CBO 1130-10 — Líder de comunidade caiçara
O código 1130-10 identifica a ocupação líder de comunidade caiçara na CBO 2002, dentro da família 1130 — Dirigentes de povos indígenas, de quilombolas e caiçaras. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.
Nesta ficha12 seções
O que faz um líder de comunidade caiçara
Organizam coletivamente as comunidades indígenas, quilombolas e caiçaras; preservam usos, costumes e artes da aldeia e da comunidade. Cobram providências para demarcação e manejo da área indígena, quilombola e caiçara. Articulam questões políticas; reivindicam melhorias para educação e saúde; buscam recursos em órgãos competentes. Providenciam e solicitam documentação. Realizam a manutenção e a preservação da medicina tradicional. Cobram a implantação de gestão dos recursos naturais.
Descrição oficial da família 1130 — Dirigentes de povos indígenas, de quilombolas e caiçaras, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.
Como e onde se trabalha
Vivem em aldeias e comunidades indígenas, quilombolas e caiçaras, exercendo a liderança segundo os costumes particulares a cada povo ou comunidade. Há em torno de duzentos e vinte povos indígenas e setecentas e vinte aldeias quilombolas espalhados em vários pontos do País. Vivem da pequena pesca, do roçado, da agricultura itinerante ou fixa, do extrativismo vegetal e do artesanato. As comunidades caiçaras encontramse nas áreas costeiras dos atuais estados do Rio de Janeiro, São Paulo, paraná e norte de Santa Catarina. Os quilombolas vivem em comunidades ribeirinhas. Correm risco de perda de vida ao defender a comunidade de invasores
Recursos de trabalho
Borduna, lança, terçado, facão, zarabatana; Canoa, voadeira, barco; Carro, cavalo, bicicleta; Computador e periféricos; Instrumentos para roçado, pesca e agricultura; Maracá; Papel, caneta, lápis; Radiofonia (rádiocomunicador); Telefonia por satélite; Vídeo, TV, filmadora, máquina fotográfica, gravador.
Quanto ganha um líder de comunidade caiçara
Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais
mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.175
Entrada × quem já está
R$ 2.013 ao ser admitido · R$ 2.175 para quem tem vínculo ativo +8%
Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de líder de comunidade caiçara foi de R$ 2.013 — metade das 15 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.694 e os 10% de maior, acima de R$ 3.019.
Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.175, ou seja, 8% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 14 meses.
Considerando a jornada média de 44 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 10,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.
Equivalência da mediana
| Por mês | R$ 2.013 |
| Por ano (12 salários) | R$ 24.156 |
| Por semana | R$ 463 |
| Por hora (44h/sem) | R$ 10,00 |
Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.
Composição e salário por sexo
Na admissão (CAGED, 40h+)
Quem já atua (RAIS 2024)
Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.
Salário por região
Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.
Contratação e mercado
Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026
Admissões
15
Desligamentos
21
Saldo
-6
Rotatividade
55,3%
Saldo mês a mês
Em 12 meses houve 15 admissões e 21 desligamentos de líder de comunidade caiçara, o que significa que o mercado formal fechou 6 postos de trabalho no período, com rotatividade de 55,3% sobre o estoque de vínculos.
Porte de quem contrata
Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.
Quem contrata líder de comunidade caiçara
Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma
| CNAE — atividade econômica | Admissões | Jornada | P25 | Mediana | P75 | RAT | GR |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Limpeza em prédios e em domicílios 8121400 · 26,7% das admissões | 4 | — | — | — | — | 3% | 3 |
| Locação de mão de obra temporária 7820500 · 20% das admissões | 3 | — | — | — | — | 3% | 1 |
| Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios - supermercados 4711302 · 13,3% das admissões | 2 | — | — | — | — | 3% | 2 |
| Atividades de limpeza não especificadas anteriormente 8129000 · 13,3% das admissões | 2 | — | — | — | — | 3% | 3 |
| Serviços de engenharia 7112000 · 6,7% das admissões | 1 | — | — | — | — | 3% | 1 |
| Serviços combinados para apoio a edifícios, exceto condomínios prediais 8111700 · 6,7% das admissões | 1 | — | — | — | — | 3% | 2 |
| Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 6,7% das admissões | 1 | — | — | — | — | 2% | 1 |
RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.
Perfil de quem trabalha como líder de comunidade caiçara
Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 38 vínculos
Idade mediana
40 anos
Tempo de casa
14 meses
No setor público
7,9%
Em empresa do Simples
47,4%
Sexo
Composição do vínculo
- Jornada média contratada43,5h/sem
Sobre os 38 vínculos ativos em 31/12/2024.
Raça/cor
Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.
Escolaridade
Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.
Porte do empregador
Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.
Informalidade no setor que mais contrata
PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas
Informalidade no setor
25,4%
Média nacional
37,5%
Conta própria
23,7%
Rendimento formal × informal
R$ 5.385 × R$ 4.443
No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.
O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.
Formação exigida
Exigência oficial da CBO
Essas funções são desempenhadas por lideranças internas nas aldeias e comunidades, de acordo com as tradições e os costumes de cada povo ou comunidade indígena, quilombola e caiçara. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contra-tados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Texto oficial do MTE para a família 1130.
Qual especialização paga mais na família 1130
Todas as ocupações de dirigentes de povos indígenas, de quilombolas e caiçaras, ordenadas pela remuneração de quem já atua
| CBO | Ocupação | Admissão | Quem já atua | Vínculos |
|---|---|---|---|---|
| 1130-15 | Membro de liderança quilombola | — | R$ 9.084 | 61 |
| 1130-10 | Líder de comunidade caiçara (esta página) | R$ 2.013 | R$ 2.175 | 38 |
| 1130-05 | Cacique | — | R$ 1.447 | 147 |
“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.
Atividades do perfil ocupacional
Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 1130-10.
A Organizar as comunidades indígenas, quilombolas e caiçaras (13)
- •Nomear as lideranças por grupos de atividades
- •Coordenar as atividades dos guerreiros e dos chefes dos guerreiros
- •Discutir problemas da aldeia
- •Definir mutirão por grupos
- •Acompanhar a execução das tarefas na aldeia e na comunidade
- •Definir prazos para a execução das tarefas
- •Organizar encontro intercomunitário
- •Fomentar a organização da comunidade
- •Executar as tarefas com o grupo
- •Encaminhar membros para a justiça em caso de delito
- •Pressionar prefeitura para implantação do programa de saúde familiar (psf)
- •Indicar o agente de saúde da comunidade
- •Decidir sobre penalidades coletivamente
B Preservar usos, costumes e artes da aldeia e da comunidade (15)
- •Ouvir histórias dos mais velhos
- •Incentivar os pais no ensinamento do artesanato em oficinas de trabalho
- •Transmitir oralmente as histórias do povo indígena, de quilombola e caiçara
- •Incentivar o resgate e o fortalecimento da dança-luta indígena, caiçara e quilombola
- •Auxiliar os anciãos na educação tradicional
- •Ensinar as técnicas tradicionais da caça e da pesca
- •Ensinar o artesanato
- •Ensinar a valoração do artesanato para a comercialização
- •Ensinar técnicas de venda
- •Comercializar o artesanato
- •Incentivar o resgate dos valores e práticas culturais
- •Ensinar técnicas de confeção e reparo de instrumentos de trabalho
- •Ensinar técnicas de construção de casas e ranchos
- •Ensinar técnicas de confecção de utensílios domésticos
- •Recuperar tradições, festas, comidas, danças e romarias
C Cobrar providências para demarcação e manejo da área indígena, quilombola e caiçara (5)
- •Solicitar aos órgãos competentes demarcação de terra
- •Solicitar proteção pessoal dos caciques e lideranças ao ministério público federal
- •Solicitar fiscalização da área ao ministério do meio-ambiente e órgãos afins
- •Pressionar as autoridades para a permanência de caiçaras nas posses tradicionais
- •Solicitar aos órgãos competentes a desintrusão nas áreas demarcadas
D Articular questões políticas (10)
- •Sugerir convocação do conselho de caciques, de quilombolas e de caiçaras
- •Apresentar propostas ao conselho de caciques, de quilombolas e de caiçaras
- •Organizar reuniões do conselho de aldeia, de quilombola e de caiçara
- •Reunir-se com as organizações indígenas, quilombolas e caiçaras
- •Acionar órgãos técnicos e jurídicos da funai e outros órgãos competentes
- •Participar dos conselhos distritais e municipais de saúde
- •Tomar decisões políticas com consenso da comunidade
- •Participar de reunião do conselho de caciques, de quilombolas e de caiçaras
- •Reivindicar acesso aos direitos previdenciários
- •Pleitear o embargo de empreendimentos danosos e prejudiciais à comunidade
E Reivindicar melhorias para a educação e saúde (9)
- •Discutir a política da educação diferenciada
- •Reivindicar a construção de escolas
- •Participar do conselho municipal de educação
- •Fiscalizar a inclusão de conteúdos diferenciados de educação
- •Reivindicar formação de ensino fundamental na aldeia e na comunidade
- •Reinvindicar formação de ensino médio na aldeia e na comunidade
- •Reivindicar concessão de bolsas de estudo (mensalidade e ajuda de custos)
- •Participar de reuniões para promoção do ensino universitário
- •Reivindicar a formação do agente de saúde e saneamento nas comunidades
F Buscar recursos junto a órgãos competentes (13)
- •Elaborar projetos de auto-sustentação
- •Elaborar projetos de preservação do meio-ambiente
- •Elaborar projetos de preservação da cultura indígena
- •Elaborar projetos demonstrativos (pdpi-pda)
- •Solicitar financiamentos a fundo perdido para áreas indígenas, caiçaras e quilombolas
- •Solicitar assessoria das organizações indígenas, caiçaras e quilombolas para elaboração de projetos
- •Solicitar apoio ao ministério da agricultura para desenvolvimento de projetos agrícolas
- •Providenciar correção ortográfica dos projetos
- •Assinar responsabilidade da execução do projeto
- •Apresentar pretação de contas ao órgão financiador
- •Firmar parcerias
- •Apresentar denúncias de desvio de indenizações e materiais apreendidos
- •Buscar a participação da comunidade nosprojetos
H Realizar a manutenção e a preservação da medicina tradicional (8)
- •Consultar o pajé, raizeira, curador e benzedeira sobre o uso das plantas, ervas e raízes
- •Incentivar os pajés e curandeiros à transmissão dos conhecimentos para os mais novos
- •Ensinar as propriedades das plantas nas caminhadas na mata
- •Ensinar o reconhecimento das plantas nas matas
- •Providenciar a construção de viveiros de plantas medicinais
- •Ensinar o uso das plantas nos acidentes, enfermidades etc.
- •Ensinar o preparo dos medicamentos rotineiros (primeiros socorros)
- •Orientar a comunidade na preservação do meio ambiente
I Cobrar a implantação do plano de gestão de recursos naturais (12)
- •Cobrar o acesso ao uso dos recursos naturais
- •Participar da elaboração do plano de manejo caiçara
- •Cobrar a titulação de terra das autoridades competentes
- •Cadastrar pontos de cerco dos caiçaras
- •Cobrar a garantia da prática da pesca tradicional
- •Cobrar implantação do plano de manejo caiçara
- •Organizar a comunidade para a preservação das nascentes dos rios
- •Lutar contra empreendimentos e práticas danosas ao rio
- •Cobrar das autoridades a participação da comunidade nos projetos de preservação do rio
- •Envolver as comunidades na preservação dos rios e do mar
- •Incentivar a comunidade no repovoamento da mata
- •Informar à comunidade experiência de repovoamento de mata de outras comunidades
Z Demonstrar competências pessoais (13)
- •Demonstrar espírito guerreiro
- •Demonstrar capacidade de liderança
- •Demonstrar honestidade
- •Servir como exemplo de conduta
- •Incentivar a execução das tarefas na aldeia e na comunidade
- •Demonstrar capacidade de negociação
- •Administrar conflitos
- •Demonstrar capacidade de resolução de problemas
- •Demonstrar capacidade de administração de recursos
- •Demonstrar capacidade de articulação política
- •Buscar consenso na comunidade
- •Partilhar as informações com a comunidade
- •Demonstrar responsabilidade
Perguntas frequentes
Quanto ganha um líder de comunidade caiçara?
A mediana do salário de admissão é R$ 2.013 por mês, considerando as 15 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.694 (10% menores) a R$ 3.019 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.175 (RAIS 2024), 8% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.
O mercado está contratando líder de comunidade caiçara?
Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 15 admissões contra 21 desligamentos, saldo de -6 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.
Que tipo de empresa contrata líder de comunidade caiçara?
A atividade econômica que mais contratou foi Limpeza em prédios e em domicílios (CNAE 8121400), com 26,7% das admissões. A lista completa dos 7 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.
Qual o código CBO de líder de comunidade caiçara?
1130-10 (família 1130 — Dirigentes de povos indígenas, de quilombolas e caiçaras). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.
Precisa de faculdade para ser líder de comunidade caiçara?
Segundo a descrição oficial da CBO para a família 1130: Essas funções são desempenhadas por lideranças internas nas aldeias e comunidades, de acordo com as tradições e os costumes de cada povo ou comunidade indígena, quilombola e caiçara. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contra-tados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
É uma profissão com muita informalidade?
A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.
Onde informo o CBO 1130-10?
No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.
O CBO 1130-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?
Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 1130-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (8121400), o RAT é 3%.
Fontes oficiais
- → CBO 2002 — Ministério do Trabalho e Emprego
- → Novo CAGED — microdados de movimentação (PDET)
- → RAIS — microdados de vínculos (PDET)
- → PNAD Contínua (IBGE)
- → Tabela CBO completa
- → Todas as fontes do site
Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.
Quem descreveu esta família na CBO (31 instituições)
A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 1130:
- •Aldeia Itaóca de Índios Guarani, Monguaguá
- •Aldeia Rainha da Paz, Aldeia Velha - Xavante
- •Associação Arikafu Xipaya
- •Associação da Comunidade Remanescente de Quilombo de Ivaporanduva
- •Associação da Comunidade Remanescente de Quilombo de Rio das Rãs
- •Associação da Comunidade Remanescente do Quilombo de Bairro Pedro Cubas
- •Associação da Comunidade Remanescente do Quilombo de São Pedro
- •Associação de Moradores do Bairro Marujá (Amomar)
- •Associação dos Amigos do Bairro do Camburi
- •Associação dos Moradores do Bairro Marujá (Amomar)
- •Associação dos Povos Indígenas do Estado de Roraima
- •Conselho de Caciques da Etnia Pataxó
- •Coordenação da Saúde Indígena (Tocantins-to)
- •Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia (Coiab)
- •Coordenação das Organizações Indígenas Suruí
- •Fundação Pró-tamar
- •Ministério Público Federal
- •62 Serra Indígena Piaçaguera (Peruíbe-SP)
- •Sete Aldeias - Povos Mura, Munduruku, Sataré-moé
- •União das Nações Indígenas do Acre e do Sul do Amazonas
- •Instituição Conveniada Responsável
- •Deisi Deffune Consultoria S/C Ltda - DDC
- •GLOSSÁRIO
- •Terçado: facão grande; traçado.
- •Voadeira: barco veloz e com motor de popa.
- •Zarabatana: tubo comprido pelo qual se impelem, com sopro, setas, pedrinhas, grãos, etc.
- •Borduna: arma indígena semelhante a um porrete.
- •MPF: Ministério Público Federal.
- •Funasa: Fundação Nacional de Saúde.
- •Funai: Fundação Nacional do Índio.
- •PDPI-PDA: projetos demonstrativos de povos indígenas financiados por organismos internacionais.