CBO 2151-30 — Inspetor de terminal
O código 2151-30 identifica a ocupação inspetor de terminal na CBO 2002, dentro da família 2151 — Oficiais de convés e afins. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.
Nesta ficha12 seções
O que faz um inspetor de terminal
Comandam, imediatam e tripulam embarcações na navegação de longo curso, cabotagem e apoio marítimo, coordenam operações de navegação de apoio portuário e águas interiores. Navegam e orientam a navegação; operam com cargas; transportam passageiros e manobram embarcações. Gerenciam pessoal e supervisionam operações, gerenciam material e documentação de bordo. Ministram treinamento e formam aquaviários, realizam atividades de inspeção e vistoria naval, trabalhando de acordo com normas, regulamentos, convenções nacionais e internacionais de segurança e preservação do meio ambiente e saúde ocupacional. Coordenam manutenção e podem realizar manutenção a bordo.
Descrição oficial da família 2151 — Oficiais de convés e afins, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.
Como e onde se trabalha
O capitão de longo curso pode tripular qualquer tipo de embarcação e de qualquer bandeira, como comandante, imediato ou oficial de quarto de navegação. O capitão de cabotagem pode comandar embarcações nacionais de qualquer arqueação bruta (AB) na navegação realizada entre os portos brasileiros e entre estes e os portos da Costa Atlântica da América do Sul, das Antilhas e da Costa Leste da América Central, excluídos os portos de Porto Rico e Ilhas Virgens, imediatar qualquer embarcação nacional sem restrições, além de comandar ou imediatar sem restrições em embarcações de outra bandeira. O primeiro oficial de náutica em embarcações de bandeira brasileira pode ser comandante de embarcações de qualquer AB na Navegação Interior, comandante de embarcação até 3000 AB na Navegação de Apoio Marítimo, comandante de embarcação até 500 AB na Navegação de Cabotagem, dentro dos limites de visibilidade da costa brasileira e imediato de embarcações de qualquer AB na navegação realizada entre os portos brasileiros e entre estes e os portos da Costa Atlântica da América do Sul, das Antilhas e da Costa Leste da América Central, excluídos os portos de Porto Rico e Ilhas Virgens, além de comandar sem restrições em embarcações de outra bandeira. O segundo oficial de náutica em embarcações de bandeira brasileira pode ser comandante de embarcações de qualquer AB na Navegação Interior, comandante de embarcação até 3000 AB na Navegação de Apoio Marítimo, comandante de embarcação até 500 AB na Navegação de Cabotagem, dentro dos limites de visibilidade da costa brasileira e imediato de embarcações até 3000 AB na navegação realizada entre os portos brasileiros e entre estes e os portos da Costa Atlântica da América do Sul, das Antilhas e da Costa Leste da América Central, excluídos os portos de Porto Rico e Ilhas Virgens, além de imediatar sem restrições em embarcações de outra bandeira. As demais ocupações não oferecem restrições.
Recursos de trabalho
Agulha magnética e giroscópica; Cartas náuticas e publicações; Compassos e régua paralela; Equipamento de comunicação (GMDSS); Equipamento de monitoração meteorológica; Equipamentos de controle da poluição; Guinchos; Radar; Sextante; Sistema de posicionamento dinâmico.
Notas oficiais da CBO — inclui a base legal da profissão
Normam 13/2000 - Normas da Autoridade Marítima para Aquaviários da Diretoria de Portos e Costas da Marinha Brasileira.
Quanto ganha um inspetor de terminal
Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais
mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 4.213
Entrada × quem já está
R$ 2.105 ao ser admitido · R$ 4.213 para quem tem vínculo ativo +100,1%
Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de inspetor de terminal foi de R$ 2.105 — metade das 101 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.928 e os 10% de maior, acima de R$ 2.423.
Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 4.213, ou seja, 100,1% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 32 meses.
Considerando a jornada média de 43.2 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 11,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.
Equivalência da mediana
| Por mês | R$ 2.105 |
| Por ano (12 salários) | R$ 25.260 |
| Por semana | R$ 484 |
| Por hora (43.2h/sem) | R$ 11,00 |
Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.
Composição e salário por sexo
Na admissão (CAGED, 40h+)
Quem já atua (RAIS 2024)
Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.
Salário por região
Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.
Contratação e mercado
Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026
Admissões
110
Desligamentos
102
Saldo
+8
Rotatividade
42,9%
Saldo mês a mês
Em 12 meses houve 110 admissões e 102 desligamentos de inspetor de terminal, o que significa que o mercado formal abriu 8 postos de trabalho no período, com rotatividade de 42,9% sobre o estoque de vínculos.
Entre os desligamentos, 13,7% foram a pedido do próprio trabalhador e 73,5% por dispensa sem justa causa, além de 9,8% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.
Por que as pessoas saem
Sobre 102 desligamentos com motivo declarado.
Como são os contratos
Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0,9% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.
Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.
Porte de quem contrata
Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.
Quem contrata inspetor de terminal
Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma
| CNAE — atividade econômica | Admissões | Jornada | P25 | Mediana | P75 | RAT | GR |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Testes e análises técnicas 7120100 · 75,5% das admissões | 83 | 44h | R$ 1.959 | R$ 2.115 | R$ 2.157 | 1% | 2 |
| Atividades do operador portuário 5231102 · 14,5% das admissões | 16 | — | — | — | — | 3% | 3 |
| Atividades auxiliares dos transportes aquaviários não especificadas anteriormente 5239799 · 3,6% das admissões | 4 | — | — | — | — | — | 3 |
| Manutenção e reparação de outras máquinas e equipamentos para usos industriais não especificados anteriormente 3314799 · 1,8% das admissões | 2 | — | — | — | — | 3% | 3 |
| Fornecimento e gestão de recursos humanos para terceiros 7830200 · 0,9% das admissões | 1 | — | — | — | — | 2% | 1 |
| Transporte marítimo de longo curso - carga 5012201 · 0,9% das admissões | 1 | — | — | — | — | 3% | 3 |
| Atividades de agenciamento marítimo 5232000 · 0,9% das admissões | 1 | — | — | — | — | 2% | 3 |
| Carga e descarga 5212500 · 0,9% das admissões | 1 | — | — | — | — | 3% | 3 |
RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.
Perfil de quem trabalha como inspetor de terminal
Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 238 vínculos
Idade mediana
38 anos
Tempo de casa
32 meses
No setor público
3,4%
Em empresa do Simples
13,9%
Sexo
Composição do vínculo
- Jornada média contratada40,7h/sem
- Pessoas com deficiência2,1%
- Jornada parcial0,4%
- Contrato intermitente0,4%
- Em entidade sem fins lucrativos1,7%
Sobre os 238 vínculos ativos em 31/12/2024.
Raça/cor
Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.
Escolaridade
Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.
Porte do empregador
Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.
Informalidade no setor que mais contrata
PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas
Informalidade no setor
25,4%
Média nacional
37,5%
Conta própria
23,7%
Rendimento formal × informal
R$ 5.385 × R$ 4.443
No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.
O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.
Formação exigida
Exigência oficial da CBO
O acesso ao trabalho requer bacharelado em Ciências Náuticas em uma das escolas da Marinha Mercante: Centro de Instrução Almirante Graça Aranha (Ciaga) no Rio de Janeiro e Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar (Ciaba), em Belém. A experiência requerida varia de zero a sete anos após a formação, conforme regulamentação. O exercício dessas ocupações, no Brasil, é regido pelas Normas da Autoridade Marítima para aquaviários (NORMAM-13/2000). Internacionalmente, o exercício dessas ocupações segue normas internacionais das quais o Brasil é signatário. Trata-se da Convenção Internacional sobre Normas de Treinamento de Marítimos, Expedição de Certificados e Serviços de Quarto, 1978 emendada em 1995 (Standards of Training, Certification and Watchkeeping for Seafarers-95 - STCW95), produzida pela IMO, organismo da ONU, com as seguintes correspondências: Capitão de Longo Curso (STCW II/2), Capitão de Cabotagem (STCW II/2), Primeiro Oficial de Náutica (STCW II/2), Segundo Oficial de Náutica (STCW II/1 e II/3), Oficial de Quarto de Navegação da Marinha Mercante (STCW II/1 no mínimo), Agente de Manobra e Docagem (sem restrições), Capitão de Manobra (sem restrições). A atividade de Prático pode ser exercida por Oficiais da Marinha Mercante e da reserva da Marinha do Brasil após concurso público, com provas aplicadas pela Diretoria de Portos e Costas (DPC), órgão da Marinha do Brasil. Para Inspetor e Vistoriador Naval requer-se, além da formação, curso especial de inspeção naval. Para Inspetor de Terminal exige-se experiência de no mínimo cinco anos na função de Imediato em navios tanques. A função de Coordenador de Operações de combate à poluição no meio aquaviário, além do bacharelado em ciências náuticas, requer-se curso de especialização na área e experiência de seis meses acompanhando titular do posto.
Texto oficial do MTE para a família 2151.
Qual especialização paga mais na família 2151
Todas as ocupações de oficiais de convés e afins, ordenadas pela remuneração de quem já atua
| CBO | Ocupação | Admissão | Quem já atua | Vínculos |
|---|---|---|---|---|
| 2151-25 | Imediato da marinha mercante | R$ 7.688 | R$ 33.925 | 1.074 |
| 2151-40 | Oficial de quarto de navegação da marinha mercante | R$ 7.757 | R$ 25.658 | 2.818 |
| 2151-15 | Comandante da marinha mercante | R$ 3.575 | R$ 23.875 | 1.679 |
| 2151-45 | Prático de portos da marinha mercante | — | R$ 11.975 | 47 |
| 2151-10 | Capitão de manobra da marinha mercante | R$ 3.375 | R$ 11.698 | 138 |
| 2151-05 | Agente de manobra e docagem | R$ 1.999 | R$ 9.550 | 870 |
| 2151-35 | Inspetor naval | R$ 4.952 | R$ 6.375 | 233 |
| 2151-30 | Inspetor de terminal (esta página) | R$ 2.105 | R$ 4.213 | 238 |
| 2151-20 | Coordenador de operações de combate à poluição no meio aquaviário | R$ 5.781 | R$ 3.916 | 725 |
| 2151-50 | Vistoriador naval | R$ 2.313 | R$ 3.517 | 534 |
“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.
Atividades do perfil ocupacional
Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 2151-30.
A Navegar com segurança (4)
- •Orientar as manobras de atracação, desatracação fundeio
- •Avaliar as condições meteorológicas
- •Consultar legislação
- •Aplicar legislação
B Operar cargas (1)
- •Controlar atmosfera do tanque
C Gerenciar operações (6)
- •Avaliar condições externas durante operações (vento, corrente)
- •Avaliar estanqueidade dos porões
- •Avaliar o estado do mar para início e paralização de manobras
- •Avaliar as condições de atracação
- •Avaliar as condições para desatracação
- •Avaliar as condições de calado
D Administrar pessoal (1)
- •Supervisionar equipe de combate à poluição
E Gerenciar material de bordo (3)
- •Controlar material de combate à poluição
- •Efetuar os registros pertinentes
- •Efetuar auditorias internas
F Qualificar pessoal (7)
- •Ministrar aulas de formação profissional
- •Ministrar treinamento em terra
- •Proferir palestras
- •Elaborar apresentações
- •Elaborar material didático
- •Elaborar conteúdo programático
- •Auxiliar na elaboração de conteúdo didático
G Realizar inspeção naval a bordo (15)
- •Realizar a inspeção e vistoria da embarcação
- •Fiscalizar a aplicação da legislação
- •Inspecionar condições de flutuabilidade
- •Conferir certificação da embarcação
- •Conferir certificação de equipamentos
- •Inspecionar equipamentos de convés
- •Inspecionar equipamentos de comunicação
- •Inspecionar equipamentos de segurança
- •Inspecionar equipamentos de salvatagem
- •Inspecionar equipamentos da seção de máquinas
- •Inspecionar equipamentos de prevenção da poluição ambiental
- •Inspecionar as condições de segurança
- •Inspecionar condições de navegabilidade
- •Avaliar procedimentos de prevenção da poluição ambiental
- •Avaliar o preparo da tripulação
I Trabalhar de acordo com normas de segurança. meio ambiente e saúde (sms) (6)
- •Fiscalizar o cumprimento das normas de segurança
- •Coordenar operação de controle à poluição
- •Coordenar operações de resgate
- •Acionar plano de contingência
- •Acionar plano de emergência
- •Fiscalizar o uso de epi
Z Demonstrar competências pessoais (25)
- •Demonstrar liderança
- •Demonstrar criatividade
- •Discriminar cores
- •Demonstrar capacidade de interpretação cartográfica
- •Discriminar sons e ruídos
- •Tomar decisões
- •Demonstrar capacidade de percepção de anomalias no processo
- •Demonstrar comportamento pró-ativo
- •Demonstrar capacidade de improvisação
- •Demonstrar capacidade de adaptação
- •Trabalhar em equipe
- •Demonstrar capacidade de comunicação oral e escrita
- •Demonstrar capacidade de comunicação oral e escrita na língua inglesa
- •Demonstrar percepção espacial
- •Demonstrar capacidade de adaptação à rotina de confinamento
- •Demonstrar percepção cinemática
- •Demonstrar capacidade de negociação
- •Demonstrar raciocínio analítico
- •Demonstrar raciocínio sintético
- •Demonstrar raciocínio matemático
- •Demonstrar capacidade para operar equipamentos de informática
- •Demonstrar capacidade para o uso de aplicativos e programas de informática
- •Demonstrar capacidade de auto-controle
- •Trabalhar sob pressão
- •Tomar decisões rápidas em situações críticas
Perguntas frequentes
Quanto ganha um inspetor de terminal?
A mediana do salário de admissão é R$ 2.105 por mês, considerando as 101 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.928 (10% menores) a R$ 2.423 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 4.213 (RAIS 2024), 100.1% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.
O mercado está contratando inspetor de terminal?
Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 110 admissões contra 102 desligamentos, saldo de +8 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.
Que tipo de empresa contrata inspetor de terminal?
A atividade econômica que mais contratou foi Testes e análises técnicas (CNAE 7120100), com 75,5% das admissões e mediana de R$ 2.115. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.
Qual o código CBO de inspetor de terminal?
2151-30 (família 2151 — Oficiais de convés e afins). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.
Precisa de faculdade para ser inspetor de terminal?
Segundo a descrição oficial da CBO para a família 2151: O acesso ao trabalho requer bacharelado em Ciências Náuticas em uma das escolas da Marinha Mercante: Centro de Instrução Almirante Graça Aranha (Ciaga) no Rio de Janeiro e Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar (Ciaba), em Belém. A experiência requerida varia de zero a sete anos após a formação, conforme regulamentação. O exercício dessas ocupações, no Brasil, é regido pelas Normas da Autoridade Marítima para aquaviários (NORMAM-13/2000). Internacionalmente, o exercício dessas ocupações segue normas internacionais das quais o Brasil é signatário. Trata-se da Convenção Internacional sobre Normas de Treinamento de Marítimos, Expedição de Certificados e Serviços de Quarto, 1978 emendada em 1995 (Standards of Training, Certification and Watchkeeping for Seafarers-95 - STCW95), produzida pela IMO, organismo da ONU, com as seguintes correspondências: Capitão de Longo Curso (STCW II/2), Capitão de Cabotagem (STCW II/2), Primeiro Oficial de Náutica (STCW II/2), Segundo Oficial de Náutica (STCW II/1 e II/3), Oficial de Quarto de Navegação da Marinha Mercante (STCW II/1 no mínimo), Agente de Manobra e Docagem (sem restrições), Capitão de Manobra (sem restrições). A atividade de Prático pode ser exercida por Oficiais da Marinha Mercante e da reserva da Marinha do Brasil após concurso público, com provas aplicadas pela Diretoria de Portos e Costas (DPC), órgão da Marinha do Brasil. Para Inspetor e Vistoriador Naval requer-se, além da formação, curso especial de inspeção naval. Para Inspetor de Terminal exige-se experiência de no mínimo cinco anos na função de Imediato em navios tanques. A função de Coordenador de Operações de combate à poluição no meio aquaviário, além do bacharelado em ciências náuticas, requer-se curso de especialização na área e experiência de seis meses acompanhando titular do posto.
É uma profissão com muita informalidade?
A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.
Onde informo o CBO 2151-30?
No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.
O CBO 2151-30 define o grau de risco e o RAT da empresa?
Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 2151-30 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (7120100), o RAT é 1%.
A profissão de inspetor de terminal é regulamentada?
As notas oficiais da CBO para a família 2151 registram: Normam 13/2000 - Normas da Autoridade Marítima para Aquaviários da Diretoria de Portos e Costas da Marinha Brasileira.
Fontes oficiais
- → CBO 2002 — Ministério do Trabalho e Emprego
- → Novo CAGED — microdados de movimentação (PDET)
- → RAIS — microdados de vínculos (PDET)
- → PNAD Contínua (IBGE)
- → Tabela CBO completa
- → Todas as fontes do site
Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.
Quem descreveu esta família na CBO (17 instituições)
A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 2151:
- •Empresa Brasileira de Obras Ltda. (Embraos)
- •Flumar Transportes de Químicos e Gases Ltda.
- •Laborde Serviços Marítimos Ltda.
- •Pan Marine do Brasil Transportes Ltda.
- •Petrobras Transporte S.A. (Transpetro)
- •Schahin Comércio e Engenharia Ltda.
- •Sindicato Nacional dos Oficiais da Marinha Mercante (Sindmar)
- •Instituição Conveniada Responsável
- •Deisi Deffune Consultoria S/C Ltda. - DDC
- •GLOSSÁRIO
- •Arqueação bruta: capacidade de um navio para carga, em relação ao peso e ao volume.
- •GMDSS: Global Maritime Distress Safety System.
- •STCW95: Standards of Training, Certification and Watchkeeping for Seafarers-95, re- gulamentação elaborada e aprovada pela IMO (International Maritime Organization), organismo da ONU do qual o Brasil é signatário. Estabelece classes de certificação para os tripulantes de navios mercantes de transporte internacional.
- •CTS: Cartão de Tripulação e Segurança. IMO: Sigla em inglês da Organização Marítima
- •Internacional, organismo da ONU.
- •SMS: Segurança, Meio ambiente e Saúde.
- •Vetting system: conjunto de critérios para avaliar a aceitação ou o veto de acesso de uma embarcação de carregamento de petróleo e derivados a um terminal privado.