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CBO 2002 Família 7652 R$ 2.036 na admissão -158 postos em 12 meses 46 atividades

CBO 7652-05 — Colchoeiro (confecção de colchões)

O código 7652-05 identifica a ocupação colchoeiro (confecção de colchões) na CBO 2002, dentro da família 7652 — Trabalhadores da confecção de artefatos de tecidos, couros e sintéticos. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um colchoeiro (confecção de colchões)

Planejam a confecção e a instalação de artefatos de tecido e couro. Confeccionam moldes e cortam materiais. Preparam materiais para a montagem e montam artefatos de tecido e couro. Realizam acabamentos e revisam artefatos de tecido e couro. Efetuam manutenção produtiva de máquinas e equipamentos. Trabalham seguindo normas de segurança, higiene, saúde, qualidade e proteção ao meio ambiente.

Descrição oficial da família 7652 — Trabalhadores da confecção de artefatos de tecidos, couros e sintéticos, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam em empresas de preparação de couros e fabricação de artefatos, geralmente como autônomos. Podem, eventualmente, trabalhar como empregados com carteira assinada. O colchoeiro, o confeccionador de velas náuticas, barracas e toldos e o estofador de aviões atuam em equipe; os demais podem atuar individualmente. Trabalham no período diurno, em ambientes fechados, sob supervisão. Em algumas das ocupações podem permanecer em posições pouco confortáveis durante longos períodos e, ainda, permanecer expostos a materiais tóxicos e ruído intenso.

Recursos de trabalho

Aplicadora de cola; Chave de fenda; Furadeira; Grampeadeira; Máquina de costura; Máquina de solda eletrônica; Martelo; Rebitadeira; Tesoura; Trena.

Quanto ganha um colchoeiro (confecção de colchões)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.60710% ganham atéR$ 2.036medianaR$ 2.81010% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.545

Entrada × quem já está

R$ 2.036 ao ser admitido · R$ 2.545 para quem tem vínculo ativo +25%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de colchoeiro (confecção de colchões) foi de R$ 2.036 — metade das 1.230 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.607 e os 10% de maior, acima de R$ 2.810.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.545, ou seja, 25% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 33 meses.

Considerando a jornada média de 43.8 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 11,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.036
Por ano (12 salários)R$ 24.432
Por semanaR$ 469
Por hora (43.8h/sem)R$ 11,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.04173,8%
  • Mulheres — R$ 1.98326,2%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.65483,1%
  • Mulheres — R$ 2.23816,9%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Nordeste1.845
  • Sudeste2.043
  • Sul2.254
  • Centro-Oeste1.818

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (8 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 609 +15 R$ 2.040
GO 117 -10 R$ 1.697
PR 112 -18 R$ 2.235
MG 94 -23 R$ 2.342
BA 55 +1 R$ 1.883
SC 48 -4 R$ 2.257
CE 38 -9 R$ 1.667
RS 30 -43 R$ 2.518

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

1.238

Desligamentos

1.396

Saldo

-158

Rotatividade

46,5%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: set/25 (+24) saldo negativo · pior: dez/25 (-82)

Em 12 meses houve 1.238 admissões e 1.396 desligamentos de colchoeiro (confecção de colchões), o que significa que o mercado formal fechou 158 postos de trabalho no período, com rotatividade de 46,5% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 32,1% foram a pedido do próprio trabalhador e 51,5% por dispensa sem justa causa, além de 11,5% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador32,1%
  • Dispensa sem justa causa51,5%
  • Fim de contrato11,5%

Sobre 1.396 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Contrato intermitente0,3%
  • Pessoa com deficiência0,8%
  • Jovem aprendiz3,6%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro5,8%
  • 1 a 4 empregados5,8%
  • 5 a 9 empregados3,4%
  • 10 a 19 empregados11%
  • 20 a 49 empregados20,8%
  • 50 a 99 empregados11,9%
  • 100 a 249 empregados16,6%
  • 250 a 499 empregados3,2%
  • 500 a 999 empregados21,6%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata colchoeiro (confecção de colchões)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de colchões 3104700 · 56,9% das admissões 704 43.8h R$ 1.771 R$ 2.053 R$ 2.199 3% 2
Fabricação de móveis com predominância de madeira 3101200 · 12,8% das admissões 159 44h R$ 1.932 R$ 2.128 R$ 2.384 3% 3
Serviços combinados para apoio a edifícios, exceto condomínios prediais 8111700 · 10,5% das admissões 130 44h R$ 1.804 R$ 1.837 R$ 1.869 3% 2
Comércio varejista de artigos de colchoaria 4754702 · 5,7% das admissões 71 44h R$ 1.781 R$ 2.007 R$ 2.338 2% 1
Comércio varejista de móveis 4754701 · 3,4% das admissões 42 44h R$ 2.117 R$ 2.158 R$ 2.198 2% 1
Seleção e agenciamento de mão de obra 7810800 · 1,9% das admissões 23 44h R$ 2.028 3% 1
Fabricação de laminados planos e tubulares de material plástico 2221800 · 1,4% das admissões 17 44h R$ 2.800 3% 3
Outras atividades de serviços prestados principalmente às empresas não especificadas anteriormente 8299799 · 1,1% das admissões 14 44h R$ 1.988 2% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como colchoeiro (confecção de colchões)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 3.005 vínculos

Idade mediana

38 anos

Tempo de casa

33 meses

Em empresa do Simples

22,2%

Sexo

  • Mulher17,9%
  • Homem82,1%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada44h/sem
  • Pessoas com deficiência1,7%
  • Jornada parcial0,2%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,1%

Sobre os 3.005 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca46,3%
  • Parda43,3%
  • Preta9%
  • Amarela1,3%
  • Indígena0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,4%
  • Até o 5º ano incompleto1,7%
  • 5º ano completo2,5%
  • 6º ao 9º ano7,9%
  • Fundamental completo12%
  • Médio incompleto11,1%
  • Médio completo62,4%
  • Superior incompleto0,8%
  • Superior completo1,2%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,1%
  • Até 5º ano incompleto3,4%
  • 5º ano completo1,5%
  • 6º a 9º ano7,7%
  • Fundamental completo12%
  • Médio incompleto9,1%
  • Médio completo64,9%
  • Superior incompleto0,6%
  • Superior completo0,8%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados3,8%
  • 5 a 9 empregados5%
  • 10 a 19 empregados7%
  • 20 a 49 empregados11,9%
  • 50 a 99 empregados14,6%
  • 100 a 249 empregados25,7%
  • 250 a 499 empregados15,3%
  • 500 a 999 empregados16,7%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de colchoeiro (confecção de colchões)

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

17,7

CAT no período

43

Idade média no acidente

36 anos

Foram 43 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo colchoeiro (confecção de colchões) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 17,7 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 60,5% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 39,5% de trajeto (no deslocamento) e 0% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico60,5%
  • Trajeto39,5%

Parte do corpo atingida

  • Dedo41,9%
  • Mão (exceto punho ou dedos)14%
  • Membros superiores, NIC9,3%
  • Membros inferiores, NIC4,7%
  • Pé (exceto artelhos)4,7%

Natureza da lesão

  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)23,3%
  • Lesão imediata20,9%
  • Fratura20,9%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)9,3%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)9,3%

Agente causador

  • Veículo, NIC14%
  • Motocicleta, motoneta11,6%
  • Metal - inclui liga9,3%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas9,3%
  • Pua, trado, verruma, máquina de furar manual - ferramenta manual sem força motriz7%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 5 11,6% 3.531
S61 — Ferimento do punho e da mão 4 9,3% 3.531
V29.9 — Motociclista [qualquer] traumatizado em um acidente de trânsito não especificado 2 4,7% 313
S62.6 — Fratura de outros dedos 2 4,7% 24.580
S62 — Fratura ao nível do punho e da mão 2 4,7% 24.580
M79.6 — Dor em membro 2 4,7% 517

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Fabricação de colchões) tem RAT 3% e grau de risco 2, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 17,7 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino fundamental concluído e curso básico de qualificação profissional de duzentas a quatrocentas horas/aula, exceto para o estofador de móveis que adquire qualificação profissional com a prática no pró-prio local de trabalho. O desempenho pleno das atividades ocorre em períodos que variam de três a cinco anos de experiência, dependendo da ocupação exercida. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7652.

Qual especialização paga mais na família 7652

Todas as ocupações de trabalhadores da confecção de artefatos de tecidos, couros e sintéticos, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7652-30 Estofador de aviões R$ 2.513 R$ 3.181 82
7652-05 Colchoeiro (confecção de colchões) (esta página) R$ 2.036 R$ 2.545 3.005
7652-35 Estofador de móveis R$ 2.224 R$ 2.511 14.806
7652-40 Tapeceiro de autos R$ 2.081 R$ 2.342 1.699
7652-25 Confeccionador de velas náuticas, barracas e toldos R$ 2.018 R$ 2.155 836
7652-15 Confeccionador de brinquedos de pano R$ 1.891 R$ 1.969 221

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7652-05.

A Confeccionar artefatos de tecidos, couros e sintéticos (3)
  • Posicionar componentes para confecção
  • Costurar peças de tecidos, couros e sintéticos, à máquina
  • Costurar peças de tecidos, couros e sintéticos, à mão
C Planejar a confecção e instalação de artefatos de tecidos, couros e sintéticos (4)
  • Estabelecer seqüência de operações
  • Selecionar ferramentas e equipamentos
  • Especificar materiais
  • Preparar o local de trabalho
D Criar moldes (6)
  • Desenhar moldes
  • Recortar moldes
  • Identificar moldes
  • Marcar moldes
  • Testar moldes
  • Acondicionar moldes
E Cortar materiais (7)
  • Definir posicionamento dos moldes
  • Selecionar ferramentas de corte
  • Transferir informações do molde para a peça a ser cortada
  • Programar máquinas de corte a cnc
  • Operar máquinas para corte de materiais
  • Utilizar ferramentas manuais para corte de materiais
  • Identificar peças cortadas
F Preparar materiais para confecção (4)
  • Selecionar materiais para confecção
  • Pré-escolher tecidos de algodão
  • Fixar etiquetas de identificação, no produto
  • Arrematar bordas em peças de tecidos cortados
G Realizar acabamentos e montagem final (3)
  • Fechar peças
  • Limpar artefatos
  • Adornar com passamanarias e marinharias
H Revisar artefatos (4)
  • Testar fadiga
  • Controlar dimensões do produto (controle dimensional)
  • Substituir peças com defeitos
  • Preencher documentos com resultados de teste e inspeções
I Realizar manutenção produtiva de máquinas e equipamentos (5)
  • Limpar máquinas e equipamentos
  • Lubrificar máquinas e equipamentos
  • Regular máquinas e equipamentos
  • Afiar, manualmente, ferramentas de corte
  • Substituir componentes danificados
Z Demonstrar competências pessoais (10)
  • Demonstrar responsabilidade
  • Demonstrar criatividade
  • Buscar novos conhecimentos
  • Demonstrar interesse pelo trabalho
  • Demonstrar habilidade manual (coordenação motora)
  • Demonstrar capacidade de concentração
  • Demonstrar capacidade de negociação
  • Demonstrar credibilidade
  • Demonstrar capacidade de observação
  • Demonstrar iniciativa

Sinônimos oficiais (2)

Costureiro de colchõesOperador de máquina de encher colchões

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7652-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um colchoeiro (confecção de colchões)?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.036 por mês, considerando as 1.230 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.607 (10% menores) a R$ 2.810 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.545 (RAIS 2024), 25% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando colchoeiro (confecção de colchões)?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 1.238 admissões contra 1.396 desligamentos, saldo de -158 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata colchoeiro (confecção de colchões)?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de colchões (CNAE 3104700), com 56,9% das admissões e mediana de R$ 2.053. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de colchoeiro (confecção de colchões)?

7652-05 (família 7652 — Trabalhadores da confecção de artefatos de tecidos, couros e sintéticos). A CBO reconhece também os títulos: Costureiro de colchões, Operador de máquina de encher colchões — todos usam o mesmo código 7652-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser colchoeiro (confecção de colchões)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7652: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino fundamental concluído e curso básico de qualificação profissional de duzentas a quatrocentas horas/aula, exceto para o estofador de móveis que adquire qualificação profissional com a prática no pró-prio local de trabalho. O desempenho pleno das atividades ocorre em períodos que variam de três a cinco anos de experiência, dependendo da ocupação exercida. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de colchoeiro (confecção de colchões)?

A taxa é de 17,7 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (41,9% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7652-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7652-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7652-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (3104700), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (14 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7652:

  • Armarinhos Franci Ltda.
  • CNT - Confederação Nacional dos Trabalhadores
  • Conforto Artefatos de Couro Ltda.
  • Güinter Toldos ME.
  • Herval Móveis Colchões Ltda.
  • Indústria de Estofados Marques Ltda.
  • Indústrias Herval Ltda.
  • Limansky do Brasil Indústria e Comércio Ltda.
  • Luis Volmir Pinheiro da Silva ME.
  • Magnotron Indústria de Colchões Magnéticos Ltda.
  • Nelson P. Piccolo & Companhia Ltda.
  • Varig S.A. Viação Aérea Rio Grandense
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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