CBO 7623-35 — Palecionador de couros e peles
O código 7623-35 identifica a ocupação palecionador de couros e peles na CBO 2002, dentro da família 7623 — Trabalhadores do acabamento de couros e peles. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.
Nesta ficha13 seções
O que faz um palecionador de couros e peles
Recurtem couros e controlam processos e operações do acabamento de couros e peles. Operam máquinas e equipamentos de acabamento de couros e peles. Pré-acabam, acabam e expedem couros e peles. Trabalham em conformidade com as normas e procedimentos técnicos e de qualidade, segurança, meio ambiente, higiene e saúde.
Descrição oficial da família 7623 — Trabalhadores do acabamento de couros e peles, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.
Como e onde se trabalha
Atuam na preparação de couros, principalmente na fase de acabamento. São empregados com carteira assinada, trabalham geralmente em equipe, sob supervisão permanente e em rodízio de turnos. Em algumas atividades podem permanecer exposto a materiais tóxicos e ruído intenso.
Recursos de trabalho
Amaciadora com pinos; Balança; Cabine de pintura; Espessímetro; Fulão; Lixadeira desempoadeira; Medidora; Prensa; Secadora a vácuo; Termômetro.
Quanto ganha um palecionador de couros e peles
Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais
mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.179
Entrada × quem já está
R$ 1.542 ao ser admitido · R$ 2.179 para quem tem vínculo ativo +41,3%
Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de palecionador de couros e peles foi de R$ 1.542 — metade das 53 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.528 e os 10% de maior, acima de R$ 1.644.
Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.179, ou seja, 41,3% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 22 meses.
Considerando a jornada média de 44 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 8,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.
Equivalência da mediana
| Por mês | R$ 1.542 |
| Por ano (12 salários) | R$ 18.504 |
| Por semana | R$ 355 |
| Por hora (44h/sem) | R$ 8,00 |
Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.
Composição e salário por sexo
Na admissão (CAGED, 40h+)
Quem já atua (RAIS 2024)
Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.
Salário por região
Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.
Contratação e mercado
Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026
Admissões
53
Desligamentos
67
Saldo
-14
Rotatividade
49,6%
Saldo mês a mês
Em 12 meses houve 53 admissões e 67 desligamentos de palecionador de couros e peles, o que significa que o mercado formal fechou 14 postos de trabalho no período, com rotatividade de 49,6% sobre o estoque de vínculos.
Entre os desligamentos, 17,9% foram a pedido do próprio trabalhador e 62,7% por dispensa sem justa causa, além de 17,9% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.
Por que as pessoas saem
Sobre 67 desligamentos com motivo declarado.
Como são os contratos
Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.
Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência.
Porte de quem contrata
Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.
Quem contrata palecionador de couros e peles
Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma
| CNAE — atividade econômica | Admissões | Jornada | P25 | Mediana | P75 | RAT | GR |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Curtimento e outras preparações de couro 1510600 · 83% das admissões | 44 | 44h | R$ 1.534 | R$ 1.569 | R$ 1.609 | 3% | 3 |
| Preparação de subprodutos do abate 1013902 · 11,3% das admissões | 6 | — | — | — | — | 3% | 3 |
| Fabricação de produtos de papel para uso doméstico e higiênico sanitário não especificados anteriormente 1742799 · 3,8% das admissões | 2 | — | — | — | — | 3% | 2 |
| Serviços de manutenção e reparação mecânica de veículos automotores 4520001 · 1,9% das admissões | 1 | — | — | — | — | 3% | 3 |
RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.
Perfil de quem trabalha como palecionador de couros e peles
Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 135 vínculos
Idade mediana
37 anos
Tempo de casa
22 meses
No setor público
1,5%
Em empresa do Simples
11,1%
Sexo
Composição do vínculo
- Jornada média contratada43,9h/sem
- Pessoas com deficiência8,1%
Sobre os 135 vínculos ativos em 31/12/2024.
Raça/cor
Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.
Escolaridade
Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.
Porte do empregador
Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.
Informalidade no setor que mais contrata
PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral
Informalidade no setor
24,3%
Média nacional
37,5%
Conta própria
16,3%
Rendimento formal × informal
R$ 3.887 × R$ 2.141
No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.
O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.
Formação exigida
Exigência oficial da CBO
O exercício dessas ocupações requer escolaridade, qualificação profissional e experiência profissional distintas. O operador de máquinas e o matizador de couros e peles devem ter, respectivamente, ensino fundamental e ensino médio concluídos bem como curso de qualificação profissional com duzentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional para o primeiro, e de três a quatro anos para o segundo. Para as outras ocupações requer-se entre a quarta e a sétima séries do ensino fundamental. A qualificação profissional ocorre com a experiência prática no próprio local de trabalho e o desempenho pleno das atividades é alcançado em até dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Texto oficial do MTE para a família 7623.
Qual especialização paga mais na família 7623
Todas as ocupações de trabalhadores do acabamento de couros e peles, ordenadas pela remuneração de quem já atua
| CBO | Ocupação | Admissão | Quem já atua | Vínculos |
|---|---|---|---|---|
| 7623-20 | Matizador de couros e peles | R$ 3.700 | R$ 5.371 | 424 |
| 7623-10 | Fuloneiro no acabamento de couros e peles | R$ 2.444 | R$ 3.300 | 349 |
| 7623-25 | Operador de máquinas do acabamento de couros e peles | R$ 2.018 | R$ 2.767 | 2.112 |
| 7623-05 | Estirador de couros e peles (acabamento) | R$ 1.797 | R$ 2.731 | 203 |
| 7623-30 | Prensador de couros e peles | R$ 2.091 | R$ 2.730 | 189 |
| 7623-15 | Lixador de couros e peles | R$ 2.325 | R$ 2.613 | 435 |
| 7623-40 | Preparador de couros curtidos | R$ 1.913 | R$ 2.343 | 517 |
| 7623-35 | Palecionador de couros e peles (esta página) | R$ 1.542 | R$ 2.179 | 135 |
| 7623-45 | Vaqueador de couros e peles | R$ 2.277 | R$ 2.102 | 878 |
“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.
Atividades do perfil ocupacional
Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7623-35.
A Recurtir couros (1)
- •Interpretar ordem se serviço
B Controlar processos e operações do acabamento de couros e peles (3)
- •Medir tempo de recurtimento e secagem de couros
- •Verificar maciez do couro
- •Avaliar fixação da flor em couros
C Operar máquinas e equipamentos (5)
- •Interpretar os parâmetros da operação
- •Avaliar as condições de funcionamento das máquinas
- •Regular velocidade, temperatura, pressão e vazão de operação de máquinas
- •Abastecer máquinas com couros e insumos
- •Limpar máquinas
Z Demonstrar competências pessoais (11)
- •Demonstrar atenção
- •Manifestar iniciativa
- •Respeitar normas de segurança
- •Zelar pela preservação do meio-ambiente
- •Trabalhar com ética
- •Demonstrar capacidade de comunicação
- •Evidenciar auto-controle
- •Aceitar idéias novas
- •Trabalhar em equipe
- •Trabalhar com responsabilidade
- •Demonstrar coordenação motora
Sinônimos oficiais (1)
Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7623-35 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.
Perguntas frequentes
Quanto ganha um palecionador de couros e peles?
A mediana do salário de admissão é R$ 1.542 por mês, considerando as 53 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.528 (10% menores) a R$ 1.644 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.179 (RAIS 2024), 41.3% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.
O mercado está contratando palecionador de couros e peles?
Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 53 admissões contra 67 desligamentos, saldo de -14 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.
Que tipo de empresa contrata palecionador de couros e peles?
A atividade econômica que mais contratou foi Curtimento e outras preparações de couro (CNAE 1510600), com 83% das admissões e mediana de R$ 1.569. A lista completa dos 4 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.
Qual o código CBO de palecionador de couros e peles?
7623-35 (família 7623 — Trabalhadores do acabamento de couros e peles). A CBO reconhece também os títulos: Amaciador de couros e peles — todos usam o mesmo código 7623-35. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.
Precisa de faculdade para ser palecionador de couros e peles?
Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7623: O exercício dessas ocupações requer escolaridade, qualificação profissional e experiência profissional distintas. O operador de máquinas e o matizador de couros e peles devem ter, respectivamente, ensino fundamental e ensino médio concluídos bem como curso de qualificação profissional com duzentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional para o primeiro, e de três a quatro anos para o segundo. Para as outras ocupações requer-se entre a quarta e a sétima séries do ensino fundamental. A qualificação profissional ocorre com a experiência prática no próprio local de trabalho e o desempenho pleno das atividades é alcançado em até dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
É uma profissão com muita informalidade?
A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.
Onde informo o CBO 7623-35?
No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.
O CBO 7623-35 define o grau de risco e o RAT da empresa?
Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7623-35 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1510600), o RAT é 3%.
Fontes oficiais
- → CBO 2002 — Ministério do Trabalho e Emprego
- → Novo CAGED — microdados de movimentação (PDET)
- → RAIS — microdados de vínculos (PDET)
- → PNAD Contínua (IBGE)
- → Tabela CBO completa
- → Todas as fontes do site
Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.
Quem descreveu esta família na CBO (13 instituições)
A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7623:
- •Bertin Ltda.
- •Bier Scharlau Companhia Ltda.
- •Curtume Bender S.A.
- •Curtume Berghan Ltda.
- •Curtume Fridolino Ritter Ltda.
- •Curtume Kern-mattes S.A.
- •Disport do Brasil Ltda.
- •Dupont do Brasil S.A.
- •Fritsch & Companhia Ltda.
- •Sadesa Brasil Indústria e Comércio de Couros Ltda.
- •Tanquímica Ltda.
- •Instituição Conveniada Responsável
- •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai