CBO 3423-05 — Chefe de serviço de transporte rodoviário (passageiros e cargas)
O código 3423-05 identifica a ocupação chefe de serviço de transporte rodoviário (passageiros e cargas) na CBO 2002, dentro da família 3423 — Técnicos em transportes rodoviários. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.
Nesta ficha14 seções
O que faz um chefe de serviço de transporte rodoviário (passageiros e cargas)
Administram e controlam a frota de veículos no transporte rodoviário de cargas e passageiros. Supervisionam atividades de motoristas e auxiliares; checam e inspecionam documentação de motoristas e de veículos. Supervisionam embarque e desembarque de cargas e passageiros; inspecionam condições do veículo e da carga; preenchem e emitem documentos fiscais e de controle. Programam e controlam horários e gastos de viagens. Providenciam atendimento e assistência às vítimas e seus parentes, em caso de acidente, e acionam serviços de apoio e órgãos oficiais.
Descrição oficial da família 3423 — Técnicos em transportes rodoviários, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.
Como e onde se trabalha
Atuam em empresas de transporte terrestre, na gestão, planejamento e fiscalização (técnicos do setor público) e na operação e execução de serviços (técnicos do setor privado). São assalariados, com carteira assinada, que se organizam em equipe, sob supervisão permanente. Trabalham em ambientes fechados ou em veículos por rodízio de turnos. Ocasionalmente trabalham sob pressão. ESTA FAMÍLIA NÃO COMPREENDE 5112 - Fiscais e cobradores dos transportes coletivos.
Recursos de trabalho
Bafômetro; Computadores; Fax; Guia rodoviário; Linhas telefônicas; Máquina de calcular; Máquina fotográfica; Material de expediente; Rastreador por satélite; Viatura (veículo) de apoio.
Quanto ganha um chefe de serviço de transporte rodoviário (passageiros e cargas)
Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais
mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 4.100
Entrada × quem já está
R$ 3.010 ao ser admitido · R$ 4.100 para quem tem vínculo ativo +36,2%
Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de chefe de serviço de transporte rodoviário (passageiros e cargas) foi de R$ 3.010 — metade das 3.774 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.916 e os 10% de maior, acima de R$ 5.223.
Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 4.100, ou seja, 36,2% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 40 meses.
Considerando a jornada média de 43.7 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 16,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.
Equivalência da mediana
| Por mês | R$ 3.010 |
| Por ano (12 salários) | R$ 36.120 |
| Por semana | R$ 693 |
| Por hora (43.7h/sem) | R$ 16,00 |
Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.
Composição e salário por sexo
Na admissão (CAGED, 40h+)
Quem já atua (RAIS 2024)
Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.
Salário por região
Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.
Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
| UF | Admissões | Saldo | P25 | Mediana | P75 |
|---|---|---|---|---|---|
| SP | 1.415 | -699 | — | R$ 3.124 | — |
| MG | 501 | -142 | — | R$ 3.135 | — |
| PR | 264 | -146 | — | R$ 3.244 | — |
| RJ | 253 | -95 | — | R$ 2.646 | — |
| BA | 190 | -99 | — | R$ 2.722 | — |
| GO | 170 | -99 | — | R$ 2.480 | — |
| SC | 162 | -106 | — | R$ 3.114 | — |
| RS | 126 | -125 | — | R$ 3.079 | — |
| ES | 121 | -39 | — | R$ 2.886 | — |
| PE | 110 | -89 | — | R$ 2.810 | — |
UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.
Contratação e mercado
Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026
Admissões
3.876
Desligamentos
5.843
Saldo
-1.967
Rotatividade
34,9%
Saldo mês a mês
Em 12 meses houve 3.876 admissões e 5.843 desligamentos de chefe de serviço de transporte rodoviário (passageiros e cargas), o que significa que o mercado formal fechou 1.967 postos de trabalho no período, com rotatividade de 34,9% sobre o estoque de vínculos.
Entre os desligamentos, 24,4% foram a pedido do próprio trabalhador e 66% por dispensa sem justa causa, além de 5,5% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.
Por que as pessoas saem
Sobre 5.843 desligamentos com motivo declarado.
Como são os contratos
Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,2% das admissões são de jornada parcial e 0,1% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.
Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.
Porte de quem contrata
Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.
Quem contrata chefe de serviço de transporte rodoviário (passageiros e cargas)
Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma
RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.
Perfil de quem trabalha como chefe de serviço de transporte rodoviário (passageiros e cargas)
Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 16.752 vínculos
Idade mediana
40 anos
Tempo de casa
40 meses
No setor público
5,9%
Em empresa do Simples
9,2%
Sexo
Composição do vínculo
- Jornada média contratada43,3h/sem
- Pessoas com deficiência1,9%
- Jornada parcial0,1%
- Contrato intermitente0,1%
- Em entidade sem fins lucrativos0,7%
Sobre os 16.752 vínculos ativos em 31/12/2024.
Raça/cor
Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.
Escolaridade
Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.
Porte do empregador
Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.
Riscos ocupacionais de chefe de serviço de transporte rodoviário (passageiros e cargas)
Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências
Taxa por mil/ano
9,8
CAT no período
131
Óbitos comunicados
2
Idade média no acidente
39 anos
Foram 131 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo chefe de serviço de transporte rodoviário (passageiros e cargas) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 9,8 por mil vínculos ao ano — próxima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.
Do total, 49,6% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 48,1% de trajeto (no deslocamento) e 2,3% doenças ocupacionais.
No período foram comunicados 2 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.
Tipo de acidente
Parte do corpo atingida
Natureza da lesão
Agente causador
Diagnósticos mais frequentes (CID-10)
Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país
| CID-10 | Casos | % | Afastamentos no Brasil |
|---|---|---|---|
| S80.0 — Contusão do joelho | 5 | 3,8% | 1.225 |
| V29.9 — Motociclista [qualquer] traumatizado em um acidente de trânsito não especificado | 5 | 3,8% | 313 |
| T07 — Traumatismos múltiplos não especificados | 5 | 3,8% | 1.358 |
| T14 — Traumatismo de região não especificada do corpo | 4 | 3,1% | 796 |
| S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha | 3 | 2,3% | 1.634 |
| M54.4 — Lumbago com ciática | 2 | 1,5% | 9.517 |
Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.
Risco de tabela × risco observado
A atividade que mais contrata essa ocupação (Transporte rodoviário de carga, exceto produtos perigosos e mudanças, intermunicipal, interestadual e internacional) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 9,8 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.
Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.
Informalidade no setor que mais contrata
PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: transporte, armazenagem e correio
Informalidade no setor
46,5%
Média nacional
37,5%
Conta própria
47,5%
Rendimento formal × informal
R$ 4.035 × R$ 2.683
No setor de transporte, armazenagem e correio — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 46,5% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.
O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.
Formação exigida
Exigência oficial da CBO
O acesso a essas ocupações requer ensino técnico profissionalizante de ensino médio ou experiência equivalente construída em uma trajetória ocupacional nas empresas em que atuam. O exercício pleno das atividades ocorre após um período de três a quatro anos de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Texto oficial do MTE para a família 3423.
Qual especialização paga mais na família 3423
Todas as ocupações de técnicos em transportes rodoviários, ordenadas pela remuneração de quem já atua
| CBO | Ocupação | Admissão | Quem já atua | Vínculos |
|---|---|---|---|---|
| 3423-05 | Chefe de serviço de transporte rodoviário (passageiros e cargas) (esta página) | R$ 3.010 | R$ 4.100 | 16.752 |
| 3423-15 | Supervisor de carga e descarga | R$ 3.002 | R$ 3.973 | 24.621 |
| 3423-10 | Inspetor de serviços de transportes rodoviários (passageiros e cargas) | R$ 2.356 | R$ 3.313 | 12.566 |
“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.
Atividades do perfil ocupacional
Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3423-05.
A Administrar frota (14)
- •Atender clientes
- •Checar disponibilidade de veículos e motoristas
- •Planejar utilização da frota
- •Compatibilizar demanda de serviços com frota
- •Escalar veículos
- •Redimensionar utilização da frota
- •Remanejar veículos
- •Analisar demanda do mercado
- •Contratar serviços de terceiros
- •Registrar reclamações e sugestões dos clientes
- •Disponibilizar veículo para manutenção
- •Rastrear veículo ao longo do percurso
- •Monitorar veículo ao longo do percurso
- •Consultar sistemas de informações de ocorrências
B Supervisionar motoristas e auxiliares de viagem (8)
- •Supervisionar treinamento dos motoristas
- •Entrevistar motoristas antes da viagem
- •Conferir documentação dos motoristas
- •Medir teor alcoólico de motoristas (teste do bafômetro)
- •Orientar motoristas e auxiliares
- •Conferir análise de tacógrafo
- •Advertir motoristas e auxiliares (por escrito e verbalmente)
- •Atualizar histórico dos motoristas e auxiliares de viagem
C Supervisionar embarque de carga e passageiros (7)
- •Vistoriar condições de higiene do veículo
- •Emitir programa de embarque por veículo
- •Checar tipo e quantidade de carga e bagagem
- •Emitir documento fiscal da carga
- •Checar retirada da carga
- •Monitorar horários de entrada e saída de veículos
- •Inspecionar baldeação de bagagem
D Programar horários de viagem (7)
- •Escalar motoristas e auxiliares
- •Verificar percurso da viagem
- •Verificar intervalos entre jornadas de trabalho de motoristas e auxiliares
- •Acompanhar carga horária dos motoristas e auxiliares
- •Analisar solicitações de motoristas e auxiliares
- •Remanejar motoristas e auxiliares
- •Substituir motoristas e auxiliares
E Controlar gastos de viagem (7)
- •Liberar recursos financeiros para viagem
- •Conferir notas fiscais e de prestação de contas
- •Controlar planilhas de custos de viagem
- •Controlar consumo de combustível
- •Acertar contas de viagem com motoristas
- •Fechar boletim de caixa
- •Prestar contas ao setor financeiro da empresa
F Atender acidentes na estrada (17)
- •Providenciar socorro de vítimas
- •Acionar polícia
- •Acionar seguradora
- •Acionar perícia técnica
- •Deslocar-se ao local do acidente
- •Providenciar relação de passageiros
- •Relatar à empresa número e destino das vítimas
- •Relatar ocorrência à seguradora, embarcador e ao cliente
- •Acionar setor de serviço social da empresa
- •Assistir passageiros não vitimados
- •Recolher pertences pessoais dos passageiros
- •Providenciar veículo e motorista para seguir viagem
- •Enviar mecânico para local do acidente
- •Fotografar local do acidente
- •Preencher boletim de ocorrência
- •Providenciar remoção do veículo do local
- •Informar ocorrência do acidente ao departamento jurídico
Y Comunicar-se (5)
- •Redigir
- •Demonstrar clareza
- •Demonstrar objetividade
- •Argumentar
- •Prestar informações
Z Demonstrar competências pessoais (11)
- •Ouvir sugestões
- •Liderar
- •Demonstrar dinamismo
- •Trabalhar em equipe
- •Demonstrar capacidade de discernimento
- •Delegar reponsabilidades
- •Dar provas de organização
- •Demonstrar confiabilidade
- •Negociar
- •Administrar imprevistos
- •Demonstrar capacidade de observação
Sinônimos oficiais (12)
Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 3423-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.
Perguntas frequentes
Quanto ganha um chefe de serviço de transporte rodoviário (passageiros e cargas)?
A mediana do salário de admissão é R$ 3.010 por mês, considerando as 3.774 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.916 (10% menores) a R$ 5.223 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 4.100 (RAIS 2024), 36.2% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.
O mercado está contratando chefe de serviço de transporte rodoviário (passageiros e cargas)?
Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 3.876 admissões contra 5.843 desligamentos, saldo de -1.967 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.
Que tipo de empresa contrata chefe de serviço de transporte rodoviário (passageiros e cargas)?
A atividade econômica que mais contratou foi Transporte rodoviário de carga, exceto produtos perigosos e mudanças, intermunicipal, interestadual e internacional (CNAE 4930202), com 30,9% das admissões e mediana de R$ 3.264. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.
Qual o código CBO de chefe de serviço de transporte rodoviário (passageiros e cargas)?
3423-05 (família 3423 — Técnicos em transportes rodoviários). A CBO reconhece também os títulos: Assistente de tráfego rodoviário, Chefe de departamento de motoristas, Chefe de serviço de transporte rodoviário, Chefe de transporte - no serviço público, Chefe de transportes - exclusive no serviço público, Coordenador de tráfego rodoviário, Encarregado de linha de transporte rodoviário, Encarregado de tráfego rodoviário, entre outros — todos usam o mesmo código 3423-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.
Precisa de faculdade para ser chefe de serviço de transporte rodoviário (passageiros e cargas)?
Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3423: O acesso a essas ocupações requer ensino técnico profissionalizante de ensino médio ou experiência equivalente construída em uma trajetória ocupacional nas empresas em que atuam. O exercício pleno das atividades ocorre após um período de três a quatro anos de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Quais são os riscos e acidentes mais comuns de chefe de serviço de transporte rodoviário (passageiros e cargas)?
A taxa é de 9,8 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é partes múltiplas (9,2% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S80.0 — contusão do joelho. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.
É uma profissão com muita informalidade?
A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (transporte, armazenagem e correio), 46,5% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.
Onde informo o CBO 3423-05?
No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.
O CBO 3423-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?
Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3423-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4930202), o RAT é 3%.
Fontes oficiais
- → CBO 2002 — Ministério do Trabalho e Emprego
- → Novo CAGED — microdados de movimentação (PDET)
- → RAIS — microdados de vínculos (PDET)
- → CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (INSS)
- → PNAD Contínua (IBGE)
- → Tabela CBO completa
- → Todas as fontes do site
Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.
Quem descreveu esta família na CBO (11 instituições)
A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3423:
- •Cesa Transportes S.A.
- •Companhia São Geraldo de Viação Ltda.
- •Empresa de Transporte Asa Branca S.A.
- •Empresa Gontijo de Transporte Ltda.
- •Expresso Figueiredo Ltda.
- •Saritur Santa Rita Transportes Ltda.
- •União Transporte Interestadual de Luxo S.A.
- •Viação Itapemirim S.A.
- •Vito Transportes Ltda.
- •Instituição Conveniada Responsável
- •Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional - Cedeplar - Fundep - UFMG