NCM Buscador
CBO 2002 Família 5166 R$ 1.827 na admissão +125 postos em 12 meses 87 atividades

CBO 5166-10 — Sepultador

O código 5166-10 identifica a ocupação sepultador na CBO 2002, dentro da família 5166 — Trabalhadores auxiliares dos serviços funerários. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um sepultador

Auxiliam nos serviços funerários, constróem, preparam, limpam, abrem e fecham sepulturas. Realizam sepultamento, exumam e cremam cadáveres, trasladam corpos e despojos. Conservam cemitérios, máquinas e ferramentas de trabalho. Zelam pela segurança do cemitério.

Descrição oficial da família 5166 — Trabalhadores auxiliares dos serviços funerários, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

São assalariados, com carteira assinada, que atuam em cemitérios e crematórios, em horários diurnos. Em geral, trabalham em equipe, com supervisão permanente. Trabalham em local fechado ou a céu aberto. Os operadores de fornos trabalham a distância dos fornos. Frequentemente, trabalham em posições desconfortáveis, durante longos períodos, expostos a materiais tóxicos, ruídos, altas temperaturas, intempéries e doenças contagiosas.

Recursos de trabalho

Cal; Carrinho de esquife; Cimento; Colher de pedreiro; Cordas; Espátula; Picareta, marreta, enxada, pá e enxadão; Rompedor; Talhadeira; Tijolo.

Quanto ganha um sepultador

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.60610% ganham até R$ 1.827mediana R$ 2.50910% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.391

Entrada × quem já está

R$ 1.827 ao ser admitido · R$ 2.391 para quem tem vínculo ativo +30,9%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de sepultador foi de R$ 1.827 — metade das 1.869 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.606 e os 10% de maior, acima de R$ 2.509.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.391, ou seja, 30,9% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 44 meses.

Considerando a jornada média de 43.2 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 10,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.827
Por ano (12 salários)R$ 21.924
Por semanaR$ 420
Por hora (43.2h/sem)R$ 10,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 1.825 97,9%
  • Mulheres — R$ 1.867 2,1%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.392 96%
  • Mulheres — R$ 2.347 4%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 1.760
  • Nordeste 1.646
  • Sudeste 1.943
  • Sul 2.035
  • Centro-Oeste 1.832

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 573 -50 — R$ 2.011 —
MG 294 +21 — R$ 1.878 —
RJ 221 +36 — R$ 1.788 —
PR 117 +2 — R$ 2.067 —
PE 100 +39 — R$ 1.652 —
BA 97 +28 — R$ 1.671 —
MA 77 +63 — R$ 1.575 —
CE 76 +4 — R$ 1.645 —
RS 74 -14 — R$ 1.850 —
RN 58 +21 — R$ 1.643 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

2.065

Desligamentos

1.940

Saldo

+125

Rotatividade

22%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: set/25 (+38) saldo negativo · pior: mai/26 (-35)

Em 12 meses houve 2.065 admissões e 1.940 desligamentos de sepultador, o que significa que o mercado formal abriu 125 postos de trabalho no período, com rotatividade de 22% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 23,5% foram a pedido do próprio trabalhador e 56,5% por dispensa sem justa causa, além de 11,9% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 23,5%
  • Dispensa sem justa causa 56,5%
  • Fim de contrato 11,9%

Sobre 1.940 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0,8% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 7,6%
  • 1 a 4 empregados 6,1%
  • 5 a 9 empregados 6%
  • 10 a 19 empregados 7,8%
  • 20 a 49 empregados 18,6%
  • 50 a 99 empregados 14,6%
  • 100 a 249 empregados 13,8%
  • 250 a 499 empregados 8,6%
  • 500 a 999 empregados 5,7%
  • 1.000 ou mais empregados 11,2%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata sepultador

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Gestão e manutenção de cemitérios 9603301 · 41,6% das admissões 859 43.9h R$ 1.707 R$ 1.845 R$ 2.096 3% 2
Serviços de sepultamento 9603303 · 4,7% das admissões 98 44.8h R$ 1.803 R$ 1.865 R$ 1.959 2% 2
Serviços de funerárias 9603304 · 4,5% das admissões 93 43.8h R$ 1.639 R$ 1.739 R$ 1.852 2% 2
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 3,9% das admissões 80 44h R$ 1.690 R$ 1.759 R$ 1.878 3% 1
Fornecimento e gestão de recursos humanos para terceiros 7830200 · 3,2% das admissões 66 43.9h R$ 1.646 R$ 1.800 R$ 2.557 2% 1
Administração pública em geral 8411600 · 3,1% das admissões 64 41.1h — R$ 1.762 — 2% 1
Regulação das atividades de saúde, educação, serviços culturais e outros serviços sociais 8412400 · 2,9% das admissões 59 44h R$ 1.531 R$ 1.561 R$ 1.592 1% —
Limpeza em prédios e em domicílios 8121400 · 2,5% das admissões 51 44.4h — R$ 1.731 — 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como sepultador

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 8.824 vínculos

Idade mediana

45 anos

Tempo de casa

44 meses

No setor público

48,1%

Em empresa do Simples

10,8%

Sexo

  • Homem 96%
  • Mulher 4%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada41,5h/sem
  • Pessoas com deficiência0,9%
  • Jornada parcial0,2%
  • Contrato intermitente0,2%
  • Em entidade sem fins lucrativos5,3%

Sobre os 8.824 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda 48,9%
  • Branca 38,8%
  • Preta 10,7%
  • Amarela 1,3%
  • Indígena 0,4%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 1,7%
  • Até o 5º ano incompleto 9%
  • 5º ano completo 6%
  • 6º ao 9º ano 11,8%
  • Fundamental completo 17,3%
  • Médio incompleto 7,7%
  • Médio completo 43,4%
  • Superior incompleto 0,8%
  • Superior completo 2,2%
  • Doutorado 0,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,8%
  • Até 5º ano incompleto 4,9%
  • 5º ano completo 3,1%
  • 6º a 9º ano 8,1%
  • Fundamental completo 12,7%
  • Médio incompleto 9,4%
  • Médio completo 59,2%
  • Superior incompleto 1,1%
  • Superior completo 0,5%
  • Pós-graduação 0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 2,3%
  • 5 a 9 empregados 2,9%
  • 10 a 19 empregados 5,9%
  • 20 a 49 empregados 10,9%
  • 50 a 99 empregados 9,8%
  • 100 a 249 empregados 9,6%
  • 250 a 499 empregados 14%
  • 500 a 999 empregados 13,5%
  • 1.000 ou mais empregados 31,1%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de sepultador

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

23,1

CAT no período

167

Idade média no acidente

43 anos

Foram 167 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo sepultador nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 23,1 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 77,8% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 22,2% de trajeto (no deslocamento) e 0% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico 77,8%
  • Trajeto 22,2%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 13,2%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 10,2%
  • Pé (exceto artelhos) 9%
  • Partes múltiplas 8,4%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis) 6,6%

Natureza da lesão

  • Lesão imediata 21%
  • Fratura 14,4%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 13,2%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 11,4%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 10,8%

Agente causador

  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas 11,4%
  • Animal vivo 8,4%
  • Superfície e estrutura, NIC 7,8%
  • Motocicleta, motoneta 7,8%
  • Agente do acidente, NIC 6,6%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
M79.6 — Dor em membro 6 3,6% 517
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 4 2,4% 3.531
T14.9 — Traumatismo não especificado 4 2,4% 796
S60 — Traumatismo superficial do punho e da mão 3 1,8% 1.634
S61 — Ferimento do punho e da mão 3 1,8% 3.531
S90.3 — Contusão de outras partes e partes não especificadas do pé 3 1,8% 1.188

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Gestão e manutenção de cemitérios) tem RAT 3% e grau de risco 2, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 23,1 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: outros serviços

Informalidade no setor

58,8%

Média nacional

37,5%

Conta própria

60,8%

Rendimento formal × informal

R$ 4.157 × R$ 2.095

No setor de outros serviços — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 58,8% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para exercer essas ocupações requer-se o ensino fundamental, exceto o operador de forno cujo requisito é o ensino médio completo mais curso profissionalizante de até duzentas horas/aula. O desempenho pleno das atividades ocorre após um ano de ex-periência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 5166.

Qual especialização paga mais na família 5166

Todas as ocupações de trabalhadores auxiliares dos serviços funerários, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
5166-05 Operador de forno (serviços funerários) R$ 1.764 R$ 2.488 347
5166-10 Sepultador (esta página) R$ 1.827 R$ 2.391 8.824

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 5166-10.

A Abrir sepulturas (8)
  • •Verificar a disponibilidade de sepulturas
  • •Selecionar as ferramentas
  • •Cavar o terreno
  • •Abrir portão
  • •Remover tampão, lajes ou jardins
  • •Verificar as medidas das sepulturas
  • •Medir caixão
  • •Acertar a sepultura
B Realizar o sepultamento (10)
  • •Marcar a sepultura
  • •Transportar caixão ao local de sepultamento
  • •Colocar caixão dentro da sepultura
  • •Fechar gavetas
  • •Datar gavetas
  • •Encaixar lajes e tampão
  • •Calafetar sepulturas
  • •Cobrir sepulturas com terra
  • •Colocar coroas de flores
  • •Retirar o excesso de terra e materiais de sepultamento
C Cremar corpos, membros e despojos (1)
  • •Retirar os ossos
D Confeccionar carneiros (4)
  • •Escorar paredes das sepulturas
  • •Preparar materiais para confecção de carneiros
  • •Assentar ou encaixar tijolos
  • •Colocar lajes pré-moldadas
E Exumar cadáveres (10)
  • •Sondar carneiros
  • •Desfazer fechos de gavetas
  • •Retirar lajes pré-moldadas
  • •Retirar a tampa do caixão
  • •Quebrar o lacre
  • •Avaliar se há condições de exumação
  • •Acondicionar ossos
  • •Transportar ossos ao local determinado
  • •Limpar sepulturas
  • •Fechar ossários
F Trasladar corpos e despojos (5)
  • •Cumprir exigências judiciais
  • •Retirar caixão da sepultura
  • •Colocar em outro caixão
  • •Levar o corpo a ser trasladado até o local determinado
  • •Reinumar despojos
G Fazer conservação dos cemitérios (11)
  • •Recolher lixos não produzidos pelo cemitério
  • •Carpir, rastelar e limpar sepulturas abandonadas
  • •Carregar caminhões com detritos produzidos pelo cemitério
  • •Descarregar materiais para sepultamento e exumação
  • •Pintar áreas gerais do cemitério
  • •Separar materiais para reaproveitamento
  • •Remarcar as identificações das sepulturas
  • •Aplicar herbicidas
  • •Podar copas de árvores
  • •Cortar gramas
  • •Reformar calçadas
H Conservar máquinas e equipamentos (4)
  • •Efetuar pequenos reparos elétricos e hidráulicos
  • •Conservar ferramentas de trabalho
  • •Lubrificar máquinas
  • •Lavar máquinas
I Zelar pela segurança do cemitério (6)
  • •Controlar a entrada de veículos em dias especiais
  • •Zelar pelo patrimônio
  • •Alertar à segurança sobre suspeitos
  • •Alertar visitantes sobre locais e horários impróprios
  • •Acompanhar pessoas pelo cemitério em dias especiais
  • •Colocar areia nos vasos
Y Comunicar-se (9)
  • •Informar à família sobre a localização de sepulturas
  • •Confirmar com a família se pode proceder ao sepultamento
  • •Receber escala de serviços
  • •Verificar autorização e numeração para sepultamento
  • •Devolver ordem de sepultamento, exumação ou traslado ao responsável
  • •Receber autorização para execução de trabalhos
  • •Orientar família a procurar administração para inteirar-se dos procedimentos
  • •Colocar placas de orientação
  • •Comunicar à chefia a disponibilidade de sepulturas
Z Demonstrar competências pessoais (19)
  • •Executar as tarefas com presteza
  • •Manejar caixões
  • •Demonstrar educação e paciência
  • •Dar provas de responsabilidade
  • •Utilizar equipamentos de proteção individual
  • •Dar provas de assiduidade ao trabalho
  • •Manter a aparência
  • •Agir com discrição
  • •Zelar pela integridade dos companheiros
  • •Utilizar equipamentos de proteção coletiva
  • •Operar máquinas e equipamentos (tratores e roçadeiras)
  • •Manter postura diante da família do falecido
  • •Demonstrar presteza
  • •Tolerar odores
  • •Demonstrar bom preparo psicológico
  • •Respeitar as opções religiosas
  • •Demonstrar resistência física
  • •Conviver com situações imprevistas
  • •Demonstrar interesse e capacidade de desenvolver outros trabalhos

Sinônimos oficiais (2)

CoveiroOficial de obras - sepultador

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 5166-10 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um sepultador?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.827 por mês, considerando as 1.869 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.606 (10% menores) a R$ 2.509 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.391 (RAIS 2024), 30.9% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando sepultador?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 2.065 admissões contra 1.940 desligamentos, saldo de +125 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata sepultador?

A atividade econômica que mais contratou foi Gestão e manutenção de cemitérios (CNAE 9603301), com 41,6% das admissões e mediana de R$ 1.845. A ficha de sepultador no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de sepultador?

5166-10 (família 5166 — Trabalhadores auxiliares dos serviços funerários). A CBO reconhece também os títulos: Coveiro, Oficial de obras - sepultador — todos usam o mesmo código 5166-10. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser sepultador?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 5166: Para exercer essas ocupações requer-se o ensino fundamental, exceto o operador de forno cujo requisito é o ensino médio completo mais curso profissionalizante de até duzentas horas/aula. O desempenho pleno das atividades ocorre após um ano de ex-periência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de sepultador?

A taxa é de 23,1 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (13,2% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é M79.6 — dor em membro. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (outros serviços), 58,8% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 5166-10?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 5166-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 5166-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (9603301), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (13 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 5166:

  • •Associação de Cemitérios do Brasil
  • •Cemitério da Freguesia do Ó
  • •Cemitério Dom Bosco
  • •Cemitério São Francisco Xavier
  • •Cemitério São Luiz
  • •Cemitério São Paulo
  • •Cemitério Vila Formosa I
  • •Crematório Municipal de São Paulo
  • •Mancepar Assistência Mantenedora de Cemitérios Particulares
  • •Serviço Funerário do Município de São Paulo
  • •Sociedade Israelita de São Paulo
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
Voltar ao topo