CBO 4153-10 — Analista de informação em saúde
O código 4153-10 identifica a ocupação analista de informação em saúde na CBO 2002, dentro da família 4153 — Trabalhadores em registros e informações em saúde. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.
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Quanto ganha um analista de informação em saúde
Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais
mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 4.461
Entrada × quem já está
R$ 3.556 ao ser admitido · R$ 4.461 para quem tem vínculo ativo +25,4%
Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de analista de informação em saúde foi de R$ 3.556 — metade das 529 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.854 e os 10% de maior, acima de R$ 7.694.
Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 4.461, ou seja, 25,4% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 27 meses.
Considerando a jornada média de 38.6 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 16,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.
Equivalência da mediana
| Por mês | R$ 3.556 |
| Por ano (12 salários) | R$ 42.672 |
| Por semana | R$ 818 |
| Por hora (38.6h/sem) | R$ 16,00 |
Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.
Composição e salário por sexo
Na admissão (CAGED, 40h+)
Quem já atua (RAIS 2024)
Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.
Salário por região
Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.
Salário e saldo de vagas por estado (5 UFs com amostra)
| UF | Admissões | Saldo | P25 | Mediana | P75 |
|---|---|---|---|---|---|
| SP | 333 | +16 | — | R$ 3.800 | — |
| MG | 134 | +26 | — | R$ 4.063 | — |
| PR | 60 | -18 | — | R$ 3.510 | — |
| PE | 49 | +1 | — | R$ 2.256 | — |
| RJ | 40 | -1 | — | R$ 6.192 | — |
UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.
Contratação e mercado
Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026
Admissões
752
Desligamentos
754
Saldo
-2
Rotatividade
27,8%
Saldo mês a mês
Em 12 meses houve 752 admissões e 754 desligamentos de analista de informação em saúde, o que significa que o mercado formal fechou 2 postos de trabalho no período, com rotatividade de 27,8% sobre o estoque de vínculos.
Entre os desligamentos, 44,8% foram a pedido do próprio trabalhador e 46,9% por dispensa sem justa causa, além de 7,2% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.
Por que as pessoas saem
Sobre 754 desligamentos com motivo declarado.
Como são os contratos
Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,4% das admissões são de jornada parcial e 0,1% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.
Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.
Porte de quem contrata
Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.
Quem contrata analista de informação em saúde
Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma
RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.
Perfil de quem trabalha como analista de informação em saúde
Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 2.713 vínculos
Idade mediana
37 anos
Tempo de casa
27 meses
No setor público
25,4%
Em empresa do Simples
3,9%
Sexo
Composição do vínculo
- Jornada média contratada36,8h/sem
- Pessoas com deficiência1,4%
- Jornada parcial3,6%
- Contrato intermitente0,3%
- Em entidade sem fins lucrativos22,2%
Sobre os 2.713 vínculos ativos em 31/12/2024.
Raça/cor
Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.
Escolaridade
Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.
Porte do empregador
Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.
Informalidade no setor que mais contrata
PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas
Informalidade no setor
25,4%
Média nacional
37,5%
Conta própria
23,7%
Rendimento formal × informal
R$ 5.385 × R$ 4.443
No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.
O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.
Qual especialização paga mais na família 4153
Todas as ocupações de trabalhadores em registros e informações em saúde, ordenadas pela remuneração de quem já atua
| CBO | Ocupação | Admissão | Quem já atua | Vínculos |
|---|---|---|---|---|
| 4153-10 | Analista de informação em saúde (esta página) | R$ 3.556 | R$ 4.461 | 2.713 |
| 4153-05 | Registrador de câncer | — | R$ 2.750 | 14 |
“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.
Atividades do perfil ocupacional
Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 4153-10.
A Coletar dados clínicos dos pacientes e/ou dados do tumor (7)
- •Selecionar prontuários de paciente
- •Preencher dados (hospital, tipos de cti, médicos, fontes pagadoras, dados pessoais) na ficha de registro
- •Consultar no prontuário procedência do paciente
- •Consultar no prontuário se paciente passou por tratamento prévio em outra instituição
- •Consultar no prontuário motivo do encontro (internação hospitalar, consulta em consultório ou em ambulatório)
- •Checar completude dos dados do prontuário
- •Dirimir dúvidas junto à coordenação/comissão assessora quanto aos dados contidos no prontuário
B Registrar dados clínicos (8)
- •Registrar caráter do episódio de cuidado em saúde (urgência, emergência, eletiva)
- •Registrar equipe profissional assistencial para o episódio de cuidado em saúde
- •Registrar condições clínicas pertinentes à condições adquiridas durante o episódio de cuidado em saúde
- •Registrar condições clínicas pertinentes à readmissões por recaídas de tratamento prévio em instituições de saúde terciárias
- •Registrar admissões hospitalares por cuidados sensíveis à atenção primária
- •Registrar dados do(s) diagnóstico(s) (comorbidades e/ou complicações)
- •Registrar dados do(s) tratamento(s) realizado(s) pelo paciente na instituição
- •Compartilhar informações com áreas afins
C Analisar dados clínicos e assistenciais dos pacientes (7)
- •Ler prontuários de pacientes
- •Analisar registros de pacientes
- •Avaliar dados clínicos e assistenciais
- •Correlacionar laudos laboratoriais e de imagem com dados clínicos
- •Compilar dados
- •Informar à coordenação clínica necessidade de completar dados em prontuários com desfecho do caso
- •Solicitar às instâncias responsáveis esclarecimentos de dados essenciais nos prontuários
D Realizar codificação clínica (9)
- •Consultar classificações internacionais de doenças (cid)
- •Aplicar regras de codificação da cid e regras de sequenciamento em codificação
- •Identificar sistema de classificação utilizado
- •Atribuir códigos padrão para doenças e agravos de saúde e procedimentos
- •Codificar laudos laboratoriais e de imagem
- •Buscar na cid código do diagnóstico principal, secundário(s) e condições adquiridas
- •Identificar código de procedimentos nas tabelas tuss e sus
- •Identificar desfecho do encontro em saúde (alta/óbito/transferência)
- •Inserir dados no sistema de registro de classificação utilizado e/ou em software específico de codificação
E Levantar dados em campo junto às fontes notificadoras (6)
- •Receber lista de fontes notificadoras
- •Adequar informações nos registros codificados
- •Revisar dados oriundos de coleta passiva
- •Validar informações junto à fonte notificadora scih (serviço de controle de infecção hospitalar) e junto ao núcleo de segurança do paciente
- •Validar eventos adversos/evento sentinela
- •Identificar fatores e causas que aumentaram a permanência hospitalar
G Organizar base de dados para validação pela coordenação (7)
- •Identificar não conformidades na base de dados
- •Identificar casos em duplicidade
- •Excluir casos em duplicidade ( mesma pessoa e mesmo diagnóstico)
- •Corrigir inconsistências identificadas nas fichas pelo sistema
- •Complementar dados de procedimentos realizados com a tabela tuss ou sus
- •Identificar codificações potencialmente incorretas
- •Revisar codificações potencialmente incorretas
H Participar do processo de melhoria contínua (governança clínica) (12)
- •Auxiliar na gestão do cuidado assistencial realizado na unidade clínica
- •Estruturar indicadores de saúde
- •Analisar indicadores de saúde
- •Gerenciar banco de dados de informações clínicas
- •Elaborar relatórios
- •Disponibilizar dados codificados conforme solicitação e/ou para tomada de decisão
- •Apontar potenciais falhas no processo assistencial e administrativo
- •Propor intervenções na assistência
- •Ministrar curso de educação continuada
- •Participar de curso de aperfeiçoamento em codificação
- •Participar de pesquisa utilizando banco de dados
- •Gerar relatórios de desempenho assistencial a partir da base de dados codificados
I Auditar as informações inseridas no banco de dados (9)
- •Selecionar prontuários de paciente para amostra de auditoria
- •Analisar prontuários selecionados comparando os dados codificados
- •Apontar não conformidades observadas na codificação
- •Justificar não conformidades encontradas
- •Preencher banco de dados da auditoria com resultados encontrados
- •Identificar oportunidades de aprimoramento da codificação
- •Realizar devolutiva dos resultados da auditoria
- •Analisar dúvidas de codificação
- •Padronizar condutas
Z Demonstrar competências pessoais (12)
- •Manter confidencialidade do paciente e segurança da informação
- •Trabalhar em equipe
- •Demonstrar capacidade de seguir normas e regras
- •Demonstrar atenção à detalhes
- •Demonstrar comprometimento
- •Demonstrar organização
- •Demonstrar controle emocional
- •Demonstrar proatividade
- •Demonstrar concentração
- •Demonstrar capacidade de comunicação verbal e escrita
- •Demonstrar imparcialidade
- •Pesquisar atualizações e novidades lançadas
Sinônimos oficiais (4)
Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 4153-10 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.
Perguntas frequentes
Quanto ganha um analista de informação em saúde?
A mediana do salário de admissão é R$ 3.556 por mês, considerando as 529 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.854 (10% menores) a R$ 7.694 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 4.461 (RAIS 2024), 25.4% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.
O mercado está contratando analista de informação em saúde?
Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 752 admissões contra 754 desligamentos, saldo de -2 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.
Que tipo de empresa contrata analista de informação em saúde?
A atividade econômica que mais contratou foi Holdings de instituições não financeiras (CNAE 6462000), com 23,9% das admissões e mediana de R$ 5.854. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.
Qual o código CBO de analista de informação em saúde?
4153-10 (família 4153 — Trabalhadores em registros e informações em saúde). A CBO reconhece também os títulos: Codificador de dados clínicos, Codificador hospitalar, Gestor de dados clínicos, Técnico em registro e informação em saúde — todos usam o mesmo código 4153-10. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.
É uma profissão com muita informalidade?
A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.
Onde informo o CBO 4153-10?
No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.
O CBO 4153-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?
Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 4153-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (6462000), o RAT é 3%.
Fontes oficiais
- → CBO 2002 — Ministério do Trabalho e Emprego
- → Novo CAGED — microdados de movimentação (PDET)
- → RAIS — microdados de vínculos (PDET)
- → PNAD Contínua (IBGE)
- → Tabela CBO completa
- → Todas as fontes do site
Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.