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CBO 2002 Família 1130 R$ 2.013 na admissão -6 postos em 12 meses 98 atividades

CBO 1130-10 — Líder de comunidade caiçara

O código 1130-10 identifica a ocupação líder de comunidade caiçara na CBO 2002, dentro da família 1130 — Dirigentes de povos indígenas, de quilombolas e caiçaras. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha12 seções

O que faz um líder de comunidade caiçara

Organizam coletivamente as comunidades indígenas, quilombolas e caiçaras; preservam usos, costumes e artes da aldeia e da comunidade. Cobram providências para demarcação e manejo da área indígena, quilombola e caiçara. Articulam questões políticas; reivindicam melhorias para educação e saúde; buscam recursos em órgãos competentes. Providenciam e solicitam documentação. Realizam a manutenção e a preservação da medicina tradicional. Cobram a implantação de gestão dos recursos naturais.

Descrição oficial da família 1130 — Dirigentes de povos indígenas, de quilombolas e caiçaras, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Vivem em aldeias e comunidades indígenas, quilombolas e caiçaras, exercendo a liderança segundo os costumes particulares a cada povo ou comunidade. Há em torno de duzentos e vinte povos indígenas e setecentas e vinte aldeias quilombolas espalhados em vários pontos do País. Vivem da pequena pesca, do roçado, da agricultura itinerante ou fixa, do extrativismo vegetal e do artesanato. As comunidades caiçaras encontramse nas áreas costeiras dos atuais estados do Rio de Janeiro, São Paulo, paraná e norte de Santa Catarina. Os quilombolas vivem em comunidades ribeirinhas. Correm risco de perda de vida ao defender a comunidade de invasores

Recursos de trabalho

Borduna, lança, terçado, facão, zarabatana; Canoa, voadeira, barco; Carro, cavalo, bicicleta; Computador e periféricos; Instrumentos para roçado, pesca e agricultura; Maracá; Papel, caneta, lápis; Radiofonia (rádiocomunicador); Telefonia por satélite; Vídeo, TV, filmadora, máquina fotográfica, gravador.

Quanto ganha um líder de comunidade caiçara

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.69410% ganham atéR$ 2.013medianaR$ 3.01910% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.175

Entrada × quem já está

R$ 2.013 ao ser admitido · R$ 2.175 para quem tem vínculo ativo +8%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de líder de comunidade caiçara foi de R$ 2.013 — metade das 15 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.694 e os 10% de maior, acima de R$ 3.019.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.175, ou seja, 8% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 14 meses.

Considerando a jornada média de 44 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 10,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.013
Por ano (12 salários)R$ 24.156
Por semanaR$ 463
Por hora (44h/sem)R$ 10,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Mulheres — R$ 2.008100%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 3.22531,3%
  • Mulheres — R$ 2.02568,8%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

15

Desligamentos

21

Saldo

-6

Rotatividade

55,3%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: fev/26 (+4) saldo negativo · pior: mai/26 (-4)

Em 12 meses houve 15 admissões e 21 desligamentos de líder de comunidade caiçara, o que significa que o mercado formal fechou 6 postos de trabalho no período, com rotatividade de 55,3% sobre o estoque de vínculos.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro13,3%
  • 20 a 49 empregados26,7%
  • 50 a 99 empregados13,3%
  • 100 a 249 empregados13,3%
  • 250 a 499 empregados20%
  • 1.000 ou mais empregados13,3%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata líder de comunidade caiçara

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Limpeza em prédios e em domicílios 8121400 · 26,7% das admissões 4 3% 3
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 20% das admissões 3 3% 1
Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios - supermercados 4711302 · 13,3% das admissões 2 3% 2
Atividades de limpeza não especificadas anteriormente 8129000 · 13,3% das admissões 2 3% 3
Serviços de engenharia 7112000 · 6,7% das admissões 1 3% 1
Serviços combinados para apoio a edifícios, exceto condomínios prediais 8111700 · 6,7% das admissões 1 3% 2
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 6,7% das admissões 1 2% 1

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como líder de comunidade caiçara

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 38 vínculos

Idade mediana

40 anos

Tempo de casa

14 meses

No setor público

7,9%

Em empresa do Simples

47,4%

Sexo

  • Mulher71,1%
  • Homem28,9%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,5h/sem

Sobre os 38 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca48,6%
  • Parda45,9%
  • Amarela2,7%
  • Preta2,7%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Fundamental completo5,3%
  • Médio incompleto5,3%
  • Médio completo86,8%
  • Superior completo2,6%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • 6º a 9º ano6,7%
  • Fundamental completo6,7%
  • Médio completo66,7%
  • Superior incompleto13,3%
  • Superior completo6,7%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados10,5%
  • 5 a 9 empregados5,3%
  • 10 a 19 empregados13,2%
  • 20 a 49 empregados13,2%
  • 50 a 99 empregados10,5%
  • 100 a 249 empregados2,6%
  • 250 a 499 empregados7,9%
  • 500 a 999 empregados7,9%
  • 1.000 ou mais empregados28,9%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas

Informalidade no setor

25,4%

Média nacional

37,5%

Conta própria

23,7%

Rendimento formal × informal

R$ 5.385 × R$ 4.443

No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Essas funções são desempenhadas por lideranças internas nas aldeias e comunidades, de acordo com as tradições e os costumes de cada povo ou comunidade indígena, quilombola e caiçara. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contra-tados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 1130.

Qual especialização paga mais na família 1130

Todas as ocupações de dirigentes de povos indígenas, de quilombolas e caiçaras, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
1130-15 Membro de liderança quilombola R$ 9.084 61
1130-10 Líder de comunidade caiçara (esta página) R$ 2.013 R$ 2.175 38
1130-05 Cacique R$ 1.447 147

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 1130-10.

A Organizar as comunidades indígenas, quilombolas e caiçaras (13)
  • Nomear as lideranças por grupos de atividades
  • Coordenar as atividades dos guerreiros e dos chefes dos guerreiros
  • Discutir problemas da aldeia
  • Definir mutirão por grupos
  • Acompanhar a execução das tarefas na aldeia e na comunidade
  • Definir prazos para a execução das tarefas
  • Organizar encontro intercomunitário
  • Fomentar a organização da comunidade
  • Executar as tarefas com o grupo
  • Encaminhar membros para a justiça em caso de delito
  • Pressionar prefeitura para implantação do programa de saúde familiar (psf)
  • Indicar o agente de saúde da comunidade
  • Decidir sobre penalidades coletivamente
B Preservar usos, costumes e artes da aldeia e da comunidade (15)
  • Ouvir histórias dos mais velhos
  • Incentivar os pais no ensinamento do artesanato em oficinas de trabalho
  • Transmitir oralmente as histórias do povo indígena, de quilombola e caiçara
  • Incentivar o resgate e o fortalecimento da dança-luta indígena, caiçara e quilombola
  • Auxiliar os anciãos na educação tradicional
  • Ensinar as técnicas tradicionais da caça e da pesca
  • Ensinar o artesanato
  • Ensinar a valoração do artesanato para a comercialização
  • Ensinar técnicas de venda
  • Comercializar o artesanato
  • Incentivar o resgate dos valores e práticas culturais
  • Ensinar técnicas de confeção e reparo de instrumentos de trabalho
  • Ensinar técnicas de construção de casas e ranchos
  • Ensinar técnicas de confecção de utensílios domésticos
  • Recuperar tradições, festas, comidas, danças e romarias
C Cobrar providências para demarcação e manejo da área indígena, quilombola e caiçara (5)
  • Solicitar aos órgãos competentes demarcação de terra
  • Solicitar proteção pessoal dos caciques e lideranças ao ministério público federal
  • Solicitar fiscalização da área ao ministério do meio-ambiente e órgãos afins
  • Pressionar as autoridades para a permanência de caiçaras nas posses tradicionais
  • Solicitar aos órgãos competentes a desintrusão nas áreas demarcadas
D Articular questões políticas (10)
  • Sugerir convocação do conselho de caciques, de quilombolas e de caiçaras
  • Apresentar propostas ao conselho de caciques, de quilombolas e de caiçaras
  • Organizar reuniões do conselho de aldeia, de quilombola e de caiçara
  • Reunir-se com as organizações indígenas, quilombolas e caiçaras
  • Acionar órgãos técnicos e jurídicos da funai e outros órgãos competentes
  • Participar dos conselhos distritais e municipais de saúde
  • Tomar decisões políticas com consenso da comunidade
  • Participar de reunião do conselho de caciques, de quilombolas e de caiçaras
  • Reivindicar acesso aos direitos previdenciários
  • Pleitear o embargo de empreendimentos danosos e prejudiciais à comunidade
E Reivindicar melhorias para a educação e saúde (9)
  • Discutir a política da educação diferenciada
  • Reivindicar a construção de escolas
  • Participar do conselho municipal de educação
  • Fiscalizar a inclusão de conteúdos diferenciados de educação
  • Reivindicar formação de ensino fundamental na aldeia e na comunidade
  • Reinvindicar formação de ensino médio na aldeia e na comunidade
  • Reivindicar concessão de bolsas de estudo (mensalidade e ajuda de custos)
  • Participar de reuniões para promoção do ensino universitário
  • Reivindicar a formação do agente de saúde e saneamento nas comunidades
F Buscar recursos junto a órgãos competentes (13)
  • Elaborar projetos de auto-sustentação
  • Elaborar projetos de preservação do meio-ambiente
  • Elaborar projetos de preservação da cultura indígena
  • Elaborar projetos demonstrativos (pdpi-pda)
  • Solicitar financiamentos a fundo perdido para áreas indígenas, caiçaras e quilombolas
  • Solicitar assessoria das organizações indígenas, caiçaras e quilombolas para elaboração de projetos
  • Solicitar apoio ao ministério da agricultura para desenvolvimento de projetos agrícolas
  • Providenciar correção ortográfica dos projetos
  • Assinar responsabilidade da execução do projeto
  • Apresentar pretação de contas ao órgão financiador
  • Firmar parcerias
  • Apresentar denúncias de desvio de indenizações e materiais apreendidos
  • Buscar a participação da comunidade nosprojetos
H Realizar a manutenção e a preservação da medicina tradicional (8)
  • Consultar o pajé, raizeira, curador e benzedeira sobre o uso das plantas, ervas e raízes
  • Incentivar os pajés e curandeiros à transmissão dos conhecimentos para os mais novos
  • Ensinar as propriedades das plantas nas caminhadas na mata
  • Ensinar o reconhecimento das plantas nas matas
  • Providenciar a construção de viveiros de plantas medicinais
  • Ensinar o uso das plantas nos acidentes, enfermidades etc.
  • Ensinar o preparo dos medicamentos rotineiros (primeiros socorros)
  • Orientar a comunidade na preservação do meio ambiente
I Cobrar a implantação do plano de gestão de recursos naturais (12)
  • Cobrar o acesso ao uso dos recursos naturais
  • Participar da elaboração do plano de manejo caiçara
  • Cobrar a titulação de terra das autoridades competentes
  • Cadastrar pontos de cerco dos caiçaras
  • Cobrar a garantia da prática da pesca tradicional
  • Cobrar implantação do plano de manejo caiçara
  • Organizar a comunidade para a preservação das nascentes dos rios
  • Lutar contra empreendimentos e práticas danosas ao rio
  • Cobrar das autoridades a participação da comunidade nos projetos de preservação do rio
  • Envolver as comunidades na preservação dos rios e do mar
  • Incentivar a comunidade no repovoamento da mata
  • Informar à comunidade experiência de repovoamento de mata de outras comunidades
Z Demonstrar competências pessoais (13)
  • Demonstrar espírito guerreiro
  • Demonstrar capacidade de liderança
  • Demonstrar honestidade
  • Servir como exemplo de conduta
  • Incentivar a execução das tarefas na aldeia e na comunidade
  • Demonstrar capacidade de negociação
  • Administrar conflitos
  • Demonstrar capacidade de resolução de problemas
  • Demonstrar capacidade de administração de recursos
  • Demonstrar capacidade de articulação política
  • Buscar consenso na comunidade
  • Partilhar as informações com a comunidade
  • Demonstrar responsabilidade

Perguntas frequentes

Quanto ganha um líder de comunidade caiçara?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.013 por mês, considerando as 15 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.694 (10% menores) a R$ 3.019 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.175 (RAIS 2024), 8% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando líder de comunidade caiçara?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 15 admissões contra 21 desligamentos, saldo de -6 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata líder de comunidade caiçara?

A atividade econômica que mais contratou foi Limpeza em prédios e em domicílios (CNAE 8121400), com 26,7% das admissões. A lista completa dos 7 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de líder de comunidade caiçara?

1130-10 (família 1130 — Dirigentes de povos indígenas, de quilombolas e caiçaras). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser líder de comunidade caiçara?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 1130: Essas funções são desempenhadas por lideranças internas nas aldeias e comunidades, de acordo com as tradições e os costumes de cada povo ou comunidade indígena, quilombola e caiçara. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contra-tados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 1130-10?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 1130-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 1130-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (8121400), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (31 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 1130:

  • Aldeia Itaóca de Índios Guarani, Monguaguá
  • Aldeia Rainha da Paz, Aldeia Velha - Xavante
  • Associação Arikafu Xipaya
  • Associação da Comunidade Remanescente de Quilombo de Ivaporanduva
  • Associação da Comunidade Remanescente de Quilombo de Rio das Rãs
  • Associação da Comunidade Remanescente do Quilombo de Bairro Pedro Cubas
  • Associação da Comunidade Remanescente do Quilombo de São Pedro
  • Associação de Moradores do Bairro Marujá (Amomar)
  • Associação dos Amigos do Bairro do Camburi
  • Associação dos Moradores do Bairro Marujá (Amomar)
  • Associação dos Povos Indígenas do Estado de Roraima
  • Conselho de Caciques da Etnia Pataxó
  • Coordenação da Saúde Indígena (Tocantins-to)
  • Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia (Coiab)
  • Coordenação das Organizações Indígenas Suruí
  • Fundação Pró-tamar
  • Ministério Público Federal
  • 62 Serra Indígena Piaçaguera (Peruíbe-SP)
  • Sete Aldeias - Povos Mura, Munduruku, Sataré-moé
  • União das Nações Indígenas do Acre e do Sul do Amazonas
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Deisi Deffune Consultoria S/C Ltda - DDC
  • GLOSSÁRIO
  • Terçado: facão grande; traçado.
  • Voadeira: barco veloz e com motor de popa.
  • Zarabatana: tubo comprido pelo qual se impelem, com sopro, setas, pedrinhas, grãos, etc.
  • Borduna: arma indígena semelhante a um porrete.
  • MPF: Ministério Público Federal.
  • Funasa: Fundação Nacional de Saúde.
  • Funai: Fundação Nacional do Índio.
  • PDPI-PDA: projetos demonstrativos de povos indígenas financiados por organismos internacionais.
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