NCM Buscador
CBO 2002 Família 2349 R$ 2.300 na admissão -2 postos em 12 meses 76 atividades

CBO 2349-15 — Professor de música no ensino superior

O código 2349-15 identifica a ocupação professor de música no ensino superior na CBO 2002, dentro da família 2349 — Professores de artes do ensino superior. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha13 seções

O que faz um professor de música no ensino superior

Atuam no ensino superior, nas áreas de artes; planejam cursos; desenvolvem pesquisas e criações artísticas; coordenam atividades de extensão e divulgam conhecimentos específicos em artes. Exercem e assessoram atividades artísticas, pedagógicas e acadêmicoadministrativas.

Descrição oficial da família 2349 — Professores de artes do ensino superior, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham em instituições de ensino superior, nos institutos ou escolas dedicadas ao ensino das artes. De forma geral, são contratados com carteira assinada, em tempo integral ou ainda como professor horista. Trabalham de forma individual, sem supervisão, em ambientes fechados, nos períodos diurno e noturno. Podem permanecer em posições pouco confortáveis durante longos períodos, estar expostos à ação de materiais tóxicos e ruído intenso e estar sujeitos a estresse devido a trabalho sob pressão.

Recursos de trabalho

Bibliotecas, fonoteca, retroprojetor, mapoteca; Computador e periféricos, aparelho de som, lousa; Equipamentos de luz, som, vídeo e periféricos; Equipamentos de marcenaria; Espelho, máquina fotográfica e filmadora; Material de expediente e de consumo; Salas de artes cênicas; Salas de artes visuais; Salas de música, piano, gravador; Tanque, pia e fogão.

Notas oficiais da CBO

Há professores de artes que também atuam como artistas, seja na criação como na execução de obras de artes. Para classificação, considerar as atividades que demanda mais tempo. Os profissionais de espetáculos e das artes estão distribuídos no subgrupo 262.

Quanto ganha um professor de música no ensino superior

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.22510% ganham atéR$ 2.300medianaR$ 8.97510% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.893

Entrada × quem já está

R$ 2.300 ao ser admitido · R$ 2.893 para quem tem vínculo ativo +25,8%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de professor de música no ensino superior foi de R$ 2.300 — metade das 80 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.225 e os 10% de maior, acima de R$ 8.975.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.893, ou seja, 25,8% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 45 meses.

Considerando a jornada média de 20 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 30,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.300
Por ano (12 salários)R$ 27.600
Por semanaR$ 529
Por hora (20h/sem)R$ 30,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.12565%
  • Mulheres — R$ 3.80035%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.91461,9%
  • Mulheres — R$ 2.81938,1%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Sudeste1.925

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

426

Desligamentos

428

Saldo

-2

Rotatividade

17,1%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: fev/26 (+55) saldo negativo · pior: dez/25 (-106)

Em 12 meses houve 426 admissões e 428 desligamentos de professor de música no ensino superior, o que significa que o mercado formal fechou 2 postos de trabalho no período, com rotatividade de 17,1% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 48,4% foram a pedido do próprio trabalhador e 43,2% por dispensa sem justa causa, além de 6,5% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador48,4%
  • Dispensa sem justa causa43,2%
  • Fim de contrato6,5%

Sobre 428 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial4,7%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro8,7%
  • 1 a 4 empregados6,1%
  • 5 a 9 empregados5,4%
  • 10 a 19 empregados8,5%
  • 20 a 49 empregados31,7%
  • 50 a 99 empregados21,6%
  • 100 a 249 empregados9,2%
  • 250 a 499 empregados6,3%
  • 500 a 999 empregados0,9%
  • 1.000 ou mais empregados1,6%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata professor de música no ensino superior

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Ensino fundamental 8513900 · 29,8% das admissões 127 43.1h R$ 4.624 1% 2
Educação infantil - préescola 8512100 · 17,6% das admissões 75 1% 2
Educação infantil - creche 8511200 · 10,1% das admissões 43 2% 2
Atividades de associações de defesa de direitos sociais 9430800 · 7,5% das admissões 32 42h R$ 2.500 2% 1
Ensino médio 8520100 · 6,8% das admissões 29 1% 2
Ensino de música 8592903 · 5,6% das admissões 24 43.5h R$ 1.621 1% 2
Administração pública em geral 8411600 · 5,4% das admissões 23 2% 1
Atividades de organizações associativas ligadas à cultura e à arte 9493600 · 1,9% das admissões 8 2% 1

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como professor de música no ensino superior

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 2.500 vínculos

Idade mediana

40 anos

Tempo de casa

45 meses

No setor público

36%

Em empresa do Simples

30,8%

Sexo

  • Homem62%
  • Mulher38%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada26,6h/sem
  • Pessoas com deficiência0,4%
  • Jornada parcial6,4%
  • Contrato intermitente0,3%
  • Em entidade sem fins lucrativos22,6%

Sobre os 2.500 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca61,5%
  • Parda31,1%
  • Preta6,4%
  • Amarela0,7%
  • Indígena0,3%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Superior completo91,8%
  • Mestrado5%
  • Doutorado3,2%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Médio incompleto0,5%
  • Médio completo24,6%
  • Superior incompleto7%
  • Superior completo58,9%
  • Pós-graduação6,8%
  • Mestrado2,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados3,2%
  • 5 a 9 empregados3,5%
  • 10 a 19 empregados6,2%
  • 20 a 49 empregados23,2%
  • 50 a 99 empregados19,6%
  • 100 a 249 empregados15,8%
  • 250 a 499 empregados4,3%
  • 500 a 999 empregados5,2%
  • 1.000 ou mais empregados19%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: administração pública, educação, saúde e serviços sociais

Informalidade no setor

9,6%

Média nacional

37,5%

Conta própria

6,3%

Rendimento formal × informal

R$ 5.009 × R$ 4.613

No setor de administração pública, educação, saúde e serviços sociais — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 9,6% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO e cenário do curso no Censo da Educação Superior 2024

Os requisitos para o exercício dessas ocupações podem variar. Há instituições de nível superior que requerem formação acadêmica e pós-graduação na área de atuação. Há universidades em que o critério é a excelência, ou seja, os professores de artes devem ser artistas de notoriedade na área em que vão lecionar.

Texto oficial do MTE para a família 2349.

Curso de graduação Concorrência (presencial) Matrículas Formados/ano EAD Rede pública
Artes visuais formação de professor 2,15× 29.900 4.203 70,6% 28,5%
Artes formação de professor 1,38× 3.939 232 67,9% 21,2%

A concorrência é calculada somente no ensino presencial: cursos a distância operam com oferta de vagas quase ilimitada e, misturados, achatam o indicador até fazer parecer que sobram vagas. A associação entre família da CBO e curso é curadoria nossa — não existe correspondência oficial entre a CBO e os cursos de graduação. Não publicamos “taxa de conclusão” porque concluintes e ingressantes do mesmo ano são turmas diferentes.

No serviço público federal

Portal da Transparência · remuneração básica bruta · 6 competências

Cargo federal correspondente P25 Mediana P75 Jornada
Professor do Magistério Superior524.093 contracheques · SIAPE R$ 13.754 R$ 16.923 R$ 23.334 DEDICACAO EXCLUSIVA

A mediana no cargo federal (Professor do Magistério Superior) é R$ 16.923 contra R$ 2.893 de quem atua na ocupação no mercado formal — uma diferença de +485%. Antes de concluir, compare a jornada: cargos da saúde no serviço público têm jornadas de 20, 24, 36 e 40 horas, e o valor por hora muda tudo.

Remuneração básica bruta mensal, sem gratificação natalina, férias ou eventuais. Usamos mediana e quartis porque a média é distorcida pelos cargos de topo sujeitos ao teto constitucional. O Portal da Transparência identifica o servidor por cargo/carreira definido em lei, não por CBO — a correspondência entre cargo e ocupação é curadoria nossa.

Qual especialização paga mais na família 2349

Todas as ocupações de professores de artes do ensino superior, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
2349-10 Professor de artes visuais no ensino superior (artes plásticas e multimídia) R$ 10.558 R$ 5.892 851
2349-15 Professor de música no ensino superior (esta página) R$ 2.300 R$ 2.893 2.500
2349-05 Professor de artes do espetáculo no ensino superior R$ 4.800 R$ 2.855 2.064

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 2349-15.

A Atuar no ensino da arte (7)
  • Preparar aulas teóricas e práticas
  • Ministrar aulas teóricas e práticas
  • Orientar alunos em pesquisas e produções artísticas
  • Supervisionar alunos em estágios
  • Prestar atendimento a alunos
  • Avaliar alunos
  • Coordenar grupos de estudo
B Planejar cursos (7)
  • Definir objetivos de cursos
  • Elaborar ementas
  • Identificar pré-requisitos
  • Definir carga horária
  • Encaminhar pedido de aprovação de novos cursos
  • Definir grades curriculares
  • Definir programas de cursos
C Desenvolver pesquisa em artes (13)
  • Sistematizar conhecimentos em artes
  • Analisar arte, obra de arte e experiência estética
  • Pesquisar a história da arte, a sociologia da arte e a estética
  • Analisar processos de criação artística
  • Analisar processos de recepção artística
  • Desenvolver novas abordagens de criação artística
  • Articular a arte com outras áreas do conhecimento
  • Definir metodologias de pesquisa em artes
  • Elaborar projetos de pesquisa
  • Coordenar grupos de pesquisa
  • Concretizar, em trabalhos acadêmicos, os resultados de pesquisas
  • Concretizar, em realizações artísticas, os resultados de pesquisas
  • Difundir resultados de pesquisa
D Divulgar conhecimentos específicos em artes (7)
  • Dar palestras e conferências
  • Publicar textos teóricos, críticos e de divulgação
  • Apresentar trabalhos em seminários, colóquios e congressos
  • Dar entrevistas
  • Participar de debates na mídia
  • Coordenar publicações
  • Participar de conselhos editoriais
E Coordenar atividades de extensão em artes (11)
  • Organizar exposições
  • Organizar festivais e mostras
  • Organizar concertos e recitais
  • Programar espetáculos
  • Organizar seminários, colóquios e congressos
  • Organizar oficinas e mini-cursos
  • Ministrar oficinas e mini-cursos
  • Constituir equipes de trabalho
  • Participar de comissões julgadoras de concursos artísticos
  • Realizar curadoria
  • Programar palestras e conferências
F Exercer atividades acadêmico-administrativas (12)
  • Participar de bancas de defesa de tese e dissertação
  • Participar de bancas de concurso
  • Coordenar comissões
  • Participar de comissões
  • Dimensionar infra-estrutura de apoio
  • Solicitar infra-estrutura de apoio
  • Participar de seminários colóquios e congressos
  • Avaliar currículos, cursos e disciplinas
  • Elaborar testes de aptidão para seleção de alunos
  • Elaborar testes de aptidão para técnicos e outros profissionais
  • Coordenar cursos
  • Elaborar relatórios
G Assessorar atividades acadêmico-administrativas (11)
  • Supervisionar produções de natureza artística
  • Assessorar instituições artístico-culturais
  • Emitir pareceres
  • Assessorar organizações governamentais e não-governamentais
  • Assessorar entidades de ensino
  • Prestar consultoria
  • Assessorar a mídia
  • Assessorar editoras
  • Assessorar agências financiadoras de pesquisa
  • Assessorar grupos artísticos
  • Participar da definição de políticas culturais
Z Demonstrar competências pessoais (8)
  • Demonstrar atitude crítica
  • Demonstrar capacidade de criar soluções novas
  • Trabalhar de forma multidisciplinar
  • Demonstrar percepção estética
  • Demonstrar capacidade de especulação e experimentação
  • Demonstrar capacidade pedagógica
  • Demonstrar capacidade de condução de pesquisa
  • Trabalhar em equipe

Perguntas frequentes

Quanto ganha um professor de música no ensino superior?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.300 por mês, considerando as 80 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.225 (10% menores) a R$ 8.975 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.893 (RAIS 2024), 25.8% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando professor de música no ensino superior?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 426 admissões contra 428 desligamentos, saldo de -2 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata professor de música no ensino superior?

A atividade econômica que mais contratou foi Ensino fundamental (CNAE 8513900), com 29,8% das admissões e mediana de R$ 4.624. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de professor de música no ensino superior?

2349-15 (família 2349 — Professores de artes do ensino superior). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser professor de música no ensino superior?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 2349: Os requisitos para o exercício dessas ocupações podem variar. Há instituições de nível superior que requerem formação acadêmica e pós-graduação na área de atuação. Há universidades em que o critério é a excelência, ou seja, os professores de artes devem ser artistas de notoriedade na área em que vão lecionar. No Censo da Educação Superior de 2024, o curso mais associado é Artes visuais formação de professor, com 2,15 candidatos por vaga no presencial.

Quanto ganha professor de música no ensino superior no serviço público federal?

No cargo federal correspondente (Professor do Magistério Superior), a remuneração básica bruta mediana é R$ 16.923, com jornada predominante de dedicacao exclusiva — dados do Portal da Transparência (6 competências de 2026). Isso é 485% acima da mediana do setor privado na mesma ocupação. O valor não inclui gratificação natalina, férias nem eventuais.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (administração pública, educação, saúde e serviços sociais), 9,6% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 2349-15?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 2349-15 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 2349-15 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (8513900), o RAT é 1%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (9 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 2349:

  • Escola de Belas Artes da UFMG
  • Instituto de Artes da Unesp
  • Unicamp - Departamento de Artes Cênicas - Ia
  • Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Fundação Instituto De Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
  • GLOSSÁRIO
  • Arte: produção consciente de obras, formas ou objetos voltada para a concretização de um ideal de beleza e harmonia ou para a expressão da subjetividade humana.
  • Obra de arte: obra em que a utilização da técnica e o uso dos materiais estão a serviço de comunicar a visão pessoal do artista e de suscitar uma emoção estética no receptor.
Voltar ao topo