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CBO 2002 Família 7606 R$ 3.503 na admissão -343 postos em 12 meses 43 atividades

CBO 7606-05 — Supervisor das artes gráficas (indústria editorial e gráfica)

O código 7606-05 identifica a ocupação supervisor das artes gráficas (indústria editorial e gráfica) na CBO 2002, dentro da família 7606 — Supervisores das artes gráficas. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha13 seções

O que faz um supervisor das artes gráficas (indústria editorial e gráfica)

Supervisionam diretamente uma equipe de trabalhadores das artes gráficas, orientando-a, treinando-a em conformidade aos procedimentos técnicos, normas de qualidade, de segurança, meio ambiente e saúde. Administram o processo de produção gráfica com respeito a custos, viabilidade de execução, fluxo de tarefas, estoque de matéria-prima e material de consumo, programação de máquinas e equipamentos, dentre outros itens. Administram metas e resultados da produção gráfica e elaboram documentos técnicos.

Descrição oficial da família 7606 — Supervisores das artes gráficas, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

O trabalho é exercido, em grande parte, em gráficas particulares ou em grandes empresas de comunicação. O profissional é assalariado com carteira assinada e atua supervisionando uma equipe de trabalhadores, sob supervisão ocasional. O trabalho é presencial, em sistema de rodízio de turnos e em ambiente fechado. Os trabalhadores estão sujeitos a ruído intenso e permanência em posições desconfortáveis por longo período.

Recursos de trabalho

Compasso; Computador (editor de texto, planilha, etc.); Densitômetro; Esquadro; Lente conta fio; Micrômetro; Paquímetro; Régua; Retroprojetor.

Quanto ganha um supervisor das artes gráficas (indústria editorial e gráfica)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.91310% ganham atéR$ 3.503medianaR$ 8.01810% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 5.386

Entrada × quem já está

R$ 3.503 ao ser admitido · R$ 5.386 para quem tem vínculo ativo +53,8%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de supervisor das artes gráficas (indústria editorial e gráfica) foi de R$ 3.503 — metade das 615 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.913 e os 10% de maior, acima de R$ 8.018.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 5.386, ou seja, 53,8% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 67 meses.

Considerando a jornada média de 43.6 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 18,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 3.503
Por ano (12 salários)R$ 42.036
Por semanaR$ 806
Por hora (43.6h/sem)R$ 18,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 3.80671,7%
  • Mulheres — R$ 2.91728,3%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 5.70077,9%
  • Mulheres — R$ 4.40822,1%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Nordeste2.638
  • Sudeste3.933
  • Sul3.800
  • Centro-Oeste3.025

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (5 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 264 -158 R$ 4.264
MG 57 -29 R$ 3.300
GO 43 +8 R$ 3.510
PR 37 -41 R$ 4.225
RJ 33 -7 R$ 3.100

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

627

Desligamentos

970

Saldo

-343

Rotatividade

22%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: fev/26 (-17) saldo negativo · pior: mai/26 (-44)

Em 12 meses houve 627 admissões e 970 desligamentos de supervisor das artes gráficas (indústria editorial e gráfica), o que significa que o mercado formal fechou 343 postos de trabalho no período, com rotatividade de 22% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 24,4% foram a pedido do próprio trabalhador e 66,1% por dispensa sem justa causa, além de 4,1% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador24,4%
  • Dispensa sem justa causa66,1%
  • Fim de contrato4,1%

Sobre 970 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0,2% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro12,4%
  • 1 a 4 empregados11,8%
  • 5 a 9 empregados15,3%
  • 10 a 19 empregados18,5%
  • 20 a 49 empregados16,4%
  • 50 a 99 empregados6,7%
  • 100 a 249 empregados8,6%
  • 250 a 499 empregados7,2%
  • 500 a 999 empregados2,6%
  • 1.000 ou mais empregados0,5%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata supervisor das artes gráficas (indústria editorial e gráfica)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Impressão de material para outros usos 1813099 · 10,2% das admissões 64 43.9h R$ 2.692 R$ 3.570 R$ 5.575 2% 3
Impressão de material para uso publicitário 1813001 · 9,9% das admissões 62 44h R$ 2.221 R$ 3.033 R$ 4.064 3% 3
Fabricação de embalagens de papel 1731100 · 4,9% das admissões 31 44h R$ 5.900 3% 2
Impressão de livros, revistas e outras publicações periódicas 1811302 · 4,3% das admissões 27 44h R$ 4.865 3% 3
Serviços de acabamentos gráficos, exceto encadernação e plastificação 1822999 · 4% das admissões 25 44.3h R$ 3.535 3
Impressão de material de segurança 1812100 · 3,3% das admissões 21 44h R$ 1.621 2% 3
Edição de livros 5811500 · 3,3% das admissões 21 41.3h R$ 2.800 2% 3
Fabricação de embalagens de material plástico 2222600 · 3% das admissões 19 43.7h R$ 7.500 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como supervisor das artes gráficas (indústria editorial e gráfica)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 4.419 vínculos

Idade mediana

42 anos

Tempo de casa

67 meses

No setor público

7,8%

Em empresa do Simples

35,8%

Sexo

  • Mulher21,8%
  • Homem78,2%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,1h/sem
  • Pessoas com deficiência1,2%
  • Contrato intermitente0,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos2,8%

Sobre os 4.419 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca62%
  • Parda31,9%
  • Preta5%
  • Amarela1%
  • Indígena0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,3%
  • Até o 5º ano incompleto0,3%
  • 5º ano completo0,5%
  • 6º ao 9º ano1,9%
  • Fundamental completo6%
  • Médio incompleto4%
  • Médio completo57,7%
  • Superior incompleto5,4%
  • Superior completo23,4%
  • Mestrado0,5%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,2%
  • 5º ano completo0,2%
  • 6º a 9º ano0,6%
  • Fundamental completo3,2%
  • Médio incompleto3,5%
  • Médio completo62,7%
  • Superior incompleto6,5%
  • Superior completo19,1%
  • Pós-graduação3,7%
  • Doutorado0,3%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados7,4%
  • 5 a 9 empregados10,3%
  • 10 a 19 empregados13,4%
  • 20 a 49 empregados16,6%
  • 50 a 99 empregados11,5%
  • 100 a 249 empregados13,9%
  • 250 a 499 empregados11,5%
  • 500 a 999 empregados8,8%
  • 1.000 ou mais empregados6,6%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de supervisor das artes gráficas (indústria editorial e gráfica)

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

9,1

CAT no período

31

Idade média no acidente

39 anos

Foram 31 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo supervisor das artes gráficas (indústria editorial e gráfica) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 9,1 por mil vínculos ao ano — abaixo da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 58,1% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 38,7% de trajeto (no deslocamento) e 3,2% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico58,1%
  • Trajeto38,7%
  • Doença3,2%

Parte do corpo atingida

  • Dedo29%
  • Pé (exceto artelhos)16,1%
  • Joelho9,7%
  • Ombro6,5%
  • Perna (do tornozelo, exclusive, ao joelho, exclusive)6,5%

Natureza da lesão

  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)22,6%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)19,4%
  • Fratura16,1%
  • Lesão imediata12,9%
  • Distensão, torção9,7%

Agente causador

  • Máquina, NIC16,1%
  • Motocicleta, motoneta12,9%
  • Veículo rodoviário motorizado9,7%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas9,7%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas6,5%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 2 6,5% 5.476
S60 — Traumatismo superficial do punho e da mão 1 3,2% 1.634
M75 — Lesões do ombro 1 3,2% 9.287
W25 — Contato com vidro cortante 1 3,2% 2
S90.3 — Contusão de outras partes e partes não especificadas do pé 1 3,2% 1.188
S82.1 — Fratura da extremidade proximal da tíbia 1 3,2% 25.350

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Impressão de material para outros usos) tem RAT 2% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 9,1 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Essa ocupação é exercida por trabalhadores com formação profissional de nível técnico, na área gráfica. O exercício pleno da atividade ocorre após, no mínimo, cinco anos de ex-periência profissional no ramo. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7606.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7606-05.

A Supervisionar equipe de trabalho (9)
  • Selecionar profissionais das artes gráficas para admissão
  • Dimensionar equipe de trabalho e produção
  • Distribuir atribuições
  • Orientar equipes de trabalho
  • Definir incentivos a produtividade da equipe de trabalho
  • Avaliar desempenho profissional
  • Identificar necessidades de treinamento
  • Treinar equipe de trabalho
  • Manter o cumprimento das normas de segurança, ambiental e administrativas
B Administrar o processo de produção gráfica (12)
  • Analisar custo da produção gráfica
  • Analisar viabilidade de execução da produção gráfica
  • Programar o fluxo das tarefas
  • Verificar o estoque de matéria-prima e material de consumo (papel, tinta , filmes etc.)
  • Programar a utilização das máquinas e equipamentos
  • Aprovar a liberação da produção gráfica
  • Acompanhar cronograma da produção gráfica
  • Controlar a logística da entrada e saída da produção gráfica
  • Monitorar o padrão de qualidade da produção gráfica
  • Controlar o desperdício de matéria-prima (papel, tinta, insumos etc.)
  • Controlar a manutenção de máquinas e equipamentos
  • Coordenar testes para análise de matéria-prima (papel, tinta, insumos)
C Identificar capacidade das máquinas e equipamentos (6)
  • Identificar capacidade das máquinas e equipamentos
  • Negociar metas de produção
  • Analisar os resultados do processo produtivo
  • Avaliar índice de retrabalho
  • Avaliar satisfação de clientes
  • Propor soluções para problemas do processo produtivo
D Elaborar documentos (7)
  • Redigir relatórios técnicos
  • Emitir comunicações internas
  • Emitir ordens de serviço
  • Registrar ocorrências (falhas de equipamentos, acidentes de trabalho etc.)
  • Emitir pareceres técnicos
  • Emitir requisição de matéria-prima (papel, tinta, insumos etc.)
  • Preparar ordem de serviço
Z Demonstrar competências pessoais (9)
  • Comunicar-se com eficiência
  • Distinguir cores
  • Demonstrar espírito de liderança
  • Demonstrar auto-organização
  • Demonstrar flexibilidade
  • Relacionar-se com superiores e subordinados
  • Demonstrar autodesenvolvimento
  • Demonstrar controle emocional
  • Demonstrar raciocínio analógico

Sinônimos oficiais (17)

Chefe de divisão gráficaChefe de seção de artes gráficasCoordenador de artes gráficasEncarregado de gráficaMestre das artes gráficas (indústria editorial e gráfica)Mestre de fotogravurasMestre de fotolitoMestre de gravação (indústria gráfica)Mestre de produção (indústria gráfica)Mestre de serviços gráficosMestre gráficoMestre gravador de clichêMestre impressorMestre impressor calcográficoMestre impressor de off-setMestre litográficoMestre tipógrafo

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7606-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um supervisor das artes gráficas (indústria editorial e gráfica)?

A mediana do salário de admissão é R$ 3.503 por mês, considerando as 615 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.913 (10% menores) a R$ 8.018 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 5.386 (RAIS 2024), 53.8% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando supervisor das artes gráficas (indústria editorial e gráfica)?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 627 admissões contra 970 desligamentos, saldo de -343 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata supervisor das artes gráficas (indústria editorial e gráfica)?

A atividade econômica que mais contratou foi Impressão de material para outros usos (CNAE 1813099), com 10,2% das admissões e mediana de R$ 3.570. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de supervisor das artes gráficas (indústria editorial e gráfica)?

7606-05 (família 7606 — Supervisores das artes gráficas). A CBO reconhece também os títulos: Chefe de divisão gráfica, Chefe de seção de artes gráficas, Coordenador de artes gráficas, Encarregado de gráfica, Mestre das artes gráficas (indústria editorial e gráfica), Mestre de fotogravuras, Mestre de fotolito, Mestre de gravação (indústria gráfica), entre outros — todos usam o mesmo código 7606-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser supervisor das artes gráficas (indústria editorial e gráfica)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7606: Essa ocupação é exercida por trabalhadores com formação profissional de nível técnico, na área gráfica. O exercício pleno da atividade ocorre após, no mínimo, cinco anos de ex-periência profissional no ramo. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de supervisor das artes gráficas (indústria editorial e gráfica)?

A taxa é de 9,1 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (29% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S93.4 — entorse e distensão do tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7606-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7606-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7606-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1813099), o RAT é 2%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (14 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7606:

  • American Bank Note Company - Gráfica e Serigrafia Ltda.
  • Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica (ABTG)
  • Casa da Moeda do Brasil
  • Editora Guanabara Koogan S.A.
  • Editora O Dia S.A.
  • Federação dos Trabalhadores Gráficos do Rio de Janeiro
  • Imprensa Oficial do Estado do Rio de Janeiro
  • Indústria de Cigarro Souza Cruz S.A.
  • Infoglobo Comunicações Ltda.
  • Senai/Artes Gráficas
  • Senai/Theobaldo de Nigris
  • Sindicato das Indústrias Gráficas do Município do Rio de Janeiro
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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