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CBO 2002 Família 6232 R$ 1.901 na admissão +1.089 postos em 12 meses 88 atividades

CBO 6232-15 — Trabalhador da suinocultura

O código 6232-15 identifica a ocupação trabalhador da suinocultura na CBO 2002, dentro da família 6232 — Trabalhadores na pecuária de animais de médio porte. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha12 seções

O que faz um trabalhador da suinocultura

Cuidam da alimentação, gestação e lactação de suínos, caprinos e ovinos. Aplicam medicamentos e fazem curativos. Controlam a reprodução, ordenham, abatem e preparam suínos, caprinos e ovinos para exposição e venda. Beneficiam produtos da pecuária de médio porte. As atividades são desempenhadas em conformidade com as normas e procedimentos técnicos de qualidade e biossegurança.

Descrição oficial da família 6232 — Trabalhadores na pecuária de animais de médio porte, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham em pequenas, grandes e médias propriedades rurais de criação de ovelhas, cabras e porcos. O regime de trabalho é assalariado, com carteira assinada. Trabalham a céu aberto, em horários diurno e irregulares, sob supervisão permanente.

Recursos de trabalho

Balança; Bomba de água (lavação); Carrinho de mão; Carroça com cavalo; Congelador e freezer; EPI (Equipamento de Segurança Individual); Forrageira; Material de castração; Ordenhadeira; Seringa.

Quanto ganha um trabalhador da suinocultura

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.60910% ganham atéR$ 1.901medianaR$ 2.35410% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.391

Entrada × quem já está

R$ 1.901 ao ser admitido · R$ 2.391 para quem tem vínculo ativo +25,8%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de trabalhador da suinocultura foi de R$ 1.901 — metade das 13.776 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.609 e os 10% de maior, acima de R$ 2.354.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.391, ou seja, 25,8% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 19 meses.

Considerando a jornada média de 43.8 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 10,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.901
Por ano (12 salários)R$ 22.812
Por semanaR$ 438
Por hora (43.8h/sem)R$ 10,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 1.90169%
  • Mulheres — R$ 1.90331%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.42773,1%
  • Mulheres — R$ 2.28326,9%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte1.641
  • Nordeste1.623
  • Sudeste1.845
  • Sul1.955
  • Centro-Oeste1.888

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SC 2.858 +320 R$ 1.889
MG 2.676 +128 R$ 1.772
PR 2.412 +171 R$ 2.041
RS 1.514 +131 R$ 1.850
GO 1.120 +15 R$ 1.972
MS 1.073 +132 R$ 1.790
MT 916 +26 R$ 1.871
SP 757 +64 R$ 1.936
ES 151 +50 R$ 2.281
MA 129 +14 R$ 1.610

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

14.044

Desligamentos

12.955

Saldo

+1.089

Rotatividade

63,3%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: mar/26 (+217) saldo negativo · pior: dez/25 (-42)

Em 12 meses houve 14.044 admissões e 12.955 desligamentos de trabalhador da suinocultura, o que significa que o mercado formal abriu 1.089 postos de trabalho no período, com rotatividade de 63,3% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 46,4% foram a pedido do próprio trabalhador e 41,8% por dispensa sem justa causa, além de 9% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador46,4%
  • Dispensa sem justa causa41,8%
  • Fim de contrato9%

Sobre 12.955 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro23,5%
  • 1 a 4 empregados8,5%
  • 5 a 9 empregados10,6%
  • 10 a 19 empregados14,7%
  • 20 a 49 empregados24,9%
  • 50 a 99 empregados8,6%
  • 100 a 249 empregados5,6%
  • 250 a 499 empregados1,8%
  • 500 a 999 empregados1,3%
  • 1.000 ou mais empregados0,6%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Perfil de quem trabalha como trabalhador da suinocultura

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 20.465 vínculos

Idade mediana

36 anos

Tempo de casa

19 meses

Em empresa do Simples

1,1%

Sexo

  • Homem73%
  • Mulher27%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,7h/sem
  • Pessoas com deficiência0,5%
  • Jornada parcial0,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,2%

Sobre os 20.465 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca54,5%
  • Parda37,6%
  • Preta7%
  • Amarela0,6%
  • Indígena0,4%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto1,2%
  • Até o 5º ano incompleto6,9%
  • 5º ano completo6,3%
  • 6º ao 9º ano13,9%
  • Fundamental completo14,5%
  • Médio incompleto11,4%
  • Médio completo43,5%
  • Superior incompleto1%
  • Superior completo1,3%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,9%
  • Até 5º ano incompleto5,1%
  • 5º ano completo3,5%
  • 6º a 9º ano12,6%
  • Fundamental completo12,5%
  • Médio incompleto12,8%
  • Médio completo50,5%
  • Superior incompleto1,2%
  • Superior completo1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados11,7%
  • 5 a 9 empregados12,7%
  • 10 a 19 empregados19,1%
  • 20 a 49 empregados28,3%
  • 50 a 99 empregados14,3%
  • 100 a 249 empregados8,5%
  • 250 a 499 empregados2,2%
  • 500 a 999 empregados1,7%
  • 1.000 ou mais empregados1,5%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de trabalhador da suinocultura

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

25,1

CAT no período

399

Óbitos comunicados

3

Idade média no acidente

35 anos

Foram 399 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo trabalhador da suinocultura nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 25,1 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 92,2% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 7,3% de trajeto (no deslocamento) e 0,5% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 3 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico92,2%
  • Trajeto7,3%
  • Doença0,5%

Parte do corpo atingida

  • Dedo21,8%
  • Pé (exceto artelhos)10,5%
  • Mão (exceto punho ou dedos)9,3%
  • Joelho7,3%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis)6%

Natureza da lesão

  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)18,5%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)17%
  • Fratura17%
  • Lesão imediata12,3%
  • Luxação7,5%

Agente causador

  • Animal vivo26,1%
  • Metal - inclui liga9,5%
  • Agente do acidente, NIC5,3%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas5%
  • Superfície e estrutura, NIC3,8%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S62.6 — Fratura de outros dedos 21 5,3% 24.580
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 13 3,3% 3.531
M79.6 — Dor em membro 12 3% 517
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 11 2,8% 5.476
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 10 2,5% 1.634
S60.2 — Contusão de outras partes do punho e da mão 8 2% 1.634

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O pré-requisito mínimo de escolaridade situa-se entre a quarta e a sétima série do ensino fundamental. Há tendência de aumento das exigências, com ocorrência de granjas que requer em escolaridade de nível médio completo. A qualificação é obtida com o aprendizado prático no local de trabalho, com duração que varia entre um e dois anos. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 6232.

Qual especialização paga mais na família 6232

Todas as ocupações de trabalhadores na pecuária de animais de médio porte, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
6232-15 Trabalhador da suinocultura (esta página) R$ 1.901 R$ 2.391 20.465
6232-05 Trabalhador da caprinocultura R$ 2.163 R$ 1.938 127
6232-10 Trabalhador da ovinocultura R$ 1.642 R$ 1.860 459

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 6232-15.

A Alimentar suínos, caprinos e ovinos (11)
  • Triturar milho, trigo, sorgo e soja
  • Classificar concentração de ração
  • Misturar componentes da ração
  • Construir piquete
  • Distribuir ração em comedouros
  • Molhar ração para suínos
  • Misturar leite em pó em água
  • Pasteurizar colostro de caprinos
  • Distribuir leite em bebedouros e mamadeiras coletivas
  • Distribuir água em bebedouros
  • Recolher sobra de ração
B Cuidar da gestação e lactação de ovinos, caprinos e suínos (9)
  • Conduzir animais para defecagem e alimentação
  • Balancear peso de fêmea durante gestação
  • Cortar umbigo de recém-nascidos
  • Cortar dente de suínos recém-nascidos
  • Cortar cauda de recém-nascidos
  • Remanejar amamentação de filhotes
  • Inserir mossa em recém-nascidos
  • Tatuar recém-nascidos
  • Desmamar recém-nascidos
C Aplicar medicamentos em suínos, caprinos e ovinos (8)
  • Manipular medicamentos conforme fórmula
  • Injetar vacinas e medicamentos
  • Medicar por via oral
  • Pulverizar medicamentos na pele
  • Fazer curativos
  • Passar medicamentos no casco
  • Armazenar medicamentos e vacinas em local refrigerado
  • Armazenar medicamentos e vacinas em ambiente fechado
D Controlar reprodução de suínos, caprinos e ovinos (14)
  • Controlar peso do macho
  • Escolher reprodutores e matrizes
  • Controlar peso de fêmea
  • Lavar fêmeas e reprodutores
  • Induzir cio de fêmeas
  • Identificar cio de fêmeas
  • Organizar cruzamentos
  • Colocar animais para monta
  • Coletar sêmen
  • Diluir sêmen
  • Resfriar sêmen
  • Inseminar fêmea
  • Induzir partos
  • Monitorar partos
E Ordenhar suínos, caprinos e ovinos (2)
  • Extrair colostro para alimentação de recém-nascidos
  • Armazenar colostro
F Preparar suínos, caprinos e ovinos para exposição e venda (6)
  • Selecionar animais por raça e origem
  • Numerar animais
  • Marcar animais
  • Tosquiar animais
  • Pesar animais
  • Transportar animais
G Abater suínos, caprinos e ovinos (9)
  • Escolher animais para abate
  • Anotar peso do animal
  • Castrar animais
  • Matar animais por sangria
  • Matar animais por choque
  • Pelar suínos
  • Retirar vísceras
  • Retalhar carcaça
  • Retirar pele
H Beneficiar produtos da pecuária de médio porte (6)
  • Separar descarte de animal abatido
  • Defumar carne
  • Embutir carne
  • Depurar gordura
  • Moer ossos
  • Guardar carne e leite em locais refrigerados
I Trabalhar com biossegurança (16)
  • Construir apriscos
  • Cercar instalações com tela
  • Vestir uniforme
  • Monitorar temperatura e luminosidade
  • Higienizar instalações
  • Esterilizar materiais
  • Pintar baias
  • Higienizar máquinas e equipamentos
  • Monitorar qualidade de água em bebedouros
  • Aparar casco
  • Espantar aves
  • Eliminar roedores, insetos e parasitas
  • Varrer baias com cal
  • Coletar amostras para exame
  • Isolar animais contaminados
  • Retirar esterco
Z Demonstrar competências pessoais (7)
  • Demonstrar agilidade em manejo de animais
  • Demonstrar paciência
  • Demonstrar afinidade com a atividade
  • Demonstrar responsabilidade
  • Demonstrar sensibilidade com animais
  • Atentar para detalhes do comportamento de animais
  • Trabalhar em equipe

Sinônimos oficiais (1)

Suinocultor - exclusive conta própria

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 6232-15 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um trabalhador da suinocultura?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.901 por mês, considerando as 13.776 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.609 (10% menores) a R$ 2.354 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.391 (RAIS 2024), 25.8% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando trabalhador da suinocultura?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 14.044 admissões contra 12.955 desligamentos, saldo de +1.089 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Qual o código CBO de trabalhador da suinocultura?

6232-15 (família 6232 — Trabalhadores na pecuária de animais de médio porte). A CBO reconhece também os títulos: Suinocultor - exclusive conta própria — todos usam o mesmo código 6232-15. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser trabalhador da suinocultura?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 6232: O pré-requisito mínimo de escolaridade situa-se entre a quarta e a sétima série do ensino fundamental. Há tendência de aumento das exigências, com ocorrência de granjas que requer em escolaridade de nível médio completo. A qualificação é obtida com o aprendizado prático no local de trabalho, com duração que varia entre um e dois anos. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de trabalhador da suinocultura?

A taxa é de 25,1 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (21,8% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S62.6 — fratura de outros dedos. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

Onde informo o CBO 6232-15?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 6232-15 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 6232-15 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (19 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 6232:

  • Asa Alimentos, Planaltina (Df)
  • Biribas Agropecuária, Cascavel (Pr)
  • Chácara 13 de Janeiro, Planaltina (Df)
  • Fazenda Nazaré, Fortaleza (Ce)
  • Fazenda Normal - Ematerce, Quixeramobim (Ce)
  • Fazenda Santa Rita, Florestal (MG)
  • Granja Barreirinha, Sete Lagoas (MG)
  • Granja Colomijuba, Fortaleza (Ce)
  • Granja Pataca, Fortaleza (Ce)
  • Rancho das Cabras, Poços de Caldas (MG)
  • Sítio Jacomé, Contagem (MG)
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional - Cedeplar - Fundep - UFMG
  • GLOSSÁRIO
  • Barrigada: vísceras em geral.
  • Carcaça: animal abatido sem a barrigada.
  • Componentes da ração: cana e capim triturados, cerais e milho com farelo de soja (suí- nos), sorgo (grão miúdo); silagem (com cana, capim, sorgo), ervilha, etc.
  • Materiais: seringa, agulha, alicates (corte de dente, corte de orelha, rabo), canivete, bisturi, pipeta.
  • Material de castração: bordiz, canivete, bisturi, gilete.
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