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CBO 2002 Família 7826 R$ 2.417 na admissão -257 postos em 12 meses 125 atividades

CBO 7826-10 — Maquinista de trem

O código 7826-10 identifica a ocupação maquinista de trem na CBO 2002, dentro da família 7826 — Operadores de veículos sobre trilhos e cabos aéreos. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um maquinista de trem

Conduzem e manobram trens, bondes e metrôs - monitorando equipamentos de bordo e movimentando o veículo na modalidade manual, semiautomática e automática - e operam teleféricos para transportar passageiros e cargas, adequando a condução ao tipo de veículo. Realizam inspeções e vistorias nos veículos e tomam providências para corrigir falhas detectadas nos equipamentos. Seguem procedimentos de segurança, obedecendo sinalização de via, acatando instruções enviadas por rádio e acionando freio de emergência em situação de risco. No desempenho das atividades utilizam-se de capacidades comunicativas.

Descrição oficial da família 7826 — Operadores de veículos sobre trilhos e cabos aéreos, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam em empresas de transporte terrestre como empregados com carteira assinada. Trabalham em equipe, sob supervisão permanente (auxiliar de maquinista de trem, maquinista de trem e operador de trem de metrô) ou supervisão ocasional (demais ocupações). O trabalho é realizado em veículos, em horários irregulares ou por rodízio de turnos; o operador de teleférico trabalha no horário diurno. Podem permanecer longos períodos em posições desconfortáveis e sob pressão. Alguns atuam em grandes alturas, outros em subterrâneos e, eventualmente, são expostos a materiais tóxicos e elétricos, ruído intenso, altas temperaturas, vandalismo e fuligem.

Recursos de trabalho

Caixa de ferramentas com componentes para reparos; Chave de fenda; Chave de mangueira; Chave de serviço; Chave para acionamento de torneiras angulares; Chavepadrão de cadeado; Manual de audição pública (PA); Manual de falhas; Material de consumo (caneta, papel); Rádio transceptor portátil.

Quanto ganha um maquinista de trem

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 2.02610% ganham atéR$ 2.417medianaR$ 2.99710% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 5.558

Entrada × quem já está

R$ 2.417 ao ser admitido · R$ 5.558 para quem tem vínculo ativo +130%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de maquinista de trem foi de R$ 2.417 — metade das 254 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.026 e os 10% de maior, acima de R$ 2.997.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 5.558, ou seja, 130% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 128 meses.

Considerando a jornada média de 41.6 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 14,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.417
Por ano (12 salários)R$ 29.004
Por semanaR$ 556
Por hora (41.6h/sem)R$ 14,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.41794,5%
  • Mulheres — R$ 2.3005,5%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 5.62995,6%
  • Mulheres — R$ 4.7424,4%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Nordeste2.350
  • Sudeste2.490
  • Centro-Oeste2.224

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (3 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 74 -91 R$ 2.279
MG 52 -59 R$ 2.537
MT 30 +7 R$ 2.221

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

277

Desligamentos

534

Saldo

-257

Rotatividade

7,1%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: mar/26 (-1) saldo negativo · pior: jun/26 (-49)

Em 12 meses houve 277 admissões e 534 desligamentos de maquinista de trem, o que significa que o mercado formal fechou 257 postos de trabalho no período, com rotatividade de 7,1% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 22,1% foram a pedido do próprio trabalhador e 65,5% por dispensa sem justa causa. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador22,1%
  • Dispensa sem justa causa65,5%
  • Fim de contrato0,4%

Sobre 534 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial3,6%
  • Pessoa com deficiência0,4%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro2,2%
  • 1 a 4 empregados1,4%
  • 5 a 9 empregados2,9%
  • 10 a 19 empregados3,6%
  • 20 a 49 empregados3,2%
  • 50 a 99 empregados6,1%
  • 100 a 249 empregados1,1%
  • 250 a 499 empregados11,9%
  • 500 a 999 empregados24,5%
  • 1.000 ou mais empregados43%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata maquinista de trem

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Transporte ferroviário de carga 4911600 · 76,2% das admissões 211 42.2h R$ 2.177 R$ 2.350 R$ 2.547 3% 3
Produção de laminados planos de aço ao carbono, revestidos ou não 2422901 · 4% das admissões 11 40h R$ 2.445 3% 4
Transporte metroviário 4912403 · 3,6% das admissões 10 3% 3
Construção de rodovias e ferrovias 4211101 · 2,5% das admissões 7 3% 4
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 2,2% das admissões 6 2% 1
Produção de outros tubos de ferro e aço 2439300 · 1,4% das admissões 4 3% 4
Manutenção e reparação de outras máquinas e equipamentos para usos industriais não especificados anteriormente 3314799 · 1,4% das admissões 4 3% 3
Reforma de pneumáticos usados 2212900 · 1,4% das admissões 4 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como maquinista de trem

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 7.544 vínculos

Idade mediana

41 anos

Tempo de casa

128 meses

No setor público

0,1%

Em empresa do Simples

0,2%

Sexo

  • Homem95,8%
  • Mulher4,2%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada40h/sem
  • Pessoas com deficiência1,4%
  • Jornada parcial0,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos1,7%

Sobre os 7.544 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca44,3%
  • Parda44,2%
  • Preta10,5%
  • Amarela0,7%
  • Indígena0,3%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Até o 5º ano incompleto0,1%
  • 5º ano completo0,1%
  • 6º ao 9º ano0,4%
  • Fundamental completo1,5%
  • Médio incompleto1%
  • Médio completo87,5%
  • Superior incompleto3%
  • Superior completo6,4%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Até 5º ano incompleto1,1%
  • Fundamental completo2,2%
  • Médio incompleto0,4%
  • Médio completo81,9%
  • Superior incompleto4%
  • Superior completo9,7%
  • Pós-graduação0,7%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados0,1%
  • 5 a 9 empregados0,1%
  • 10 a 19 empregados0,3%
  • 20 a 49 empregados0,3%
  • 50 a 99 empregados1,5%
  • 100 a 249 empregados4,4%
  • 250 a 499 empregados8,3%
  • 500 a 999 empregados11,2%
  • 1.000 ou mais empregados74%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de maquinista de trem

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

11

CAT no período

69

Idade média no acidente

42 anos

Foram 69 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo maquinista de trem nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 11 por mil vínculos ao ano — próxima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 33,3% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 44,9% de trajeto (no deslocamento) e 21,7% doenças ocupacionais — a predominância do trajeto indica que o deslocamento é o principal ponto de exposição nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Trajeto44,9%
  • Doença21,7%
  • Típico33,3%

Parte do corpo atingida

  • Ouvido (externo, médio, interno, audição e equilíbrio)10,1%
  • Dedo10,1%
  • Sistema nervoso8,7%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis)7,2%
  • Braço (entre o punho e o ombro)7,2%

Natureza da lesão

  • Fratura23,2%
  • Lesão imediata11,6%
  • Perda ou diminuição de sentido (audição, visão, olfato, paladar e tato, desde que não seja sequela de outra lesão)10,1%
  • Distensão, torção8,7%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)8,7%

Agente causador

  • Veículo rodoviário motorizado16,7%
  • Ruído10,6%
  • Motocicleta, motoneta9,1%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas7,6%
  • Calçada ou caminho para pedestre - superfície utilizada para sustentar pessoas7,6%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
H90.4 — Perda de audição unilateral neuro-sensorial, sem restrição de audição contralateral 3 4,3% 19
H90.3 — Perda de audição bilateral neuro-sensorial 3 4,3% 19
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 2 2,9% 5.476
R52 — Dor não classificada em outra parte 2 2,9% 174
S80.0 — Contusão do joelho 2 2,9% 1.225
F43 — Reações ao "stress" grave e transtornos de adaptação 2 2,9% 2.557

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Transporte ferroviário de carga) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 11 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: transporte, armazenagem e correio

Informalidade no setor

46,5%

Média nacional

37,5%

Conta própria

47,5%

Rendimento formal × informal

R$ 4.035 × R$ 2.683

No setor de transporte, armazenagem e correio — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 46,5% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio concluído, exceto o motorneiro para o qual é requerida escolaridade de nível fundamental. Requer-se para todos, curso básico de qualificação profissional com mais de quatrocentas horas/ aula. O maquinista de trem precisa de um treinamento específico para cada perfil de via. O pleno desempenho das atividades ocorre com a prática profissional no posto de trabalho; no caso do operador de trem de metrô, esse desempenho é alcançado com quatro anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7826.

Qual especialização paga mais na família 7826

Todas as ocupações de operadores de veículos sobre trilhos e cabos aéreos, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7826-15 Maquinista de trem metropolitano R$ 1.918 R$ 8.257 1.613
7826-05 Operador de trem de metrô R$ 3.760 R$ 8.138 2.208
7826-10 Maquinista de trem (esta página) R$ 2.417 R$ 5.558 7.544
7826-25 Auxiliar de maquinista de trem R$ 1.942 R$ 3.659 594
7826-30 Operador de teleférico (passageiros) R$ 2.225 R$ 3.018 101
7826-20 Motorneiro R$ 1.789 R$ 2.063 236

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7826-10.

A Conduzir trem, bonde e metrô (17)
  • Ligar o veículo
  • Adequar a condução ao tipo de veículo
  • Monitorar equipamentos de bordo
  • Acionar buzina
  • Liberar o freio
  • Movimentar o veículo na modalidade manual
  • Conduzir veículo para a via principal
  • Operar terminal móvel de comunicação via satélite (mct)
  • Cumprir tempo de percurso
  • Observar perfil de via
  • Observar condições de via
  • Atentar para passagem de nível e pedestres
  • Cumprir paradas programadas
  • Conduzir trem em licenciamento emergencial
  • Recolher veículo
  • Preencher relatório de viagem
  • Desligar o veículo
C Transportar passageiros (8)
  • Alinhar o veículo para embarque e desembarque de passageiros
  • Monitorar embarque e desembarque de passageiros
  • Informar nome das estações
  • Cumprir tempo de parada
  • Anunciar mensagens
  • Prestar informações ao usuário
  • Prestar primeiros-socorros
  • Transportar funcionários e equipamentos de manutenção
D Transportar cargas (8)
  • Conferir a formação da composição
  • Conferir lacre, portas e lonas dos vagões
  • Verificar vazamentos de carga
  • Conferir acondicionamento da carga
  • Conferir número, quantidade e peso dos vagões
  • Conferir limite de tração
  • Conferir documentação da carga
  • Monitorar carregamento do vagão (lixo, malotes e outros)
E Inspecionar trem, bonde e metrô (18)
  • Verificar ficha e documentação do trem
  • Verificar livro de bordo
  • Preencher livro de bordo
  • Verificar controle de falhas
  • Inspecionar equipamentos de bordo
  • Instalar equipamento detector de trem completo (dtc)
  • Testar sistema de comunicação
  • Testar sistemas elétrico e pneumático
  • Verificar existência de fita velocimétrica
  • Verificar dispositivos de segurança
  • Inspecionar equipamentos de segurança (extintor, janelas, portas e outros)
  • Inspecionar sistemas de refrigeração e lubrificação
  • Verificar níveis de combustível e areia
  • Inspecionar condições físicas do veículo (janelas, engates, mangueiras e outras)
  • Verificar condições de limpeza
  • Instalar terminal móvel de comunicação (mct) portátil
  • Retirar terminal móvel de comunicação (mct) portátil
  • Retirar equipamento detector de trem completo (dtc)
F Vistoriar teleférico (2)
  • Vistoriar freio manual
  • Vistoriar dispositivos de segurança
G Trabalhar com segurança (18)
  • Obedecer sinalização de via
  • Acatar sinalização do painel de bordo
  • Cumprir licenciamento via satélite
  • Obedecer velocidade máxima autorizada
  • Verificar o comportamento da composição durante a viagem
  • Acatar instruções via rádio
  • Acionar freio de emergência em situação de risco
  • Informar situação de risco ao longo da via
  • Solicitar interdição da via
  • Solicitar desenergização da via
  • Anunciar energização do veículo
  • Combater incêndios em casos de emergência
  • Solicitar equipe de segurança
  • Utilizar equipamentos de proteção ambiental (epa)
  • Usar equipamentos de proteção individual (epi)
  • Manter farol aceso
  • Aplicar freio de estacionamento e calços
  • Interromper manobra em caso de perda de contato
H Comunicar-se com o centro de controle operacional (cco) (8)
  • Solicitar prefixo do trem
  • Solicitar licenciamento para partida
  • Comunicar entrada na via
  • Confirmar destino
  • Informar posicionamento
  • Comunicar impedimentos de circulação do veículo
  • Informar ocorrências com o usuário
  • Comunicar ocorrências externas ao sistema
I Atuar em falhas de equipamentos (10)
  • Detectar falhas de equipamentos
  • Solucionar pequenas falhas
  • Repor equipamento de segurança
  • Solicitar resgate de passageiros
  • Solicitar manutenção
  • Solicitar reboque
  • Preparar trem para reboque
  • Efetuar reboque
  • Evacuar veículo
  • Emitir relatório de ocorrência
J Manobrar trem, bonde e metrô (17)
  • Obedecer sinais de manobra
  • Posicionar vagão para carga e descarga
  • Acoplar e desacoplar mangueiras de ar
  • Engatar locomotivas e vagões na composição
  • Desengatar locomotivas e vagões da composição
  • Separar vagões por destino
  • Remover vagões avariados
  • Operar aparelho de mudança de via (amv)
  • Manobrar para pesagem de vagões
  • Manobrar para manutenção
  • Manobrar para lavagem
  • Manobrar para testes operacionais
  • Manobrar guindaste para prestar socorro
  • Manobrar para manutenção de via permanente
  • Acompanhar manutenção na pesquisa de falhas
  • Estacionar para limpeza
  • Estacionar em local predeterminado
Z Demonstrar competências pessoais (19)
  • Demonstrar iniciativa
  • Demonstrar segurança
  • Demonstrar percepção
  • Demonstrar rapidez de raciocínio
  • Demonstrar autocontrole
  • Demonstrar rapidez no tempo de resposta a um estímulo
  • Demonstrar responsabilidade
  • Demonstrar assiduidade
  • Comunicar-se com clareza
  • Cumprir horários
  • Uniformizar-se
  • Demonstrar capacidade de assimilação
  • Demonstrar firmeza nas decisões
  • Trabalhar em equipe
  • Aperfeiçoar-se
  • Zelar pelos equipamentos de trabalho
  • Treinar funcionários
  • Concentrar-se nas suas atribuições
  • Demonstrar acuidade visual

Sinônimos oficiais (2)

Maquinista de locomotivaOperador de locomotiva

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7826-10 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um maquinista de trem?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.417 por mês, considerando as 254 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 2.026 (10% menores) a R$ 2.997 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 5.558 (RAIS 2024), 130% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando maquinista de trem?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 277 admissões contra 534 desligamentos, saldo de -257 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata maquinista de trem?

A atividade econômica que mais contratou foi Transporte ferroviário de carga (CNAE 4911600), com 76,2% das admissões e mediana de R$ 2.350. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de maquinista de trem?

7826-10 (família 7826 — Operadores de veículos sobre trilhos e cabos aéreos). A CBO reconhece também os títulos: Maquinista de locomotiva, Operador de locomotiva — todos usam o mesmo código 7826-10. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser maquinista de trem?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7826: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio concluído, exceto o motorneiro para o qual é requerida escolaridade de nível fundamental. Requer-se para todos, curso básico de qualificação profissional com mais de quatrocentas horas/ aula. O maquinista de trem precisa de um treinamento específico para cada perfil de via. O pleno desempenho das atividades ocorre com a prática profissional no posto de trabalho; no caso do operador de trem de metrô, esse desempenho é alcançado com quatro anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de maquinista de trem?

A taxa é de 11 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é ouvido (externo, médio, interno, audição e equilíbrio) (10,1% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é H90.4 — perda de audição unilateral neuro-sensorial, sem restrição de audição contralateral. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (transporte, armazenagem e correio), 46,5% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7826-10?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7826-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7826-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4911600), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (11 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7826:

  • All América Latina Logística S.A.
  • Companhia de Transporte Coletivo-RJ
  • Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô)
  • Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM)
  • Estrada de Ferro Campos do Jordão-SP
  • Ferroban - Ferrovias Bandeirantes S.A.
  • Mrs Logística S.A.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
  • GLOSSÁRIO
  • Headway: intervalo entre trens.
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