CBO 6221-05 — Trabalhador da cultura de arroz
O código 6221-05 identifica a ocupação trabalhador da cultura de arroz na CBO 2002, dentro da família 6221 — Trabalhadores agrícolas na cultura de gramíneas. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.
Nesta ficha14 seções
O que faz um trabalhador da cultura de arroz
Plantam e colhem gramíneas. Preparam sementes, mudas e insumos, condicionando o solo para tratamento de cultura. Realizam atividades de armazenamento e beneficiamento da colheita, como moagem, secagem e classificação dos grãos. Executam manutenção de máquinas e equipamentos agrícolas.
Descrição oficial da família 6221 — Trabalhadores agrícolas na cultura de gramíneas, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.
Como e onde se trabalha
Essas ocupações são exercidas predominantemente por profissionais autônomos, com exceção do trabalhador da cultura de cana-de-açúcar, que trabalha como carteira assinada. Atuam em equipe, com supervisão ocasional, exceto o trabalhador da cultura de cana-de-açúcar. Trabalham a céu aberto e em horário de trabalho diurno. Em algumas atividades, os trabalhadores ficam expostos a materiais tóxicos.
Recursos de trabalho
Arados; Colheitadeira; Defensivos agrícolas; EPI (caneleira, perneira, óculos, máscara, bota); Facão; Grades (niveladora e aradora); Plantadeira; Remaplan (nivelador de solo); Siladeira; Sulcador.
Quanto ganha um trabalhador da cultura de arroz
Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais
mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.724
Entrada × quem já está
R$ 2.018 ao ser admitido · R$ 2.724 para quem tem vínculo ativo +35%
Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de trabalhador da cultura de arroz foi de R$ 2.018 — metade das 1.836 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.927 e os 10% de maior, acima de R$ 2.501.
Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.724, ou seja, 35% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 28 meses.
Considerando a jornada média de 42.7 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 11,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.
Equivalência da mediana
| Por mês | R$ 2.018 |
| Por ano (12 salários) | R$ 24.216 |
| Por semana | R$ 464 |
| Por hora (42.7h/sem) | R$ 11,00 |
Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.
Composição e salário por sexo
Na admissão (CAGED, 40h+)
Quem já atua (RAIS 2024)
Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.
Salário por região
Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.
Salário e saldo de vagas por estado (2 UFs com amostra)
| UF | Admissões | Saldo | P25 | Mediana | P75 |
|---|---|---|---|---|---|
| RS | 1.823 | -291 | — | R$ 2.040 | — |
| RR | 40 | +1 | — | R$ 3.014 | — |
UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.
Contratação e mercado
Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026
Admissões
1.946
Desligamentos
2.250
Saldo
-304
Rotatividade
48,7%
Saldo mês a mês
Em 12 meses houve 1.946 admissões e 2.250 desligamentos de trabalhador da cultura de arroz, o que significa que o mercado formal fechou 304 postos de trabalho no período, com rotatividade de 48,7% sobre o estoque de vínculos.
Entre os desligamentos, 21,6% foram a pedido do próprio trabalhador e 52,3% por dispensa sem justa causa, além de 24,4% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.
Por que as pessoas saem
Sobre 2.250 desligamentos com motivo declarado.
Como são os contratos
Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.
Porte de quem contrata
Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.
Quem contrata trabalhador da cultura de arroz
Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma
| CNAE — atividade econômica | Admissões | Jornada | P25 | Mediana | P75 | RAT | GR |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Beneficiamento de arroz 1061901 · 8,4% das admissões | 163 | 44h | R$ 2.033 | R$ 2.079 | R$ 2.153 | 3% | 3 |
| Depósitos de mercadorias para terceiros, exceto armazéns gerais e guarda móveis 5211799 · 2,2% das admissões | 42 | 44h | — | R$ 2.177 | — | 3% | 3 |
RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.
Perfil de quem trabalha como trabalhador da cultura de arroz
Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 4.621 vínculos
Idade mediana
43 anos
Tempo de casa
28 meses
No setor público
1%
Em empresa do Simples
1,3%
Sexo
Composição do vínculo
- Jornada média contratada43,4h/sem
- Pessoas com deficiência0,2%
- Jornada parcial0,2%
Sobre os 4.621 vínculos ativos em 31/12/2024.
Raça/cor
Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.
Escolaridade
Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.
Porte do empregador
Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.
Riscos ocupacionais de trabalhador da cultura de arroz
Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências
Taxa por mil/ano
16,2
CAT no período
57
Óbitos comunicados
2
Idade média no acidente
36 anos
Foram 57 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo trabalhador da cultura de arroz nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 16,2 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.
Do total, 96,5% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 3,5% de trajeto (no deslocamento) e 0% doenças ocupacionais.
No período foram comunicados 2 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.
Tipo de acidente
Parte do corpo atingida
Natureza da lesão
Agente causador
Diagnósticos mais frequentes (CID-10)
Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país
| CID-10 | Casos | % | Afastamentos no Brasil |
|---|---|---|---|
| S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo | 3 | 5,3% | 5.476 |
| S62.6 — Fratura de outros dedos | 2 | 3,5% | 24.580 |
| S63.1 — Luxação do dedo | 2 | 3,5% | 1.289 |
| S62 — Fratura ao nível do punho e da mão | 2 | 3,5% | 24.580 |
| S82 — Fratura da perna, incluindo tornozelo | 2 | 3,5% | 25.350 |
| S93 — Luxação, entorse e distensão das articulações e dos ligamentos ao nível do tornozelo e do pé | 2 | 3,5% | 5.476 |
Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.
Risco de tabela × risco observado
A atividade que mais contrata essa ocupação (Beneficiamento de arroz) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 16,2 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.
Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.
Informalidade no setor que mais contrata
PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral
Informalidade no setor
24,3%
Média nacional
37,5%
Conta própria
16,3%
Rendimento formal × informal
R$ 3.887 × R$ 2.141
No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.
O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.
Formação exigida
Exigência oficial da CBO
O acesso a essas ocupações é livre, com aprendizado na prática. O pleno desempenho dessas atividades ocorre aproximadamente com um ano de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Texto oficial do MTE para a família 6221.
Qual especialização paga mais na família 6221
Todas as ocupações de trabalhadores agrícolas na cultura de gramíneas, ordenadas pela remuneração de quem já atua
| CBO | Ocupação | Admissão | Quem já atua | Vínculos |
|---|---|---|---|---|
| 6221-05 | Trabalhador da cultura de arroz (esta página) | R$ 2.018 | R$ 2.724 | 4.621 |
| 6221-20 | Trabalhador da cultura de trigo, aveia, cevada e triticale | R$ 1.920 | R$ 2.338 | 229 |
| 6221-15 | Trabalhador da cultura de milho e sorgo | R$ 1.899 | R$ 2.254 | 2.800 |
| 6221-10 | Trabalhador da cultura de cana-de-açúcar | R$ 1.627 | R$ 2.133 | 130.548 |
“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.
Atividades do perfil ocupacional
Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 6221-05.
A Plantar gramíneas (8)
- •Auxiliar em definição de época de plantio
- •Selecionar variedade de sementes
- •Definir espaçamento de plantio
- •Definir quantidade de sementes e mudas por hectare
- •Definir quantidade de adubo por hectare
- •Sulcar solo
- •Distribuir sementes em solo
- •Substituir sementes não germinadas em solo
B Tratar culturas (10)
- •Irrigar solo
- •Monitorar pragas e doenças
- •Definir tipo de defensivo agrícola
- •Quantificar defensivo agrícola
- •Aplicar fertilizantes
- •Pulverizar herbicidas
- •Pulverizar fungicidas
- •Pulverizar inseticidas
- •Irrigar culturas
- •Realizar rotação de lavouras
C Condicionar solo (13)
- •Coletar amostras de solo
- •Corrigir nível de cálcio e magnésio em solo para plantio de arroz pré-germinado
- •Drenar solo
- •Arar solo
- •Incorporar adubo orgânico em solo
- •Incorporar palha de arroz e cana-de-açúcar em solo
- •Nivelar solo
- •Gradear solo
- •Construir curvas em nível
- •Construir terraços
- •Limpar canais de irrigação
- •Cercar áreas de plantio
- •Dessecar solo
D Colher gramíneas (7)
- •Colher amostras de gramíneas
- •Identificar maturação de gramíneas
- •Retirar água de canchas de arroz
- •Regular colheitadeiras
- •Colher arroz
- •Separar palhas de arroz e cana-de-açúcar
- •Transportar colheitas em veículos de tração motora
E Preparar sementes, mudas e insumos (6)
- •Limpar sementes selecionadas para plantio
- •Tratar sementes com fungicidas e inseticidas
- •Testar germinação de sementes
- •Pré-germinar sementes
- •Especificar tipos de adubos
- •Monitorar perfilhamento de sementes e mudas
F Realizar atividades de armazenamento e beneficiamento de colheita (10)
- •Higienizar galpão
- •Controlar presença de animais roedores
- •Pesar grãos
- •Determinar umidade de grãos
- •Secar grãos
- •Expurgar grãos
- •Peneirar grãos
- •Classificar grãos por tamanho e qualidade
- •Acondicionar grãos em silos
- •Identificar compradores para produção excedente
G Executar manutenção de máquinas e equipamentos agrícolas (8)
- •Verificar disponibilidade de máquinas e equipamentos
- •Conferir funcionamento de máquinas e equipamentos
- •Lubrificar máquinas e equipamentos
- •Consertar peças de máquinas e equipamentos
- •Substituir peças de máquinas e equipamentos
- •Amolar ferramentas
- •Regular tratores e implementos
- •Lavar máquinas e equipamentos
Z Demonstrar competências pessoais (6)
- •Manifestar iniciativa
- •Trabalhar em equipe
- •Manifestar resistência física
- •Demonstrar cuidado no manuseio de produtos químicos
- •Demonstrar atenção no manuseio de máquinas e equipamentos
- •Manifestar sensibilidade ao meio ambiente
Sinônimos oficiais (8)
Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 6221-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.
Perguntas frequentes
Quanto ganha um trabalhador da cultura de arroz?
A mediana do salário de admissão é R$ 2.018 por mês, considerando as 1.836 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.927 (10% menores) a R$ 2.501 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.724 (RAIS 2024), 35% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.
O mercado está contratando trabalhador da cultura de arroz?
Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 1.946 admissões contra 2.250 desligamentos, saldo de -304 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.
Que tipo de empresa contrata trabalhador da cultura de arroz?
A atividade econômica que mais contratou foi Beneficiamento de arroz (CNAE 1061901), com 8,4% das admissões e mediana de R$ 2.079. A lista completa dos 2 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.
Qual o código CBO de trabalhador da cultura de arroz?
6221-05 (família 6221 — Trabalhadores agrícolas na cultura de gramíneas). A CBO reconhece também os títulos: Arrozeiro - na cultura - conta própria, Colhedor de arroz, Cortador de arroz, Plantador de arroz - conta própria, Plantador de arroz - empregador, Rizicultor - conta própria, Rizicultor - empregador, Secador de arroz — todos usam o mesmo código 6221-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.
Precisa de faculdade para ser trabalhador da cultura de arroz?
Segundo a descrição oficial da CBO para a família 6221: O acesso a essas ocupações é livre, com aprendizado na prática. O pleno desempenho dessas atividades ocorre aproximadamente com um ano de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Quais são os riscos e acidentes mais comuns de trabalhador da cultura de arroz?
A taxa é de 16,2 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (15,8% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S93.4 — entorse e distensão do tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.
É uma profissão com muita informalidade?
A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.
Onde informo o CBO 6221-05?
No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.
O CBO 6221-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?
Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 6221-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1061901), o RAT é 3%.
Fontes oficiais
- → CBO 2002 — Ministério do Trabalho e Emprego
- → Novo CAGED — microdados de movimentação (PDET)
- → RAIS — microdados de vínculos (PDET)
- → CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (INSS)
- → PNAD Contínua (IBGE)
- → Tabela CBO completa
- → Todas as fontes do site
Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.
Quem descreveu esta família na CBO (14 instituições)
A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 6221:
- •Agrofiuza Agroindústria
- •Cerro do Tigre Agricultura e Pecuária S.A.
- •Condomínio Boa Fé
- •Coopedape
- •Cultura de Arroz
- •Fazenda de Danilo Zandonadi
- •Fazenda Lamarão
- •Luciania Coimbra Rural Canavieira
- •Instituição Conveniada Responsável
- •Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional - Cedeplar - Fundep - UFMG
- •GLOSSÁRIO
- •Aplicar fertilizantes: pode ser pulverizar ou aplicar manualmente.
- •Curvas de nível: são construídas de forma descendente a partir do rio, represa ou regadeiras.
- •Nivelar solo: nivelar taipas de arroz, regadeiras e canais de irrigação. Sistematizar quadros de solos e nivelar por quadros.