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CBO 2002 Família 2222 R$ 4.913 na admissão -29 postos em 12 meses 113 atividades

CBO 2222-05 — Engenheiro de alimentos

O código 2222-05 identifica a ocupação engenheiro de alimentos na CBO 2002, dentro da família 2222 — Engenheiros de alimentos e afins. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 12 seções

O que faz um engenheiro de alimentos

Desenvolvem produtos e processos da área de produção de alimentos, controlando sua qualidade. Gerenciam processos e elaboram projetos de produção de alimentos. Coordenam equipes e podem prestar consultoria, assessoria e assistência técnica.

Descrição oficial da família 2222 — Engenheiros de alimentos e afins, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam em um amplo campo de trabalho, em indústrias tradicionais como alimentos e bebidas. Trabalham em equipes multidisciplinares, podendo supervisioná-la ou serem supervisionados. São empregados, majoritariamente, em empresas privadas. Para o xercício de suas atividades, se requere, no mercado, uma experiência de 1 a 2 anos.

Recursos de trabalho

Analisador de Gases; Aparelhos de Comunicação; Balanças; Calculadora; EPI; Máquina Fotográfica; Recursos de Informática; Termômetro; Trena; Vidrarias.

Quanto ganha um engenheiro de alimentos

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 2.30510% ganham até R$ 4.913mediana R$ 11.02010% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 7.025

Entrada × quem já está

R$ 4.913 ao ser admitido · R$ 7.025 para quem tem vínculo ativo +43%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de engenheiro de alimentos foi de R$ 4.913 — metade das 72 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.305 e os 10% de maior, acima de R$ 11.020.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 7.025, ou seja, 43% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 45 meses.

Considerando a jornada média de 41.4 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 26,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 4.913
Por ano (12 salários)R$ 58.956
Por semanaR$ 1.131
Por hora (41.4h/sem)R$ 26,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 4.956 34,7%
  • Mulheres — R$ 4.638 65,3%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 7.663 24,4%
  • Mulheres — R$ 6.843 75,6%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Sudeste 5.025

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

82

Desligamentos

111

Saldo

-29

Rotatividade

18,1%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: fev/26 (+3) saldo negativo · pior: out/25 (-10)

Em 12 meses houve 82 admissões e 111 desligamentos de engenheiro de alimentos, o que significa que o mercado formal fechou 29 postos de trabalho no período, com rotatividade de 18,1% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 40,5% foram a pedido do próprio trabalhador e 45% por dispensa sem justa causa, além de 9% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 40,5%
  • Dispensa sem justa causa 45%
  • Fim de contrato 9%

Sobre 111 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 5,4%
  • 1 a 4 empregados 17,6%
  • 5 a 9 empregados 5,4%
  • 10 a 19 empregados 9,5%
  • 20 a 49 empregados 16,2%
  • 50 a 99 empregados 12,2%
  • 100 a 249 empregados 8,1%
  • 250 a 499 empregados 5,4%
  • 500 a 999 empregados 5,4%
  • 1.000 ou mais empregados 14,9%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata engenheiro de alimentos

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de outros produtos alimentícios não especificados anteriormente 1099699 · 12,2% das admissões 10 — — — — 3% 3
Abate de aves 1012101 · 6,1% das admissões 5 — — — — 3% 3
Fabricação de produtos de panificação industrial 1091101 · 6,1% das admissões 5 — — — — — 3
Comércio varejista de produtos alimentícios em geral ou especializado em produtos alimentícios não especificados anteriormente 4729699 · 4,9% das admissões 4 — — — — 2% 2
Fabricação de conservas de frutas 1031700 · 4,9% das admissões 4 — — — — 3% 3
Fabricação de produtos derivados do cacau e de chocolates 1093701 · 3,7% das admissões 3 — — — — 3% 3
Atividades de consultoria em gestão empresarial, exceto consultoria técnica específica 7020400 · 3,7% das admissões 3 — — — — 2% 1
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 3,7% das admissões 3 — — — — 2% 1

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como engenheiro de alimentos

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 613 vínculos

Idade mediana

35 anos

Tempo de casa

45 meses

No setor público

11,6%

Em empresa do Simples

11,1%

Sexo

  • Mulher 75,5%
  • Homem 24,5%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada41,6h/sem
  • Pessoas com deficiência0,7%
  • Jornada parcial0,8%
  • Em entidade sem fins lucrativos3,1%

Sobre os 613 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 76,5%
  • Parda 20,1%
  • Amarela 2%
  • Preta 1,4%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Superior completo 92%
  • Mestrado 5,1%
  • Doutorado 2,9%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Médio completo 7,3%
  • Superior incompleto 9,8%
  • Superior completo 73,2%
  • Pós-graduação 4,9%
  • Mestrado 4,9%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 3,6%
  • 5 a 9 empregados 2,6%
  • 10 a 19 empregados 6,7%
  • 20 a 49 empregados 12,1%
  • 50 a 99 empregados 11,3%
  • 100 a 249 empregados 17,5%
  • 250 a 499 empregados 7%
  • 500 a 999 empregados 11,6%
  • 1.000 ou mais empregados 27,7%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO e cenário do curso no Censo da Educação Superior 2024

O exercício das ocupações requer formação em Engenharia de Alimentos ou em curso superior de tecnologia em áreas afins, com registro no Crea.

Texto oficial do MTE para a família 2222.

Curso de graduação Concorrência (presencial) Matrículas Formados/ano EAD Rede pública
Engenharia de alimentos 1,36× 9.932 1.271 5,5% 88,4%

A concorrência é calculada somente no ensino presencial: cursos a distância operam com oferta de vagas quase ilimitada e, misturados, achatam o indicador até fazer parecer que sobram vagas. A associação entre família da CBO e curso é curadoria nossa — não existe correspondência oficial entre a CBO e os cursos de graduação. Não publicamos “taxa de conclusão” porque concluintes e ingressantes do mesmo ano são turmas diferentes.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 Censo da Educação Superior — microdados de cursos — Lei 9.394/1996 (LDB), art. 9º VI; Portaria INEP de divulgação dos microdados · Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira — INEP

Qual especialização paga mais na família 2222

Todas as ocupações de engenheiros de alimentos e afins, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
2222-05 Engenheiro de alimentos (esta página) R$ 4.913 R$ 7.025 613
2222-15 Tecnólogo em alimentos R$ 3.014 R$ 6.363 550

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 2222-05.

A Desenvolver produtos e processos de produção de alimentos (17)
  • •Determinar características fisico-químicas dos produtos
  • •Pesquisar mercado
  • •Prospectar soluções tecnológicas
  • •Avaliar tecnologias disponíveis
  • •Pesquisar processos, materiais e equipamentos
  • •Avaliar processos, materiais e equipamentos
  • •Testar produto e processo
  • •Determinar condições de armazenagem
  • •Desenvolver embalagem
  • •Desenvolver rotulagem
  • •Determinar tempo de prateleira (shelf-life)
  • •Analisar características fisico-químicas e microbriológicas dos produtos
  • •Analisar características sensoriais
  • •Estimar custos
  • •Avaliar aceitação do produto
  • •Avaliar rendimento do alimento
  • •Validar produção em escala industrial
B Controlar qualidade dos produtos alimentícios (16)
  • •Implantar programas de qualidade (appcc, bpf, bpm)
  • •Selecionar fornecedores
  • •Selecionar matéria-prima
  • •Coletar amostras para análise
  • •Validar matéria-prima
  • •Classificar matéria-prima
  • •Realizar análises laboratoriais
  • •Verificar parâmetros fisico-químicos e microbiológicos
  • •Verificar características sensoriais
  • •Analisar resultados
  • •Analisar dados
  • •Acondicionar amostras
  • •Armazenar amostras
  • •Autorizar descarte das amostras
  • •Descartar amostras
  • •Realizar auditorias
C Gerenciar processos de produção de alimentos (20)
  • •Definir padrões de procedimentos
  • •Definir volume de produção
  • •Programar produção
  • •Definir processos
  • •Planejar rastreabilidade do produto
  • •Adequar matérias-primas aos padrões
  • •Ajustar formulação aos padrões
  • •Identificar necessidades de novos equipamentos
  • •Implementar novas tecnologias
  • •Supervisionar sistemas de higienização de utensílios, equipamentos e instalações
  • •Verificar funcionamento dos equipamentos
  • •Solicitar manutenção dos equipamentos
  • •Calibrar equipamentos
  • •Aferir equipamentos
  • •Supervisionar manutenção dos equipamentos
  • •Supervisionar controle de estoque
  • •Supervisionar controle integrado de pragas
  • •Definir destino de produtos não conformes
  • •Definir destino dos resíduos
  • •Definir tratamento de efluentes e resíduos
D Elaborar projeto de produção de alimentos (13)
  • •Definir leiaute da planta
  • •Adequar instalações
  • •Dimensionar equipamentos
  • •Dimensionar linha de produção
  • •Elaborar cronograma físico e financeiro
  • •Definir equipamento
  • •Definir utensílios
  • •Desenvolver simuladores de processos (planta piloto)
  • •Analisar planta de produção
  • •Coordenar implementação do projeto de produção
  • •Participar da execução do projeto de produção
  • •Avaliar viabilidade financeira
  • •Verificar fluxo de produção
E Coordenar equipes (10)
  • •Dimensionar equipes de trabalho
  • •Determinar perfil profissional
  • •Participar da seleção de pessoal
  • •Elaborar escala de trabalho
  • •Capacitar equipe
  • •Delegar tarefas
  • •Avaliar desempenho de equipe
  • •Fisclizar cumprimento de tarefas
  • •Sugerir promoção de funcionários
  • •Dispensar funcionários
F Prestar consultoria e assistência técnica (8)
  • •Realizar visita técnica
  • •Identificar necessidades do cliente
  • •Diagnosticar problemas
  • •Testar alternativas
  • •Planejar logística de distribuição
  • •Prestar suporte à área comercial e marketing
  • •Realizar avaliação técnica
  • •Propor soluções
Y Comunicar-se (13)
  • •Consultar literatura técnica e legislação
  • •Consultar órgãos oficiais
  • •Orientar funcionários
  • •Participar da integração de pessoal
  • •Elaborar documentação técnica
  • •Registrar documentos
  • •Solicitar registro de produto
  • •Registrar ocorrências
  • •Emitir laudos técnicos
  • •Emitir pareceres técnicos
  • •Fornecer informações ao consumidor
  • •Esclarecer dúvidas do consumidor
  • •Participar de auditorias qsmsrs
Z Demonstrar competências pessoais (16)
  • •Demonstrar liderança
  • •Trabalhar em equipe
  • •Demonstrar pró-atividade
  • •Demonstrar flexibilidade
  • •Demonstrar iniciativa
  • •Demonstrar visão sistêmica
  • •Demonstrar empatia
  • •Demonstrar raciocínio lógico
  • •Demonstrar raciocínio analítico
  • •Demonstrar acuidade sensorial
  • •Demonstrar memória sensorial
  • •Demonstrar senso crítico
  • •Demonstrar senso estético
  • •Trabalhar com segurança
  • •Demonstrar organização
  • •Contornar situações adversas

Perguntas frequentes

Quanto ganha um engenheiro de alimentos?

A mediana do salário de admissão é R$ 4.913 por mês, considerando as 72 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 2.305 (10% menores) a R$ 11.020 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 7.025 (RAIS 2024), 43% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando engenheiro de alimentos?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 82 admissões contra 111 desligamentos, saldo de -29 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata engenheiro de alimentos?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de outros produtos alimentícios não especificados anteriormente (CNAE 1099699), com 12,2% das admissões. A ficha de engenheiro de alimentos no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de engenheiro de alimentos?

2222-05 (família 2222 — Engenheiros de alimentos e afins). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser engenheiro de alimentos?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 2222: O exercício das ocupações requer formação em Engenharia de Alimentos ou em curso superior de tecnologia em áreas afins, com registro no Crea. No Censo da Educação Superior de 2024, o curso mais associado é Engenharia de alimentos, com 1,36 candidatos por vaga no presencial.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 2222-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 2222-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 2222-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1099699), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

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