CBO 6323-30 — Trabalhador da exploração de coco-da-praia
O código 6323-30 identifica a ocupação trabalhador da exploração de coco-da-praia na CBO 2002, dentro da família 6323 — Extrativistas florestais de espécies produtoras de fibras, ceras e óleos. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.
Nesta ficha12 seções
O que faz um trabalhador da exploração de coco-da-praia
Extraem e beneficiam fibras, ceras e óleos. Colhem frutos de palmeiras e árvores. Manejam extração e beneficiamento de fibras, ceras e óleos. Plantam árvores de pequi e espécies produtoras de fibras. Armazenam e comercializam matéria-prima e produtos.
Descrição oficial da família 6323 — Extrativistas florestais de espécies produtoras de fibras, ceras e óleos, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.
Como e onde se trabalha
Trabalham predominantemente em silvicultura, exploração florestal, agricultura, pecuária e serviços relacionados a essas atividades. O trabalho é desenvolvido em equipe, com supervisão ocasional, a céu aberto, no período diurno. No exercício das atividades, os trabalhadores estão sujeitos a ruídos intensos, altas temperaturas e posição desconfortável por longos períodos. Os trabalhadores da exploração de andiroba, piaçava e coco-da-praia desenvolvem suas atividades em alturas elevadas, expondo-os a riscos.
Recursos de trabalho
Caldeira; Canoa; Equipamento de Proteção Individual (EPI); Facão; Foice de corte; Máquina de bater palha de carnaúba; Máquina forrageira; Pecúnia; Prensa; Veículos auto-motores e implementos.
Quanto ganha um trabalhador da exploração de coco-da-praia
Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais
mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 1.453
Entrada × quem já está
R$ 1.642 ao ser admitido · R$ 1.453 para quem tem vínculo ativo -11,5%
Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de trabalhador da exploração de coco-da-praia foi de R$ 1.642 — metade das 12 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.540 e os 10% de maior, acima de R$ 1.935.
Quem já está na ocupação ganha menos do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 1.453, ou seja, 11,5% abaixo do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração cai com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 77 meses.
Considerando a jornada média de 44.9 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 9,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.
Equivalência da mediana
| Por mês | R$ 1.642 |
| Por ano (12 salários) | R$ 19.704 |
| Por semana | R$ 378 |
| Por hora (44.9h/sem) | R$ 9,00 |
Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.
Composição e salário por sexo
Na admissão (CAGED, 40h+)
Quem já atua (RAIS 2024)
Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.
Salário por região
Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.
Contratação e mercado
Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026
Admissões
12
Desligamentos
12
Saldo
+0
Rotatividade
17,4%
Saldo mês a mês
Em 12 meses houve 12 admissões e 12 desligamentos de trabalhador da exploração de coco-da-praia, o que significa que o mercado formal manteve 0 postos de trabalho no período, com rotatividade de 17,4% sobre o estoque de vínculos.
Porte de quem contrata
Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.
Quem contrata trabalhador da exploração de coco-da-praia
Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma
| CNAE — atividade econômica | Admissões | Jornada | P25 | Mediana | P75 | RAT | GR |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Hotéis 5510801 · 8,3% das admissões | 1 | — | — | — | — | 2% | 2 |
| Preparação e fiação de fibras têxteis naturais, exceto algodão 1312000 · 8,3% das admissões | 1 | — | — | — | — | 3% | 3 |
| Comércio varejista de bebidas 4723700 · 8,3% das admissões | 1 | — | — | — | — | 3% | 2 |
RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.
Perfil de quem trabalha como trabalhador da exploração de coco-da-praia
Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 69 vínculos
Idade mediana
43 anos
Tempo de casa
77 meses
Em empresa do Simples
21,7%
Sexo
Composição do vínculo
- Jornada média contratada44,7h/sem
- Pessoas com deficiência1,4%
Sobre os 69 vínculos ativos em 31/12/2024.
Raça/cor
Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.
Escolaridade
Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.
Porte do empregador
Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.
Informalidade no setor que mais contrata
PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: alojamento e alimentação
Informalidade no setor
50,6%
Média nacional
37,5%
Conta própria
31,5%
Rendimento formal × informal
R$ 3.121 × R$ 1.622
No setor de alojamento e alimentação — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 50,6% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.
O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.
Formação exigida
Exigência oficial da CBO
O acesso ao trabalho é livre, sem exigência de escolaridade ou formação profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005. 97
Texto oficial do MTE para a família 6323.
Qual especialização paga mais na família 6323
Todas as ocupações de extrativistas florestais de espécies produtoras de fibras, ceras e óleos, ordenadas pela remuneração de quem já atua
| CBO | Ocupação | Admissão | Quem já atua | Vínculos |
|---|---|---|---|---|
| 6323-10 | Trabalhador da exploração de babaçu | R$ 2.963 | R$ 2.913 | 55 |
| 6323-40 | Trabalhador da exploração de malva (pãina) | R$ 1.777 | R$ 2.130 | 34 |
| 6323-05 | Trabalhador da exploração de andiroba | R$ 1.613 | — | — |
| 6323-30 | Trabalhador da exploração de coco-da-praia (esta página) | R$ 1.642 | R$ 1.453 | 69 |
| 6323-25 | Trabalhador da exploração de carnaúba | R$ 1.521 | R$ 1.421 | 417 |
| 6323-15 | Trabalhador da exploração de bacaba | — | R$ 1.116 | 10 |
“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.
Atividades do perfil ocupacional
Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 6323-30.
A Extrair fibras, ceras e óleos (2)
- •Macerar bacaba, casca de coco-da-praia, fruto de piaçava e amêndoa de ouricuri
- •Descascar coco-da-praia, babaçu, pequi, ouricuri e andiroba
B Colher frutos de palmeiras e árvores (2)
- •Subir em árvores e palmeiras
- •Colher cachos de buriti , ouricuri, babaçu, tucum, coco-da-praia e bacaba em copas
C Beneficiar fibras, ceras e óleos (5)
- •Limpar piaçava e fibra de coco-da-praia
- •Amarrar piaçava e fibra de coco-da-praia e palhas de ouricuri e carnaúba em feixes
- •Dispor fibras de coco-da-praia e palhas de ouricuri em lonas ou solo
- •Quebrar casca de cocos-da-praia e babaçu
- •Peneirar casca de coco-da-praia
D Manejar extração e beneficiamento de fibras, ceras e óleos (10)
- •Abrir caminho para área de extração
- •Aceirar área de extração
- •Capinar área de secagem
- •Calcular capacidade produtiva da área de extração
- •Negociar arrendamento de área de extração
- •Arrendar área de extração
- •Selecionar equipe de trabalho
- •Orientar equipe de trabalho
- •Providenciar manutenção de equipamentos e veículos
- •Apagar incêndios
E Plantar árvores de pequi e espécies produtoras de fibras (10)
- •Selecionar árvores e palmeiras para produção de mudas
- •Arar solo
- •Gradear solo
- •Balizar solo
- •Adubar solo
- •Construir canteiros
- •Abrir covas
- •Lascar coco-da-praia
- •Plantar frutos de pequi e coco-da-praia e piaçava
- •Transplantar mudas de coco-da-praia e pequi
F Armazenar matéria-prima e produtos (4)
- •Limpar instalações
- •Armazenar feixes de fibras em galpão
- •Pesar matéria-prima e produtos
- •Registrar produção
G Comercializar matéria-prima e produtos (8)
- •Pesquisar mercado fornecedor de fibras, ceras e óleos
- •Pesquisar mercado consumidor de fibras, ceras e óleos
- •Comprar insumos
- •Acondicionar produtos embalados em veículos
- •Acondicionar feixes fibras em veículos
- •Transportar matéria-prima e produtos
- •Vender matéria-prima
- •Vender produtos
Z Demonstrar competências pessoais (5)
- •Apresentar resistência física
- •Apresentar força física para subir em árvores
- •Suportar trabalhos em alturas elevadas
- •Demonstrar concentração em manuseio de equipamentos cortantes e máquinas
- •Adaptar-se a ambientes silvestres
Perguntas frequentes
Quanto ganha um trabalhador da exploração de coco-da-praia?
A mediana do salário de admissão é R$ 1.642 por mês, considerando as 12 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.540 (10% menores) a R$ 1.935 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 1.453 (RAIS 2024), 11.5% abaixo do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.
O mercado está contratando trabalhador da exploração de coco-da-praia?
Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 12 admissões contra 12 desligamentos, saldo de +0 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.
Que tipo de empresa contrata trabalhador da exploração de coco-da-praia?
A atividade econômica que mais contratou foi Hotéis (CNAE 5510801), com 8,3% das admissões. A lista completa dos 3 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.
Qual o código CBO de trabalhador da exploração de coco-da-praia?
6323-30 (família 6323 — Extrativistas florestais de espécies produtoras de fibras, ceras e óleos). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.
Precisa de faculdade para ser trabalhador da exploração de coco-da-praia?
Segundo a descrição oficial da CBO para a família 6323: O acesso ao trabalho é livre, sem exigência de escolaridade ou formação profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005. 97
É uma profissão com muita informalidade?
A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (alojamento e alimentação), 50,6% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.
Onde informo o CBO 6323-30?
No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.
O CBO 6323-30 define o grau de risco e o RAT da empresa?
Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 6323-30 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (5510801), o RAT é 2%.
Fontes oficiais
- → CBO 2002 — Ministério do Trabalho e Emprego
- → Novo CAGED — microdados de movimentação (PDET)
- → RAIS — microdados de vínculos (PDET)
- → PNAD Contínua (IBGE)
- → Tabela CBO completa
- → Todas as fontes do site
Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.
Quem descreveu esta família na CBO (13 instituições)
A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 6323:
- •Francol, Esperantina (Pi)
- •Indústria de Cera de Carnaúba
- •Núcleo de Ação para p Desenvolvimento Sustentável (Poemar)
- •Programa de Desenvolvimento Institucional (Conjunto Nova Vida)
- •Instituição Conveniada Responsável
- •Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional - Cedeplar - Fundep - UFMG
- •GLOSSÁRIO
- •Aceirar área de extração: isolar área de extração para prevenção de incêndios, por exem- plo, com faixas de areia.
- •Área de secagem: é uma área aberta por capina, na qual é colocada uma lona, onde são espalhadas as palhas de carnaúba para secagem a céu aberto .
- •Paneiro: cesto de fabricação simplória, normalmente feito de palmeiras, onde são coloca- das as diversas matérias-primas e tranportados pelo próprio extrativista.
- •Passadeira: instrumento manufaturado pelo extrativista de pequi para coar a polpa da fruta.
- •Pecúnia: instrumento feito de palha de buriti ou cipó. Este é amarrado aos pés do extrati- vista para auxíliar a subida em árvores.
- •98 Ralão: instrumento manufaturado pelo extrativista de pequi para ralar a casca da fruta.