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CBO 2002 Família 6225 R$ 1.616 na admissão -748 postos em 12 meses 68 atividades

CBO 6225-15 — Trabalhador no cultivo de trepadeiras frutíferas

O código 6225-15 identifica a ocupação trabalhador no cultivo de trepadeiras frutíferas na CBO 2002, dentro da família 6225 — Trabalhadores agrícolas na fruticultura. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um trabalhador no cultivo de trepadeiras frutíferas

Realizam tratos culturais em fruticultura; preparam solo e plantam espécies frutíferas; produzem mudas e sementes. Colhem, beneficiam e acondicionam frutas e frutos. Auxiliam na irrigação das plantações.

Descrição oficial da família 6225 — Trabalhadores agrícolas na fruticultura, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

São trabalhadores com carteira assinada, empregados na agricultura ou porcenteiros. O trabalho é realizado em equipe, com supervisão. O local de trabalho é a céu aberto, durante o dia. Em suas atividades, os profissionais permanecem em posições desconfortáveis durante longos períodos e podem ficar expostos a material tóxico e a variações climáticas. 61

Recursos de trabalho

Caixas, sacolas e balaios; Canivete; Carriola; Enxada; Equipamento de Proteção Individual (EPI); Facão; Lupa e lentes; Serrote; Tesoura; Trator e implementos.

Quanto ganha um trabalhador no cultivo de trepadeiras frutíferas

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.55610% ganham atéR$ 1.616medianaR$ 1.80410% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 1.511

Entrada × quem já está

R$ 1.616 ao ser admitido · R$ 1.511 para quem tem vínculo ativo -6,5%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de trabalhador no cultivo de trepadeiras frutíferas foi de R$ 1.616 — metade das 14.106 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.556 e os 10% de maior, acima de R$ 1.804.

Quem já está na ocupação ganha menos do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 1.511, ou seja, 6,5% abaixo do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração cai com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 10 meses.

Considerando a jornada média de 43.2 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 8,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.616
Por ano (12 salários)R$ 19.392
Por semanaR$ 372
Por hora (43.2h/sem)R$ 8,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 1.65151%
  • Mulheres — R$ 1.60849%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 1.54048,2%
  • Mulheres — R$ 1.49751,8%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Nordeste1.609
  • Sudeste1.890
  • Sul1.859

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (6 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
PE 6.563 -682 R$ 1.612
BA 6.535 -95 R$ 1.606
RS 1.787 +43 R$ 1.860
SC 55 -9 R$ 1.800
SP 51 -10 R$ 1.928
MG 50 +4 R$ 1.800

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

15.073

Desligamentos

15.821

Saldo

-748

Rotatividade

142,6%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: ago/25 (+689) saldo negativo · pior: dez/25 (-962)

Em 12 meses houve 15.073 admissões e 15.821 desligamentos de trabalhador no cultivo de trepadeiras frutíferas, o que significa que o mercado formal fechou 748 postos de trabalho no período, com rotatividade de 142,6% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 17,3% foram a pedido do próprio trabalhador e 21,2% por dispensa sem justa causa, além de 59,5% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador17,3%
  • Dispensa sem justa causa21,2%
  • Fim de contrato59,5%

Sobre 15.821 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Contrato intermitente0,2%
  • Pessoa com deficiência0,4%
  • Jovem aprendiz2,4%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro11,7%
  • 1 a 4 empregados1,2%
  • 5 a 9 empregados1,5%
  • 10 a 19 empregados3,1%
  • 20 a 49 empregados2,7%
  • 50 a 99 empregados2,6%
  • 100 a 249 empregados6,3%
  • 250 a 499 empregados2%
  • 500 a 999 empregados30,8%
  • 1.000 ou mais empregados38,2%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata trabalhador no cultivo de trepadeiras frutíferas

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de vinho 1112700 · 2,7% das admissões 400 44h R$ 1.904 R$ 1.950 R$ 1.997 3% 3
Fabricação de sucos concentrados de frutas, hortaliças e legumes 1033301 · 1,1% das admissões 159 44h R$ 1.588 R$ 1.630 R$ 1.665 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como trabalhador no cultivo de trepadeiras frutíferas

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 11.093 vínculos

Idade mediana

33 anos

Tempo de casa

10 meses

Em empresa do Simples

1,6%

Sexo

  • Homem48,3%
  • Mulher51,7%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada42,4h/sem
  • Pessoas com deficiência2,7%
  • Contrato intermitente0,4%

Sobre os 11.093 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda77,7%
  • Branca12,3%
  • Preta9,1%
  • Amarela0,7%
  • Indígena0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto1,4%
  • Até o 5º ano incompleto11,2%
  • 5º ano completo4,9%
  • 6º ao 9º ano19,7%
  • Fundamental completo7,9%
  • Médio incompleto14,8%
  • Médio completo39,4%
  • Superior incompleto0,4%
  • Superior completo0,2%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,8%
  • Até 5º ano incompleto7,7%
  • 5º ano completo3,3%
  • 6º a 9º ano17%
  • Fundamental completo7,7%
  • Médio incompleto17%
  • Médio completo45,8%
  • Superior incompleto0,5%
  • Superior completo0,3%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados3,1%
  • 5 a 9 empregados2,8%
  • 10 a 19 empregados4,3%
  • 20 a 49 empregados4,9%
  • 50 a 99 empregados7,8%
  • 100 a 249 empregados8,2%
  • 250 a 499 empregados3,8%
  • 500 a 999 empregados32,5%
  • 1.000 ou mais empregados32,6%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de trabalhador no cultivo de trepadeiras frutíferas

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

18

CAT no período

158

Idade média no acidente

35 anos

Foram 158 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo trabalhador no cultivo de trepadeiras frutíferas nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 18 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 88% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 11,4% de trajeto (no deslocamento) e 0,6% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico88%
  • Trajeto11,4%
  • Doença0,6%

Parte do corpo atingida

  • Pé (exceto artelhos)13,9%
  • Dedo13,3%
  • Mão (exceto punho ou dedos)8,9%
  • Joelho8,2%
  • Olho (inclusive nervo ótico e visão)6,3%

Natureza da lesão

  • Distensão, torção20,3%
  • Lesão imediata17,1%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)12,7%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)12%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)8,9%

Agente causador

  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas22,2%
  • Superfície de sustentação, NIC - superfície utilizada para sustentar pessoas8,2%
  • Caixa, engradado, caixote - embalagem, recipiente (vazio ou cheio)8,2%
  • Ferramenta, máquina, equipamento, veículo, NIC4,4%
  • Agente do acidente inexistente3,8%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 15 9,5% 5.476
W01 — Queda no mesmo nível por escorregão, tropeção ou passos em falsos [traspés] 9 5,7% 33
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 6 3,8% 3.531
S93 — Luxação, entorse e distensão das articulações e dos ligamentos ao nível do tornozelo e do pé 5 3,2% 5.476
S60 — Traumatismo superficial do punho e da mão 5 3,2% 1.634
S61.1 — Ferimento de dedo(s) com lesão da unha 4 2,5% 3.531

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Fabricação de vinho) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 18 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Essas ocupações são exercidas por trabalhadores com escolaridade de ensino fundamental. A qualificação é contínua, realizada na prática, com auxílio de órgãos governamentais de assistência técnica e de extensão rural. O pleno exercício das atividades ocorre em menos de um ano de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 6225.

Qual especialização paga mais na família 6225

Todas as ocupações de trabalhadores agrícolas na fruticultura, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
6225-05 Trabalhador no cultivo de árvores frutíferas R$ 1.819 R$ 1.826 67.810
6225-10 Trabalhador no cultivo de espécies frutíferas rasteiras R$ 1.589 R$ 1.799 9.275
6225-15 Trabalhador no cultivo de trepadeiras frutíferas (esta página) R$ 1.616 R$ 1.511 11.093

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 6225-15.

A Realizar tratos culturais em fruticultura (13)
  • Roçar plantações
  • Capinar plantações
  • Arrancar ervas daninhas
  • Adubar solo
  • Desbrotar espécies frutíferas
  • Inspecionar culturas
  • Pulverizar adubos foliares, defensivos químicos, orgânicos e pesticidas
  • Podar espécies frutíferas
  • Conduzir galhos de espécies frutíferas
  • Retirar plantas doentes
  • Ralear frutos
  • Realizar tríplice lavagem de embalagens de defensivos agrícolas
  • Armazenar embalagens de defensivos agrícolas em locais de segurança
B Plantar espécies frutíferas (5)
  • Abrir covas
  • Transportar mudas de viveiro para campo
  • Transplantar mudas de frutas e frutos de viveiro para solo
  • Espalhar cobertura morta em plantações
  • Plantar mudas de pinos, eucalipto e sanção (quebra-vento)
C Beneficiar frutas e frutos (7)
  • Lavar frutas e frutos
  • Retirar frutas e frutos estragados
  • Classificar frutas e frutos
  • Despolpar frutas e frutos
  • Banhar frutas e frutos em conservantes
  • Pesar produção
  • Usar equipamentos de proteção individual (epi)
D Produzir mudas e sementes (9)
  • Construir viveiros
  • Construir canteiros
  • Selecionar sementes e mudas
  • Lavar sementes de espécies frutíferas
  • Secar sementes de mamão, limão, melancia, melão e maracujá
  • Depositar sementes em germinador
  • Dispor mudas em embalagens plásticas
  • Regar mudas e sementes
  • Enxertar espécies frutíferas
E Colher frutas e frutos (5)
  • Verificar ponto de colheita de frutas
  • Cortar cachos de uvas
  • Colher morango, amora, acerola, pitanga e framboesa
  • Colher maçã, pêra, frutas cítricas, goiaba e maracujá
  • Colher pêssego, nectarina, quivi, ameixa e caqui
F Acondicionar frutas e frutos (7)
  • Limpar instalações e equipamentos
  • Medir temperatura e umidade de instalações
  • Guardar frutas e frutos em caixas e sacolas
  • Guardar frutas em instalações
  • Guardar frutas em câmaras frias
  • Empurrar carriola com frutas e frutos
  • Carregar caminhão com frutas e frutos
G Preparar solo para plantio (8)
  • Roçar área de plantio
  • Coletar amostras de solo
  • Aplicar calcário em solo
  • Arar solo
  • Gradear solo
  • Nivelar solo
  • Balizar solo
  • Formar leiras com vegetação morta
H Auxiliar em irrigação de plantações de espécies frutíferas (8)
  • Formar coroas ao redor da planta
  • Irrigar plantações com mangueiras
  • Deslocar aspersores em plantações
  • Controlar saída de água de registros
  • Desentupir aspersores
  • Trocar borracha de canos
  • Limpar filtro de bomba de gotejamento
  • Trocar bicos de gotejo
Z Demonstrar competências pessoais (6)
  • Perceber alterações no desenvolvimento de plantas
  • Demonstrar habilidade manual em colheita de frutas
  • Demonstrar resistência física
  • Demonstrar agilidade em classificação de frutas
  • Trabalhar em equipe
  • Identificar mutações genéticas

Sinônimos oficiais (7)

Colhedor de uvaTrabalhador da cultura de framboesaTrabalhador da cultura de maracujáTrabalhador da cultura de uvaTrabalhador no cultivo de quiui (kiwi)Trabalhador no cultivo de uva de mesaTrabalhador no cultivo de uva de vinho e suco

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 6225-15 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um trabalhador no cultivo de trepadeiras frutíferas?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.616 por mês, considerando as 14.106 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.556 (10% menores) a R$ 1.804 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 1.511 (RAIS 2024), 6.5% abaixo do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando trabalhador no cultivo de trepadeiras frutíferas?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 15.073 admissões contra 15.821 desligamentos, saldo de -748 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata trabalhador no cultivo de trepadeiras frutíferas?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de vinho (CNAE 1112700), com 2,7% das admissões e mediana de R$ 1.950. A lista completa dos 2 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de trabalhador no cultivo de trepadeiras frutíferas?

6225-15 (família 6225 — Trabalhadores agrícolas na fruticultura). A CBO reconhece também os títulos: Colhedor de uva, Trabalhador da cultura de framboesa, Trabalhador da cultura de maracujá, Trabalhador da cultura de uva, Trabalhador no cultivo de quiui (kiwi), Trabalhador no cultivo de uva de mesa, Trabalhador no cultivo de uva de vinho e suco — todos usam o mesmo código 6225-15. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser trabalhador no cultivo de trepadeiras frutíferas?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 6225: Essas ocupações são exercidas por trabalhadores com escolaridade de ensino fundamental. A qualificação é contínua, realizada na prática, com auxílio de órgãos governamentais de assistência técnica e de extensão rural. O pleno exercício das atividades ocorre em menos de um ano de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de trabalhador no cultivo de trepadeiras frutíferas?

A taxa é de 18 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é pé (exceto artelhos) (13,9% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S93.4 — entorse e distensão do tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 6225-15?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 6225-15 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 6225-15 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1112700), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (11 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 6225:

  • Fazenda Bom Jesus - Ituberá (Ba)
  • Fazenda Boqueirão (Fruticultura Malke Ltda.)
  • Fazenda Nova Vida (Ituberá-ba)
  • Fazenda Pérola Negra (Ituberá (Ba)
  • Fazenda Vale Verde (Agrocitros Cargill)
  • Frutas Toledo e Beato Ltda.
  • Suco Cítrico Cutrale (Cbl Citrícula Ltda.)
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional - Cedeplar - Fundep - UFMG
  • GLOSSÁRIO
  • Leira: elevação de vegetação morta misturada em terra, entre dois sulcos.
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