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CBO 2002 Família 7618 R$ 2.306 na admissão -30 postos em 12 meses 39 atividades

CBO 7618-20 — Revisor de tecidos crus

O código 7618-20 identifica a ocupação revisor de tecidos crus na CBO 2002, dentro da família 7618 — Inspetores e revisores de produção têxtil. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha13 seções

O que faz um revisor de tecidos crus

Classificam bobinas de fios têxteis, tecidos planos e de malhas e preparam lotes de produção conforme programação pré-estabelecida. Empregam ações preventivas e corretivas na produção de fios têxteis, tecidos planos e de malhas e registram dados para controle estatístico e de qualidade. Identificam necessidades de treinamento. Trabalham em conformidade a normas e procedimentos técnicos de qualidade, segurança, meio ambiente e saúde.

Descrição oficial da família 7618 — Inspetores e revisores de produção têxtil, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Essas ocupações são exercidas por trabalhadores com carteira assinada, empregados na fabricação de produtos têxteis, sendo que o inspetor de estamparia também pode atuar na confecção de vestuário e acessórios. O trabalho é presencial e individual com supervisão permanente, em ambiente fechado, com horário fixo ou em forma de rodízio de turnos. Algumas das atividades desenvolvidas pelo inspetor de estamparia e pelo revisor de tecidos crus, estão sujeitas a ruído intenso.

Recursos de trabalho

Balança, espectofotômetro e crock meter (fricção); Cabine de luz; Computador e impressora; Máquina de costura; Marcador têxtil (bisnaga); Medidor de umidade (dry meter); Pinça; Revisadeira; Solvente; Tesoura.

Quanto ganha um revisor de tecidos crus

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.74610% ganham atéR$ 2.306medianaR$ 2.90510% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.784

Entrada × quem já está

R$ 2.306 ao ser admitido · R$ 2.784 para quem tem vínculo ativo +20,7%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de revisor de tecidos crus foi de R$ 2.306 — metade das 620 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.746 e os 10% de maior, acima de R$ 2.905.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.784, ou seja, 20,7% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 30 meses.

Considerando a jornada média de 43.6 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 12,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.306
Por ano (12 salários)R$ 27.672
Por semanaR$ 531
Por hora (43.6h/sem)R$ 12,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.38855,8%
  • Mulheres — R$ 1.97244,2%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 3.09062,2%
  • Mulheres — R$ 2.27637,8%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Nordeste1.585
  • Sudeste2.136
  • Sul2.371

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (4 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SC 328 +47 R$ 2.436
SP 160 -4 R$ 2.196
PR 101 +8 R$ 1.783
CE 37 -42 R$ 1.580

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

650

Desligamentos

680

Saldo

-30

Rotatividade

59,4%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jan/26 (+35) saldo negativo · pior: jun/26 (-35)

Em 12 meses houve 650 admissões e 680 desligamentos de revisor de tecidos crus, o que significa que o mercado formal fechou 30 postos de trabalho no período, com rotatividade de 59,4% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 40,3% foram a pedido do próprio trabalhador e 34,3% por dispensa sem justa causa, além de 22,6% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador40,3%
  • Dispensa sem justa causa34,3%
  • Fim de contrato22,6%
  • Aposentadoria0,1%

Sobre 680 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro0,6%
  • 1 a 4 empregados0,8%
  • 5 a 9 empregados2%
  • 10 a 19 empregados4,2%
  • 20 a 49 empregados10,6%
  • 50 a 99 empregados18,5%
  • 100 a 249 empregados17,2%
  • 250 a 499 empregados22,3%
  • 500 a 999 empregados18,8%
  • 1.000 ou mais empregados5,1%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata revisor de tecidos crus

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de tecidos de malha 1330800 · 22,6% das admissões 147 44h R$ 2.264 R$ 2.386 R$ 2.463 3% 3
Alvejamento, tingimento e torção em fios, tecidos, artefatos têxteis e peças do vestuário 1340502 · 19,4% das admissões 126 43.6h R$ 2.678 R$ 2.910 R$ 2.960 3% 3
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 13,7% das admissões 89 44h R$ 1.745 R$ 1.789 R$ 2.336 3% 1
Confecção de peças de vestuário, exceto roupas íntimas e as confeccionadas sob medida 1412601 · 9,5% das admissões 62 44h R$ 1.872 R$ 1.965 R$ 2.150 3% 2
Tecelagem de fios de fibras artificiais e sintéticas 1323500 · 7,5% das admissões 49 44h R$ 1.933 R$ 1.990 R$ 2.343 3% 3
Tecelagem de fios de algodão 1321900 · 7,4% das admissões 48 43.9h R$ 1.940 R$ 2.100 R$ 2.717 3% 3
Estamparia e texturização em fios, tecidos, artefatos têxteis e peças do vestuário 1340501 · 6,8% das admissões 44 44h R$ 2.057 R$ 2.180 R$ 2.525 3% 3
Fabricação de tecidos especiais, inclusive artefatos 1354500 · 5,2% das admissões 34 44h R$ 1.518 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como revisor de tecidos crus

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 1.144 vínculos

Idade mediana

35 anos

Tempo de casa

30 meses

Em empresa do Simples

10,8%

Sexo

  • Mulher38,4%
  • Homem61,6%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,8h/sem
  • Pessoas com deficiência1,4%

Sobre os 1.144 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca57,8%
  • Parda31,6%
  • Preta10,1%
  • Amarela0,3%
  • Indígena0,3%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,2%
  • Até o 5º ano incompleto1,6%
  • 5º ano completo2,5%
  • 6º ao 9º ano6,3%
  • Fundamental completo12,8%
  • Médio incompleto9,4%
  • Médio completo64,7%
  • Superior incompleto1,4%
  • Superior completo1,2%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,5%
  • Até 5º ano incompleto0,3%
  • 5º ano completo0,6%
  • 6º a 9º ano4,5%
  • Fundamental completo7,8%
  • Médio incompleto12,5%
  • Médio completo69,4%
  • Superior incompleto3,2%
  • Superior completo1,2%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados1%
  • 5 a 9 empregados1,8%
  • 10 a 19 empregados4,4%
  • 20 a 49 empregados8%
  • 50 a 99 empregados16,1%
  • 100 a 249 empregados19,1%
  • 250 a 499 empregados32,7%
  • 500 a 999 empregados12,8%
  • 1.000 ou mais empregados4,2%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se formação escolar de nível fundamental e curso de qualificação na área têxtil que varia entre duzentas e quatrocentas horas/aula, oferecido pela própria empresa ou em instituições de formação profissional. O exercício pleno das atividades é atingido após um a dois anos de experiência, exceto para o inspetor de estamparia que demanda três a quatro anos de prática profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7618.

Qual especialização paga mais na família 7618

Todas as ocupações de inspetores e revisores de produção têxtil, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7618-05 Inspetor de estamparia (produção têxtil) R$ 2.125 R$ 3.245 349
7618-20 Revisor de tecidos crus (esta página) R$ 2.306 R$ 2.784 1.144
7618-15 Revisor de tecidos acabados R$ 1.963 R$ 2.165 19.575
7618-10 Revisor de fios (produção têxtil) R$ 1.952 R$ 2.035 1.778

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7618-20.

A Classificar bobinas de fios têxteis, tecidos planos e de malhas (6)
  • Revisar visualmente defeitos de tecidos planos (crus e acabados)
  • Revisar visualmente defeitos de tecidos de malhas (crus e acabados)
  • Identificar defeitos em tecidos planos (crus e acabados)
  • Identificar defeitos em tecidos de malhas (crus e acabados)
  • Classificar defeitos de tecidos planos (crus e acabados) de acordo com padrões preestabelecidos
  • Classificar defeitos de tecidos de malhas (crus e acabados) de acordo com padrões preestabelecidos
B Empregar ações preventivas e corretivas na produção de fios têxteis, tecidos planos e de malhas (4)
  • Remover defeitos de tecidos planos e de malhas
  • Interromper a produção mediante classes de defeitos
  • Realizar reunião com equipe responsável por defeitos causados nos tecidos planos e de malhas (crus)
  • Registrar não conformidades ocorridas na revisão
C Preparar lotes de produção conforme programação preestabelecida (5)
  • Selecionar bobinas de fios têxteis e tecidos planos e de malhas para beneficiamento e expedição
  • Segregar produtos de qualidade inferior
  • Indicar processo de beneficiamento de tecidos planos
  • Indicar processo de beneficiamento de tecidos de malhas
  • Costurar tecidos planos e malhas
D Registrar dados para controle estatístico e de qualidade (4)
  • Registrar defeito de bobina de fios têxteis crus e tinto , tecido plano e de malha (cru e acabado)
  • Calcular número de defeitos em valores estatísticos
  • Emitir relatórios de não conformidade para avaliação da produção
  • Certificar lotes produzidos conforme necessidades programadas
E Identificar necessidades de treinamento operacional (4)
  • Avaliar o desempenho de operadores de tecelagem plana e de malha com qualidade de produção inferior
  • Avaliar índice de produtividade e qualidade pós-treinamento
  • Identificar incidências de tipos de defeitos por operador
  • Propor sugestões para melhoria do plano de treinamento operacional
F Trabalhar com segurança (6)
  • Utilizar equipamentos de proteção individual
  • Limpar local de trabalho
  • Organizar local de trabalho
  • Ordenar empilhamento de bobinas de fios têxteis e tecidos planos e malhas
  • Identificar condições inseguras das máquinas
  • Identificar condições inseguras do local de trabalho
Z Demonstrar competências pessoais (10)
  • Trabalhar em equipe
  • Demonstrar capacidade de auto-aperfeiçoamento
  • Discriminar cores
  • Demonstrar criatividade
  • Demonstrar iniciativa
  • Demonstrar senso de responsabilidade
  • Discriminar texturas
  • Demonstrar capacidade de atenção concentrada
  • Demonstrar agilidade
  • Discriminar defeitos

Sinônimos oficiais (1)

Inspetor de tecidos crus

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7618-20 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um revisor de tecidos crus?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.306 por mês, considerando as 620 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.746 (10% menores) a R$ 2.905 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.784 (RAIS 2024), 20.7% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando revisor de tecidos crus?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 650 admissões contra 680 desligamentos, saldo de -30 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata revisor de tecidos crus?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de tecidos de malha (CNAE 1330800), com 22,6% das admissões e mediana de R$ 2.386. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de revisor de tecidos crus?

7618-20 (família 7618 — Inspetores e revisores de produção têxtil). A CBO reconhece também os títulos: Inspetor de tecidos crus — todos usam o mesmo código 7618-20. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser revisor de tecidos crus?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7618: Para o exercício dessas ocupações requer-se formação escolar de nível fundamental e curso de qualificação na área têxtil que varia entre duzentas e quatrocentas horas/aula, oferecido pela própria empresa ou em instituições de formação profissional. O exercício pleno das atividades é atingido após um a dois anos de experiência, exceto para o inspetor de estamparia que demanda três a quatro anos de prática profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7618-20?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7618-20 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7618-20 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1330800), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (9 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7618:

  • Companhia de Tecidos de Algodão S.A.
  • Companhia Fiação e Tecelagem Divinópolis - Fiteli
  • Companhia Itabirito Industrial de Fiação e Tecelagem de Algodão S.A.
  • Fábrica Moderna de Tecidos Ltda. (Famotec)
  • Horizonte Têxtil Ltda.
  • Paraguaçu Têxtil Ltda.
  • Tear Têxtil Indústria e Comércio Ltda.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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