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CBO 2002 Família 6321 R$ 2.003 na admissão -832 postos em 12 meses 54 atividades

CBO 6321-20 — Operador de motosserra

O código 6321-20 identifica a ocupação operador de motosserra na CBO 2002, dentro da família 6321 — Extrativistas e reflorestadores de espécies produtoras de madeira. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um operador de motosserra

Extraem madeira, identificando áreas de extração, derrubando árvores mapeadas, classificando toras conforme diâmetro e comprimento e separando madeira de acordo com sua utilização. Reflorestam áreas, apanhando sementes em árvores e brotos para clonagem e plantando mudas de árvores. Inventariam florestas, identificando espécies, monitorando crescimento de árvores e levantando potencial de madeira em florestas renováveis e nativas. Realizam medições ao cubar árvores derrubadas. Transportam árvores, toras e toretes e condicionam o solo para plantio. Trabalham seguindo normas de segurança, higiene e proteção ao meio ambiente.

Descrição oficial da família 6321 — Extrativistas e reflorestadores de espécies produtoras de madeira, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam em empresas de extração e beneficiamento de madeira e seus derivados como empregados com carteira assinada. Organizam-se em equipe com supervisão permanente, no horário diurno e a céu aberto. Todos estão sujeitos à variação climática e o operador de motosserra trabalha em posição desconfortável e exposto a ruído intenso.

Recursos de trabalho

Cadeia para serra; Coletor de dados; Combustível; EPI; Ferramentas em geral; Lima; Motosserra; Súnto; Suta; Trena.

Quanto ganha um operador de motosserra

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.61410% ganham atéR$ 2.003medianaR$ 2.67310% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.145

Entrada × quem já está

R$ 2.003 ao ser admitido · R$ 2.145 para quem tem vínculo ativo +7,1%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de operador de motosserra foi de R$ 2.003 — metade das 11.459 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.614 e os 10% de maior, acima de R$ 2.673.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.145, ou seja, 7,1% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 19 meses.

Considerando a jornada média de 43.8 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 10,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.003
Por ano (12 salários)R$ 24.036
Por semanaR$ 461
Por hora (43.8h/sem)R$ 10,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.00399,3%
  • Mulheres — R$ 2.0040,7%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.14699,2%
  • Mulheres — R$ 2.0110,8%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte2.041
  • Nordeste2.046
  • Sudeste1.898
  • Sul2.060
  • Centro-Oeste2.181

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
MG 2.471 -248 R$ 1.833
SP 1.629 -220 R$ 1.974
PA 1.118 +18 R$ 2.122
PR 1.001 -121 R$ 2.165
MT 657 -23 R$ 2.265
BA 607 +116 R$ 2.540
SC 597 -90 R$ 1.975
MS 548 +19 R$ 2.143
RJ 446 +29 R$ 2.108
MA 340 -14 R$ 1.691

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

11.605

Desligamentos

12.437

Saldo

-832

Rotatividade

70,7%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jun/26 (+507) saldo negativo · pior: dez/25 (-886)

Em 12 meses houve 11.605 admissões e 12.437 desligamentos de operador de motosserra, o que significa que o mercado formal fechou 832 postos de trabalho no período, com rotatividade de 70,7% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 27,7% foram a pedido do próprio trabalhador e 61,6% por dispensa sem justa causa, além de 7,8% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador27,7%
  • Dispensa sem justa causa61,6%
  • Fim de contrato7,8%

Sobre 12.437 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0,7% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro19,8%
  • 1 a 4 empregados11,6%
  • 5 a 9 empregados9%
  • 10 a 19 empregados10%
  • 20 a 49 empregados14,8%
  • 50 a 99 empregados8,4%
  • 100 a 249 empregados9,2%
  • 250 a 499 empregados5,9%
  • 500 a 999 empregados2,8%
  • 1.000 ou mais empregados8,5%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata operador de motosserra

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Construção de estações e redes de distribuição de energia elétrica 4221902 · 7,1% das admissões 829 44h R$ 2.391 R$ 2.603 R$ 2.670 3% 4
Atividades paisagísticas 8130300 · 4,1% das admissões 478 43.9h R$ 1.807 R$ 1.977 R$ 2.263 3% 1
Serrarias com desdobramento de madeira em bruto 1610203 · 3,6% das admissões 417 44h R$ 1.817 R$ 2.093 R$ 2.516 3
Serviços de engenharia 7112000 · 3,3% das admissões 385 44.1h R$ 1.837 R$ 2.069 R$ 2.403 3% 1
Obras de terraplenagem 4313400 · 3,3% das admissões 381 44.1h R$ 2.116 R$ 2.229 R$ 2.291 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como operador de motosserra

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 17.593 vínculos

Idade mediana

43 anos

Tempo de casa

19 meses

No setor público

0,8%

Em empresa do Simples

40,7%

Sexo

  • Homem99,2%
  • Mulher0,8%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,8h/sem
  • Pessoas com deficiência0,4%
  • Contrato intermitente0,8%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,4%

Sobre os 17.593 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda52,8%
  • Branca37,3%
  • Preta8,9%
  • Amarela0,7%
  • Indígena0,3%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto2,1%
  • Até o 5º ano incompleto11,6%
  • 5º ano completo6,9%
  • 6º ao 9º ano12,8%
  • Fundamental completo16,5%
  • Médio incompleto8%
  • Médio completo41,7%
  • Superior incompleto0,1%
  • Superior completo0,2%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto1,6%
  • Até 5º ano incompleto9%
  • 5º ano completo4,9%
  • 6º a 9º ano12%
  • Fundamental completo13,9%
  • Médio incompleto8,2%
  • Médio completo49,8%
  • Superior incompleto0,2%
  • Superior completo0,2%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados11,6%
  • 5 a 9 empregados12,1%
  • 10 a 19 empregados14,3%
  • 20 a 49 empregados16,2%
  • 50 a 99 empregados10,1%
  • 100 a 249 empregados9,8%
  • 250 a 499 empregados7,5%
  • 500 a 999 empregados8%
  • 1.000 ou mais empregados10,5%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de operador de motosserra

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

42,1

CAT no período

596

Óbitos comunicados

9

Idade média no acidente

41 anos

Foram 596 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo operador de motosserra nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 42,1 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 93,8% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 6% de trajeto (no deslocamento) e 0,2% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 9 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico93,8%
  • Trajeto6%
  • Doença0,2%

Parte do corpo atingida

  • Pé (exceto artelhos)10,9%
  • Dedo10,2%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis)8,1%
  • Perna (do tornozelo, exclusive, ao joelho, exclusive)7,6%
  • Mão (exceto punho ou dedos)7,4%

Natureza da lesão

  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)26,2%
  • Fratura21,1%
  • Lesão imediata15,1%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)7,7%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)7%

Agente causador

  • Madeira (toro, madeira serrada, pranchão, poste, barrote, ripa e produto de madeira)23%
  • Vegetal - planta, árvore, em estado natural, não beneficiada (não inclui grão debulhado, fruto colhido, toro mesmo com galho)16,3%
  • Serra- ferramenta po8,4%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas6,7%
  • Animal vivo4,7%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S81 — Ferimento da perna 15 2,5% 644
S62.6 — Fratura de outros dedos 12 2% 24.580
S80.0 — Contusão do joelho 11 1,8% 1.225
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 11 1,8% 3.531
S61 — Ferimento do punho e da mão 11 1,8% 3.531
S81.0 — Ferimento do joelho 11 1,8% 644

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Construção de estações e redes de distribuição de energia elétrica) tem RAT 3% e grau de risco 4, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 42,1 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: construção

Informalidade no setor

64,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

47,7%

Rendimento formal × informal

R$ 3.960 × R$ 2.195

No setor de construção — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 64,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se a quarta série do ensino fundamental e curso básico de qualificação profissional em torno de duzentas horas/aula (exceto o trabalhador da extração florestal, que não necessita de curso de qualificação). O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 6321.

Qual especialização paga mais na família 6321

Todas as ocupações de extrativistas e reflorestadores de espécies produtoras de madeira, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
6321-10 Cubador de madeira R$ 2.413 R$ 2.659 683
6321-20 Operador de motosserra (esta página) R$ 2.003 R$ 2.145 17.593
6321-15 Identificador florestal R$ 1.882 R$ 2.051 1.634
6321-05 Classificador de toras R$ 1.655 R$ 1.841 604
6321-25 Trabalhador de extração florestal, em geral R$ 1.745 R$ 1.775 39.756

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 6321-20.

A Extrair madeira (14)
  • Amolar foice e machadinha
  • Afiar corrente de motosserra
  • Roçar vegetação nativa
  • Identificar áreas de extração
  • Derrubar árvores mapeadas
  • Desgalhar árvores
  • Enfileirar restos de galhos entre leiras
  • Classificar toras conforme diâmetro e comprimento
  • Observar presença de ganchos em toras
  • Marcar pontos de cortes em árvores
  • Cortar árvores em toras
  • Descascar toras
  • Separar madeira conforme utilização
  • Guardar equipamentos
B Reflorestar áreas (4)
  • Plantar mudas de árvores
  • Capinar mato
  • Replantar mudas em covas não plantadas
  • Aceirar plantações
C Inventariar florestas (5)
  • Examinar planta topográfica
  • Relatar ocorrências de incêndios, pragas, desmatamentos e intempéries
  • Selecionar árvores dominantes
  • Selecionar árvores grossas, médias e finas
  • Sinalizar árvores selecionadas
D Realizar medições (3)
  • Cubar toras e toretes
  • Medir pilhas de árvores, toras e toretes baldeados
  • Anotar medidas coletadas
E Transportar árvores, toras e toretes (8)
  • Empilhar árvores, toras e toretes
  • Acondicionar toras e toretes
  • Baldear toras e toretes de campo para estrada
  • Limpar pilhas de toras e toretes
  • Carregar árvores, toras e toretes em caminhões, balsas, vagões e jangadas
  • Amarrar cabos de aço em pilhas e toras
  • Descarregar árvores, toras e toretes em caminhões, balsas, vagões e jangadas
  • Separar roletes de madeira
F Empregar medidas de segurança (9)
  • Treinar colegas de trabalho
  • Registrar treinamento de colegas
  • Indicar áreas de derrubada de árvores com placas de advertência
  • Detectar riscos de acidentes
  • Regular equipamentos
  • Conferir distâncias entre equipes em áreas de extração
  • Conferir inclinação de árvores
  • Observar direção de vento
  • Apagar incêndios em florestas
G Condicionar solo para plantio (5)
  • Coletar amostras de solo
  • Localizar formigueiros
  • Marcar terreno
  • Covear terreno
  • Fertilizar solo
Z Demonstrar competências pessoais (6)
  • Dar prova de resistência física
  • Dar prova de coragem
  • Atentar para detalhes
  • Demonstrar senso de direção
  • Trabalhar em equipe
  • Demonstrar raciocínio quantitativo

Sinônimos oficiais (12)

Ajudante de derrubadaAuxiliar de operador de motosserraCortador de árvoresCortador de ceposCortador de lenhaCortador de madeira - na extraçãoCortador descascador de torasDerrubador - na extração de madeiraDerrubador de árvoresOperador de serras (exploração florestal)Serrador de árvores - na extração de madeiraSerrador de lenha

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 6321-20 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um operador de motosserra?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.003 por mês, considerando as 11.459 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.614 (10% menores) a R$ 2.673 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.145 (RAIS 2024), 7.1% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando operador de motosserra?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 11.605 admissões contra 12.437 desligamentos, saldo de -832 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata operador de motosserra?

A atividade econômica que mais contratou foi Construção de estações e redes de distribuição de energia elétrica (CNAE 4221902), com 7,1% das admissões e mediana de R$ 2.603. A lista completa dos 5 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de operador de motosserra?

6321-20 (família 6321 — Extrativistas e reflorestadores de espécies produtoras de madeira). A CBO reconhece também os títulos: Ajudante de derrubada, Auxiliar de operador de motosserra, Cortador de árvores, Cortador de cepos, Cortador de lenha, Cortador de madeira - na extração, Cortador descascador de toras, Derrubador - na extração de madeira, entre outros — todos usam o mesmo código 6321-20. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser operador de motosserra?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 6321: Para o exercício dessas ocupações requer-se a quarta série do ensino fundamental e curso básico de qualificação profissional em torno de duzentas horas/aula (exceto o trabalhador da extração florestal, que não necessita de curso de qualificação). O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de operador de motosserra?

A taxa é de 42,1 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é pé (exceto artelhos) (10,9% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S81 — ferimento da perna. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (construção), 64,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 6321-20?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 6321-20 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 6321-20 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4221902), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (19 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 6321:

  • Arboris Ltda.
  • Caf Santa Bárbara Ltda.
  • Enflora Empreendimentos Florestais
  • Gethal Amazonas S.A.
  • Lemos Agro-florestal Ltda.
  • Mil Madeireira
  • Padrão Florestal
  • V&m do Brasil S.A.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional - Cedeplar - Fundep - UFMG
  • GLOSSÁRIO
  • Árvores dominantes: árvores mais grossas dentro de uma parcela. Geralmente são selecio- nadas três.
  • Cova não plantada: porção que necessita de replantio por vários motivos, como, por exem- plo, falhas nas plantações, morte de mudas, etc.
  • DAP: diâmetro à altura do peito e
  • CAP: circunferência à altura do peito. Medidas tiradas na seção da árvore à altura padrão de 130cm a partir do chão.
  • Fator de empilhamento: mede-se pilhas de madeira para calcular a produção Leira: sulco aberto na terra para receber sementes.
  • Parcela: área demarcada para inventário.
  • Potencial de madeira: volume de madeira com fins de comercialização existente em uma floresta e/ou determinada parcela.
  • 94 TMO: tipo de guincho acoplado à traseira de trator de pneu (TP).
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