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CBO 2002 Família 6312 R$ 2.296 na admissão -25 postos em 12 meses 63 atividades

CBO 6312-10 — Pescador profissional

O código 6312-10 identifica a ocupação pescador profissional na CBO 2002, dentro da família 6312 — Pescadores de água costeira e alto mar. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 13 seções

O que faz um pescador profissional

Capturam, despescam e beneficiam animais aquáticos. Preparam e limpam embarcação e equipamentos de pesca. Carregam e descarregam embarcação e auxiliam em serviços gerais de navegação.

Descrição oficial da família 6312 — Pescadores de água costeira e alto mar, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Essas ocupações são exercidas por trabalhadores com carteira assinada. O trabalho é realizado em equipe, com supervisão. As atividades são realizadas a céu aberto, sendo que o pescador industrial também pode trabalhar em ambiente fechado. Os horários são irregulares, ocorrendo, algumas vezes, confinamento. Em algumas etapas do trabalho, os pescadores podem ficar expostos a materiais tóxicos, ruído intenso e variações climáticas. Estes pescadores podem também trabalhar em posições desconfortáveis durante longos períodos. CONSULTE 6311 - Pescadores profissionais artesanais de água doce.

Recursos de trabalho

Agulha; Cabos; Caixas; Espicha (ferro pontiagudo); Faca; Garateia (ferro com quatro ganchos); Guinchos; Instrumentos de captura (anzol, linha); Pá; Redes. 85

Notas oficiais da CBO

Os pescadores estão submetidos à capitania dos portos que estabelece normas e procedimentos relativos ao ingresso, inscrição e a carreira dos aquaviários pertencentes ao 1º, 2º, 3º, 4º, 5º, e 6º grupos e para a concessão e emissão da certidão de serviços de guerra (normam 13).

Quanto ganha um pescador profissional

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.82010% ganham até R$ 2.296mediana R$ 2.44710% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.759

Entrada × quem já está

R$ 2.296 ao ser admitido · R$ 2.759 para quem tem vínculo ativo +20,2%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de pescador profissional foi de R$ 2.296 — metade das 5.297 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.820 e os 10% de maior, acima de R$ 2.447.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.759, ou seja, 20,2% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 8 meses.

Considerando a jornada média de 43.8 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 12,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.296
Por ano (12 salários)R$ 27.552
Por semanaR$ 528
Por hora (43.8h/sem)R$ 12,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.296 99,8%
  • Mulheres — R$ 2.285 0,2%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.759 100%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 1.754
  • Nordeste 1.645
  • Sudeste 2.369
  • Sul 2.278
  • Centro-Oeste 1.640

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (8 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SC 3.688 +63 — R$ 2.279 —
RJ 701 -33 — R$ 2.408 —
PA 323 +6 — R$ 1.754 —
SP 256 +11 — R$ 2.352 —
ES 90 -66 — R$ 1.923 —
MS 83 -5 — R$ 1.640 —
RS 73 -14 — R$ 1.883 —
RN 31 -3 — R$ 1.650 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

5.302

Desligamentos

5.327

Saldo

-25

Rotatividade

158,6%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: mar/26 (+412) saldo negativo · pior: dez/25 (-494)

Em 12 meses houve 5.302 admissões e 5.327 desligamentos de pescador profissional, o que significa que o mercado formal fechou 25 postos de trabalho no período, com rotatividade de 158,6% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 36,1% foram a pedido do próprio trabalhador e 58,3% por dispensa sem justa causa, além de 3,8% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 36,1%
  • Dispensa sem justa causa 58,3%
  • Fim de contrato 3,8%

Sobre 5.327 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0,1% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 30,5%
  • 1 a 4 empregados 13,6%
  • 5 a 9 empregados 11,8%
  • 10 a 19 empregados 13,9%
  • 20 a 49 empregados 17,9%
  • 50 a 99 empregados 9,1%
  • 100 a 249 empregados 3,1%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata pescador profissional

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Preservação de peixes, crustáceos e moluscos 1020101 · 3,4% das admissões 178 44h R$ 1.827 R$ 2.127 R$ 2.175 3% 3
Comércio atacadista de pescados e frutos do mar 4634603 · 3,3% das admissões 177 44.5h R$ 2.225 R$ 2.337 R$ 2.479 3% 2
Fabricação de conservas de peixes, crustáceos e moluscos 1020102 · 2,4% das admissões 125 44h R$ 1.724 R$ 1.776 R$ 2.132 3% 3
Carga e descarga 5212500 · 1,6% das admissões 83 44h R$ 1.610 R$ 1.640 R$ 1.670 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como pescador profissional

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 3.358 vínculos

Idade mediana

45 anos

Tempo de casa

8 meses

No setor público

0,1%

Em empresa do Simples

7,7%

Sexo

  • Homem 99,6%
  • Mulher 0,4%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,6h/sem
  • Pessoas com deficiência0,1%
  • Contrato intermitente0,8%

Sobre os 3.358 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 62,8%
  • Parda 31,6%
  • Preta 5,2%
  • Amarela 0,3%
  • Indígena 0,1%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 1,4%
  • Até o 5º ano incompleto 12%
  • 5º ano completo 6%
  • 6º ao 9º ano 13,3%
  • Fundamental completo 30,7%
  • Médio incompleto 4,8%
  • Médio completo 31,7%
  • Superior incompleto 0,1%
  • Superior completo 0,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 1,3%
  • Até 5º ano incompleto 7,6%
  • 5º ano completo 5%
  • 6º a 9º ano 11%
  • Fundamental completo 35,3%
  • Médio incompleto 5%
  • Médio completo 34,7%
  • Superior incompleto 0,1%
  • Superior completo 0,2%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 12,4%
  • 5 a 9 empregados 20,9%
  • 10 a 19 empregados 22,3%
  • 20 a 49 empregados 23,1%
  • 50 a 99 empregados 13,9%
  • 100 a 249 empregados 7%
  • 1.000 ou mais empregados 0,4%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de pescador profissional

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

17,5

CAT no período

51

Idade média no acidente

50 anos

Foram 51 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo pescador profissional nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 17,5 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 98% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 0% de trajeto (no deslocamento) e 2% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico 98%
  • Doença 2%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 17,6%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis) 13,7%
  • Pé (exceto artelhos) 11,8%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 7,8%
  • Olho (inclusive nervo ótico e visão) 7,8%

Natureza da lesão

  • Lesão imediata 43,1%
  • Fratura 27,5%
  • Perda ou diminuição de sentido (audição, visão, olfato, paladar e tato, desde que não seja sequela de outra lesão) 7,8%
  • Distensão, torção 5,9%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 3,9%

Agente causador

  • Corda, cabo, corrente - ferramenta manual sem força motriz 19,6%
  • Piso de veiculo - superfície utilizada para sustentar pessoas 15,7%
  • Agente do acidente inexistente 11,8%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas 9,8%
  • Cais, doca - edifício ou estrutura 9,8%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S62.6 — Fratura de outros dedos 5 9,8% 24.580
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 3 5,9% 3.531
S22.3 — Fratura de costela 3 5,9% 2.286
S60.2 — Contusão de outras partes do punho e da mão 2 3,9% 1.634
T07 — Traumatismos múltiplos não especificados 2 3,9% 1.358
S92.0 — Fratura do calcâneo 2 3,9% 15.618

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Preservação de peixes, crustáceos e moluscos) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 17,5 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O nível de escolaridade do pescador profissional é até a quarta série do ensino fundamental. O pescador industrial deverá ter o ensino fundamental concluído. Para o pleno exercício de suas atividades, o pescador profissional necessita de curso básico de até duzentas horas, ao passo que o pescador industrial necessita de duzentas a quatrocentas horas/aula. A experiência requerida para as ocupações varia de um a dois anos. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 6312.

Qual especialização paga mais na família 6312

Todas as ocupações de pescadores de água costeira e alto mar, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
6312-10 Pescador profissional (esta página) R$ 2.296 R$ 2.759 3.358
6312-05 Pescador industrial R$ 2.282 R$ 2.625 535

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 6312-10.

A Capturar animais aquáticos (10)
  • •Demarcar redes, espinhéis e armadilhas
  • •Lançar redes em caceia
  • •Capturar peixes com rede de fundo
  • •Capturar peixes de cardume com cerco
  • •Capturar peixes por arrastão
  • •Capturar camarão por arrastão
  • •Pescar lagosta com armadilhas
  • •Capturar peixes de água costeira e alto mar com espinhel
  • •Capturar pargo com pargueira
  • •Capturar peixes de água costeira e alto mar com linha de mão
B Despescar animais aquáticos (8)
  • •Içar armadilhas
  • •Recolher redes
  • •Desmalhar pescado
  • •Retirar pescado de anzol
  • •Despescar com sarico
  • •Despescar camarão
  • •Imobilizar peixes de grande porte
  • •Devolver organismos aquáticos ao mar
C Beneficiar pescado (9)
  • •Classificar pescado
  • •Eviscerar pescado
  • •Descabeçar camarão e lagosta
  • •Filetar pescado
  • •Lavar pescado
  • •Pesar pescado
  • •Armazenar pescado
  • •Salgar pescado
  • •Auxiliar em resfriamento de pescado de águas costeiras
D Preparar insumos e equipamentos de pesca (10)
  • •Entralhar redes
  • •Reparar redes
  • •Amarrar anzol e armadilha
  • •Preparar linhas primárias e secundárias para espinhel
  • •Amarrar bóias em bandeiras
  • •Preparar cabo de aço para captura
  • •Selecionar equipamentos de pesca
  • •Adquirir iscas
  • •Iscar armadilha, catueiro, espinhel, pargueira e linha de mão
  • •Utilizar equipamentos de proteção individual
E Limpar embarcação e equipamentos de pesca (6)
  • •Lavar equipamentos de pesca
  • •Lubrificar guincho
  • •Lubrificar cabo de aço
  • •Lubrificar armação de trangone
  • •Lavar borda falsa
  • •Lavar convés
F Carregar e descarregar embarcação (6)
  • •Abastecer embarcação com combustível
  • •Abastecer embarcação com alimentos e gelo
  • •Abastecer embarcação com iscas
  • •Conferir carregamento de equipamentos de pesca
  • •Remover pescado
  • •Remover equipamentos de pesca
G Auxiliar em serviços gerais de navegação (6)
  • •Auxiliar em atracação e manobra
  • •Auxiliar na condução da embarcação
  • •Auxiliar em localização de cardumes
  • •Auxiliar em limpeza da embarcação
  • •Auxiliar em ancoragem da embarcação
  • •Vigiar embarcação
Z Demonstrar competências pessoais (8)
  • •Manifestar controle emocional
  • •Dar prova de agilidade na captura de animais aquáticos
  • •Trabalhar em equipe
  • •Adaptar-se ao movimento da embarcação
  • •Demonstrar resistência física
  • •Tomar decisões em situações adversas
  • •Demonstrar atenção
  • •Suportar trabalho em confinamento

Perguntas frequentes

Quanto ganha um pescador profissional?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.296 por mês, considerando as 5.297 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.820 (10% menores) a R$ 2.447 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.759 (RAIS 2024), 20.2% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando pescador profissional?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 5.302 admissões contra 5.327 desligamentos, saldo de -25 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata pescador profissional?

A atividade econômica que mais contratou foi Preservação de peixes, crustáceos e moluscos (CNAE 1020101), com 3,4% das admissões e mediana de R$ 2.127. A ficha de pescador profissional no Buscador NCM lista os 4 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de pescador profissional?

6312-10 (família 6312 — Pescadores de água costeira e alto mar). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser pescador profissional?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 6312: O nível de escolaridade do pescador profissional é até a quarta série do ensino fundamental. O pescador industrial deverá ter o ensino fundamental concluído. Para o pleno exercício de suas atividades, o pescador profissional necessita de curso básico de até duzentas horas, ao passo que o pescador industrial necessita de duzentas a quatrocentas horas/aula. A experiência requerida para as ocupações varia de um a dois anos. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de pescador profissional?

A taxa é de 17,5 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (17,6% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S62.6 — fratura de outros dedos. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 6312-10?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 6312-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 6312-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1020101), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (21 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 6312:

  • •Acqua Marine
  • •Brasuisan Indústria e Comércio de Pescados
  • •Colônia de Pescadores Z-1
  • •Colônia de Pescadores Z-18
  • •Federação dos Pescadores do Estado da Bahia
  • •Fish Brasil
  • •Samburá Produtos do Mar Ltda.
  • •Sindicato dos Pescadores do Estado do Ceará
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional - Cedeplar - Fundep - UFMG
  • •GLOSSÁRIO
  • •Caceia: o conjunto das redes que, amarradas entre si, os barcos de pesca lançam no alto-mar.
  • •Caniço: vara de bambu com um anzol.
  • •Específico para a pesca profissional de atum, existe também na pesca artesanal e pesca esportiva.
  • •Congá: uma espécie de cesto.
  • •Despescar com sarico: despeca realizada especificamente na traineira.
  • •Espinhel: carrossel de corda de aço que possui vários anzóis.
  • •Manzuá: gaiola de pescar lagosta
  • •Pargueira: sistema de captura específico do peixe pargo, é um tambor que possui dois pedais. Também pode ser conhecido como catueira.
  • •Sarico: cesto que retira o peixe do congá.
  • •86 Trangone: armação para puxar rede de camarão.
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