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CBO 2002 Família 6221 R$ 2.025 na admissão -317 postos em 12 meses 68 atividades

CBO 6221-05 — Trabalhador da cultura de arroz

O código 6221-05 identifica a ocupação trabalhador da cultura de arroz na CBO 2002, dentro da família 6221 — Trabalhadores agrícolas na cultura de gramíneas. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um trabalhador da cultura de arroz

Plantam e colhem gramíneas. Preparam sementes, mudas e insumos, condicionando o solo para tratamento de cultura. Realizam atividades de armazenamento e beneficiamento da colheita, como moagem, secagem e classificação dos grãos. Executam manutenção de máquinas e equipamentos agrícolas.

Descrição oficial da família 6221 — Trabalhadores agrícolas na cultura de gramíneas, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Essas ocupações são exercidas predominantemente por profissionais autônomos, com exceção do trabalhador da cultura de cana-de-açúcar, que trabalha como carteira assinada. Atuam em equipe, com supervisão ocasional, exceto o trabalhador da cultura de cana-de-açúcar. Trabalham a céu aberto e em horário de trabalho diurno. Em algumas atividades, os trabalhadores ficam expostos a materiais tóxicos.

Recursos de trabalho

Arados; Colheitadeira; Defensivos agrícolas; EPI (caneleira, perneira, óculos, máscara, bota); Facão; Grades (niveladora e aradora); Plantadeira; Remaplan (nivelador de solo); Siladeira; Sulcador.

Quanto ganha um trabalhador da cultura de arroz

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.92710% ganham até R$ 2.025mediana R$ 2.51410% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.724

Entrada × quem já está

R$ 2.025 ao ser admitido · R$ 2.724 para quem tem vínculo ativo +34,5%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de trabalhador da cultura de arroz foi de R$ 2.025 — metade das 1.795 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.927 e os 10% de maior, acima de R$ 2.514.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.724, ou seja, 34,5% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 28 meses.

Considerando a jornada média de 43 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 11,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.025
Por ano (12 salários)R$ 24.300
Por semanaR$ 466
Por hora (43h/sem)R$ 11,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.050 96,2%
  • Mulheres — R$ 2.007 3,8%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.747 95,7%
  • Mulheres — R$ 1.991 4,3%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 2.459
  • Sul 2.052

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (2 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
RS 1.756 -293 — R$ 2.052 —
RR 39 -4 — R$ 3.008 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

1.875

Desligamentos

2.192

Saldo

-317

Rotatividade

47,4%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: fev/26 (+243) saldo negativo · pior: mai/26 (-319)

Em 12 meses houve 1.875 admissões e 2.192 desligamentos de trabalhador da cultura de arroz, o que significa que o mercado formal fechou 317 postos de trabalho no período, com rotatividade de 47,4% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 21,8% foram a pedido do próprio trabalhador e 52,5% por dispensa sem justa causa, além de 23,9% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 21,8%
  • Dispensa sem justa causa 52,5%
  • Fim de contrato 23,9%

Sobre 2.192 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial 1,2%
  • Pessoa com deficiência 0,1%
  • Jovem aprendiz 3,5%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 21,7%
  • 1 a 4 empregados 10,8%
  • 5 a 9 empregados 13,1%
  • 10 a 19 empregados 16,9%
  • 20 a 49 empregados 15,7%
  • 50 a 99 empregados 8,3%
  • 100 a 249 empregados 5,3%
  • 250 a 499 empregados 6,4%
  • 500 a 999 empregados 1,9%
  • 1.000 ou mais empregados 0,1%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata trabalhador da cultura de arroz

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Beneficiamento de arroz 1061901 · 7,5% das admissões 140 44h R$ 2.028 R$ 2.075 R$ 2.146 3% 3
Depósitos de mercadorias para terceiros, exceto armazéns gerais e guarda móveis 5211799 · 2,3% das admissões 43 44h — R$ 2.177 — 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como trabalhador da cultura de arroz

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 4.621 vínculos

Idade mediana

43 anos

Tempo de casa

28 meses

No setor público

1%

Em empresa do Simples

1,3%

Sexo

  • Homem 96,1%
  • Mulher 3,9%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,4h/sem
  • Pessoas com deficiência0,2%
  • Jornada parcial0,2%

Sobre os 4.621 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 76,6%
  • Parda 13%
  • Preta 9,6%
  • Indígena 0,4%
  • Amarela 0,3%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 1,7%
  • Até o 5º ano incompleto 10,7%
  • 5º ano completo 9,7%
  • 6º ao 9º ano 18,5%
  • Fundamental completo 14,3%
  • Médio incompleto 8,3%
  • Médio completo 35,5%
  • Superior incompleto 0,5%
  • Superior completo 0,7%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 1,8%
  • Até 5º ano incompleto 6,8%
  • 5º ano completo 5,8%
  • 6º a 9º ano 15,1%
  • Fundamental completo 16,7%
  • Médio incompleto 11,7%
  • Médio completo 41,4%
  • Superior incompleto 0,3%
  • Superior completo 0,3%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 21,6%
  • 5 a 9 empregados 20,9%
  • 10 a 19 empregados 18,9%
  • 20 a 49 empregados 15,3%
  • 50 a 99 empregados 9,9%
  • 100 a 249 empregados 4,1%
  • 250 a 499 empregados 7,9%
  • 500 a 999 empregados 1%
  • 1.000 ou mais empregados 0,3%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de trabalhador da cultura de arroz

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

16,2

CAT no período

57

Óbitos comunicados

2

Idade média no acidente

36 anos

Foram 57 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo trabalhador da cultura de arroz nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 16,2 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 96,5% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 3,5% de trajeto (no deslocamento) e 0% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 2 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico 96,5%
  • Trajeto 3,5%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 15,8%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis) 14%
  • Pé (exceto artelhos) 12,3%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 7%
  • Partes múltiplas 5,3%

Natureza da lesão

  • Fratura 31,6%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 15,8%
  • Distensão, torção 14%
  • Lesão imediata 8,8%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 7%

Agente causador

  • Máquina agrícola 15,8%
  • Animal vivo 10,5%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas 8,8%
  • Máquina, NIC 5,3%
  • Agente do acidente, NIC 5,3%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 3 5,3% 5.476
S62.6 — Fratura de outros dedos 2 3,5% 24.580
S63.1 — Luxação do dedo 2 3,5% 1.289
S62 — Fratura ao nível do punho e da mão 2 3,5% 24.580
S82 — Fratura da perna, incluindo tornozelo 2 3,5% 25.350
S93 — Luxação, entorse e distensão das articulações e dos ligamentos ao nível do tornozelo e do pé 2 3,5% 5.476

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Beneficiamento de arroz) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 16,2 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O acesso a essas ocupações é livre, com aprendizado na prática. O pleno desempenho dessas atividades ocorre aproximadamente com um ano de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 6221.

Qual especialização paga mais na família 6221

Todas as ocupações de trabalhadores agrícolas na cultura de gramíneas, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
6221-05 Trabalhador da cultura de arroz (esta página) R$ 2.025 R$ 2.724 4.621
6221-20 Trabalhador da cultura de trigo, aveia, cevada e triticale R$ 1.925 R$ 2.338 229
6221-15 Trabalhador da cultura de milho e sorgo R$ 1.899 R$ 2.254 2.800
6221-10 Trabalhador da cultura de cana-de-açúcar R$ 1.638 R$ 2.133 130.548

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 6221-05.

A Plantar gramíneas (8)
  • •Auxiliar em definição de época de plantio
  • •Selecionar variedade de sementes
  • •Definir espaçamento de plantio
  • •Definir quantidade de sementes e mudas por hectare
  • •Definir quantidade de adubo por hectare
  • •Sulcar solo
  • •Distribuir sementes em solo
  • •Substituir sementes não germinadas em solo
B Tratar culturas (10)
  • •Irrigar solo
  • •Monitorar pragas e doenças
  • •Definir tipo de defensivo agrícola
  • •Quantificar defensivo agrícola
  • •Aplicar fertilizantes
  • •Pulverizar herbicidas
  • •Pulverizar fungicidas
  • •Pulverizar inseticidas
  • •Irrigar culturas
  • •Realizar rotação de lavouras
C Condicionar solo (13)
  • •Coletar amostras de solo
  • •Corrigir nível de cálcio e magnésio em solo para plantio de arroz pré-germinado
  • •Drenar solo
  • •Arar solo
  • •Incorporar adubo orgânico em solo
  • •Incorporar palha de arroz e cana-de-açúcar em solo
  • •Nivelar solo
  • •Gradear solo
  • •Construir curvas em nível
  • •Construir terraços
  • •Limpar canais de irrigação
  • •Cercar áreas de plantio
  • •Dessecar solo
D Colher gramíneas (7)
  • •Colher amostras de gramíneas
  • •Identificar maturação de gramíneas
  • •Retirar água de canchas de arroz
  • •Regular colheitadeiras
  • •Colher arroz
  • •Separar palhas de arroz e cana-de-açúcar
  • •Transportar colheitas em veículos de tração motora
E Preparar sementes, mudas e insumos (6)
  • •Limpar sementes selecionadas para plantio
  • •Tratar sementes com fungicidas e inseticidas
  • •Testar germinação de sementes
  • •Pré-germinar sementes
  • •Especificar tipos de adubos
  • •Monitorar perfilhamento de sementes e mudas
F Realizar atividades de armazenamento e beneficiamento de colheita (10)
  • •Higienizar galpão
  • •Controlar presença de animais roedores
  • •Pesar grãos
  • •Determinar umidade de grãos
  • •Secar grãos
  • •Expurgar grãos
  • •Peneirar grãos
  • •Classificar grãos por tamanho e qualidade
  • •Acondicionar grãos em silos
  • •Identificar compradores para produção excedente
G Executar manutenção de máquinas e equipamentos agrícolas (8)
  • •Verificar disponibilidade de máquinas e equipamentos
  • •Conferir funcionamento de máquinas e equipamentos
  • •Lubrificar máquinas e equipamentos
  • •Consertar peças de máquinas e equipamentos
  • •Substituir peças de máquinas e equipamentos
  • •Amolar ferramentas
  • •Regular tratores e implementos
  • •Lavar máquinas e equipamentos
Z Demonstrar competências pessoais (6)
  • •Manifestar iniciativa
  • •Trabalhar em equipe
  • •Manifestar resistência física
  • •Demonstrar cuidado no manuseio de produtos químicos
  • •Demonstrar atenção no manuseio de máquinas e equipamentos
  • •Manifestar sensibilidade ao meio ambiente

Sinônimos oficiais (8)

Arrozeiro - na cultura - conta própriaColhedor de arrozCortador de arrozPlantador de arroz - conta própriaPlantador de arroz - empregadorRizicultor - conta própriaRizicultor - empregadorSecador de arroz

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 6221-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um trabalhador da cultura de arroz?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.025 por mês, considerando as 1.795 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.927 (10% menores) a R$ 2.514 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.724 (RAIS 2024), 34.5% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando trabalhador da cultura de arroz?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 1.875 admissões contra 2.192 desligamentos, saldo de -317 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata trabalhador da cultura de arroz?

A atividade econômica que mais contratou foi Beneficiamento de arroz (CNAE 1061901), com 7,5% das admissões e mediana de R$ 2.075. A ficha de trabalhador da cultura de arroz no Buscador NCM lista os 2 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de trabalhador da cultura de arroz?

6221-05 (família 6221 — Trabalhadores agrícolas na cultura de gramíneas). A CBO reconhece também os títulos: Arrozeiro - na cultura - conta própria, Colhedor de arroz, Cortador de arroz, Plantador de arroz - conta própria, Plantador de arroz - empregador, Rizicultor - conta própria, Rizicultor - empregador, Secador de arroz — todos usam o mesmo código 6221-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser trabalhador da cultura de arroz?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 6221: O acesso a essas ocupações é livre, com aprendizado na prática. O pleno desempenho dessas atividades ocorre aproximadamente com um ano de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de trabalhador da cultura de arroz?

A taxa é de 16,2 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (15,8% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S93.4 — entorse e distensão do tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 6221-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 6221-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 6221-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1061901), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (14 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 6221:

  • •Agrofiuza Agroindústria
  • •Cerro do Tigre Agricultura e Pecuária S.A.
  • •Condomínio Boa Fé
  • •Coopedape
  • •Cultura de Arroz
  • •Fazenda de Danilo Zandonadi
  • •Fazenda Lamarão
  • •Luciania Coimbra Rural Canavieira
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional - Cedeplar - Fundep - UFMG
  • •GLOSSÁRIO
  • •Aplicar fertilizantes: pode ser pulverizar ou aplicar manualmente.
  • •Curvas de nível: são construídas de forma descendente a partir do rio, represa ou regadeiras.
  • •Nivelar solo: nivelar taipas de arroz, regadeiras e canais de irrigação. Sistematizar quadros de solos e nivelar por quadros.
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