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CBO 2002 Família 7614 R$ 2.121 na admissão -136 postos em 12 meses 31 atividades

CBO 7614-15 — Operador de calandras (tecidos)

O código 7614-15 identifica a ocupação operador de calandras (tecidos) na CBO 2002, dentro da família 7614 — Trabalhadores de acabamento, tingimento e estamparia das indústrias têxteis. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um operador de calandras (tecidos)

Organizam área de trabalho para acabamento, tingimento e estamparia de tecidos e beneficiam fibras soltas, fios e tecidos. Tingem fibras soltas, fios, tecidos e peças confeccionadas e estampam tecidos. Realizam acabamento de fibras soltas, fios, tecidos e peças confeccionadas. Monitoram máquinas de acabamento, tingimento e estamparia de tecidos. Trabalham seguindo normas de segurança, higiene, qualidade e proteção ao meio ambiente.

Descrição oficial da família 7614 — Trabalhadores de acabamento, tingimento e estamparia das indústrias têxteis, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam na fabricação de produtos têxteis como empregados assalariados, com carteira assinada. Trabalham em locais fechados, em turnos fixos ou em rodízio de turnos, em equipe e sob supervisão permanente. Os estampadores de tecidos trabalham também 275 nas indústrias de reprodução de gravações e estão organizados de forma individual. Estes estão sujeitos a trabalhar em posições desconfortáveis por longos períodos e à exposição de materiais tóxicos e ruído intenso das máquinas de estamparia.

Recursos de trabalho

Carrinho de produtos químicos; Computador; Máquinas de acabamento final; Máquinas de beneficiamento; Máquinas de estamparia; Máquinas de tingimento; Pipeta, bureta, proveta, erlemeyer; Termômetro, higrômetro, aerômetro.

Quanto ganha um operador de calandras (tecidos)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.81510% ganham atéR$ 2.121medianaR$ 2.85610% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.101

Entrada × quem já está

R$ 2.121 ao ser admitido · R$ 3.101 para quem tem vínculo ativo +46,2%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de operador de calandras (tecidos) foi de R$ 2.121 — metade das 931 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.815 e os 10% de maior, acima de R$ 2.856.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.101, ou seja, 46,2% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 35 meses.

Considerando a jornada média de 43.4 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 11,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.121
Por ano (12 salários)R$ 25.452
Por semanaR$ 488
Por hora (43.4h/sem)R$ 11,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.21564,2%
  • Mulheres — R$ 2.08835,8%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 3.25375%
  • Mulheres — R$ 2.59725%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Nordeste1.672
  • Sudeste2.075
  • Sul2.374

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (3 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SC 374 -80 R$ 2.403
SP 358 -31 R$ 2.086
MG 113 +17 R$ 2.059

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

970

Desligamentos

1.106

Saldo

-136

Rotatividade

50,1%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: out/25 (+20) saldo negativo · pior: dez/25 (-54)

Em 12 meses houve 970 admissões e 1.106 desligamentos de operador de calandras (tecidos), o que significa que o mercado formal fechou 136 postos de trabalho no período, com rotatividade de 50,1% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 34,2% foram a pedido do próprio trabalhador e 45,2% por dispensa sem justa causa, além de 16,5% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador34,2%
  • Dispensa sem justa causa45,2%
  • Fim de contrato16,5%

Sobre 1.106 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro5,7%
  • 1 a 4 empregados4,9%
  • 5 a 9 empregados6,3%
  • 10 a 19 empregados7,8%
  • 20 a 49 empregados13%
  • 50 a 99 empregados15,9%
  • 100 a 249 empregados12,4%
  • 250 a 499 empregados14,8%
  • 500 a 999 empregados14,1%
  • 1.000 ou mais empregados5,1%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata operador de calandras (tecidos)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Alvejamento, tingimento e torção em fios, tecidos, artefatos têxteis e peças do vestuário 1340502 · 16,9% das admissões 164 43.8h R$ 2.115 R$ 2.435 R$ 2.766 3% 3
Confecção de peças de vestuário, exceto roupas íntimas e as confeccionadas sob medida 1412601 · 14,5% das admissões 141 43.6h R$ 1.969 R$ 2.057 R$ 2.263 3% 2
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 13% das admissões 126 44h R$ 2.030 R$ 2.066 R$ 2.107 3% 1
Fabricação de tecidos de malha 1330800 · 10% das admissões 97 43.9h R$ 2.344 R$ 2.478 R$ 2.800 3% 3
Estamparia e texturização em fios, tecidos, artefatos têxteis e peças do vestuário 1340501 · 9,5% das admissões 92 43.9h R$ 2.091 R$ 2.500 R$ 2.661 3% 3
Tecelagem de fios de fibras artificiais e sintéticas 1323500 · 5,9% das admissões 57 43.5h R$ 1.908 R$ 1.954 R$ 2.000 3% 3
Comércio varejista especializado de equipamentos de telefonia e comunicação 4752100 · 2,8% das admissões 27 44h R$ 2.087 2% 1
Outros serviços de acabamento em fios, tecidos, artefatos têxteis e peças do vestuário 1340599 · 2,7% das admissões 26 44h R$ 2.100 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como operador de calandras (tecidos)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 2.208 vínculos

Idade mediana

37 anos

Tempo de casa

35 meses

Em empresa do Simples

23%

Sexo

  • Homem75,5%
  • Mulher24,5%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,4h/sem
  • Pessoas com deficiência1,5%

Sobre os 2.208 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca61,4%
  • Parda30%
  • Preta7,3%
  • Amarela1%
  • Indígena0,3%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,3%
  • Até o 5º ano incompleto1,9%
  • 5º ano completo3,7%
  • 6º ao 9º ano6,9%
  • Fundamental completo14,1%
  • Médio incompleto11,3%
  • Médio completo58,5%
  • Superior incompleto1,8%
  • Superior completo1,4%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,5%
  • Até 5º ano incompleto0,8%
  • 5º ano completo0,9%
  • 6º a 9º ano4,4%
  • Fundamental completo9,1%
  • Médio incompleto13,6%
  • Médio completo67,1%
  • Superior incompleto1,4%
  • Superior completo2%
  • Pós-graduação0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados2,6%
  • 5 a 9 empregados5,2%
  • 10 a 19 empregados6,8%
  • 20 a 49 empregados11,3%
  • 50 a 99 empregados15,2%
  • 100 a 249 empregados11,7%
  • 250 a 499 empregados27,5%
  • 500 a 999 empregados18,9%
  • 1.000 ou mais empregados0,7%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de operador de calandras (tecidos)

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

30,2

CAT no período

55

Idade média no acidente

31 anos

Foram 55 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo operador de calandras (tecidos) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 30,2 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 78,2% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 21,8% de trajeto (no deslocamento) e 0% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico78,2%
  • Trajeto21,8%

Parte do corpo atingida

  • Dedo18,2%
  • Mão (exceto punho ou dedos)12,7%
  • Partes múltiplas12,7%
  • Cabeça, NIC9,1%
  • Pé (exceto artelhos)9,1%

Natureza da lesão

  • Fratura16,4%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)16,4%
  • Luxação14,5%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)14,5%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)12,7%

Agente causador

  • Máquina têxtil20%
  • Máquina, NIC16,4%
  • Agente do acidente, NIC7,3%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas7,3%
  • Motocicleta, motoneta7,3%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
T14.9 — Traumatismo não especificado 3 5,5% 796
S60.2 — Contusão de outras partes do punho e da mão 3 5,5% 1.634
S62.1 — Fratura de outro(s) osso(s) do carpo 2 3,6% 24.580
S60 — Traumatismo superficial do punho e da mão 2 3,6% 1.634
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 2 3,6% 1.634
S62.6 — Fratura de outros dedos 2 3,6% 24.580

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Alvejamento, tingimento e torção em fios, tecidos, artefatos têxteis e peças do vestuário) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 30,2 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino fundamental completo. A qualificação profissional ocorre com a prática no próprio local de trabalho. O pleno desempenho das atividades é alcançado em até um ano de experiência profissional. Para os estampadores de tecidos esse tempo pode variar entre um e dois anos. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7614.

Qual especialização paga mais na família 7614

Todas as ocupações de trabalhadores de acabamento, tingimento e estamparia das indústrias têxteis, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7614-20 Operador de chamuscadeira de tecidos R$ 2.550 R$ 3.746 148
7614-35 Operador de rameuse R$ 2.461 R$ 3.591 1.682
7614-05 Alvejador (tecidos) R$ 2.200 R$ 3.331 1.066
7614-15 Operador de calandras (tecidos) (esta página) R$ 2.121 R$ 3.101 2.208
7614-30 Operador de máquina de lavar fios e tecidos R$ 2.025 R$ 2.740 4.121
7614-25 Operador de impermeabilizador de tecidos R$ 1.896 R$ 2.721 561
7614-10 Estampador de tecido R$ 2.016 R$ 2.410 7.978

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7614-15.

A Organizar área de trabalho para acabamento, tingimento e estamparia de tecidos (6)
  • Selecionar ferramentas e instrumentos para ajuste de máquinas
  • Interpretar ordens de serviços
  • Elaborar requisição de materiais para beneficiamento de fibras soltas, fios, tecidos e peças confeccionadas
  • Identificar fios, tecidos e produtos químicos
  • Preparar banhos de beneficiamento para fibras soltas, fios, tecidos e peças confeccionadas
  • Abastecer máquinas com produtos químicos, fibras soltas, fios, tecidos e peças confeccionadas
B Trabalhar com segurança (5)
  • Utilizar equipamentos de proteção individual
  • Identificar condições inseguras
  • Identificar resíduos agressivos ao meio ambiente
  • Selecionar resíduos para reciclagem
  • Limpar local de trabalho
F Realizar acabamento de fibras soltas, fios, tecidos e peças confeccionadas (2)
  • Calandrar tecidos de malhas (largura e alinhamento horizontal)
  • Fixar pigmentos (polimerizar) tecidos estampados
G Monitorar máquinas de acabamento, tingimento e estamparia de tecidos (6)
  • Monitorar o controle elétrico e eletrônico
  • Identificar defeitos mecânicos, elétricos e hidráulicos
  • Monitorar a velocidade da máquina
  • Monitorar tensão do tecido
  • Monitorar temparatura do banho e secagem
  • Monitorar ph, temperatura, hidrofilidade e umidade do tecido
Z Demonstrar competências pessoais (12)
  • Manter atenção difusa
  • Demonstrar iniciativa
  • Manter atenção concentrada
  • Demonstrar objetividade
  • Evidenciar senso de disciplina
  • Demonstrar capacidade de relacionamento interpessoal
  • Manter auto-estima
  • Dar provas de acuidade visual
  • Discriminar imagens
  • Discriminar cores
  • Adaptar-se
  • Evidenciar força física

Sinônimos oficiais (1)

Operador de máquinas de flanelar (peletizar, lixar) tecidos

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7614-15 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um operador de calandras (tecidos)?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.121 por mês, considerando as 931 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.815 (10% menores) a R$ 2.856 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.101 (RAIS 2024), 46.2% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando operador de calandras (tecidos)?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 970 admissões contra 1.106 desligamentos, saldo de -136 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata operador de calandras (tecidos)?

A atividade econômica que mais contratou foi Alvejamento, tingimento e torção em fios, tecidos, artefatos têxteis e peças do vestuário (CNAE 1340502), com 16,9% das admissões e mediana de R$ 2.435. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de operador de calandras (tecidos)?

7614-15 (família 7614 — Trabalhadores de acabamento, tingimento e estamparia das indústrias têxteis). A CBO reconhece também os títulos: Operador de máquinas de flanelar (peletizar, lixar) tecidos — todos usam o mesmo código 7614-15. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser operador de calandras (tecidos)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7614: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino fundamental completo. A qualificação profissional ocorre com a prática no próprio local de trabalho. O pleno desempenho das atividades é alcançado em até um ano de experiência profissional. Para os estampadores de tecidos esse tempo pode variar entre um e dois anos. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de operador de calandras (tecidos)?

A taxa é de 30,2 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (18,2% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é T14.9 — traumatismo não especificado. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7614-15?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7614-15 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7614-15 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1340502), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (5 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7614:

  • Companhia Itabirito Industrial de Fiação e Tecelagem de Algodão S.A.
  • Fiação e Tecelagem São José S.A.
  • Tear Têxtil Indústria e Comércio Ltda.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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