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CBO 2002 Família 6323 R$ 1.642 na admissão +0 postos em 12 meses 46 atividades

CBO 6323-30 — Trabalhador da exploração de coco-da-praia

O código 6323-30 identifica a ocupação trabalhador da exploração de coco-da-praia na CBO 2002, dentro da família 6323 — Extrativistas florestais de espécies produtoras de fibras, ceras e óleos. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha12 seções

O que faz um trabalhador da exploração de coco-da-praia

Extraem e beneficiam fibras, ceras e óleos. Colhem frutos de palmeiras e árvores. Manejam extração e beneficiamento de fibras, ceras e óleos. Plantam árvores de pequi e espécies produtoras de fibras. Armazenam e comercializam matéria-prima e produtos.

Descrição oficial da família 6323 — Extrativistas florestais de espécies produtoras de fibras, ceras e óleos, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham predominantemente em silvicultura, exploração florestal, agricultura, pecuária e serviços relacionados a essas atividades. O trabalho é desenvolvido em equipe, com supervisão ocasional, a céu aberto, no período diurno. No exercício das atividades, os trabalhadores estão sujeitos a ruídos intensos, altas temperaturas e posição desconfortável por longos períodos. Os trabalhadores da exploração de andiroba, piaçava e coco-da-praia desenvolvem suas atividades em alturas elevadas, expondo-os a riscos.

Recursos de trabalho

Caldeira; Canoa; Equipamento de Proteção Individual (EPI); Facão; Foice de corte; Máquina de bater palha de carnaúba; Máquina forrageira; Pecúnia; Prensa; Veículos auto-motores e implementos.

Quanto ganha um trabalhador da exploração de coco-da-praia

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.54010% ganham atéR$ 1.642medianaR$ 1.93510% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 1.453

Entrada × quem já está

R$ 1.642 ao ser admitido · R$ 1.453 para quem tem vínculo ativo -11,5%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de trabalhador da exploração de coco-da-praia foi de R$ 1.642 — metade das 12 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.540 e os 10% de maior, acima de R$ 1.935.

Quem já está na ocupação ganha menos do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 1.453, ou seja, 11,5% abaixo do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração cai com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 77 meses.

Considerando a jornada média de 44.9 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 9,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.642
Por ano (12 salários)R$ 19.704
Por semanaR$ 378
Por hora (44.9h/sem)R$ 9,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 1.638100%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 1.425100%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

12

Desligamentos

12

Saldo

+0

Rotatividade

17,4%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: fev/26 (+3) saldo negativo · pior: mar/26 (-3)

Em 12 meses houve 12 admissões e 12 desligamentos de trabalhador da exploração de coco-da-praia, o que significa que o mercado formal manteve 0 postos de trabalho no período, com rotatividade de 17,4% sobre o estoque de vínculos.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro50%
  • 1 a 4 empregados33,3%
  • 5 a 9 empregados8,3%
  • 100 a 249 empregados8,3%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata trabalhador da exploração de coco-da-praia

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Hotéis 5510801 · 8,3% das admissões 1 2% 2
Preparação e fiação de fibras têxteis naturais, exceto algodão 1312000 · 8,3% das admissões 1 3% 3
Comércio varejista de bebidas 4723700 · 8,3% das admissões 1 3% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como trabalhador da exploração de coco-da-praia

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 69 vínculos

Idade mediana

43 anos

Tempo de casa

77 meses

Em empresa do Simples

21,7%

Sexo

  • Homem95,7%
  • Mulher4,3%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada44,7h/sem
  • Pessoas com deficiência1,4%

Sobre os 69 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda64,8%
  • Branca25,9%
  • Preta7,4%
  • Amarela1,9%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto2,9%
  • Até o 5º ano incompleto8,7%
  • 5º ano completo5,8%
  • Fundamental completo20,3%
  • Médio incompleto2,9%
  • Médio completo59,4%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Médio incompleto8,3%
  • Médio completo91,7%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados34,8%
  • 5 a 9 empregados37,7%
  • 20 a 49 empregados26,1%
  • 50 a 99 empregados1,4%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: alojamento e alimentação

Informalidade no setor

50,6%

Média nacional

37,5%

Conta própria

31,5%

Rendimento formal × informal

R$ 3.121 × R$ 1.622

No setor de alojamento e alimentação — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 50,6% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O acesso ao trabalho é livre, sem exigência de escolaridade ou formação profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005. 97

Texto oficial do MTE para a família 6323.

Qual especialização paga mais na família 6323

Todas as ocupações de extrativistas florestais de espécies produtoras de fibras, ceras e óleos, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
6323-10 Trabalhador da exploração de babaçu R$ 2.963 R$ 2.913 55
6323-40 Trabalhador da exploração de malva (pãina) R$ 1.777 R$ 2.130 34
6323-05 Trabalhador da exploração de andiroba R$ 1.613
6323-30 Trabalhador da exploração de coco-da-praia (esta página) R$ 1.642 R$ 1.453 69
6323-25 Trabalhador da exploração de carnaúba R$ 1.521 R$ 1.421 417
6323-15 Trabalhador da exploração de bacaba R$ 1.116 10

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 6323-30.

A Extrair fibras, ceras e óleos (2)
  • Macerar bacaba, casca de coco-da-praia, fruto de piaçava e amêndoa de ouricuri
  • Descascar coco-da-praia, babaçu, pequi, ouricuri e andiroba
B Colher frutos de palmeiras e árvores (2)
  • Subir em árvores e palmeiras
  • Colher cachos de buriti , ouricuri, babaçu, tucum, coco-da-praia e bacaba em copas
C Beneficiar fibras, ceras e óleos (5)
  • Limpar piaçava e fibra de coco-da-praia
  • Amarrar piaçava e fibra de coco-da-praia e palhas de ouricuri e carnaúba em feixes
  • Dispor fibras de coco-da-praia e palhas de ouricuri em lonas ou solo
  • Quebrar casca de cocos-da-praia e babaçu
  • Peneirar casca de coco-da-praia
D Manejar extração e beneficiamento de fibras, ceras e óleos (10)
  • Abrir caminho para área de extração
  • Aceirar área de extração
  • Capinar área de secagem
  • Calcular capacidade produtiva da área de extração
  • Negociar arrendamento de área de extração
  • Arrendar área de extração
  • Selecionar equipe de trabalho
  • Orientar equipe de trabalho
  • Providenciar manutenção de equipamentos e veículos
  • Apagar incêndios
E Plantar árvores de pequi e espécies produtoras de fibras (10)
  • Selecionar árvores e palmeiras para produção de mudas
  • Arar solo
  • Gradear solo
  • Balizar solo
  • Adubar solo
  • Construir canteiros
  • Abrir covas
  • Lascar coco-da-praia
  • Plantar frutos de pequi e coco-da-praia e piaçava
  • Transplantar mudas de coco-da-praia e pequi
F Armazenar matéria-prima e produtos (4)
  • Limpar instalações
  • Armazenar feixes de fibras em galpão
  • Pesar matéria-prima e produtos
  • Registrar produção
G Comercializar matéria-prima e produtos (8)
  • Pesquisar mercado fornecedor de fibras, ceras e óleos
  • Pesquisar mercado consumidor de fibras, ceras e óleos
  • Comprar insumos
  • Acondicionar produtos embalados em veículos
  • Acondicionar feixes fibras em veículos
  • Transportar matéria-prima e produtos
  • Vender matéria-prima
  • Vender produtos
Z Demonstrar competências pessoais (5)
  • Apresentar resistência física
  • Apresentar força física para subir em árvores
  • Suportar trabalhos em alturas elevadas
  • Demonstrar concentração em manuseio de equipamentos cortantes e máquinas
  • Adaptar-se a ambientes silvestres

Perguntas frequentes

Quanto ganha um trabalhador da exploração de coco-da-praia?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.642 por mês, considerando as 12 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.540 (10% menores) a R$ 1.935 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 1.453 (RAIS 2024), 11.5% abaixo do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando trabalhador da exploração de coco-da-praia?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 12 admissões contra 12 desligamentos, saldo de +0 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata trabalhador da exploração de coco-da-praia?

A atividade econômica que mais contratou foi Hotéis (CNAE 5510801), com 8,3% das admissões. A lista completa dos 3 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de trabalhador da exploração de coco-da-praia?

6323-30 (família 6323 — Extrativistas florestais de espécies produtoras de fibras, ceras e óleos). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser trabalhador da exploração de coco-da-praia?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 6323: O acesso ao trabalho é livre, sem exigência de escolaridade ou formação profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005. 97

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (alojamento e alimentação), 50,6% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 6323-30?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 6323-30 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 6323-30 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (5510801), o RAT é 2%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (13 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 6323:

  • Francol, Esperantina (Pi)
  • Indústria de Cera de Carnaúba
  • Núcleo de Ação para p Desenvolvimento Sustentável (Poemar)
  • Programa de Desenvolvimento Institucional (Conjunto Nova Vida)
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional - Cedeplar - Fundep - UFMG
  • GLOSSÁRIO
  • Aceirar área de extração: isolar área de extração para prevenção de incêndios, por exem- plo, com faixas de areia.
  • Área de secagem: é uma área aberta por capina, na qual é colocada uma lona, onde são espalhadas as palhas de carnaúba para secagem a céu aberto .
  • Paneiro: cesto de fabricação simplória, normalmente feito de palmeiras, onde são coloca- das as diversas matérias-primas e tranportados pelo próprio extrativista.
  • Passadeira: instrumento manufaturado pelo extrativista de pequi para coar a polpa da fruta.
  • Pecúnia: instrumento feito de palha de buriti ou cipó. Este é amarrado aos pés do extrati- vista para auxíliar a subida em árvores.
  • 98 Ralão: instrumento manufaturado pelo extrativista de pequi para ralar a casca da fruta.
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