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CBO 2002 Família 4152 R$ 1.721 na admissão +17 postos em 12 meses 29 atividades

CBO 4152-15 — Entregador de publicações

O código 4152-15 identifica a ocupação entregador de publicações na CBO 2002, dentro da família 4152 — Trabalhadores nos serviços de classificação e entregas de correspondências, encomendas e publicações. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um entregador de publicações

Recebem e expedem cargas, malas e malotes e objetos de serviços de correio. Coletam, ordenam, conferem, fazem triagem e entregam cargas e objetos, tais como encomendas, cartas, caixas, malotes e contêineres. Prestam contas dos objetos coletados e entregues. Pesquisam e rastreiam objetos. Prestam informações e participam de disseminação de campanhas públicas. Também fazem parte desta família ocupacional os trabalhadores similares que atuam em empresas de encomendas expressas (courier).

Descrição oficial da família 4152 — Trabalhadores nos serviços de classificação e entregas de correspondências, encomendas e publicações, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

O trabalho é exercido em ambientes fechados e abertos, em regime de tempo integral, de segunda-feira a sábado, podendo haver revezamento de turno em períodos noturnos, domingos e feriados. O trabalho interno normalmente é feito em equipe e, o externo, individualmente. O trabalhador está sujeito a variações climáticas e a riscos inerentes à locomoção de cargas e à segurança na entrega de objetos nos mais diferentes tipos de destinos.

Recursos de trabalho

Bolsa; Caneta; Carrinho de carga; Empilhadeira; Lacre; Mapas, plantas urbanas, guias e diretórios; Terminal de rastreamento de objetos (tro); Veículo (automóvel, motocicleta, barco, bicicleta).

Quanto ganha um entregador de publicações

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.53910% ganham atéR$ 1.721medianaR$ 2.17510% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 1.835

Entrada × quem já está

R$ 1.721 ao ser admitido · R$ 1.835 para quem tem vínculo ativo +6,6%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de entregador de publicações foi de R$ 1.721 — metade das 1.952 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.539 e os 10% de maior, acima de R$ 2.175.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 1.835, ou seja, 6,6% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 14 meses.

Considerando a jornada média de 43 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 9,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.721
Por ano (12 salários)R$ 20.652
Por semanaR$ 396
Por hora (43h/sem)R$ 9,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 1.71889,1%
  • Mulheres — R$ 1.81310,9%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 1.84093,1%
  • Mulheres — R$ 1.7566,9%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte1.668
  • Nordeste1.644
  • Sudeste1.907
  • Sul2.073
  • Centro-Oeste1.680

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 540 +31 R$ 2.014
MG 190 -10 R$ 1.732
GO 186 -22 R$ 1.658
RJ 182 -16 R$ 1.717
PE 133 +65 R$ 1.639
BA 125 +15 R$ 1.646
PA 118 +7 R$ 1.676
PR 97 -10 R$ 2.091
CE 77 -12 R$ 1.644
MT 64 -19 R$ 1.688

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

2.094

Desligamentos

2.077

Saldo

+17

Rotatividade

49,7%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: ago/25 (+97) saldo negativo · pior: dez/25 (-30)

Em 12 meses houve 2.094 admissões e 2.077 desligamentos de entregador de publicações, o que significa que o mercado formal abriu 17 postos de trabalho no período, com rotatividade de 49,7% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 31,2% foram a pedido do próprio trabalhador e 52,7% por dispensa sem justa causa, além de 10,5% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador31,2%
  • Dispensa sem justa causa52,7%
  • Fim de contrato10,5%
  • Aposentadoria0,3%

Sobre 2.077 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,1% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro16%
  • 1 a 4 empregados21,9%
  • 5 a 9 empregados18,3%
  • 10 a 19 empregados15,3%
  • 20 a 49 empregados12,1%
  • 50 a 99 empregados4%
  • 100 a 249 empregados2%
  • 250 a 499 empregados4,8%
  • 500 a 999 empregados0,6%
  • 1.000 ou mais empregados5%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata entregador de publicações

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Comércio varejista de produtos farmacêuticos, sem manipulação de fórmulas 4771701 · 8,5% das admissões 177 44.1h R$ 1.610 R$ 1.669 R$ 1.744 2% 2
Instalação e manutenção elétrica 4321500 · 6,6% das admissões 138 44h R$ 1.933 R$ 1.966 R$ 1.999 3% 3
Comércio varejista de materiais de construção em geral 4744099 · 5,3% das admissões 111 43.9h R$ 1.622 R$ 1.683 R$ 1.784 3% 2
Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios - minimercados, mercearias e armazéns 4712100 · 4,3% das admissões 90 44.1h R$ 1.579 R$ 1.657 R$ 1.777 2% 2
Fornecimento e gestão de recursos humanos para terceiros 7830200 · 4,3% das admissões 90 44h R$ 1.578 R$ 1.628 R$ 1.668 2% 1
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 4,2% das admissões 88 44.4h R$ 1.613 R$ 1.721 R$ 2.041 2% 1
Comércio varejista de bebidas 4723700 · 3,5% das admissões 73 44h R$ 1.647 R$ 1.850 R$ 2.075 3% 2
Serviços de entrega rápida 5320202 · 2,9% das admissões 60 43.7h R$ 1.621 3% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como entregador de publicações

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 4.182 vínculos

Idade mediana

35 anos

Tempo de casa

14 meses

No setor público

0,3%

Em empresa do Simples

60,6%

Sexo

  • Homem92,9%
  • Mulher7,1%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada41,2h/sem
  • Pessoas com deficiência0,5%
  • Jornada parcial0,9%
  • Contrato intermitente0,4%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,7%

Sobre os 4.182 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda47,6%
  • Branca44,6%
  • Preta7,1%
  • Amarela0,6%
  • Indígena0,1%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,3%
  • Até o 5º ano incompleto0,8%
  • 5º ano completo1,2%
  • 6º ao 9º ano3,7%
  • Fundamental completo8,3%
  • Médio incompleto7%
  • Médio completo76,4%
  • Superior incompleto1,2%
  • Superior completo1,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Até 5º ano incompleto0,9%
  • 5º ano completo0,6%
  • 6º a 9º ano2,6%
  • Fundamental completo5,4%
  • Médio incompleto6,6%
  • Médio completo80,8%
  • Superior incompleto1,6%
  • Superior completo1,4%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados23,7%
  • 5 a 9 empregados17,9%
  • 10 a 19 empregados17,6%
  • 20 a 49 empregados17%
  • 50 a 99 empregados7,4%
  • 100 a 249 empregados6,8%
  • 250 a 499 empregados4,6%
  • 500 a 999 empregados0,1%
  • 1.000 ou mais empregados4,9%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de entregador de publicações

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

17,2

CAT no período

63

Óbitos comunicados

4

Idade média no acidente

34 anos

Foram 63 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo entregador de publicações nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 17,2 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 50,8% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 49,2% de trajeto (no deslocamento) e 0% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 4 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Trajeto49,2%
  • Típico50,8%

Parte do corpo atingida

  • Perna (do tornozelo, exclusive, ao joelho, exclusive)15,9%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis)9,5%
  • Ombro7,9%
  • Partes múltiplas6,3%
  • Articulação do tornozelo6,3%

Natureza da lesão

  • Fratura36,5%
  • Lesão imediata22,2%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)12,7%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)9,5%
  • Distensão, torção6,3%

Agente causador

  • Motocicleta, motoneta41,9%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas24,2%
  • Veículo, NIC16,1%
  • Veículo rodoviário motorizado8,1%
  • Agente do acidente inexistente1,6%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S82 — Fratura da perna, incluindo tornozelo 4 6,3% 25.350
S82.2 — Fratura da diáfise da tíbia 2 3,2% 25.350
S62.6 — Fratura de outros dedos 2 3,2% 24.580
T07 — Traumatismos múltiplos não especificados 2 3,2% 1.358
S62.3 — Fratura de outros ossos do metacarpo 2 3,2% 24.580
T07.NUL — Traumatismos múltiplos não especificados 2 3,2% 1.358

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Comércio varejista de produtos farmacêuticos, sem manipulação de fórmulas) tem RAT 2% e grau de risco 2, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 17,2 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: comércio e reparação de veículos

Informalidade no setor

33,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

24,1%

Rendimento formal × informal

R$ 3.373 × R$ 1.988

No setor de comércio e reparação de veículos — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 33,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O ingresso ao emprego de carteiros e operadores de triagem e transbordo da empresa brasileira de correios e telégrafos ocorre por concurso para o qual a exigência de escolaridade é de ensino médio para carteiros e, adicionalmente, conhecimentos em microinformática para o operador. Após o ingresso há formação profissionalizante, por meio de cursos modulares, oferecidos pelos correios ou empresas de serviços de encomendas expressas (courier). A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 4152.

Qual especialização paga mais na família 4152

Todas as ocupações de trabalhadores nos serviços de classificação e entregas de correspondências, encomendas e publicações, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
4152-05 Carteiro R$ 1.805 R$ 5.379 55.990
4152-10 Operador de triagem e transbordo R$ 2.051 R$ 4.634 11.637
4152-15 Entregador de publicações (esta página) R$ 1.721 R$ 1.835 4.182

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 4152-15.

A Entregar objetos e publicações (6)
  • Entregar malotes e publicações em horário determinado
  • Entregar publicações à assinantes, pontos de venda e pontos de apoio
  • Entregar boletos e comunicados
  • Verificar preenchimento do protocolo de entrega
  • Adaptar roteiro de entrega
  • Aplicar orientações de procedimentos de entrega
B Organizar cargas, objetos e publicações (6)
  • Checar lista de entrega (romaneio)
  • Encartar jornais
  • Embalar publicações
  • Etiquetar publicações
  • Montar kits promocionais
  • Amarrar objetos e publicações em pacotes ordenados
E Verificar situação de objetos e publicações (3)
  • Reencaminhar objetos e publicações
  • Fazer acompanhamento de objetos e publicações reclamados (não entregues)
  • Informar sobre endereços incorretos
F Prestar contas dos objetos e publicações (6)
  • Retornar objetos e publicações não entregues
  • Anotar justificativa de devolução de objetos e publicações
  • Recolher encalhe
  • Devolver protocolo de entrega de objetos e publicações
  • Conferir publicações devolvidas
  • Protocolar entregas especiais
G Fornecer informações (3)
  • Informar jornaleiro sobre tipo de objetos e publicações entregues
  • Repassar à empresa eventuais solicitações dos pontos de venda e assinantes
  • Registrar os horários da primeira e última entrega
H Conferir cargas (contêineres,malas, caixetas e objetos e publicações) (1)
  • Identificar violação e/ou danificação
Z Demonstrar competências pessoais (4)
  • Demonstrar capacidade de contornar situações adversas
  • Demonstrar capacidade de cumprir normas e regras
  • Demonstrar cordialidade
  • Demonstrar interesse às oportunidades de treinamento

Sinônimos oficiais (4)

Ajudante de entregador de publicaçõesEntregador de assinaturas (jornais e revistas)Entregador de jornais e revistasEntregador de venda avulsa (jornais e revistas)

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 4152-15 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um entregador de publicações?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.721 por mês, considerando as 1.952 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.539 (10% menores) a R$ 2.175 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 1.835 (RAIS 2024), 6.6% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando entregador de publicações?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 2.094 admissões contra 2.077 desligamentos, saldo de +17 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata entregador de publicações?

A atividade econômica que mais contratou foi Comércio varejista de produtos farmacêuticos, sem manipulação de fórmulas (CNAE 4771701), com 8,5% das admissões e mediana de R$ 1.669. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de entregador de publicações?

4152-15 (família 4152 — Trabalhadores nos serviços de classificação e entregas de correspondências, encomendas e publicações). A CBO reconhece também os títulos: Ajudante de entregador de publicações, Entregador de assinaturas (jornais e revistas), Entregador de jornais e revistas, Entregador de venda avulsa (jornais e revistas) — todos usam o mesmo código 4152-15. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser entregador de publicações?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 4152: O ingresso ao emprego de carteiros e operadores de triagem e transbordo da empresa brasileira de correios e telégrafos ocorre por concurso para o qual a exigência de escolaridade é de ensino médio para carteiros e, adicionalmente, conhecimentos em microinformática para o operador. Após o ingresso há formação profissionalizante, por meio de cursos modulares, oferecidos pelos correios ou empresas de serviços de encomendas expressas (courier). A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de entregador de publicações?

A taxa é de 17,2 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é perna (do tornozelo, exclusive, ao joelho, exclusive) (15,9% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S82 — fratura da perna, incluindo tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (comércio e reparação de veículos), 33,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 4152-15?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 4152-15 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 4152-15 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4771701), o RAT é 2%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (3 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 4152:

  • Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ETC)
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Deisi Deffune Consultoria S/C Ltda - DDC
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