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CBO 2002 Família 7221 R$ 2.232 na admissão -339 postos em 12 meses 40 atividades

CBO 7221-05 — Forjador

O código 7221-05 identifica a ocupação forjador na CBO 2002, dentro da família 7221 — Trabalhadores de forjamento de metais. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um forjador

Preparam matrizes e a linha de produção para forjar peças metálicas, calibram peças forjadas a frio. Podem reparar peças forjadas.

Descrição oficial da família 7221 — Trabalhadores de forjamento de metais, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Os profissionais trabalham, principalmente, na indústria metalmecânica, desenvolvem suas atividades em equipe comandada permanentemente por coordenador, supervisor ou líder, em turnos fixos de trabalho. Em indústrias que passaram por reestruturação podem ser designados operadores polivalentes e trabalhar em células de produção. Costumam permanecer em posições desconfortáveis por longos períodos e podem estar expostos a materiais tóxicos, radiação, ruído intenso e altas temperaturas. O seu vínculo de trabalho mais comum é como empregado com carteira assinada.

Recursos de trabalho

Chaves em geral para fixação (Allen, etc); Empilhadeira; Forno de indução; Gabarito; Martelo; Paquímetro; Pirômetro; Prensa excêntrica; Prensa hidráulica; Tenaz para forjamento.

Quanto ganha um forjador

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.68010% ganham atéR$ 2.232medianaR$ 2.71810% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.652

Entrada × quem já está

R$ 2.232 ao ser admitido · R$ 2.652 para quem tem vínculo ativo +18,8%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de forjador foi de R$ 2.232 — metade das 2.424 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.680 e os 10% de maior, acima de R$ 2.718.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.652, ou seja, 18,8% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 29 meses.

Considerando a jornada média de 43.9 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 12,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.232
Por ano (12 salários)R$ 26.784
Por semanaR$ 514
Por hora (43.9h/sem)R$ 12,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.23298,5%
  • Mulheres — R$ 2.1291,5%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.67395,8%
  • Mulheres — R$ 2.4314,2%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte2.173
  • Nordeste2.238
  • Sudeste2.179
  • Sul2.265
  • Centro-Oeste1.990

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
CE 913 -152 R$ 2.233
RS 530 -77 R$ 2.260
SP 265 -46 R$ 2.338
PE 137 +14 R$ 2.349
PA 126 -29 R$ 2.158
MG 113 +10 R$ 1.766
RJ 67 -16 R$ 2.193
SC 42 -13 R$ 2.625
PI 42 -10 R$ 2.217
AM 39 +12 R$ 2.269

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

2.441

Desligamentos

2.780

Saldo

-339

Rotatividade

60%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: set/25 (+33) saldo negativo · pior: dez/25 (-114)

Em 12 meses houve 2.441 admissões e 2.780 desligamentos de forjador, o que significa que o mercado formal fechou 339 postos de trabalho no período, com rotatividade de 60% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 21,8% foram a pedido do próprio trabalhador e 60,4% por dispensa sem justa causa, além de 14,9% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador21,8%
  • Dispensa sem justa causa60,4%
  • Fim de contrato14,9%

Sobre 2.780 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,1% das admissões são de jornada parcial e 0,2% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro31,7%
  • 1 a 4 empregados8%
  • 5 a 9 empregados5,7%
  • 10 a 19 empregados13,4%
  • 20 a 49 empregados13,1%
  • 50 a 99 empregados8,3%
  • 100 a 249 empregados11,9%
  • 250 a 499 empregados4,3%
  • 500 a 999 empregados1,3%
  • 1.000 ou mais empregados2,4%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata forjador

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Construção de edifícios 4120400 · 36,3% das admissões 885 44h R$ 2.142 R$ 2.254 R$ 2.344 3% 3
Incorporação de empreendimentos imobiliários 4110700 · 8,4% das admissões 204 43.4h R$ 2.205 R$ 2.250 R$ 2.296 3% 1
Serviços de engenharia 7112000 · 3,9% das admissões 94 44h R$ 2.090 R$ 2.280 R$ 2.353 3% 1
Fabricação de outras peças e acessórios para veículos automotores não especificadas anteriormente 2949299 · 2,9% das admissões 70 44h R$ 1.827 R$ 1.884 R$ 2.334 3% 3
Obras de alvenaria 4399103 · 2,8% das admissões 68 43.9h R$ 2.175 R$ 2.300 R$ 2.600 3% 3
Fabricação de estruturas metálicas 2511000 · 2,3% das admissões 56 44h R$ 1.733 R$ 1.772 R$ 1.836 3% 4
Comércio a varejo de peças e acessórios novos para veículos automotores 4530703 · 2,3% das admissões 55 43.9h R$ 1.764 R$ 1.870 R$ 2.071 2% 2
Produção de forjados de aço 2531401 · 2,2% das admissões 54 44h R$ 1.853 R$ 2.267 R$ 2.821 3% 4

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como forjador

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 4.633 vínculos

Idade mediana

42 anos

Tempo de casa

29 meses

No setor público

0,5%

Em empresa do Simples

30,6%

Sexo

  • Homem96,1%
  • Mulher3,9%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,4h/sem
  • Pessoas com deficiência1%
  • Jornada parcial0,7%
  • Contrato intermitente0,2%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,9%

Sobre os 4.633 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda49,4%
  • Branca40,6%
  • Preta9,2%
  • Amarela0,5%
  • Indígena0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto1,2%
  • Até o 5º ano incompleto5,2%
  • 5º ano completo3,9%
  • 6º ao 9º ano12,2%
  • Fundamental completo16,1%
  • Médio incompleto8,6%
  • Médio completo51,1%
  • Superior incompleto0,9%
  • Superior completo0,9%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto1,2%
  • Até 5º ano incompleto6,6%
  • 5º ano completo2,9%
  • 6º a 9º ano11%
  • Fundamental completo15,9%
  • Médio incompleto9,6%
  • Médio completo51,7%
  • Superior incompleto0,8%
  • Superior completo0,2%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados7,3%
  • 5 a 9 empregados8,3%
  • 10 a 19 empregados16,9%
  • 20 a 49 empregados15,3%
  • 50 a 99 empregados16%
  • 100 a 249 empregados10,5%
  • 250 a 499 empregados8,5%
  • 500 a 999 empregados6%
  • 1.000 ou mais empregados11,2%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de forjador

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

36,8

CAT no período

131

Idade média no acidente

39 anos

Foram 131 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo forjador nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 36,8 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 87,8% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 11,5% de trajeto (no deslocamento) e 0,8% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico87,8%
  • Trajeto11,5%
  • Doença0,8%

Parte do corpo atingida

  • Dedo28,2%
  • Pé (exceto artelhos)9,2%
  • Olho (inclusive nervo ótico e visão)7,6%
  • Mão (exceto punho ou dedos)6,9%
  • Braço (entre o punho e o ombro)5,3%

Natureza da lesão

  • Fratura25,2%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)19,8%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)13%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)11,5%
  • Lesão imediata9,9%

Agente causador

  • Metal - inclui liga25,2%
  • Ferramenta manual sem força motriz, NIC5,3%
  • Veículo rodoviário motorizado4,6%
  • Prensa - máquina3,8%
  • Agente do acidente inexistente3,8%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 7 5,3% 3.531
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 5 3,8% 1.634
S61.1 — Ferimento de dedo(s) com lesão da unha 4 3,1% 3.531
S42.0 — Fratura da clavícula 3 2,3% 11.388
S62.6 — Fratura de outros dedos 3 2,3% 24.580
S60 — Traumatismo superficial do punho e da mão 3 2,3% 1.634

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Construção de edifícios) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 36,8 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: construção

Informalidade no setor

64,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

47,7%

Rendimento formal × informal

R$ 3.960 × R$ 2.195

No setor de construção — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 64,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

É desejável que o profissional tenha como nível de instrução mínimo o ensino fundamental completo. Para o exercício pleno das atividades requer-se, pelo menos, quatro anos de experiência para o forjador a martelo e o forjador e, entre um e dois anos, para o forjador prensista. Não costuma ser requisitada formação profissional formal, o que indica que essas ocupações podem ser aprendidas na prática, no local de trabalho. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7221.

Qual especialização paga mais na família 7221

Todas as ocupações de trabalhadores de forjamento de metais, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7221-10 Forjador a martelo R$ 2.038 R$ 4.163 256
7221-15 Forjador prensista R$ 1.990 R$ 3.075 1.824
7221-05 Forjador (esta página) R$ 2.232 R$ 2.652 4.633

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7221-05.

A Preparar o ferramental fora do equipamento (5)
  • Conferir medidas das matrizes conforme especificação do equipamento
  • Conferir medidas do pino extrator da matriz
  • Verificar o código da corrida da matéria prima, conforme programação de produção
  • Fixar a matriz no porta-estampo
  • Aquecer as matrizes previamente
B Preparar a linha de produção (11)
  • Retirar ferramental após conclusão de programação ou por desgaste de componentes
  • Montar ferramental no equipamento
  • Centralizar o ferramental, ajustando as suas partes
  • Fixar as chavetas, garras nos equipamentos
  • Ajustar o laminador conforme especificações ou orientações para as peças a serem produzidas
  • Aquecer o ferramental previamente
  • Fixar no equipamento o conjunto de rebarbação, perfuração e calibração para as peças forjadas
  • Centralizar no equipamento o conjunto de rebarbação, perfuração e calibração para peças forjadas
  • Ajustar altura do conjunto de rebarbação, perfuração e calibração para peças forjadas
  • Testar equipamentos para verificar os ajustes
  • Reapertar componentes de fixação
C Forjar peças metálicas (15)
  • Abastecer o forno com matéria prima
  • Aquecer o ferramental
  • Regular parâmetros do forno e da prensa conforme norma ou orientação
  • Verificar a temperatura de forjamento
  • Laminar a matéria prima metálica
  • Aplicar o desmoldante para facilitar a extração da peça forjada
  • Moldar as peças no equipamento até atingir a forma especificada
  • Retirar excessos de metal das peças forjadas
  • Furar a peça forjada
  • Calibrar a peça forjada a quente
  • Conferir as formas das peças forjadas com gabarito ou instrumentos de medição
  • Iniciar processo de produção
  • Inspecionar visualmente as peças forjadas
  • Acondicionar peças forjadas em local apropriado
  • Solicitar manutenção em fornos, prensas, laminadores e martelos
Z Demonstrar competências pessoais (9)
  • Desenvolver habilidade para realizar movimentos manuais precisos
  • Realizar os trabalhos conforme os princípios da qualidade total
  • Usar os equipamentos de proteção individual e coletivo
  • Trabalhar em equipe
  • Buscar o aperfeiçoamento profissional
  • Aplicar conhecimento teoricos na execução dos trabalhos
  • Zelar pela limpeza e organização no local de trabalho
  • Obedecer orientações, normas para a realização dos trabalhos
  • Desenvolver habilidade para visualizar detalhes de objetos

Sinônimos oficiais (13)

AguilhoeiroAjudante de ferreiroAjudante de forjadorContramestre ferreiroCraveiro (forjaria)FerreiroFerreiro de molasForjador a mão (molas helicoidais)Forjador de molasForjador de talhadeiraForjador manualOperador de forjaPreparador de máquinas de forjar

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7221-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um forjador?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.232 por mês, considerando as 2.424 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.680 (10% menores) a R$ 2.718 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.652 (RAIS 2024), 18.8% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando forjador?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 2.441 admissões contra 2.780 desligamentos, saldo de -339 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata forjador?

A atividade econômica que mais contratou foi Construção de edifícios (CNAE 4120400), com 36,3% das admissões e mediana de R$ 2.254. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de forjador?

7221-05 (família 7221 — Trabalhadores de forjamento de metais). A CBO reconhece também os títulos: Aguilhoeiro, Ajudante de ferreiro, Ajudante de forjador, Contramestre ferreiro, Craveiro (forjaria), Ferreiro, Ferreiro de molas, Forjador a mão (molas helicoidais), entre outros — todos usam o mesmo código 7221-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser forjador?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7221: É desejável que o profissional tenha como nível de instrução mínimo o ensino fundamental completo. Para o exercício pleno das atividades requer-se, pelo menos, quatro anos de experiência para o forjador a martelo e o forjador e, entre um e dois anos, para o forjador prensista. Não costuma ser requisitada formação profissional formal, o que indica que essas ocupações podem ser aprendidas na prática, no local de trabalho. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de forjador?

A taxa é de 36,8 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (28,2% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (construção), 64,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7221-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7221-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7221-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4120400), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (7 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7221:

  • Açoforja Indústria de Forjadores
  • Krupp Metalúrgica S. L.
  • Sada Forjas Ltda.
  • Sindicato dos Metalúrgicos de Sete Lagoas
  • Tekfor do Brasil
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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