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CBO 2002 Família 7650 R$ 1.859 na admissão +51 postos em 12 meses 57 atividades

CBO 7650-05 — Confeccionador de artefatos de couro (exceto sapatos)

O código 7650-05 identifica a ocupação confeccionador de artefatos de couro (exceto sapatos) na CBO 2002, dentro da família 7650 — Trabalhadores polivalentes da confecção de artefatos de tecidos e couros. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha12 seções

O que faz um confeccionador de artefatos de couro (exceto sapatos)

Confeccionam moldes (formas, facas) e modelos de artefatos de tecido, couro e similares. Preparam e cortam materiais e peças para confecção. Realizam pintura e adornos em artefatos, atividades de acabamento e serviços de manutenção em máquinas e equipamentos. Montam e embalam artefatos e comercializam produtos.

Descrição oficial da família 7650 — Trabalhadores polivalentes da confecção de artefatos de tecidos e couros, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam na indústria de confecção de artigos do vestuário e acessórios. O boneleiro trabalha com carteira assinada, o confeccionador de artefatos de couro (exceto sapatos) e o chapeleiro de senhoras trabalham como autônomos ou por conta própria. O trabalho do chapeleiro de senhoras é individual, sem supervisão. Os outros profissionais trabalham em equipe por operações, com supervisão permanente. Todos trabalham em ambiente fechado, durante o dia, exceto o chapeleiro de senhoras que tem horários de trabalho irregulares. Em algumas atividades desenvolvidas pelo boneleiro e pelo confeccionador de artefatos de couro (exceto sapatos) pode ocorrer exposição a materiais tóxicos.

Recursos de trabalho

Balancim de corte; Boleadores; Facas (navalhas); Formas de madeira; Máquina de costura; Mesa de corte; Prensas; Tesoura; Vasadores.

Quanto ganha um confeccionador de artefatos de couro (exceto sapatos)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.54310% ganham atéR$ 1.859medianaR$ 2.22210% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 1.817

Entrada × quem já está

R$ 1.859 ao ser admitido · R$ 1.817 para quem tem vínculo ativo -2,3%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de confeccionador de artefatos de couro (exceto sapatos) foi de R$ 1.859 — metade das 596 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.543 e os 10% de maior, acima de R$ 2.222.

Quem já está na ocupação ganha menos do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 1.817, ou seja, 2,3% abaixo do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração cai com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 18 meses.

Considerando a jornada média de 41.4 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 10,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.859
Por ano (12 salários)R$ 22.308
Por semanaR$ 428
Por hora (41.4h/sem)R$ 10,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 1.81942,4%
  • Mulheres — R$ 1.86557,6%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 1.77746,6%
  • Mulheres — R$ 1.93853,4%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Nordeste1.596
  • Sudeste1.879
  • Sul1.890

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (5 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 258 +38 R$ 1.899
RS 192 +2 R$ 1.942
BA 95 +22 R$ 1.596
SC 47 -8 R$ 1.859
MG 41 -2 R$ 1.630

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

679

Desligamentos

628

Saldo

+51

Rotatividade

53,8%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: out/25 (+37) saldo negativo · pior: dez/25 (-36)

Em 12 meses houve 679 admissões e 628 desligamentos de confeccionador de artefatos de couro (exceto sapatos), o que significa que o mercado formal abriu 51 postos de trabalho no período, com rotatividade de 53,8% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 34,2% foram a pedido do próprio trabalhador e 48,7% por dispensa sem justa causa, além de 15,3% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador34,2%
  • Dispensa sem justa causa48,7%
  • Fim de contrato15,3%

Sobre 628 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Pessoa com deficiência0,6%
  • Jovem aprendiz11,3%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro15,8%
  • 1 a 4 empregados5,4%
  • 5 a 9 empregados11,6%
  • 10 a 19 empregados14,1%
  • 20 a 49 empregados21,8%
  • 50 a 99 empregados7,1%
  • 100 a 249 empregados11,2%
  • 250 a 499 empregados12,2%
  • 500 a 999 empregados0,7%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata confeccionador de artefatos de couro (exceto sapatos)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de artefatos de couro não especificados anteriormente 1529700 · 30,9% das admissões 210 44h R$ 1.599 R$ 1.805 R$ 1.945 3% 2
Confecção de peças de vestuário, exceto roupas íntimas e as confeccionadas sob medida 1412601 · 20,6% das admissões 140 44h R$ 1.818 R$ 1.879 R$ 1.939 3% 2
Fabricação de artigos para viagem, bolsas e semelhantes de qualquer material 1521100 · 16,8% das admissões 114 44h R$ 1.827 R$ 1.927 R$ 2.075 2% 2
Fabricação de calçados de couro 1531901 · 4,9% das admissões 33 44h R$ 811 2% 3
Fabricação de acessórios do vestuário, exceto para segurança e proteção 1414200 · 4% das admissões 27 44h R$ 1.871 3% 2
Fabricação de equipamentos e acessórios para segurança pessoal e profissional 3292202 · 2,4% das admissões 16 44h R$ 1.621 3%
Fabricação de artefatos de tapeçaria 1352900 · 2,2% das admissões 15 44h R$ 1.980 3% 3
Curtimento e outras preparações de couro 1510600 · 1,8% das admissões 12 44h R$ 1.575 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como confeccionador de artefatos de couro (exceto sapatos)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 1.167 vínculos

Idade mediana

33 anos

Tempo de casa

18 meses

No setor público

0,7%

Em empresa do Simples

42,3%

Sexo

  • Homem45,7%
  • Mulher54,3%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada41,3h/sem
  • Pessoas com deficiência0,8%
  • Jornada parcial1,6%

Sobre os 1.167 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca51,2%
  • Parda43,1%
  • Preta5,4%
  • Amarela0,2%
  • Indígena0,1%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,5%
  • Até o 5º ano incompleto2,1%
  • 5º ano completo3,3%
  • 6º ao 9º ano10,6%
  • Fundamental completo9%
  • Médio incompleto15,8%
  • Médio completo56,7%
  • Superior incompleto1,2%
  • Superior completo0,7%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto1,5%
  • Até 5º ano incompleto0,7%
  • 5º ano completo1%
  • 6º a 9º ano3,2%
  • Fundamental completo7,8%
  • Médio incompleto16,8%
  • Médio completo65,1%
  • Superior incompleto1,9%
  • Superior completo1,9%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados8,1%
  • 5 a 9 empregados10,1%
  • 10 a 19 empregados12,7%
  • 20 a 49 empregados23,8%
  • 50 a 99 empregados11,4%
  • 100 a 249 empregados16,9%
  • 250 a 499 empregados12,4%
  • 500 a 999 empregados3,9%
  • 1.000 ou mais empregados0,7%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Essas ocupações são exercidas por trabalhadores com formação de até a quarta série do ensino fundamental, mais curso básico de qualificação profissional de até duzentas horas/aula para o boneleiro, de duzentas a quatrocentas horas/aula para o chapeleiro de senhoras e mais de quatrocentas horas/aula para o confeccionador de artefatos de couro (exceto sapatos). O exercício pleno das atividades ocorre com a experiência de um a dois anos para o boneleiro e mais de cinco anos para as outras ocupações. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7650.

Qual especialização paga mais na família 7650

Todas as ocupações de trabalhadores polivalentes da confecção de artefatos de tecidos e couros, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7650-05 Confeccionador de artefatos de couro (exceto sapatos) (esta página) R$ 1.859 R$ 1.817 1.167
7650-10 Chapeleiro de senhoras R$ 1.819 R$ 1.657 29
7650-15 Boneleiro R$ 1.691 R$ 1.550 110

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7650-05.

A Confeccionar moldes (fôrmas, facas) (5)
  • Dimensionar moldes
  • Desenhar modelos de facas e navalhas
  • Definir modelos de facas e navalhas
  • Definir materiais de facas e navalhas
  • Cortar modelos de facas e navalhas
B Confeccionar modelos de artefatos (6)
  • Interpretar modelos
  • Desenhar modelos
  • Dimensionar tamanho de peças (componentes)
  • Especificar materiais
  • Definir cores
  • Construir protótipos (matriz)
C Preparar materiais para confecção de artefatos (5)
  • Definir tipos de materiais (feltro, seda, veludo...)
  • Classificar tipos de couros
  • Chanfrar materiais (afinar)
  • Colar materiais chanfrados
  • Virar bordas de materiais chanfrados
D Cortar peças para confecção de artefatos (6)
  • Programar encaixe de peças para corte
  • Preparar enfesto segundo número de peças cortadas
  • Posicionar navalhas (moldes) em materiais
  • Posicionar materiais na mesa de corte
  • Fixar estremidades de materiais na mesa de corte
  • Operar ferramentas e equipamentos de corte
E Realizar pintura e adornos em artefatos (5)
  • Fixar apliques de ferragens em couro
  • Prensar marcas em couro
  • Imprimir desenhos vazados em couro
  • Bordar couro
  • Trançar tiras de couro
F Montar artefatos (5)
  • Costurar peças
  • Costurar viéses nas emendas das peças
  • Colar peças de couro
  • Adicionar ferragens em peças de couro
  • Bolear peças de artefatos
G Realizar atividades de acabamento (5)
  • Aparar linhas
  • Queimar pontas de linhas
  • Retocar pintura em couro
  • Polir couros
  • Operar pistola de autobrilho
H Embalar artefatos (3)
  • Acondicionar artefatos em embalagens
  • Montar embalagens
  • Identificar artefatos nas embalagens
I Comercializar produtos (5)
  • Calcular custos
  • Definir preços de artefatos
  • Divulgar produtos
  • Negociar condições de vendas
  • Atender pedidos de clientes
J Realizar serviços de manutenção em máquinas e equipamentos (6)
  • Afiar ferramentas
  • Lubrificar ferramentas
  • Soldar ferramentas
  • Trocar peças de máquinas
  • Apertar parafusos
  • Monitorar funcionamento de máquinas
Z Demonstrar competências pessoais (6)
  • Demonstrar criatividade
  • Demonstrar paciência
  • Demonstrar sensibilidade tátil, auditiva e visual
  • Demonstrar habilidade manual
  • Demonstrar comprometimento
  • Demonstrar credibilidade

Perguntas frequentes

Quanto ganha um confeccionador de artefatos de couro (exceto sapatos)?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.859 por mês, considerando as 596 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.543 (10% menores) a R$ 2.222 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 1.817 (RAIS 2024), 2.3% abaixo do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando confeccionador de artefatos de couro (exceto sapatos)?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 679 admissões contra 628 desligamentos, saldo de +51 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata confeccionador de artefatos de couro (exceto sapatos)?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de artefatos de couro não especificados anteriormente (CNAE 1529700), com 30,9% das admissões e mediana de R$ 1.805. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de confeccionador de artefatos de couro (exceto sapatos)?

7650-05 (família 7650 — Trabalhadores polivalentes da confecção de artefatos de tecidos e couros). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser confeccionador de artefatos de couro (exceto sapatos)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7650: Essas ocupações são exercidas por trabalhadores com formação de até a quarta série do ensino fundamental, mais curso básico de qualificação profissional de até duzentas horas/aula para o boneleiro, de duzentas a quatrocentas horas/aula para o chapeleiro de senhoras e mais de quatrocentas horas/aula para o confeccionador de artefatos de couro (exceto sapatos). O exercício pleno das atividades ocorre com a experiência de um a dois anos para o boneleiro e mais de cinco anos para as outras ocupações. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7650-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7650-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7650-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1529700), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (10 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7650:

  • Bonelaria São Geraldo ME.
  • Chapéus Marly Laper Ltda.
  • G. S Junqueira-ME.
  • Indústria de Calçado Titular
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
  • GLOSSÁRIO
  • Chanfrar: dividir ou diminuir materiais.
  • Dublar: unir materiais.
  • Navalha: ferramenta de corte (mecânica).
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