CBO 5173-30 — Vigilante
O código 5173-30 identifica a ocupação vigilante na CBO 2002, dentro da família 5173 — Vigilantes e guardas de segurança. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.
Nesta ficha14 seções
O que faz um vigilante
Vigiam dependências e áreas públicas e privadas com a finalidade de prevenir, controlar e combater delitos como porte ilícito de armas e munições e outras irregularidades; zelam pela segurança das pessoas, do patrimônio e pelo cumprimento das Leis e regulamentos; recepcionam e controlam a movimentação de pessoas em áreas de acesso livre e restrito; fiscalizam pessoas, cargas e patrimônio; escoltam pessoas e mercadorias. Controlam objetos e cargas; vigiam parques e reservas florestais, combatendo inclusive focos de incêndio; vigiam presos. Comunicam-se via rádio ou telefone e prestam informações ao público e aos órgãos competentes.
Descrição oficial da família 5173 — Vigilantes e guardas de segurança, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.
Como e onde se trabalha
São, em geral, assalariados, com carteira assinada, que atuam em estabelecimentos diversos de defesa e segurança e de transporte terrestre, aéreo ou aquaviário. Podem trabalhar em equipe ou individualmente, com supervisão permanente, em horários diurnos, noturnos, em rodízio de turnos ou escala. Trabalham em grandes alturas, confinados ou em locais subterrâneos. Estão sujeitos a risco de morte e trabalham sob pressão constante, expostos a ruídos, radiação, material tóxico, poeira, fumaça e baixas temperaturas.
Recursos de trabalho
Algemas; Aparelho telefônico, radiotransmissor ht; Bastão tonfa de defesa; Calculadora; Detector de Metais - Pórtico e Bastão Eletrônico; Equipamento de proteção individual; Equipamento de Raio X; Revólver, pistola; Uniforme; Veículo, viatura, jipe 4x4.
Notas oficiais da CBO — inclui a base legal da profissão
Vigilantes: Lei nº 7.102, de 20/06/1983 - dispõe sobre a segurança para estabelecimentos financeiros, estabelece normas para constituição e funcionamento das empresas particulares que exploram serviços de vigilância e de transportes de valores e dá outras providências. Decreto nº 89.056, de 24/11/1983 - regulamenta a Lei nº 7.102, de 20.06.1983. Decreto nº 1.592, de 10/08/1995 - altera dispositivos do Decreto nº 89.056, de 24/11/1983, que regulamenta a Lei nº 7.102/83.
Quanto ganha um vigilante
Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais
mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.688
Entrada × quem já está
R$ 2.130 ao ser admitido · R$ 2.688 para quem tem vínculo ativo +26,2%
Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de vigilante foi de R$ 2.130 — metade das 191.361 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.665 e os 10% de maior, acima de R$ 2.524.
Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.688, ou seja, 26,2% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 34 meses.
Considerando a jornada média de 42.3 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 11,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.
Equivalência da mediana
| Por mês | R$ 2.130 |
| Por ano (12 salários) | R$ 25.560 |
| Por semana | R$ 490 |
| Por hora (42.3h/sem) | R$ 11,00 |
Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.
Composição e salário por sexo
Na admissão (CAGED, 40h+)
Quem já atua (RAIS 2024)
Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.
Salário por região
Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.
Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
| UF | Admissões | Saldo | P25 | Mediana | P75 |
|---|---|---|---|---|---|
| SP | 73.719 | +3.953 | — | R$ 2.218 | — |
| RJ | 17.248 | +1.841 | — | R$ 1.999 | — |
| PR | 15.275 | +2.203 | — | R$ 2.390 | — |
| MG | 13.576 | +230 | — | R$ 2.388 | — |
| RS | 13.074 | -790 | — | R$ 2.173 | — |
| SC | 12.999 | +427 | — | R$ 1.996 | — |
| BA | 11.225 | +368 | — | R$ 1.617 | — |
| GO | 8.182 | -128 | — | R$ 2.105 | — |
| PE | 7.254 | +468 | — | R$ 1.665 | — |
| MT | 6.603 | +422 | — | R$ 1.752 | — |
UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.
Contratação e mercado
Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026
Admissões
221.989
Desligamentos
210.062
Saldo
+11.927
Rotatividade
31,2%
Saldo mês a mês
Em 12 meses houve 221.989 admissões e 210.062 desligamentos de vigilante, o que significa que o mercado formal abriu 11.927 postos de trabalho no período, com rotatividade de 31,2% sobre o estoque de vínculos.
Entre os desligamentos, 29,9% foram a pedido do próprio trabalhador e 48,5% por dispensa sem justa causa, além de 9,8% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.
Por que as pessoas saem
Sobre 210.062 desligamentos com motivo declarado.
Como são os contratos
Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.
Porte de quem contrata
Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.
Quem contrata vigilante
Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma
| CNAE — atividade econômica | Admissões | Jornada | P25 | Mediana | P75 | RAT | GR |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Atividades de vigilância e segurança privada 8011101 · 89,7% das admissões | 199.072 | 44h | R$ 1.905 | R$ 2.146 | R$ 2.272 | 3% | 3 |
| Atividades de transporte de valores 8012900 · 2,8% das admissões | 6.151 | 44h | R$ 2.113 | R$ 2.220 | R$ 2.291 | 3% | 3 |
| Serviços combinados para apoio a edifícios, exceto condomínios prediais 8111700 · 0,6% das admissões | 1.285 | 44.1h | R$ 1.785 | R$ 2.006 | R$ 2.127 | 3% | 2 |
| Atividades de monitoramento de sistemas de segurança eletrônico 8020001 · 0,5% das admissões | 1.133 | 44h | R$ 1.775 | R$ 1.950 | R$ 2.144 | — | 3 |
| Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios - supermercados 4711302 · 0,3% das admissões | 712 | 44.4h | R$ 1.848 | R$ 2.093 | R$ 2.308 | 3% | 2 |
| Condomínios prediais 8112500 · 0,3% das admissões | 663 | 43.8h | R$ 1.934 | R$ 2.211 | R$ 2.440 | 2% | 2 |
| Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios hipermercados 4711301 · 0,2% das admissões | 520 | 44.1h | R$ 1.848 | R$ 2.069 | R$ 2.214 | 3% | 2 |
| Outras atividades de serviços prestados principalmente às empresas não especificadas anteriormente 8299799 · 0,2% das admissões | 495 | 44h | R$ 1.738 | R$ 1.794 | R$ 1.874 | 2% | 2 |
RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.
Perfil de quem trabalha como vigilante
Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 672.968 vínculos
Idade mediana
43 anos
Tempo de casa
34 meses
No setor público
8,5%
Em empresa do Simples
4,5%
Sexo
Composição do vínculo
- Jornada média contratada42,2h/sem
- Pessoas com deficiência1,2%
- Jornada parcial0,4%
- Contrato intermitente3,4%
- Em entidade sem fins lucrativos2%
Sobre os 672.968 vínculos ativos em 31/12/2024.
Raça/cor
Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.
Escolaridade
Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.
Porte do empregador
Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.
Riscos ocupacionais de vigilante
Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências
Taxa por mil/ano
9,5
CAT no período
5.134
Óbitos comunicados
59
Idade média no acidente
40 anos
Foram 5.134 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo vigilante nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 9,5 por mil vínculos ao ano — próxima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.
Do total, 37,4% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 60,3% de trajeto (no deslocamento) e 2,3% doenças ocupacionais — a predominância do trajeto indica que o deslocamento é o principal ponto de exposição nessa ocupação.
No período foram comunicados 59 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.
Tipo de acidente
Parte do corpo atingida
Natureza da lesão
Agente causador
Diagnósticos mais frequentes (CID-10)
Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país
| CID-10 | Casos | % | Afastamentos no Brasil |
|---|---|---|---|
| V29.9 — Motociclista [qualquer] traumatizado em um acidente de trânsito não especificado | 216 | 4,2% | 313 |
| S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo | 157 | 3,1% | 5.476 |
| S80.0 — Contusão do joelho | 148 | 2,9% | 1.225 |
| T07 — Traumatismos múltiplos não especificados | 124 | 2,4% | 1.358 |
| S42.0 — Fratura da clavícula | 95 | 1,9% | 11.388 |
| S52.5 — Fratura da extremidade distal do rádio | 83 | 1,6% | 16.067 |
Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.
Risco de tabela × risco observado
A atividade que mais contrata essa ocupação (Atividades de vigilância e segurança privada) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 9,5 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.
Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.
Informalidade no setor que mais contrata
PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas
Informalidade no setor
25,4%
Média nacional
37,5%
Conta própria
23,7%
Rendimento formal × informal
R$ 5.385 × R$ 4.443
No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.
O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.
Formação exigida
Exigência oficial da CBO
O exercício das ocupações requer ensino médio completo, exceto agente de proteção de aeroporto e vigilante, que têm como requisito o ensino fundamental. Todas as ocupações requerem formação profissionalizante básica de duzentas a quatrocentas horas. Os vigilantes passam por treinamento obrigatório em escolas especializadas em segurança, onde aprendem a utilizar armas de fogo. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Texto oficial do MTE para a família 5173.
Qual especialização paga mais na família 5173
Todas as ocupações de vigilantes e guardas de segurança, ordenadas pela remuneração de quem já atua
| CBO | Ocupação | Admissão | Quem já atua | Vínculos |
|---|---|---|---|---|
| 5173-10 | Agente de segurança | R$ 2.098 | R$ 5.035 | 50.819 |
| 5173-20 | Vigia florestal | R$ 1.948 | R$ 3.627 | 3.027 |
| 5173-25 | Vigia portuário | R$ 1.896 | R$ 2.959 | 1.174 |
| 5173-30 | Vigilante (esta página) | R$ 2.130 | R$ 2.688 | 672.968 |
| 5173-05 | Vigilante de proteção de aeroporto | R$ 2.156 | R$ 2.605 | 1.043 |
“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.
Atividades do perfil ocupacional
Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 5173-30.
A Zelar pela segurança das pessoas e do patrimônio (12)
- •Controlar o acesso de pessoas em áreas restritas
- •Rondar as dependências do local de trabalho
- •Ligar sistemas de iluminação e equipamentos
- •Ligar cabine de força
- •Exigir que as pessoas não fumem em locais proibidos
- •Desligar sistemas de iluminação e equipamentos
- •Apartar brigas
- •Providenciar socorros médicos
- •Solicitar reparos
- •Prevenir incêndios
- •Combater incêndios
- •Prestar primeiros socorros
B Fiscalizar pessoas, cargas e patrimônio (4)
- •Revistar pessoas
- •Revistar veículos
- •Revistar recintos
- •Monitorar áreas por equipamentos eletrônicos
C Recepcionar pessoas (9)
- •Identificar pessoas
- •Consultar a pessoa a ser visitada
- •Analisar o comportamento de pessoas
- •Abordar pessoas
- •Encaminhar pessoas
- •Acompanhar o visitante
- •Controlar a movimentação interna das pessoas
- •Auxiliar idosos, deficientes físicos e demais pessoas necessitadas
- •Requisitar transporte
D Controlar objetos, cargas e veículos (5)
- •Verificar a documentação da carga
- •Conferir a mercadoria e carga
- •Apreender objetos ilícitos e irregulares
- •Acompanhar a entrega da carga dentro do local de trabalho
- •Identificar objetos achados e perdidos para devolução
E Escoltar pessoas e mercadorias (9)
- •Informar-se sobre o número de pessoas a serem escoltadas
- •Inteirar-se sobre a natureza da mercadoria a ser transportada
- •Traçar o itinerário a ser percorrido e rotas alternativas
- •Avaliar condições da área de destino
- •Desviar de obstáculos e obstruções no trajeto
- •Percorrer o trajeto preestabelecido
- •Posicionar o veículo de forma a proteger o escoltado
- •Estacionar o veículo atentando para rotas de fuga
- •Adaptar percurso
Y Comunicar-se (7)
- •Relatar ocorrências
- •Interagir com órgão oficiais
- •Prestar informações ao público
- •Solicitar a presença de autoridade competente
- •Informar visitantes sobre normas de segurança
- •Comunicar-se com a base durante a escolta
- •Comunicar-se através de gestos e sinais
Z Demonstrar competências pessoais (6)
- •Demonstrar atenção
- •Trabalhar em equipe
- •Demonstrar autocontrole
- •Demonstrar pró-atividade
- •Demonstrar iniciativa
- •Demonstrar capacidade de contornar situações adversas
Sinônimos oficiais (23)
Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 5173-30 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.
Perguntas frequentes
Quanto ganha um vigilante?
A mediana do salário de admissão é R$ 2.130 por mês, considerando as 191.361 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.665 (10% menores) a R$ 2.524 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.688 (RAIS 2024), 26.2% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.
O mercado está contratando vigilante?
Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 221.989 admissões contra 210.062 desligamentos, saldo de +11.927 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.
Que tipo de empresa contrata vigilante?
A atividade econômica que mais contratou foi Atividades de vigilância e segurança privada (CNAE 8011101), com 89,7% das admissões e mediana de R$ 2.146. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.
Qual o código CBO de vigilante?
5173-30 (família 5173 — Vigilantes e guardas de segurança). A CBO reconhece também os títulos: Agente de segurança ferroviária, Assistente de segurança, Auxiliar de segurança, Auxiliar de serviço de segurança, Encarregado de portaria e segurança, Encarregado de segurança, Encarregado de vigilância - organizações particulares de segurança, Fiscal de segurança, entre outros — todos usam o mesmo código 5173-30. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.
Precisa de faculdade para ser vigilante?
Segundo a descrição oficial da CBO para a família 5173: O exercício das ocupações requer ensino médio completo, exceto agente de proteção de aeroporto e vigilante, que têm como requisito o ensino fundamental. Todas as ocupações requerem formação profissionalizante básica de duzentas a quatrocentas horas. Os vigilantes passam por treinamento obrigatório em escolas especializadas em segurança, onde aprendem a utilizar armas de fogo. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Quais são os riscos e acidentes mais comuns de vigilante?
A taxa é de 9,5 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é partes múltiplas (13,4% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é V29.9 — motociclista [qualquer] traumatizado em um acidente de trânsito não especificado. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.
É uma profissão com muita informalidade?
A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.
Onde informo o CBO 5173-30?
No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.
O CBO 5173-30 define o grau de risco e o RAT da empresa?
Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 5173-30 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (8011101), o RAT é 3%.
A profissão de vigilante é regulamentada?
As notas oficiais da CBO para a família 5173 registram: Vigilantes: Lei nº 7.102, de 20/06/1983 - dispõe sobre a segurança para estabelecimentos financeiros, estabelece normas para constituição e funcionamento das empresas particulares que exploram serviços de vigilância e de transportes de valores e dá outras providências. Decreto nº 89.056, de 24/11/1983 - regulamenta a Lei nº 7.102, de 20.06.1983. Decreto nº 1.592, de 10/08/1995 - altera dispositivos do Decreto nº 89.056, de 24/11/1983, que regulamenta a Lei nº 7.102/83.
Fontes oficiais
- → CBO 2002 — Ministério do Trabalho e Emprego
- → Novo CAGED — microdados de movimentação (PDET)
- → RAIS — microdados de vínculos (PDET)
- → CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (INSS)
- → PNAD Contínua (IBGE)
- → Tabela CBO completa
- → Todas as fontes do site
Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.
Quem descreveu esta família na CBO (6 instituições)
A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 5173:
- •Companhia Docas do Espírito Santo
- •Companhia Docas do Estado de São Paulo
- •Companhia Docas do Estado do Rio De Janeiro
- •Sindicato dos Portuários do Estado do Rio De Janeiro
- •Instituição Conveniada Responsável
- •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP