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CBO 2002 Família 5132 R$ 1.882 na admissão -328 postos em 12 meses 78 atividades

CBO 5132-20 — Cozinheiro de hospital

O código 5132-20 identifica a ocupação cozinheiro de hospital na CBO 2002, dentro da família 5132 — Cozinheiros. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um cozinheiro de hospital

Organizam e supervisionam serviços de cozinha em hotéis, restaurantes, hospitais, residências e outros locais de refeições, planejando cardápios e elaborando o pré-preparo, e a finalização de alimentos, observando métodos de cocção e padrões de qualidade.

Descrição oficial da família 5132 — Cozinheiros, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham predominantemente em restaurantes, empresas de alojamento e alimentação, transporte aquaviário e em residências. Trabalham individualmente ou em equipe, sob supervisão, em ambiente fechado ou embarcado, em horários diurno e noturno. Podem permanecer em posições desconfortáveis por longos períodos. Estão expostos a ruídos intensos e altas temperaturas. Há situações em que trabalham sob pressão, o que pode ocasionar estresse. CONSULTE 5135 - Trabalhadores auxiliares nos serviços de alimentação.

Recursos de trabalho

Assadeiras; Batedor; Colheres; Espátulas; Facas; Frigideira; Liquidificador; Máquina de suco; Panelas; Tábua de carnes.

Quanto ganha um cozinheiro de hospital

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.60710% ganham até R$ 1.882mediana R$ 2.71210% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.144

Entrada × quem já está

R$ 1.882 ao ser admitido · R$ 2.144 para quem tem vínculo ativo +13,9%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de cozinheiro de hospital foi de R$ 1.882 — metade das 2.038 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.607 e os 10% de maior, acima de R$ 2.712.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.144, ou seja, 13,9% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 49 meses.

Considerando a jornada média de 40.4 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 11,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.882
Por ano (12 salários)R$ 22.584
Por semanaR$ 433
Por hora (40.4h/sem)R$ 11,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.147 17,9%
  • Mulheres — R$ 1.863 82,1%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.438 14,7%
  • Mulheres — R$ 2.107 85,3%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 1.659
  • Nordeste 1.662
  • Sudeste 2.005
  • Sul 1.940
  • Centro-Oeste 1.822

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (9 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 845 -46 — R$ 2.367 —
RS 507 -60 — R$ 1.888 —
PR 296 +10 — R$ 1.886 —
MG 277 -74 — R$ 1.733 —
SC 242 -33 — R$ 2.118 —
RJ 159 -32 — R$ 1.815 —
RN 151 +9 — R$ 1.645 —
BA 125 -16 — R$ 1.700 —
GO 91 -28 — R$ 1.830 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

3.403

Desligamentos

3.731

Saldo

-328

Rotatividade

32,2%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: out/25 (+8) saldo negativo · pior: nov/25 (-75)

Em 12 meses houve 3.403 admissões e 3.731 desligamentos de cozinheiro de hospital, o que significa que o mercado formal fechou 328 postos de trabalho no período, com rotatividade de 32,2% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 45,3% foram a pedido do próprio trabalhador e 39,5% por dispensa sem justa causa, além de 10,3% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 45,3%
  • Dispensa sem justa causa 39,5%
  • Fim de contrato 10,3%

Sobre 3.731 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0,6% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 7,5%
  • 1 a 4 empregados 2%
  • 5 a 9 empregados 1,4%
  • 10 a 19 empregados 3,5%
  • 20 a 49 empregados 8,3%
  • 50 a 99 empregados 7,7%
  • 100 a 249 empregados 11,5%
  • 250 a 499 empregados 15,4%
  • 500 a 999 empregados 14%
  • 1.000 ou mais empregados 28,7%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata cozinheiro de hospital

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Atividades de atendimento hospitalar, exceto pronto socorro e unidades para atendimento a urgências 8610101 · 53,8% das admissões 1.832 43.3h R$ 1.806 R$ 1.951 R$ 2.376 2% 3
Atividades de atendimento em pronto socorro e unidades hospitalares para atendimento a urgências 8610102 · 12,8% das admissões 436 43.4h R$ 1.658 R$ 1.803 R$ 1.954 2% 3
Restaurantes e similares 5611201 · 3,5% das admissões 118 44.1h R$ 1.653 R$ 1.843 R$ 2.090 2% 2
Serviços combinados para apoio a edifícios, exceto condomínios prediais 8111700 · 3,5% das admissões 118 44h R$ 1.571 R$ 1.628 R$ 1.676 3% 2
Atividades de apoio à gestão de saúde 8660700 · 3,4% das admissões 117 43.2h R$ 1.653 R$ 1.905 R$ 2.178 2% 1
Fornecimento de alimentos preparados preponderantemente para empresas 5620101 · 3,2% das admissões 108 43.9h R$ 1.735 R$ 1.950 R$ 2.161 3% 2
Instituições de longa permanência para idosos 8711502 · 2,6% das admissões 89 43.6h R$ 1.750 R$ 1.875 R$ 2.056 2% 1
Cantinas - serviços de alimentação privativos 5620103 · 2,3% das admissões 79 44h — R$ 1.631 — 3% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como cozinheiro de hospital

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 11.595 vínculos

Idade mediana

49 anos

Tempo de casa

49 meses

No setor público

10,1%

Em empresa do Simples

4,6%

Sexo

  • Mulher 86%
  • Homem 14%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada40,3h/sem
  • Pessoas com deficiência1,2%
  • Jornada parcial0,2%
  • Contrato intermitente0,2%
  • Em entidade sem fins lucrativos55%

Sobre os 11.595 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 46,2%
  • Parda 41,7%
  • Preta 11,2%
  • Amarela 0,7%
  • Indígena 0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,6%
  • Até o 5º ano incompleto 3,7%
  • 5º ano completo 4,3%
  • 6º ao 9º ano 9,2%
  • Fundamental completo 15%
  • Médio incompleto 8,3%
  • Médio completo 56,1%
  • Superior incompleto 0,9%
  • Superior completo 1,9%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,1%
  • Até 5º ano incompleto 2,1%
  • 5º ano completo 1,8%
  • 6º a 9º ano 5,4%
  • Fundamental completo 11,3%
  • Médio incompleto 5,8%
  • Médio completo 68,8%
  • Superior incompleto 1,3%
  • Superior completo 3,1%
  • Pós-graduação 0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 1%
  • 5 a 9 empregados 1,4%
  • 10 a 19 empregados 2,2%
  • 20 a 49 empregados 7,1%
  • 50 a 99 empregados 9,8%
  • 100 a 249 empregados 14,7%
  • 250 a 499 empregados 17,5%
  • 500 a 999 empregados 16,8%
  • 1.000 ou mais empregados 29,7%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de cozinheiro de hospital

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

86,8

CAT no período

813

Idade média no acidente

46 anos

Foram 813 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo cozinheiro de hospital nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 86,8 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 87,8% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 10,7% de trajeto (no deslocamento) e 1,5% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico 87,8%
  • Trajeto 10,7%
  • Doença 1,5%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 22,8%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 12,3%
  • Braço (entre o punho e o ombro) 7,5%
  • Antebraço (entre o punho e o cotovelo) 7,3%
  • Pé (exceto artelhos) 5,5%

Natureza da lesão

  • Queimadura ou escaldadura - efeito de temperatura elevada ou efeito do contato com substância quente (inclui queimadura por eletricidade, mas não inclui choque elétrico; não inclui queimadura por substância química, efeito de radiação, queimadura de sol, incapacidade sistêmica como intermação, queimadura por atrito, etc.) 33,3%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 19,6%
  • Lesão imediata 12,7%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 7,9%
  • Outras lesões, NIC 5,9%

Agente causador

  • Faca 14,5%
  • Agente do acidente, NIC 8,6%
  • Líquido, NIC 7,3%
  • Forno, estufa, retorta, aquecedor de ambiente, fogão, etc. (exceto quando a lesão principal for choque elétrico ou eletroplessão) - equipamento de aquecimento 7,3%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas 6,2%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 73 9% 3.531
T30.2 — Queimadura de segundo grau, parte do corpo não especificada 36 4,4% 639
T30.1 — Queimadura de primeiro grau, parte do corpo não especificada 32 3,9% 639
T23.2 — Queimadura de segundo grau do punho e da mão 24 3% 263
T22.2 — Queimadura de segundo grau do ombro e do membro superior, exceto punho e mão 20 2,5% 98
T23.1 — Queimadura de primeiro grau do punho e da mão 17 2,1% 263

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Atividades de atendimento hospitalar, exceto pronto socorro e unidades para atendimento a urgências) tem RAT 2% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 86,8 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: administração pública, educação, saúde e serviços sociais

Informalidade no setor

9,6%

Média nacional

37,5%

Conta própria

6,3%

Rendimento formal × informal

R$ 5.009 × R$ 4.613

No setor de administração pública, educação, saúde e serviços sociais — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 9,6% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O exercício dessas ocupações requer ensino fundamental seguido de cursos básicos de profissionalização que variam de duzentas a quatrocentas horas, ou experiência equivalente. O pleno desempenho das atividades ocorre entre três e quatro anos de exercício profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 5132.

Qual especialização paga mais na família 5132

Todas as ocupações de cozinheiros, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
5132-25 Cozinheiro de embarcações R$ 1.776 R$ 5.696 2.848
5132-15 Cozinheiro industrial R$ 2.162 R$ 2.410 16.809
5132-20 Cozinheiro de hospital (esta página) R$ 1.882 R$ 2.144 11.595
5132-05 Cozinheiro geral R$ 1.906 R$ 2.009 596.784
5132-10 Cozinheiro do serviço doméstico R$ 1.899 R$ 1.933 3.286

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 5132-20.

A Preparar alimentos (5)
  • •Temperar alimentos de acordo com métodos de cocção
  • •Controlar tempo e métodos de cocção
  • •Aquecer alimentos pré-preparados
  • •Avaliar sabor, aroma, cor e textura dos alimentos
  • •Finalizar molhos quentes e frios
B Finalizar alimentos (4)
  • •Montar alimentos de acordo com apresentação definida
  • •Decorar pratos de acordo com apresentação definida
  • •Encaminhar alimentos prontos para o local apropriado
  • •Coletar amostras de alimentos prontos em conformidade com a legislação
C Pré-preparar alimentos (9)
  • •Descongelar alimentos
  • •Higienizar alimentos
  • •Limpar carnes, aves, pescados e vegetais
  • •Desossar carnes, aves e pescados
  • •Porcionar alimentos
  • •Marinar carnes, aves, pescados e vegetais
  • •Elaborar massas
  • •Elaborar caldos, fundos e molhos básicos
  • •Pré-cozinhar alimentos
D Planejar rotina de trabalho (13)
  • •Colaborar na criação do cardápio
  • •Planejar cardápios
  • •Listar ingredientes de acordo com o plano de produção e capacidade de armazenamento
  • •Quantificar ingredientes
  • •Requisitar materiais
  • •Especificar alimentos
  • •Otimizar uso dos equipamentos
  • •Solicitar manutenção de equipamentos
  • •Identificar necessidade de novos equipamentos
  • •Assessorar compras de equipamentos e utensílios
  • •Testar receitas
  • •Planejar rotina de limpeza
  • •Planejar estocagem
E Iniciar atividades na cozinha (8)
  • •Usar uniforme
  • •Distribuir tarefas entre ajudantes e auxiliares
  • •Organizar utensílios de trabalho
  • •Higienizar equipamentos, utensílios e bancada
  • •Verificar funcionamento dos equipamentos
  • •Definir horários de execução e término de tarefas de acordo com prioridades
  • •Observar padrão de qualidade dos alimentos
  • •Organizar ingredientes conforme a produção
F Fechar cozinha (4)
  • •Guardar produtos não utilizados
  • •Desligar equipamentos
  • •Lavar cozinha
  • •Fechar instalações e dependências
G Proceder estocagem e conservação de alimentos (6)
  • •Verificar condições de alimentos para reaproveitamento
  • •Controlar temperatura de alimentos
  • •Etiquetar alimentos
  • •Acondicionar alimentos para congelamento
  • •Armazenar alimentos de acordo com as normas de higiene
  • •Controlar armazenamento de alimentos
Y Comunicar-se (9)
  • •Informar necessidades de matérias primas
  • •Conhecer linguagem técnica
  • •Comunicar-se com o salão (garçom, maitre)
  • •Comunicar-se com a equipe
  • •Interpretar pedidos e comandas
  • •Interpretar manuais de procedimentos
  • •Comunicar-se com o superior hierárquico
  • •Interpretar receitas
  • •Comunicar-se com o cliente
Z Demonstrar competências pessoais (20)
  • •Trabalhar em equipe
  • •Demonstrar honestidade profissional na preparação dos alimentos
  • •Demonstrar capacidade de ser flexível
  • •Demonstrar versatilidade
  • •Desenvolver paladar e olfato
  • •Aguçar visão
  • •Demonstrar capacidade de iniciativa
  • •Demonstrar criatividade
  • •Dominar técnicas de preparação e conservação de alimentos
  • •Atualizar-se na profissão
  • •Ler livros e revistas especializadas
  • •Participar de eventos culinários
  • •Freqüentar treinamentos quando oferecidos
  • •Demonstrar asseio pessoal
  • •Evitar perdas e desperdícios
  • •Aprender o manuseio de novos equipamentos
  • •Trabalhar com atenção
  • •Trabalhar com ética
  • •Zelar pelos equipamentos e utensílios
  • •Usar epi

Sinônimos oficiais (1)

Cozinheiro hospitalar

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 5132-20 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um cozinheiro de hospital?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.882 por mês, considerando as 2.038 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.607 (10% menores) a R$ 2.712 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.144 (RAIS 2024), 13.9% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando cozinheiro de hospital?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 3.403 admissões contra 3.731 desligamentos, saldo de -328 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata cozinheiro de hospital?

A atividade econômica que mais contratou foi Atividades de atendimento hospitalar, exceto pronto socorro e unidades para atendimento a urgências (CNAE 8610101), com 53,8% das admissões e mediana de R$ 1.951. A ficha de cozinheiro de hospital no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de cozinheiro de hospital?

5132-20 (família 5132 — Cozinheiros). A CBO reconhece também os títulos: Cozinheiro hospitalar — todos usam o mesmo código 5132-20. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser cozinheiro de hospital?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 5132: O exercício dessas ocupações requer ensino fundamental seguido de cursos básicos de profissionalização que variam de duzentas a quatrocentas horas, ou experiência equivalente. O pleno desempenho das atividades ocorre entre três e quatro anos de exercício profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de cozinheiro de hospital?

A taxa é de 86,8 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (22,8% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (administração pública, educação, saúde e serviços sociais), 9,6% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 5132-20?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 5132-20 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 5132-20 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (8610101), o RAT é 2%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (16 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 5132:

  • •Abelar Prestadora de Serviços, Reforma e Manutenção Ltda.
  • •Aliança Empresa de Navegação e Logística Ltda.
  • •Autônomo
  • •Companhia Bras. Distribuição Grupo Pão de Açúcar
  • •Grande Hotel São Pedro - Hotel Escola (Senac-SP)
  • •Hospital da Clínicas - Fmusp
  • •Hospital Sírio-Libanês
  • •Instituto de Recursos Humanos - Pe / Hospital dos Servidores
  • •Olhos Barra Clínica Ltda
  • •Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro / Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • •Profissional Autônomo
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac-dr-SP)
  • •Sociedade Beneficente Hospital Sírio-Libanês
  • •Universidade do Vale do Itajaí - S/C - Univali
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
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