CBO 2222-05 — Engenheiro de alimentos
O código 2222-05 identifica a ocupação engenheiro de alimentos na CBO 2002, dentro da família 2222 — Engenheiros de alimentos e afins. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.
Nesta ficha12 seções
O que faz um engenheiro de alimentos
Desenvolvem produtos e processos da área de produção de alimentos, controlando sua qualidade. Gerenciam processos e elaboram projetos de produção de alimentos. Coordenam equipes e podem prestar consultoria, assessoria e assistência técnica.
Descrição oficial da família 2222 — Engenheiros de alimentos e afins, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.
Como e onde se trabalha
Atuam em um amplo campo de trabalho, em indústrias tradicionais como alimentos e bebidas. Trabalham em equipes multidisciplinares, podendo supervisioná-la ou serem supervisionados. São empregados, majoritariamente, em empresas privadas. Para o xercício de suas atividades, se requere, no mercado, uma experiência de 1 a 2 anos.
Recursos de trabalho
Analisador de Gases; Aparelhos de Comunicação; Balanças; Calculadora; EPI; Máquina Fotográfica; Recursos de Informática; Termômetro; Trena; Vidrarias.
Quanto ganha um engenheiro de alimentos
Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais
mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 7.025
Entrada × quem já está
R$ 4.904 ao ser admitido · R$ 7.025 para quem tem vínculo ativo +43,3%
Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de engenheiro de alimentos foi de R$ 4.904 — metade das 73 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.308 e os 10% de maior, acima de R$ 11.018.
Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 7.025, ou seja, 43,3% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 45 meses.
Considerando a jornada média de 41.4 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 26,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.
Equivalência da mediana
| Por mês | R$ 4.904 |
| Por ano (12 salários) | R$ 58.848 |
| Por semana | R$ 1.129 |
| Por hora (41.4h/sem) | R$ 26,00 |
Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.
Composição e salário por sexo
Na admissão (CAGED, 40h+)
Quem já atua (RAIS 2024)
Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.
Salário por região
Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.
Contratação e mercado
Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026
Admissões
83
Desligamentos
103
Saldo
-20
Rotatividade
16,8%
Saldo mês a mês
Em 12 meses houve 83 admissões e 103 desligamentos de engenheiro de alimentos, o que significa que o mercado formal fechou 20 postos de trabalho no período, com rotatividade de 16,8% sobre o estoque de vínculos.
Entre os desligamentos, 41,7% foram a pedido do próprio trabalhador e 44,7% por dispensa sem justa causa, além de 8,7% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.
Por que as pessoas saem
Sobre 103 desligamentos com motivo declarado.
Como são os contratos
Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.
Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência.
Porte de quem contrata
Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.
Quem contrata engenheiro de alimentos
Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma
| CNAE — atividade econômica | Admissões | Jornada | P25 | Mediana | P75 | RAT | GR |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Fabricação de outros produtos alimentícios não especificados anteriormente 1099699 · 12% das admissões | 10 | — | — | — | — | 3% | 3 |
| Fabricação de produtos de panificação industrial 1091101 · 6% das admissões | 5 | — | — | — | — | — | 3 |
| Comércio varejista de produtos alimentícios em geral ou especializado em produtos alimentícios não especificados anteriormente 4729699 · 6% das admissões | 5 | — | — | — | — | 2% | 2 |
| Abate de aves 1012101 · 6% das admissões | 5 | — | — | — | — | 3% | 3 |
| Fabricação de produtos de padaria e confeitaria com predominância de produção própria 1091102 · 4,8% das admissões | 4 | — | — | — | — | — | 3 |
| Fabricação de produtos derivados do cacau e de chocolates 1093701 · 3,6% das admissões | 3 | — | — | — | — | 3% | 3 |
| Atividades de consultoria em gestão empresarial, exceto consultoria técnica específica 7020400 · 3,6% das admissões | 3 | — | — | — | — | 2% | 1 |
| Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 3,6% das admissões | 3 | — | — | — | — | 2% | 1 |
RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.
Perfil de quem trabalha como engenheiro de alimentos
Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 613 vínculos
Idade mediana
35 anos
Tempo de casa
45 meses
No setor público
11,6%
Em empresa do Simples
11,1%
Sexo
Composição do vínculo
- Jornada média contratada41,6h/sem
- Pessoas com deficiência0,7%
- Jornada parcial0,8%
- Em entidade sem fins lucrativos3,1%
Sobre os 613 vínculos ativos em 31/12/2024.
Raça/cor
Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.
Escolaridade
Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.
Porte do empregador
Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.
Informalidade no setor que mais contrata
PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral
Informalidade no setor
24,3%
Média nacional
37,5%
Conta própria
16,3%
Rendimento formal × informal
R$ 3.887 × R$ 2.141
No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.
O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.
Formação exigida
Exigência oficial da CBO e cenário do curso no Censo da Educação Superior 2024
O exercício das ocupações requer formação em Engenharia de Alimentos ou em curso superior de tecnologia em áreas afins, com registro no Crea.
Texto oficial do MTE para a família 2222.
| Curso de graduação | Concorrência (presencial) | Matrículas | Formados/ano | EAD | Rede pública |
|---|---|---|---|---|---|
| Engenharia de alimentos | 1,36× | 9.932 | 1.271 | 5,5% | 88,4% |
A concorrência é calculada somente no ensino presencial: cursos a distância operam com oferta de vagas quase ilimitada e, misturados, achatam o indicador até fazer parecer que sobram vagas. A associação entre família da CBO e curso é curadoria nossa — não existe correspondência oficial entre a CBO e os cursos de graduação. Não publicamos “taxa de conclusão” porque concluintes e ingressantes do mesmo ano são turmas diferentes.
Qual especialização paga mais na família 2222
Todas as ocupações de engenheiros de alimentos e afins, ordenadas pela remuneração de quem já atua
| CBO | Ocupação | Admissão | Quem já atua | Vínculos |
|---|---|---|---|---|
| 2222-05 | Engenheiro de alimentos (esta página) | R$ 4.904 | R$ 7.025 | 613 |
| 2222-15 | Tecnólogo em alimentos | R$ 3.015 | R$ 6.363 | 550 |
“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.
Atividades do perfil ocupacional
Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 2222-05.
A Desenvolver produtos e processos de produção de alimentos (17)
- •Determinar características fisico-químicas dos produtos
- •Pesquisar mercado
- •Prospectar soluções tecnológicas
- •Avaliar tecnologias disponíveis
- •Pesquisar processos, materiais e equipamentos
- •Avaliar processos, materiais e equipamentos
- •Testar produto e processo
- •Determinar condições de armazenagem
- •Desenvolver embalagem
- •Desenvolver rotulagem
- •Determinar tempo de prateleira (shelf-life)
- •Analisar características fisico-químicas e microbriológicas dos produtos
- •Analisar características sensoriais
- •Estimar custos
- •Avaliar aceitação do produto
- •Avaliar rendimento do alimento
- •Validar produção em escala industrial
B Controlar qualidade dos produtos alimentícios (16)
- •Implantar programas de qualidade (appcc, bpf, bpm)
- •Selecionar fornecedores
- •Selecionar matéria-prima
- •Coletar amostras para análise
- •Validar matéria-prima
- •Classificar matéria-prima
- •Realizar análises laboratoriais
- •Verificar parâmetros fisico-químicos e microbiológicos
- •Verificar características sensoriais
- •Analisar resultados
- •Analisar dados
- •Acondicionar amostras
- •Armazenar amostras
- •Autorizar descarte das amostras
- •Descartar amostras
- •Realizar auditorias
C Gerenciar processos de produção de alimentos (20)
- •Definir padrões de procedimentos
- •Definir volume de produção
- •Programar produção
- •Definir processos
- •Planejar rastreabilidade do produto
- •Adequar matérias-primas aos padrões
- •Ajustar formulação aos padrões
- •Identificar necessidades de novos equipamentos
- •Implementar novas tecnologias
- •Supervisionar sistemas de higienização de utensílios, equipamentos e instalações
- •Verificar funcionamento dos equipamentos
- •Solicitar manutenção dos equipamentos
- •Calibrar equipamentos
- •Aferir equipamentos
- •Supervisionar manutenção dos equipamentos
- •Supervisionar controle de estoque
- •Supervisionar controle integrado de pragas
- •Definir destino de produtos não conformes
- •Definir destino dos resíduos
- •Definir tratamento de efluentes e resíduos
D Elaborar projeto de produção de alimentos (13)
- •Definir leiaute da planta
- •Adequar instalações
- •Dimensionar equipamentos
- •Dimensionar linha de produção
- •Elaborar cronograma físico e financeiro
- •Definir equipamento
- •Definir utensílios
- •Desenvolver simuladores de processos (planta piloto)
- •Analisar planta de produção
- •Coordenar implementação do projeto de produção
- •Participar da execução do projeto de produção
- •Avaliar viabilidade financeira
- •Verificar fluxo de produção
E Coordenar equipes (10)
- •Dimensionar equipes de trabalho
- •Determinar perfil profissional
- •Participar da seleção de pessoal
- •Elaborar escala de trabalho
- •Capacitar equipe
- •Delegar tarefas
- •Avaliar desempenho de equipe
- •Fisclizar cumprimento de tarefas
- •Sugerir promoção de funcionários
- •Dispensar funcionários
F Prestar consultoria e assistência técnica (8)
- •Realizar visita técnica
- •Identificar necessidades do cliente
- •Diagnosticar problemas
- •Testar alternativas
- •Planejar logística de distribuição
- •Prestar suporte à área comercial e marketing
- •Realizar avaliação técnica
- •Propor soluções
Y Comunicar-se (13)
- •Consultar literatura técnica e legislação
- •Consultar órgãos oficiais
- •Orientar funcionários
- •Participar da integração de pessoal
- •Elaborar documentação técnica
- •Registrar documentos
- •Solicitar registro de produto
- •Registrar ocorrências
- •Emitir laudos técnicos
- •Emitir pareceres técnicos
- •Fornecer informações ao consumidor
- •Esclarecer dúvidas do consumidor
- •Participar de auditorias qsmsrs
Z Demonstrar competências pessoais (16)
- •Demonstrar liderança
- •Trabalhar em equipe
- •Demonstrar pró-atividade
- •Demonstrar flexibilidade
- •Demonstrar iniciativa
- •Demonstrar visão sistêmica
- •Demonstrar empatia
- •Demonstrar raciocínio lógico
- •Demonstrar raciocínio analítico
- •Demonstrar acuidade sensorial
- •Demonstrar memória sensorial
- •Demonstrar senso crítico
- •Demonstrar senso estético
- •Trabalhar com segurança
- •Demonstrar organização
- •Contornar situações adversas
Perguntas frequentes
Quanto ganha um engenheiro de alimentos?
A mediana do salário de admissão é R$ 4.904 por mês, considerando as 73 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 2.308 (10% menores) a R$ 11.018 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 7.025 (RAIS 2024), 43.3% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.
O mercado está contratando engenheiro de alimentos?
Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 83 admissões contra 103 desligamentos, saldo de -20 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.
Que tipo de empresa contrata engenheiro de alimentos?
A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de outros produtos alimentícios não especificados anteriormente (CNAE 1099699), com 12% das admissões. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.
Qual o código CBO de engenheiro de alimentos?
2222-05 (família 2222 — Engenheiros de alimentos e afins). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.
Precisa de faculdade para ser engenheiro de alimentos?
Segundo a descrição oficial da CBO para a família 2222: O exercício das ocupações requer formação em Engenharia de Alimentos ou em curso superior de tecnologia em áreas afins, com registro no Crea. No Censo da Educação Superior de 2024, o curso mais associado é Engenharia de alimentos, com 1,36 candidatos por vaga no presencial.
É uma profissão com muita informalidade?
A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.
Onde informo o CBO 2222-05?
No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.
O CBO 2222-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?
Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 2222-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1099699), o RAT é 3%.
Fontes oficiais
- → CBO 2002 — Ministério do Trabalho e Emprego
- → Novo CAGED — microdados de movimentação (PDET)
- → RAIS — microdados de vínculos (PDET)
- → PNAD Contínua (IBGE)
- → Censo da Educação Superior (INEP)
- → Tabela CBO completa
- → Todas as fontes do site
Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.