  • 50 a 99 empregados11,8%
  • 100 a 249 empregados11%
  • 250 a 499 empregados7%
  • 500 a 999 empregados5,5%
  • 1.000 ou mais empregados1,1%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de estofador de móveis

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

19,3

CAT no período

227

Idade média no acidente

34 anos

Foram 227 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo estofador de móveis nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 19,3 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 74% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 25,1% de trajeto (no deslocamento) e 0,9% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico74%
  • Trajeto25,1%
  • Doença0,9%

Parte do corpo atingida

  • Dedo36,1%
  • Mão (exceto punho ou dedos)11%
  • Pé (exceto artelhos)5,3%
  • Membros superiores, NIC4,8%
  • Partes múltiplas4%

Natureza da lesão

  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)29,1%
  • Fratura18,1%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)15%
  • Lesão imediata12,3%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)7%

Agente causador

  • Motocicleta, motoneta7,5%
  • Faca6,6%
  • Máquina, NIC6,2%
  • Ferramenta, máquina, equipamento, veículo, NIC5,7%
  • Ferramenta manual sem força motriz, NIC5,3%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 19 8,4% 3.531
S61 — Ferimento do punho e da mão 14 6,2% 3.531
S62.6 — Fratura de outros dedos 9 4% 24.580
T07 — Traumatismos múltiplos não especificados 7 3,1% 1.358
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 7 3,1% 1.634
S62 — Fratura ao nível do punho e da mão 5 2,2% 24.580

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Fabricação de móveis com predominância de madeira) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 19,3 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino fundamental concluído e curso básico de qualificação profissional de duzentas a quatrocentas horas/aula, exceto para o estofador de móveis que adquire qualificação profissional com a prática no pró-prio local de trabalho. O desempenho pleno das atividades ocorre em períodos que variam de três a cinco anos de experiência, dependendo da ocupação exercida. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7652.

Qual especialização paga mais na família 7652

Todas as ocupações de trabalhadores da confecção de artefatos de tecidos, couros e sintéticos, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7652-30 Estofador de aviões R$ 2.513 R$ 3.181 82
7652-05 Colchoeiro (confecção de colchões) R$ 2.036 R$ 2.545 3.005
7652-35 Estofador de móveis (esta página) R$ 2.224 R$ 2.511 14.806
7652-40 Tapeceiro de autos R$ 2.081 R$ 2.342 1.699
7652-25 Confeccionador de velas náuticas, barracas e toldos R$ 2.018 R$ 2.155 836
7652-15 Confeccionador de brinquedos de pano R$ 1.891 R$ 1.969 221

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7652-35.

A Confeccionar artefatos de tecidos, couros e sintéticos (4)
  • Posicionar componentes para confecção
  • Costurar peças de tecidos, couros e sintéticos, à máquina
  • Costurar peças de tecidos, couros e sintéticos, à mão
  • Grampear componente para montagem
C Planejar a confecção e instalação de artefatos de tecidos, couros e sintéticos (4)
  • Estabelecer seqüência de operações
  • Selecionar ferramentas e equipamentos
  • Especificar materiais
  • Preparar o local de trabalho
D Criar moldes (6)
  • Desenhar moldes
  • Recortar moldes
  • Identificar moldes
  • Marcar moldes
  • Testar moldes
  • Acondicionar moldes
E Cortar materiais (6)
  • Definir posicionamento dos moldes
  • Selecionar ferramentas de corte
  • Transferir informações do molde para a peça a ser cortada
  • Operar máquinas para corte de materiais
  • Utilizar ferramentas manuais para corte de materiais
  • Identificar peças cortadas
F Preparar materiais para confecção (6)
  • Selecionar materiais para confecção
  • Pré-escolher tecidos de algodão
  • Alinhavar as peças para costura
  • Fixar acessórios e componentes
  • Fixar etiquetas de identificação, no produto
  • Arrematar bordas em peças de tecidos cortados
G Realizar acabamentos e montagem final (4)
  • Fechar peças
  • Limpar artefatos
  • Adornar com passamanarias e marinharias
  • Passar peças e revestimentos de tecidos
H Revisar artefatos (3)
  • Controlar dimensões do produto (controle dimensional)
  • Substituir peças com defeitos
  • Preencher documentos com resultados de teste e inspeções
I Realizar manutenção produtiva de máquinas e equipamentos (3)
  • Limpar máquinas e equipamentos
  • Afiar, manualmente, ferramentas de corte
  • Substituir componentes danificados
Z Demonstrar competências pessoais (10)
  • Demonstrar responsabilidade
  • Demonstrar criatividade
  • Buscar novos conhecimentos
  • Demonstrar interesse pelo trabalho
  • Demonstrar habilidade manual (coordenação motora)
  • Demonstrar capacidade de concentração
  • Demonstrar capacidade de negociação
  • Demonstrar credibilidade
  • Demonstrar capacidade de observação
  • Demonstrar iniciativa

Sinônimos oficiais (3)

Forrador de móveisReformador de móveisTapeceiro de móveis

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7652-35 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um estofador de móveis?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.224 por mês, considerando as 6.616 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.613 (10% menores) a R$ 3.219 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.511 (RAIS 2024), 12.9% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando estofador de móveis?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 6.720 admissões contra 7.067 desligamentos, saldo de -347 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata estofador de móveis?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de móveis com predominância de madeira (CNAE 3101200), com 49,6% das admissões e mediana de R$ 2.324. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de estofador de móveis?

7652-35 (família 7652 — Trabalhadores da confecção de artefatos de tecidos, couros e sintéticos). A CBO reconhece também os títulos: Forrador de móveis, Reformador de móveis, Tapeceiro de móveis — todos usam o mesmo código 7652-35. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser estofador de móveis?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7652: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino fundamental concluído e curso básico de qualificação profissional de duzentas a quatrocentas horas/aula, exceto para o estofador de móveis que adquire qualificação profissional com a prática no pró-prio local de trabalho. O desempenho pleno das atividades ocorre em períodos que variam de três a cinco anos de experiência, dependendo da ocupação exercida. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de estofador de móveis?

A taxa é de 19,3 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (36,1% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7652-35?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7652-35 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7652-35 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (3101200), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (14 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7652:

  • Armarinhos Franci Ltda.
  • CNT - Confederação Nacional dos Trabalhadores
  • Conforto Artefatos de Couro Ltda.
  • Güinter Toldos ME.
  • Herval Móveis Colchões Ltda.
  • Indústria de Estofados Marques Ltda.
  • Indústrias Herval Ltda.
  • Limansky do Brasil Indústria e Comércio Ltda.
  • Luis Volmir Pinheiro da Silva ME.
  • Magnotron Indústria de Colchões Magnéticos Ltda.
  • Nelson P. Piccolo & Companhia Ltda.
  • Varig S.A. Viação Aérea Rio Grandense
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
Voltar ao topo