CBO 7650-10 — Chapeleiro de senhoras
O código 7650-10 identifica a ocupação chapeleiro de senhoras na CBO 2002, dentro da família 7650 — Trabalhadores polivalentes da confecção de artefatos de tecidos e couros. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.
Nesta ficha13 seções
O que faz um chapeleiro de senhoras
Confeccionam moldes (formas, facas) e modelos de artefatos de tecido, couro e similares. Preparam e cortam materiais e peças para confecção. Realizam pintura e adornos em artefatos, atividades de acabamento e serviços de manutenção em máquinas e equipamentos. Montam e embalam artefatos e comercializam produtos.
Descrição oficial da família 7650 — Trabalhadores polivalentes da confecção de artefatos de tecidos e couros, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.
Como e onde se trabalha
Atuam na indústria de confecção de artigos do vestuário e acessórios. O boneleiro trabalha com carteira assinada, o confeccionador de artefatos de couro (exceto sapatos) e o chapeleiro de senhoras trabalham como autônomos ou por conta própria. O trabalho do chapeleiro de senhoras é individual, sem supervisão. Os outros profissionais trabalham em equipe por operações, com supervisão permanente. Todos trabalham em ambiente fechado, durante o dia, exceto o chapeleiro de senhoras que tem horários de trabalho irregulares. Em algumas atividades desenvolvidas pelo boneleiro e pelo confeccionador de artefatos de couro (exceto sapatos) pode ocorrer exposição a materiais tóxicos.
Recursos de trabalho
Balancim de corte; Boleadores; Facas (navalhas); Formas de madeira; Máquina de costura; Mesa de corte; Prensas; Tesoura; Vasadores.
Quanto ganha um chapeleiro de senhoras
Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais
mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 1.657
Entrada × quem já está
R$ 1.819 ao ser admitido · R$ 1.657 para quem tem vínculo ativo -8,9%
Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de chapeleiro de senhoras foi de R$ 1.819 — metade das 10 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.525 e os 10% de maior, acima de R$ 2.825.
Quem já está na ocupação ganha menos do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 1.657, ou seja, 8,9% abaixo do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração cai com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 11 meses.
Considerando a jornada média de 44 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 9,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.
Equivalência da mediana
| Por mês | R$ 1.819 |
| Por ano (12 salários) | R$ 21.828 |
| Por semana | R$ 419 |
| Por hora (44h/sem) | R$ 9,00 |
Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.
Salário por região
Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.
Contratação e mercado
Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026
Admissões
11
Desligamentos
14
Saldo
-3
Rotatividade
48,3%
Saldo mês a mês
Em 12 meses houve 11 admissões e 14 desligamentos de chapeleiro de senhoras, o que significa que o mercado formal fechou 3 postos de trabalho no período, com rotatividade de 48,3% sobre o estoque de vínculos.
Porte de quem contrata
Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.
Quem contrata chapeleiro de senhoras
Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma
| CNAE — atividade econômica | Admissões | Jornada | P25 | Mediana | P75 | RAT | GR |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Confecção de peças de vestuário, exceto roupas íntimas e as confeccionadas sob medida 1412601 · 54,5% das admissões | 6 | — | — | — | — | 3% | 2 |
| Comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios 4781400 · 27,3% das admissões | 3 | — | — | — | — | 2% | 1 |
| Fabricação de acessórios do vestuário, exceto para segurança e proteção 1414200 · 9,1% das admissões | 1 | — | — | — | — | 3% | 2 |
| Comércio varejista de calçados 4782201 · 9,1% das admissões | 1 | — | — | — | — | 2% | 1 |
RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.
Perfil de quem trabalha como chapeleiro de senhoras
Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 29 vínculos
Idade mediana
30 anos
Tempo de casa
11 meses
Em empresa do Simples
96,6%
Sexo
Composição do vínculo
- Jornada média contratada43,3h/sem
- Jornada parcial3,4%
Sobre os 29 vínculos ativos em 31/12/2024.
Raça/cor
Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.
Escolaridade
Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.
Porte do empregador
Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.
Informalidade no setor que mais contrata
PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral
Informalidade no setor
24,3%
Média nacional
37,5%
Conta própria
16,3%
Rendimento formal × informal
R$ 3.887 × R$ 2.141
No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.
O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.
Formação exigida
Exigência oficial da CBO
Essas ocupações são exercidas por trabalhadores com formação de até a quarta série do ensino fundamental, mais curso básico de qualificação profissional de até duzentas horas/aula para o boneleiro, de duzentas a quatrocentas horas/aula para o chapeleiro de senhoras e mais de quatrocentas horas/aula para o confeccionador de artefatos de couro (exceto sapatos). O exercício pleno das atividades ocorre com a experiência de um a dois anos para o boneleiro e mais de cinco anos para as outras ocupações. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Texto oficial do MTE para a família 7650.
Qual especialização paga mais na família 7650
Todas as ocupações de trabalhadores polivalentes da confecção de artefatos de tecidos e couros, ordenadas pela remuneração de quem já atua
| CBO | Ocupação | Admissão | Quem já atua | Vínculos |
|---|---|---|---|---|
| 7650-05 | Confeccionador de artefatos de couro (exceto sapatos) | R$ 1.859 | R$ 1.817 | 1.167 |
| 7650-10 | Chapeleiro de senhoras (esta página) | R$ 1.819 | R$ 1.657 | 29 |
| 7650-15 | Boneleiro | R$ 1.691 | R$ 1.550 | 110 |
“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.
Atividades do perfil ocupacional
Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7650-10.
A Confeccionar moldes (fôrmas, facas) (6)
- •Dimensionar moldes
- •Desenhar modelos de facas e navalhas
- •Remodelar fôrmas
- •Definir modelos de facas e navalhas
- •Definir materiais de facas e navalhas
- •Cortar modelos de facas e navalhas
B Confeccionar modelos de artefatos (6)
- •Interpretar modelos
- •Desenhar modelos
- •Dimensionar tamanho de peças (componentes)
- •Especificar materiais
- •Definir cores
- •Construir protótipos (matriz)
C Preparar materiais para confecção de artefatos (7)
- •Definir tipos de materiais (feltro, seda, veludo...)
- •Passar tecidos
- •Engomar peças
- •Classificar tipos de couros
- •Chanfrar materiais (afinar)
- •Colar materiais chanfrados
- •Virar bordas de materiais chanfrados
D Cortar peças para confecção de artefatos (7)
- •Programar encaixe de peças para corte
- •Preparar enfesto segundo número de peças cortadas
- •Posicionar navalhas (moldes) em materiais
- •Posicionar materiais na mesa de corte
- •Fixar estremidades de materiais na mesa de corte
- •Riscar tecidos para corte
- •Operar ferramentas e equipamentos de corte
E Realizar pintura e adornos em artefatos (5)
- •Selecionar cores de tintas
- •Dosar aditivos (água, amaciante, álcool...) Em tintas
- •Pintar peças de artefatos
- •Fixar fitas, fivelas, laços e flores em chapéus
- •Trançar tiras de couro
F Montar artefatos (6)
- •Costurar peças
- •Costurar viéses nas emendas das peças
- •Colar peças de couro
- •Moldar tecidos em formas
- •Cortar excessos de tecidos das formas
- •Bolear peças de artefatos
G Realizar atividades de acabamento (4)
- •Aparar linhas
- •Queimar pontas de linhas
- •Costurar viés nas emendas internas de chapéus
- •Passar abas de chapéus
H Embalar artefatos (4)
- •Confeccionar embalagens para chapéus
- •Acondicionar artefatos em embalagens
- •Montar embalagens
- •Identificar artefatos nas embalagens
I Comercializar produtos (5)
- •Calcular custos
- •Definir preços de artefatos
- •Divulgar produtos
- •Negociar condições de vendas
- •Atender pedidos de clientes
J Realizar serviços de manutenção em máquinas e equipamentos (6)
- •Afiar ferramentas
- •Lubrificar ferramentas
- •Soldar ferramentas
- •Trocar peças de máquinas
- •Apertar parafusos
- •Monitorar funcionamento de máquinas
Z Demonstrar competências pessoais (6)
- •Demonstrar criatividade
- •Demonstrar paciência
- •Demonstrar sensibilidade tátil, auditiva e visual
- •Demonstrar habilidade manual
- •Demonstrar comprometimento
- •Demonstrar credibilidade
Sinônimos oficiais (8)
Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7650-10 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.
Perguntas frequentes
Quanto ganha um chapeleiro de senhoras?
A mediana do salário de admissão é R$ 1.819 por mês, considerando as 10 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.525 (10% menores) a R$ 2.825 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 1.657 (RAIS 2024), 8.9% abaixo do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.
O mercado está contratando chapeleiro de senhoras?
Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 11 admissões contra 14 desligamentos, saldo de -3 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.
Que tipo de empresa contrata chapeleiro de senhoras?
A atividade econômica que mais contratou foi Confecção de peças de vestuário, exceto roupas íntimas e as confeccionadas sob medida (CNAE 1412601), com 54,5% das admissões. A lista completa dos 4 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.
Qual o código CBO de chapeleiro de senhoras?
7650-10 (família 7650 — Trabalhadores polivalentes da confecção de artefatos de tecidos e couros). A CBO reconhece também os títulos: Chapeleiro - exclusive de palha, Chapeleiro de chapéus de luxo, Conformador de chapéus, Cortador de chapéus, Decatizador, Fulista, Modelador de chapéus, Padronista de chapéus — todos usam o mesmo código 7650-10. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.
Precisa de faculdade para ser chapeleiro de senhoras?
Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7650: Essas ocupações são exercidas por trabalhadores com formação de até a quarta série do ensino fundamental, mais curso básico de qualificação profissional de até duzentas horas/aula para o boneleiro, de duzentas a quatrocentas horas/aula para o chapeleiro de senhoras e mais de quatrocentas horas/aula para o confeccionador de artefatos de couro (exceto sapatos). O exercício pleno das atividades ocorre com a experiência de um a dois anos para o boneleiro e mais de cinco anos para as outras ocupações. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
É uma profissão com muita informalidade?
A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.
Onde informo o CBO 7650-10?
No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.
O CBO 7650-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?
Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7650-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1412601), o RAT é 3%.
Fontes oficiais
- → CBO 2002 — Ministério do Trabalho e Emprego
- → Novo CAGED — microdados de movimentação (PDET)
- → RAIS — microdados de vínculos (PDET)
- → PNAD Contínua (IBGE)
- → Tabela CBO completa
- → Todas as fontes do site
Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.
Quem descreveu esta família na CBO (10 instituições)
A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7650:
- •Bonelaria São Geraldo ME.
- •Chapéus Marly Laper Ltda.
- •G. S Junqueira-ME.
- •Indústria de Calçado Titular
- •Instituição Conveniada Responsável
- •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
- •GLOSSÁRIO
- •Chanfrar: dividir ou diminuir materiais.
- •Dublar: unir materiais.
- •Navalha: ferramenta de corte (mecânica).