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CBO 2002 Família 2153 R$ 5.578 na admissão +503 postos em 12 meses 66 atividades

CBO 2153-05 — Piloto de aeronaves

O código 2153-05 identifica a ocupação piloto de aeronaves na CBO 2002, dentro da família 2153 — Profissionais da pilotagem aeronáutica. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha13 seções

O que faz um piloto de aeronaves

Pilotam aviões ou helicópteros de grande porte para transporte de passageiros ou cargas em voos nacionais ou internacionais; conduzem a navegação operando os sistemas da aeronave, seguindo plano de voo pré-estabelecido e aplicando regras de tráfego aéreo e procedimentos de segurança; ministram instruções de voo teóricas e práticas em aeroclubes ou em empresas aéreas; realizam ensaios de voos em protótipos com a finalidade de aprovar novos modelos e tipos de aeronaves; executam voos especiais em aeronaves recém-saídas das linhas de produção ou das oficinas de manutenção.

Descrição oficial da família 2153 — Profissionais da pilotagem aeronáutica, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Esses trabalhadores atuam em áreas ligadas ao transporte aéreo, pesquisa e desenvolvimento, administração pública, defesa e seguridade social, atividades recreativas, culturais e desportivas. São empregados com carteira. Trabalham com supervisão ocasional, de forma individual e em equipe, em veículos e em horários irregulares. Eventualmente, trabalham sob pressão, levando à situação de estresse, passam longos períodos em posições desconfortáveis, em grandes alturas, confinados e expostos a materiais tóxicos, altas temperaturas, ruído intenso e raios solares. ESTA FAMÍLIA NÃO COMPREENDE 3411 - Pilotos de aviação comercial, mecânicos de voo e afins.

Recursos de trabalho

Computador e periféricos; Documentação pessoal e da aeronave; Fone e microfone de ouvido; Mapas e cartas de navegação aérea; Óculos escuros; Prancheta; Publicações e manuais; Registrador de voo; Simulador de voo; Vestimenta resistente ao fogo.

Notas oficiais da CBO — inclui a base legal da profissão

Norma Regulamentadora: Lei nº 7.183, de 05 de abril de 1984 - Regula o exercício da profissão de Aeronauta e dá outras providências. Portaria Interministerial nº 3.016, de 05 de fevereiro de 1988 - Expede instruções para a execução da Lei nº 7.183, de 05 de abril de 1984, que dispõe sobre o exercício da profissão de Aeronauta. Lei nº 7.565, de 19 de dezembro de 1986 - Dispõe sobre o Código Brasileiro de Aeronauta. OBS¹: A Lei nº 7.183/84 define que são tripulantes: comandante, co-piloto, mecânico de voo, navegador, radioperador de voo e comissário.

Quanto ganha um piloto de aeronaves

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 2.56810% ganham atéR$ 5.578medianaR$ 13.81610% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 20.291

Entrada × quem já está

R$ 5.578 ao ser admitido · R$ 20.291 para quem tem vínculo ativo +263,8%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de piloto de aeronaves foi de R$ 5.578 — metade das 1.117 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.568 e os 10% de maior, acima de R$ 13.816.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 20.291, ou seja, 263,8% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 34 meses.

Considerando a jornada média de 37.9 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 39,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 5.578
Por ano (12 salários)R$ 66.936
Por semanaR$ 1.284
Por hora (37.9h/sem)R$ 39,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 5.61398%
  • Mulheres — R$ 4.6252%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 20.39297,1%
  • Mulheres — R$ 18.0312,9%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte3.279
  • Nordeste5.100
  • Sudeste6.326
  • Sul6.092
  • Centro-Oeste5.081

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (9 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 1.106 +398 R$ 5.575
RJ 249 +79 R$ 7.120
MG 217 +5 R$ 6.225
MT 90 +12 R$ 5.150
SC 90 +21 R$ 6.700
PR 83 +5 R$ 4.500
GO 82 -15 R$ 4.683
AM 78 +14 R$ 2.763
BA 47 -19 R$ 4.625

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

2.417

Desligamentos

1.914

Saldo

+503

Rotatividade

18,1%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jul/26 (+94) saldo negativo · pior: fev/26 (-11)

Em 12 meses houve 2.417 admissões e 1.914 desligamentos de piloto de aeronaves, o que significa que o mercado formal abriu 503 postos de trabalho no período, com rotatividade de 18,1% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 57,5% foram a pedido do próprio trabalhador e 38,7% por dispensa sem justa causa. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador57,5%
  • Dispensa sem justa causa38,7%
  • Fim de contrato1,1%
  • Aposentadoria0,1%

Sobre 1.914 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,3% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro8,3%
  • 1 a 4 empregados7,6%
  • 5 a 9 empregados5,4%
  • 10 a 19 empregados6,9%
  • 20 a 49 empregados10,1%
  • 50 a 99 empregados7%
  • 100 a 249 empregados5,5%
  • 250 a 499 empregados3,6%
  • 500 a 999 empregados2,7%
  • 1.000 ou mais empregados42,9%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata piloto de aeronaves

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Transporte aéreo de passageiros regular 5111100 · 43,5% das admissões 1.051 43.9h R$ 4.638 3% 3
Serviço de táxi aéreo e locação de aeronaves com tripulação 5112901 · 18,6% das admissões 450 44h R$ 2.823 R$ 4.461 R$ 6.317 3% 3
Holdings de instituições não financeiras 6462000 · 4,1% das admissões 98 44.1h R$ 5.054 R$ 6.675 R$ 10.084 3% 1
Atividades auxiliares dos transportes aéreos, exceto operação dos aeroportos e campos de aterrissagem 5240199 · 2,7% das admissões 65 43.6h R$ 3.913 R$ 4.621 R$ 8.025 3% 3
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 1,8% das admissões 43 43.9h R$ 5.094 R$ 6.650 R$ 8.425 2% 1
Transporte aéreo de carga 5120000 · 1,8% das admissões 43 43.9h R$ 6.505 2% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como piloto de aeronaves

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 10.588 vínculos

Idade mediana

42 anos

Tempo de casa

34 meses

No setor público

0,5%

Em empresa do Simples

1,7%

Sexo

  • Homem97,1%
  • Mulher2,9%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada38h/sem
  • Pessoas com deficiência0,1%
  • Jornada parcial0,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,4%

Sobre os 10.588 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca80,6%
  • Parda17,4%
  • Amarela1%
  • Preta0,9%
  • Indígena0,1%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Superior completo99,1%
  • Mestrado0,5%
  • Doutorado0,4%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,1%
  • 6º a 9º ano0,1%
  • Fundamental completo0,3%
  • Médio incompleto0,2%
  • Médio completo28,4%
  • Superior incompleto5,1%
  • Superior completo58,4%
  • Pós-graduação6%
  • Mestrado1%
  • Doutorado0,3%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados6,9%
  • 5 a 9 empregados3,7%
  • 10 a 19 empregados5,3%
  • 20 a 49 empregados7%
  • 50 a 99 empregados5,3%
  • 100 a 249 empregados5,8%
  • 250 a 499 empregados6%
  • 500 a 999 empregados7,6%
  • 1.000 ou mais empregados52,4%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: transporte, armazenagem e correio

Informalidade no setor

46,5%

Média nacional

37,5%

Conta própria

47,5%

Rendimento formal × informal

R$ 4.035 × R$ 2.683

No setor de transporte, armazenagem e correio — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 46,5% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO e cenário do curso no Censo da Educação Superior 2024

Para ingressar nessas ocupações é necessário, no mínimo, o ensino médio completo, de três a quatro anos de experiência profissional e curso básico de qualificação de até duzentas horas/aula para o instrutor de voo e mais de quatrocentas horas/ aula para os demais. Esta família é composta por profissionais que atingem níveis de experiência e competência técnica exigidos pelo DAC - Departamento de Aviação Civil para serem habilitados como PLA - Pilotos de Linha Aérea (avião) ou PLAH - (helicóptero). Com o incremento da indústria de aviação brasileira, foi criado no CTA, o curso de piloto de provas, que é habilitado pelo DAC.

Texto oficial do MTE para a família 2153.

Curso de graduação Concorrência (presencial) Matrículas Formados/ano EAD Rede pública
Ciências aeronáuticas 0,76× 3.628 855 60,7% 0%

Quantos se formam × quantas vagas abrem

Formam-se 855 pessoas por ano nos cursos associados a essa família, enquanto o mercado formal abriu 503 postos líquidos em 12 meses — cerca de 1,7 formados por vaga nova. O saldo líquido não é o total de oportunidades (há também a reposição de quem sai), mas a razão dá a ordem de grandeza da pressão de entrada na carreira.

A concorrência é calculada somente no ensino presencial: cursos a distância operam com oferta de vagas quase ilimitada e, misturados, achatam o indicador até fazer parecer que sobram vagas. A associação entre família da CBO e curso é curadoria nossa — não existe correspondência oficial entre a CBO e os cursos de graduação. Não publicamos “taxa de conclusão” porque concluintes e ingressantes do mesmo ano são turmas diferentes.

Qual especialização paga mais na família 2153

Todas as ocupações de profissionais da pilotagem aeronáutica, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
2153-05 Piloto de aeronaves (esta página) R$ 5.578 R$ 20.291 10.588
2153-10 Piloto de ensaios em vôo R$ 3.225 R$ 12.400 66
2153-15 Instrutor de vôo R$ 1.624 R$ 2.109 328

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 2153-05.

A Pilotar aeronaves (17)
  • Acompanhar abastecimento da aeronave
  • Realizar inspeção externa da aeronave
  • Conferir ações e procedimentos de cada etapa do vôo através da lista de verificação
  • Preparar sistemas da aeronave
  • Manusear controles da aeronave
  • Monitorar sistemas da aeronave
  • Pilotar aeronave dentro dos limites operacionais
  • Cumprir orientações de tráfego aéreo
  • Taxiar aeronave
  • Decolar aeronave
  • Realizar subida até o nível de cruzeiro
  • Conduzir vôo de cruzeiro (navegação)
  • Proceder descida da aeronave
  • Pousar aeronave
  • Arremeter aeronave
  • Agir em situações de emergência
  • Preparar aeronave para pernoite
B Planejar vôo (9)
  • Consultar manuais operacionais da aeronave
  • Consultar publicações e informações aeronáuticas
  • Conferir documentação da aeronave
  • Interpretar informações meteorológicas
  • Calcular quantidade de combustível
  • Conferir manifesto de carga e passageiros
  • Calcular peso e balanceamento da aeronave
  • Providenciar serviços de apoio e material de conforto para passageiros
  • Preencher plano de vôo
C Gerenciar o vôo (7)
  • Representar o operador da aeronave
  • Administrar conflitos
  • Atuar conforme regulamentação pertinente
  • Coordenar atividades da tripulação
  • Otimizar plano de vôo (rota, altitude, velocidade)
  • Informar-se sobre condições meteorológicas da rota e do destino
  • Lançar ocorrências no livro de bordo
D Estabelecer comunicação (11)
  • Utilizar fraseologia padrão
  • Estabelecer comunicação com orgãos de tráfego aéreo
  • Solicitar autorização de tráfego aéreo
  • Informar posições
  • Estabelecer comunicação com outras aeronaves
  • Estabelecer contato com a empresa
  • Prestar informações aos passageiros
  • Produzir informações aeronáuticas
  • Sincronizar atividades com a tripulação
  • Informar situações de emergência
  • Confeccionar relatórios
E Ministrar instrução de vôo (1)
  • Demonstrar manobras
F Executar vôo de ensaio (1)
  • Voar em formação
G Participar de projetos de aeronaves (1)
  • Definir leiaute de cabine
H Efetuar vôo de produção e de manutenção (4)
  • Conferir desempenho da aeronave
  • Conferir qualidade de vôo
  • Verificar funcionalidade dos sistemas
  • Verificar conformidade com projeto aprovado
Z Demonstrar competências pessoais (15)
  • Tomar decisões
  • Demonstrar disciplina
  • Demonstrar auto-controle
  • Demonstrar capacidade física e psicológica
  • Trabalhar em equipe
  • Demonstrar humildade
  • Demonstrar raciocínio rápido
  • Dominar idioma inglês
  • Demonstrar orientação espacial
  • Demonstrar capacidade de relacionamento interpessoal
  • Demonstrar expressão oral e escrita
  • Demonstrar coordenação motora
  • Demonstrar auto- confiança
  • Demonstrar adaptabilidade ao meio
  • Demonstrar persistência

Sinônimos oficiais (4)

Aviador civilPiloto de aviãoPiloto de helicópteroPiloto de linha aérea regular

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 2153-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um piloto de aeronaves?

A mediana do salário de admissão é R$ 5.578 por mês, considerando as 1.117 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 2.568 (10% menores) a R$ 13.816 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 20.291 (RAIS 2024), 263.8% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando piloto de aeronaves?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 2.417 admissões contra 1.914 desligamentos, saldo de +503 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata piloto de aeronaves?

A atividade econômica que mais contratou foi Transporte aéreo de passageiros regular (CNAE 5111100), com 43,5% das admissões e mediana de R$ 4.638. A lista completa dos 6 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de piloto de aeronaves?

2153-05 (família 2153 — Profissionais da pilotagem aeronáutica). A CBO reconhece também os títulos: Aviador civil, Piloto de avião, Piloto de helicóptero, Piloto de linha aérea regular — todos usam o mesmo código 2153-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser piloto de aeronaves?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 2153: Para ingressar nessas ocupações é necessário, no mínimo, o ensino médio completo, de três a quatro anos de experiência profissional e curso básico de qualificação de até duzentas horas/aula para o instrutor de voo e mais de quatrocentas horas/ aula para os demais. Esta família é composta por profissionais que atingem níveis de experiência e competência técnica exigidos pelo DAC - Departamento de Aviação Civil para serem habilitados como PLA - Pilotos de Linha Aérea (avião) ou PLAH - (helicóptero). Com o incremento da indústria de aviação brasileira, foi criado no CTA, o curso de piloto de provas, que é habilitado pelo DAC. No Censo da Educação Superior de 2024, o curso mais associado é Ciências aeronáuticas, com 0,76 candidatos por vaga no presencial.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (transporte, armazenagem e correio), 46,5% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 2153-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 2153-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 2153-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (5111100), o RAT é 3%.

A profissão de piloto de aeronaves é regulamentada?

As notas oficiais da CBO para a família 2153 registram: Norma Regulamentadora: Lei nº 7.183, de 05 de abril de 1984 - Regula o exercício da profissão de Aeronauta e dá outras providências. Portaria Interministerial nº 3.016, de 05 de fevereiro de 1988 - Expede instruções para a execução da Lei nº 7.183, de 05 de abril de 1984, que dispõe sobre o exercício da profissão de Aeronauta. Lei nº 7.565, de 19 de dezembro de 1986 - Dispõe sobre o Código Brasileiro de Aeronauta. OBS¹: A Lei nº 7.183/84 define que são tripulantes: comandante, co-piloto, mecânico de voo, navegador, radioperador de voo e comissário.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (19 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 2153:

  • Aeroclube de Bauru
  • Aeromaster Táxi Aéreo Ltda.
  • Bra Transportes Aéreos
  • Centro Técnico Aeroespacial - Fdh/ifi
  • Embraer - Empresa Brasileira de Aeronáutica S.A.
  • Gol Transportes Aéreos Ltda.
  • Helicópteros do Brasil S.A. (Helibras)
  • Lider Táxi Aéreo Ltda.
  • Markem Intermediação de Negócios S/C Ltda.
  • 232 Master Escola de Pilotagem de Helicópteros
  • Pantanal Linhas Aéreas
  • Rio Sul Linhas Aéreas
  • Tam Linhas Aéreas S.A.
  • Tecplan Escola de Pilotagem
  • Varig S.A. Viação Aérea Rio Grandense
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
  • GLOSSÁRIO
  • CTA: Centro Técnico Aeroespacial.
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