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CBO 2002 Família 5173 R$ 2.130 na admissão +11.927 postos em 12 meses 52 atividades

CBO 5173-30 — Vigilante

O código 5173-30 identifica a ocupação vigilante na CBO 2002, dentro da família 5173 — Vigilantes e guardas de segurança. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um vigilante

Vigiam dependências e áreas públicas e privadas com a finalidade de prevenir, controlar e combater delitos como porte ilícito de armas e munições e outras irregularidades; zelam pela segurança das pessoas, do patrimônio e pelo cumprimento das Leis e regulamentos; recepcionam e controlam a movimentação de pessoas em áreas de acesso livre e restrito; fiscalizam pessoas, cargas e patrimônio; escoltam pessoas e mercadorias. Controlam objetos e cargas; vigiam parques e reservas florestais, combatendo inclusive focos de incêndio; vigiam presos. Comunicam-se via rádio ou telefone e prestam informações ao público e aos órgãos competentes.

Descrição oficial da família 5173 — Vigilantes e guardas de segurança, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

São, em geral, assalariados, com carteira assinada, que atuam em estabelecimentos diversos de defesa e segurança e de transporte terrestre, aéreo ou aquaviário. Podem trabalhar em equipe ou individualmente, com supervisão permanente, em horários diurnos, noturnos, em rodízio de turnos ou escala. Trabalham em grandes alturas, confinados ou em locais subterrâneos. Estão sujeitos a risco de morte e trabalham sob pressão constante, expostos a ruídos, radiação, material tóxico, poeira, fumaça e baixas temperaturas.

Recursos de trabalho

Algemas; Aparelho telefônico, radiotransmissor ht; Bastão tonfa de defesa; Calculadora; Detector de Metais - Pórtico e Bastão Eletrônico; Equipamento de proteção individual; Equipamento de Raio X; Revólver, pistola; Uniforme; Veículo, viatura, jipe 4x4.

Notas oficiais da CBO — inclui a base legal da profissão

Vigilantes: Lei nº 7.102, de 20/06/1983 - dispõe sobre a segurança para estabelecimentos financeiros, estabelece normas para constituição e funcionamento das empresas particulares que exploram serviços de vigilância e de transportes de valores e dá outras providências. Decreto nº 89.056, de 24/11/1983 - regulamenta a Lei nº 7.102, de 20.06.1983. Decreto nº 1.592, de 10/08/1995 - altera dispositivos do Decreto nº 89.056, de 24/11/1983, que regulamenta a Lei nº 7.102/83.

Quanto ganha um vigilante

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.66510% ganham atéR$ 2.130medianaR$ 2.52410% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.688

Entrada × quem já está

R$ 2.130 ao ser admitido · R$ 2.688 para quem tem vínculo ativo +26,2%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de vigilante foi de R$ 2.130 — metade das 191.361 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.665 e os 10% de maior, acima de R$ 2.524.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.688, ou seja, 26,2% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 34 meses.

Considerando a jornada média de 42.3 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 11,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.130
Por ano (12 salários)R$ 25.560
Por semanaR$ 490
Por hora (42.3h/sem)R$ 11,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.12680,6%
  • Mulheres — R$ 2.14219,4%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.70688%
  • Mulheres — R$ 2.65912%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte1.870
  • Nordeste1.671
  • Sudeste2.216
  • Sul2.182
  • Centro-Oeste2.018

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 73.719 +3.953 R$ 2.218
RJ 17.248 +1.841 R$ 1.999
PR 15.275 +2.203 R$ 2.390
MG 13.576 +230 R$ 2.388
RS 13.074 -790 R$ 2.173
SC 12.999 +427 R$ 1.996
BA 11.225 +368 R$ 1.617
GO 8.182 -128 R$ 2.105
PE 7.254 +468 R$ 1.665
MT 6.603 +422 R$ 1.752

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

221.989

Desligamentos

210.062

Saldo

+11.927

Rotatividade

31,2%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: fev/26 (+3.363) saldo negativo · pior: mai/26 (-141)

Em 12 meses houve 221.989 admissões e 210.062 desligamentos de vigilante, o que significa que o mercado formal abriu 11.927 postos de trabalho no período, com rotatividade de 31,2% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 29,9% foram a pedido do próprio trabalhador e 48,5% por dispensa sem justa causa, além de 9,8% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador29,9%
  • Dispensa sem justa causa48,5%
  • Fim de contrato9,8%

Sobre 210.062 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial0,7%
  • Contrato intermitente12%
  • Pessoa com deficiência0,5%
  • Jovem aprendiz0,3%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro3,2%
  • 1 a 4 empregados1,2%
  • 5 a 9 empregados1,5%
  • 10 a 19 empregados2,9%
  • 20 a 49 empregados6,1%
  • 50 a 99 empregados6,8%
  • 100 a 249 empregados12,9%
  • 250 a 499 empregados12,8%
  • 500 a 999 empregados16,5%
  • 1.000 ou mais empregados36,2%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata vigilante

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Atividades de vigilância e segurança privada 8011101 · 89,7% das admissões 199.072 44h R$ 1.905 R$ 2.146 R$ 2.272 3% 3
Atividades de transporte de valores 8012900 · 2,8% das admissões 6.151 44h R$ 2.113 R$ 2.220 R$ 2.291 3% 3
Serviços combinados para apoio a edifícios, exceto condomínios prediais 8111700 · 0,6% das admissões 1.285 44.1h R$ 1.785 R$ 2.006 R$ 2.127 3% 2
Atividades de monitoramento de sistemas de segurança eletrônico 8020001 · 0,5% das admissões 1.133 44h R$ 1.775 R$ 1.950 R$ 2.144 3
Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios - supermercados 4711302 · 0,3% das admissões 712 44.4h R$ 1.848 R$ 2.093 R$ 2.308 3% 2
Condomínios prediais 8112500 · 0,3% das admissões 663 43.8h R$ 1.934 R$ 2.211 R$ 2.440 2% 2
Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios hipermercados 4711301 · 0,2% das admissões 520 44.1h R$ 1.848 R$ 2.069 R$ 2.214 3% 2
Outras atividades de serviços prestados principalmente às empresas não especificadas anteriormente 8299799 · 0,2% das admissões 495 44h R$ 1.738 R$ 1.794 R$ 1.874 2% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como vigilante

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 672.968 vínculos

Idade mediana

43 anos

Tempo de casa

34 meses

No setor público

8,5%

Em empresa do Simples

4,5%

Sexo

  • Homem87,7%
  • Mulher12,3%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada42,2h/sem
  • Pessoas com deficiência1,2%
  • Jornada parcial0,4%
  • Contrato intermitente3,4%
  • Em entidade sem fins lucrativos2%

Sobre os 672.968 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda55,9%
  • Branca35,2%
  • Preta7,9%
  • Amarela0,7%
  • Indígena0,3%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,5%
  • Até o 5º ano incompleto0,8%
  • 5º ano completo1,2%
  • 6º ao 9º ano2,6%
  • Fundamental completo8,4%
  • Médio incompleto4,2%
  • Médio completo77,8%
  • Superior incompleto1,4%
  • Superior completo3,2%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,4%
  • Até 5º ano incompleto0,4%
  • 5º ano completo0,5%
  • 6º a 9º ano0,9%
  • Fundamental completo5,2%
  • Médio incompleto2,8%
  • Médio completo85,1%
  • Superior incompleto1,6%
  • Superior completo3%
  • Pós-graduação0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados0,4%
  • 5 a 9 empregados0,7%
  • 10 a 19 empregados1,6%
  • 20 a 49 empregados3,8%
  • 50 a 99 empregados5,2%
  • 100 a 249 empregados11,7%
  • 250 a 499 empregados13,6%
  • 500 a 999 empregados17,4%
  • 1.000 ou mais empregados45,6%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de vigilante

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

9,5

CAT no período

5.134

Óbitos comunicados

59

Idade média no acidente

40 anos

Foram 5.134 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo vigilante nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 9,5 por mil vínculos ao ano — próxima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 37,4% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 60,3% de trajeto (no deslocamento) e 2,3% doenças ocupacionais — a predominância do trajeto indica que o deslocamento é o principal ponto de exposição nessa ocupação.

No período foram comunicados 59 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Trajeto60,3%
  • Típico37,4%
  • Doença2,3%

Parte do corpo atingida

  • Partes múltiplas13,4%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis)8,1%
  • Joelho7,9%
  • Pé (exceto artelhos)7,7%
  • Perna (do tornozelo, exclusive, ao joelho, exclusive)6,9%

Natureza da lesão

  • Fratura25,9%
  • Lesão imediata16,6%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)14,1%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)8,5%
  • Outras lesões, NIC7,2%

Agente causador

  • Motocicleta, motoneta29,4%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas14,5%
  • Veículo rodoviário motorizado10,9%
  • Veículo, NIC10,4%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas4,8%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
V29.9 — Motociclista [qualquer] traumatizado em um acidente de trânsito não especificado 216 4,2% 313
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 157 3,1% 5.476
S80.0 — Contusão do joelho 148 2,9% 1.225
T07 — Traumatismos múltiplos não especificados 124 2,4% 1.358
S42.0 — Fratura da clavícula 95 1,9% 11.388
S52.5 — Fratura da extremidade distal do rádio 83 1,6% 16.067

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Atividades de vigilância e segurança privada) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 9,5 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas

Informalidade no setor

25,4%

Média nacional

37,5%

Conta própria

23,7%

Rendimento formal × informal

R$ 5.385 × R$ 4.443

No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O exercício das ocupações requer ensino médio completo, exceto agente de proteção de aeroporto e vigilante, que têm como requisito o ensino fundamental. Todas as ocupações requerem formação profissionalizante básica de duzentas a quatrocentas horas. Os vigilantes passam por treinamento obrigatório em escolas especializadas em segurança, onde aprendem a utilizar armas de fogo. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 5173.

Qual especialização paga mais na família 5173

Todas as ocupações de vigilantes e guardas de segurança, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
5173-10 Agente de segurança R$ 2.098 R$ 5.035 50.819
5173-20 Vigia florestal R$ 1.948 R$ 3.627 3.027
5173-25 Vigia portuário R$ 1.896 R$ 2.959 1.174
5173-30 Vigilante (esta página) R$ 2.130 R$ 2.688 672.968
5173-05 Vigilante de proteção de aeroporto R$ 2.156 R$ 2.605 1.043

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 5173-30.

A Zelar pela segurança das pessoas e do patrimônio (12)
  • Controlar o acesso de pessoas em áreas restritas
  • Rondar as dependências do local de trabalho
  • Ligar sistemas de iluminação e equipamentos
  • Ligar cabine de força
  • Exigir que as pessoas não fumem em locais proibidos
  • Desligar sistemas de iluminação e equipamentos
  • Apartar brigas
  • Providenciar socorros médicos
  • Solicitar reparos
  • Prevenir incêndios
  • Combater incêndios
  • Prestar primeiros socorros
B Fiscalizar pessoas, cargas e patrimônio (4)
  • Revistar pessoas
  • Revistar veículos
  • Revistar recintos
  • Monitorar áreas por equipamentos eletrônicos
C Recepcionar pessoas (9)
  • Identificar pessoas
  • Consultar a pessoa a ser visitada
  • Analisar o comportamento de pessoas
  • Abordar pessoas
  • Encaminhar pessoas
  • Acompanhar o visitante
  • Controlar a movimentação interna das pessoas
  • Auxiliar idosos, deficientes físicos e demais pessoas necessitadas
  • Requisitar transporte
D Controlar objetos, cargas e veículos (5)
  • Verificar a documentação da carga
  • Conferir a mercadoria e carga
  • Apreender objetos ilícitos e irregulares
  • Acompanhar a entrega da carga dentro do local de trabalho
  • Identificar objetos achados e perdidos para devolução
E Escoltar pessoas e mercadorias (9)
  • Informar-se sobre o número de pessoas a serem escoltadas
  • Inteirar-se sobre a natureza da mercadoria a ser transportada
  • Traçar o itinerário a ser percorrido e rotas alternativas
  • Avaliar condições da área de destino
  • Desviar de obstáculos e obstruções no trajeto
  • Percorrer o trajeto preestabelecido
  • Posicionar o veículo de forma a proteger o escoltado
  • Estacionar o veículo atentando para rotas de fuga
  • Adaptar percurso
Y Comunicar-se (7)
  • Relatar ocorrências
  • Interagir com órgão oficiais
  • Prestar informações ao público
  • Solicitar a presença de autoridade competente
  • Informar visitantes sobre normas de segurança
  • Comunicar-se com a base durante a escolta
  • Comunicar-se através de gestos e sinais
Z Demonstrar competências pessoais (6)
  • Demonstrar atenção
  • Trabalhar em equipe
  • Demonstrar autocontrole
  • Demonstrar pró-atividade
  • Demonstrar iniciativa
  • Demonstrar capacidade de contornar situações adversas

Sinônimos oficiais (23)

Agente de segurança ferroviáriaAssistente de segurançaAuxiliar de segurançaAuxiliar de serviço de segurançaEncarregado de portaria e segurançaEncarregado de segurançaEncarregado de vigilância - organizações particulares de segurançaFiscal de segurançaFiscal de vigilância - organizações particulares de segurançaFiscal de vigilância bancáriaGuarda de banco - organizações particulares de segurançaGuarda de segurançaGuarda de segurança - empresa particular de segurançaGuarda de vigilânciaGuarda ferroviárioGuarda valoresGuarda vigiaGuarda-civilGuarda-costasInspetor de vigilânciaRonda - organizações particulares de segurançaRondante - organizações particulares de segurançaVigilante bancário

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 5173-30 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um vigilante?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.130 por mês, considerando as 191.361 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.665 (10% menores) a R$ 2.524 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.688 (RAIS 2024), 26.2% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando vigilante?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 221.989 admissões contra 210.062 desligamentos, saldo de +11.927 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata vigilante?

A atividade econômica que mais contratou foi Atividades de vigilância e segurança privada (CNAE 8011101), com 89,7% das admissões e mediana de R$ 2.146. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de vigilante?

5173-30 (família 5173 — Vigilantes e guardas de segurança). A CBO reconhece também os títulos: Agente de segurança ferroviária, Assistente de segurança, Auxiliar de segurança, Auxiliar de serviço de segurança, Encarregado de portaria e segurança, Encarregado de segurança, Encarregado de vigilância - organizações particulares de segurança, Fiscal de segurança, entre outros — todos usam o mesmo código 5173-30. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser vigilante?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 5173: O exercício das ocupações requer ensino médio completo, exceto agente de proteção de aeroporto e vigilante, que têm como requisito o ensino fundamental. Todas as ocupações requerem formação profissionalizante básica de duzentas a quatrocentas horas. Os vigilantes passam por treinamento obrigatório em escolas especializadas em segurança, onde aprendem a utilizar armas de fogo. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de vigilante?

A taxa é de 9,5 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é partes múltiplas (13,4% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é V29.9 — motociclista [qualquer] traumatizado em um acidente de trânsito não especificado. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 5173-30?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 5173-30 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 5173-30 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (8011101), o RAT é 3%.

A profissão de vigilante é regulamentada?

As notas oficiais da CBO para a família 5173 registram: Vigilantes: Lei nº 7.102, de 20/06/1983 - dispõe sobre a segurança para estabelecimentos financeiros, estabelece normas para constituição e funcionamento das empresas particulares que exploram serviços de vigilância e de transportes de valores e dá outras providências. Decreto nº 89.056, de 24/11/1983 - regulamenta a Lei nº 7.102, de 20.06.1983. Decreto nº 1.592, de 10/08/1995 - altera dispositivos do Decreto nº 89.056, de 24/11/1983, que regulamenta a Lei nº 7.102/83.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (6 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 5173:

  • Companhia Docas do Espírito Santo
  • Companhia Docas do Estado de São Paulo
  • Companhia Docas do Estado do Rio De Janeiro
  • Sindicato dos Portuários do Estado do Rio De Janeiro
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
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