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CBO 2002 Família 6232 R$ 2.163 na admissão -104 postos em 12 meses 101 atividades

CBO 6232-05 — Trabalhador da caprinocultura

O código 6232-05 identifica a ocupação trabalhador da caprinocultura na CBO 2002, dentro da família 6232 — Trabalhadores na pecuária de animais de médio porte. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 13 seções

O que faz um trabalhador da caprinocultura

Cuidam da alimentação, gestação e lactação de suínos, caprinos e ovinos. Aplicam medicamentos e fazem curativos. Controlam a reprodução, ordenham, abatem e preparam suínos, caprinos e ovinos para exposição e venda. Beneficiam produtos da pecuária de médio porte. As atividades são desempenhadas em conformidade com as normas e procedimentos técnicos de qualidade e biossegurança.

Descrição oficial da família 6232 — Trabalhadores na pecuária de animais de médio porte, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham em pequenas, grandes e médias propriedades rurais de criação de ovelhas, cabras e porcos. O regime de trabalho é assalariado, com carteira assinada. Trabalham a céu aberto, em horários diurno e irregulares, sob supervisão permanente.

Recursos de trabalho

Balança; Bomba de água (lavação); Carrinho de mão; Carroça com cavalo; Congelador e freezer; EPI (Equipamento de Segurança Individual); Forrageira; Material de castração; Ordenhadeira; Seringa.

Quanto ganha um trabalhador da caprinocultura

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.63610% ganham até R$ 2.163mediana R$ 2.76310% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 1.938

Entrada × quem já está

R$ 2.163 ao ser admitido · R$ 1.938 para quem tem vínculo ativo -10,4%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de trabalhador da caprinocultura foi de R$ 2.163 — metade das 49 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.636 e os 10% de maior, acima de R$ 2.763.

Quem já está na ocupação ganha menos do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 1.938, ou seja, 10,4% abaixo do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração cai com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 60 meses.

Considerando a jornada média de 43.9 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 11,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.163
Por ano (12 salários)R$ 25.956
Por semanaR$ 498
Por hora (43.9h/sem)R$ 11,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.163 100%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 1.944 85%
  • Mulheres — R$ 1.863 15%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Sudeste 2.137

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

51

Desligamentos

155

Saldo

-104

Rotatividade

122%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: fev/26 (+3) saldo negativo · pior: dez/25 (-62)

Em 12 meses houve 51 admissões e 155 desligamentos de trabalhador da caprinocultura, o que significa que o mercado formal fechou 104 postos de trabalho no período, com rotatividade de 122% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 19,4% foram a pedido do próprio trabalhador e 66,5% por dispensa sem justa causa, além de 14,2% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 19,4%
  • Dispensa sem justa causa 66,5%
  • Fim de contrato 14,2%

Sobre 155 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 18,8%
  • 1 a 4 empregados 18,8%
  • 5 a 9 empregados 4,2%
  • 50 a 99 empregados 52,1%
  • 100 a 249 empregados 2,1%
  • 500 a 999 empregados 4,2%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata trabalhador da caprinocultura

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de laticínios 1052000 · 5,9% das admissões 3 — — — — 3% 3
Educação superior - graduação e pós graduação 8532500 · 3,9% das admissões 2 — — — — 1% 2
Comércio varejista de laticínios e frios 4721103 · 3,9% das admissões 2 — — — — 2% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como trabalhador da caprinocultura

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 127 vínculos

Idade mediana

42 anos

Tempo de casa

60 meses

No setor público

7,9%

Em empresa do Simples

10,2%

Sexo

  • Mulher 15%
  • Homem 85%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,6h/sem
  • Em entidade sem fins lucrativos6,3%

Sobre os 127 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda 52,5%
  • Branca 35,8%
  • Preta 10%
  • Amarela 1,7%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,8%
  • Até o 5º ano incompleto 9,4%
  • 5º ano completo 6,3%
  • 6º ao 9º ano 6,3%
  • Fundamental completo 19,7%
  • Médio incompleto 7,1%
  • Médio completo 50,4%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Até 5º ano incompleto 3,9%
  • 5º ano completo 2%
  • 6º a 9º ano 5,9%
  • Fundamental completo 27,5%
  • Médio incompleto 17,6%
  • Médio completo 41,2%
  • Superior incompleto 2%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 48,8%
  • 5 a 9 empregados 22,8%
  • 10 a 19 empregados 7,1%
  • 20 a 49 empregados 6,3%
  • 50 a 99 empregados 0,8%
  • 100 a 249 empregados 3,9%
  • 500 a 999 empregados 2,4%
  • 1.000 ou mais empregados 7,9%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O pré-requisito mínimo de escolaridade situa-se entre a quarta e a sétima série do ensino fundamental. Há tendência de aumento das exigências, com ocorrência de granjas que requer em escolaridade de nível médio completo. A qualificação é obtida com o aprendizado prático no local de trabalho, com duração que varia entre um e dois anos. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 6232.

Qual especialização paga mais na família 6232

Todas as ocupações de trabalhadores na pecuária de animais de médio porte, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
6232-15 Trabalhador da suinocultura R$ 1.907 R$ 2.391 20.465
6232-05 Trabalhador da caprinocultura (esta página) R$ 2.163 R$ 1.938 127
6232-10 Trabalhador da ovinocultura R$ 1.643 R$ 1.860 459

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 6232-05.

A Alimentar suínos, caprinos e ovinos (16)
  • •Triturar milho, trigo, sorgo e soja
  • •Classificar concentração de ração
  • •Misturar componentes da ração
  • •Picar capim e cana
  • •Secar capim para fenação
  • •Ensilar capim, milho e sorgo
  • •Construir piquete
  • •Efetuar rodízio de pasto
  • •Distribuir ração em comedouros
  • •Distribuir sal em comedouros
  • •Misturar leite em pó em água
  • •Pasteurizar colostro de caprinos
  • •Distribuir leite em bebedouros e mamadeiras coletivas
  • •Distribuir água em bebedouros
  • •Recolher sobra de ração
  • •Distribuir volumoso em comedouro
B Cuidar da gestação e lactação de ovinos, caprinos e suínos (7)
  • •Conduzir animais para defecagem e alimentação
  • •Balancear peso de fêmea durante gestação
  • •Cortar umbigo de recém-nascidos
  • •Remanejar amamentação de filhotes
  • •Mochar caprinos e ovinos recém-nascidos
  • •Tatuar recém-nascidos
  • •Desmamar recém-nascidos
C Aplicar medicamentos em suínos, caprinos e ovinos (8)
  • •Manipular medicamentos conforme fórmula
  • •Injetar vacinas e medicamentos
  • •Medicar por via oral
  • •Pulverizar medicamentos na pele
  • •Fazer curativos
  • •Passar medicamentos no casco
  • •Armazenar medicamentos e vacinas em local refrigerado
  • •Armazenar medicamentos e vacinas em ambiente fechado
D Controlar reprodução de suínos, caprinos e ovinos (11)
  • •Escolher reprodutores e matrizes
  • •Controlar peso de fêmea
  • •Induzir cio de fêmeas
  • •Identificar cio de fêmeas
  • •Organizar cruzamentos
  • •Colocar animais para monta
  • •Coletar sêmen
  • •Diluir sêmen
  • •Resfriar sêmen
  • •Inseminar fêmea
  • •Monitorar partos
E Ordenhar suínos, caprinos e ovinos (8)
  • •Escovar animais
  • •Levar animal para ordenha
  • •Desinfetar tetas de caprinos
  • •Descartar jatos iniciais de leite
  • •Extrair colostro para alimentação de recém-nascidos
  • •Extrair leite
  • •Transportar leite
  • •Armazenar colostro
F Preparar suínos, caprinos e ovinos para exposição e venda (6)
  • •Selecionar animais por raça e origem
  • •Numerar animais
  • •Marcar animais
  • •Tosquiar animais
  • •Pesar animais
  • •Transportar animais
G Abater suínos, caprinos e ovinos (8)
  • •Escolher animais para abate
  • •Anotar peso do animal
  • •Castrar animais
  • •Matar animais por sangria
  • •Matar animais por choque
  • •Retirar vísceras
  • •Retalhar carcaça
  • •Retirar pele
H Beneficiar produtos da pecuária de médio porte (13)
  • •Coar leite
  • •Pasteurizar leite
  • •Produzir queijo
  • •Produzir iogurte
  • •Produzir doce de leite
  • •Embalar leite
  • •Registrar data de validade do leite
  • •Separar descarte de animal abatido
  • •Conservar couro em sal
  • •Defumar carne
  • •Embutir carne
  • •Moer ossos
  • •Guardar carne e leite em locais refrigerados
I Trabalhar com biossegurança (17)
  • •Construir apriscos
  • •Cercar instalações com tela
  • •Vestir uniforme
  • •Monitorar temperatura e luminosidade
  • •Higienizar instalações
  • •Esterilizar materiais
  • •Pintar baias
  • •Higienizar máquinas e equipamentos
  • •Monitorar qualidade de água em bebedouros
  • •Aparar casco
  • •Espantar aves
  • •Eliminar roedores, insetos e parasitas
  • •Varrer baias com cal
  • •Coletar amostras para exame
  • •Isolar animais contaminados
  • •Retirar esterco
  • •Curtir esterco
Z Demonstrar competências pessoais (7)
  • •Demonstrar agilidade em manejo de animais
  • •Demonstrar paciência
  • •Demonstrar afinidade com a atividade
  • •Demonstrar responsabilidade
  • •Demonstrar sensibilidade com animais
  • •Atentar para detalhes do comportamento de animais
  • •Trabalhar em equipe

Sinônimos oficiais (3)

Caprinocultor - exclusive conta própriaRetireiro (caprinos)Tratador de animais - caprinos

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 6232-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um trabalhador da caprinocultura?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.163 por mês, considerando as 49 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.636 (10% menores) a R$ 2.763 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 1.938 (RAIS 2024), 10.4% abaixo do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando trabalhador da caprinocultura?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 51 admissões contra 155 desligamentos, saldo de -104 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata trabalhador da caprinocultura?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de laticínios (CNAE 1052000), com 5,9% das admissões. A ficha de trabalhador da caprinocultura no Buscador NCM lista os 3 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de trabalhador da caprinocultura?

6232-05 (família 6232 — Trabalhadores na pecuária de animais de médio porte). A CBO reconhece também os títulos: Caprinocultor - exclusive conta própria, Retireiro (caprinos), Tratador de animais - caprinos — todos usam o mesmo código 6232-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser trabalhador da caprinocultura?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 6232: O pré-requisito mínimo de escolaridade situa-se entre a quarta e a sétima série do ensino fundamental. Há tendência de aumento das exigências, com ocorrência de granjas que requer em escolaridade de nível médio completo. A qualificação é obtida com o aprendizado prático no local de trabalho, com duração que varia entre um e dois anos. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 6232-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 6232-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 6232-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1052000), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (19 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 6232:

  • •Asa Alimentos, Planaltina (Df)
  • •Biribas Agropecuária, Cascavel (Pr)
  • •Chácara 13 de Janeiro, Planaltina (Df)
  • •Fazenda Nazaré, Fortaleza (Ce)
  • •Fazenda Normal - Ematerce, Quixeramobim (Ce)
  • •Fazenda Santa Rita, Florestal (MG)
  • •Granja Barreirinha, Sete Lagoas (MG)
  • •Granja Colomijuba, Fortaleza (Ce)
  • •Granja Pataca, Fortaleza (Ce)
  • •Rancho das Cabras, Poços de Caldas (MG)
  • •Sítio Jacomé, Contagem (MG)
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional - Cedeplar - Fundep - UFMG
  • •GLOSSÁRIO
  • •Barrigada: vísceras em geral.
  • •Carcaça: animal abatido sem a barrigada.
  • •Componentes da ração: cana e capim triturados, cerais e milho com farelo de soja (suí- nos), sorgo (grão miúdo); silagem (com cana, capim, sorgo), ervilha, etc.
  • •Materiais: seringa, agulha, alicates (corte de dente, corte de orelha, rabo), canivete, bisturi, pipeta.
  • •Material de castração: bordiz, canivete, bisturi, gilete.
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