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CBO 2002 Família 3751 R$ 2.207 na admissão -401 postos em 12 meses 60 atividades

CBO 3751-15 — Visual merchandiser

O código 3751-15 identifica a ocupação visual merchandiser na CBO 2002, dentro da família 3751 — Designers de interiores, de vitrines e visual merchandiser e afins (nível médio). É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha13 seções

O que faz um visual merchandiser

Projetam e executam soluções para espaços internos residenciais, comerciais e industriais visando a estética, o bem-estar e o conforto. Criam e projetam vitrines, ambientes comerciais e industriais que destaquem e valorizem o produto; projetam programações visuais com os objetivos de estimular o consumo de produtos e de informar o consumidor.

Descrição oficial da família 3751 — Designers de interiores, de vitrines e visual merchandiser e afins (nível médio), publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Os profissionais da família trabalham, basicamente, no comércio atacadista e varejista, na construção e na prestação de serviços, podendo ser encontrados também em outras atividades, como a indústria. Montam vitrines e estandes em feiras e eventos, criam e desenvolvem campanhas temáticas voltadas para a comercialização de produtos, cuidam da circulação das pessoas e da otimização da apresentação dos produtos internamente às lojas, concebem e executam projetos de design de interiores, levando em conta a estética, a funcionalidade e a ergonomia. Desenvolvem suas atividades individualmente e em equipes multidisciplinares, predominantemente por conta pró-pria, na maioria das vezes sem supervisão. Podem trabalhar em horários variados ou irregulares, conforme as necessidades de seus clientes. Eventualmente, em algumas ocupações, alguns profissionais podem trabalhar em condições especiais, como alta temperatura ou em posições desconfortáveis por longos períodos.

Recursos de trabalho

Calculadora; Computador; Escalímetro; Manequins; Materiais de iluminação; Material de construção; Móveis; Revestimentos; Tecidos; Trena.

Notas oficiais da CBO

Podem ocorrer casos de designers de interiores, designers de vitrines e visual mechandisers que exercem, concomitantemtente outras profissões, como arquitetos, cenógrafos, artistas plásticos, publicitários, etc. Para codificá-los, considerar a atividade principal ou a mais frequente.

Quanto ganha um visual merchandiser

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.66210% ganham atéR$ 2.207medianaR$ 4.19310% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.837

Entrada × quem já está

R$ 2.207 ao ser admitido · R$ 2.837 para quem tem vínculo ativo +28,5%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de visual merchandiser foi de R$ 2.207 — metade das 1.809 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.662 e os 10% de maior, acima de R$ 4.193.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.837, ou seja, 28,5% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 22 meses.

Considerando a jornada média de 43.6 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 12,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.207
Por ano (12 salários)R$ 26.484
Por semanaR$ 508
Por hora (43.6h/sem)R$ 12,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.12950,6%
  • Mulheres — R$ 2.26149,4%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.87643,9%
  • Mulheres — R$ 2.82456,1%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte1.925
  • Nordeste1.905
  • Sudeste2.248
  • Sul2.583
  • Centro-Oeste1.972

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 858 -119 R$ 2.413
RJ 218 -38 R$ 2.094
MG 148 +21 R$ 1.758
SC 75 -30 R$ 2.917
PR 74 -13 R$ 2.530
RS 72 -28 R$ 2.583
CE 58 +4 R$ 1.750
PA 38 -5 R$ 1.952
GO 34 -10 R$ 2.025
BA 33 -17 R$ 2.092

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

1.858

Desligamentos

2.259

Saldo

-401

Rotatividade

49%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: nov/25 (+4) saldo negativo · pior: jan/26 (-69)

Em 12 meses houve 1.858 admissões e 2.259 desligamentos de visual merchandiser, o que significa que o mercado formal fechou 401 postos de trabalho no período, com rotatividade de 49% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 39,4% foram a pedido do próprio trabalhador e 45,5% por dispensa sem justa causa, além de 12,7% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador39,4%
  • Dispensa sem justa causa45,5%
  • Fim de contrato12,7%

Sobre 2.259 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,2% das admissões são de jornada parcial e 0,1% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro8,4%
  • 1 a 4 empregados2,9%
  • 5 a 9 empregados5,3%
  • 10 a 19 empregados14%
  • 20 a 49 empregados17,3%
  • 50 a 99 empregados12%
  • 100 a 249 empregados13,5%
  • 250 a 499 empregados6,2%
  • 500 a 999 empregados6,1%
  • 1.000 ou mais empregados14,3%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata visual merchandiser

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios 4781400 · 29,3% das admissões 545 43.9h R$ 2.007 R$ 2.379 R$ 2.875 2% 1
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 15% das admissões 278 43.8h R$ 1.720 R$ 1.781 R$ 1.888 3% 1
Promoção de vendas 7319002 · 11,7% das admissões 217 44h R$ 1.664 R$ 1.756 R$ 2.271 3% 1
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 3,2% das admissões 59 43.7h R$ 2.825 R$ 3.950 R$ 5.625 2% 1
Comércio varejista de materiais de construção em geral 4744099 · 3% das admissões 56 44.2h R$ 1.913 R$ 2.014 R$ 2.260 3% 2
Manutenção e reparação de equipamentos e produtos não especificados anteriormente 3319800 · 3% das admissões 56 44h R$ 1.956 R$ 2.043 R$ 2.113 3%
Confecção de peças de vestuário, exceto roupas íntimas e as confeccionadas sob medida 1412601 · 2,4% das admissões 45 43.6h R$ 2.375 R$ 3.750 R$ 6.325 3% 2
Lojas de departamentos ou magazines, exceto lojas francas (duty free) 4713004 · 2,4% das admissões 44 44h R$ 2.250 R$ 2.543 R$ 3.400

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como visual merchandiser

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 4.609 vínculos

Idade mediana

32 anos

Tempo de casa

22 meses

Em empresa do Simples

15,2%

Sexo

  • Homem43,9%
  • Mulher56,1%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,6h/sem
  • Pessoas com deficiência0,8%
  • Jornada parcial0,2%
  • Contrato intermitente0,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,3%

Sobre os 4.609 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda47%
  • Branca43,1%
  • Preta8,1%
  • Indígena1%
  • Amarela0,8%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Até o 5º ano incompleto0,1%
  • 5º ano completo0,1%
  • 6º ao 9º ano0,3%
  • Fundamental completo1,2%
  • Médio incompleto3,4%
  • Médio completo70,4%
  • Superior incompleto6,9%
  • Superior completo17,6%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,1%
  • 5º ano completo0,1%
  • 6º a 9º ano0,2%
  • Fundamental completo1%
  • Médio incompleto2,1%
  • Médio completo68,8%
  • Superior incompleto8,4%
  • Superior completo17,5%
  • Pós-graduação1,9%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados2,5%
  • 5 a 9 empregados3,1%
  • 10 a 19 empregados13,8%
  • 20 a 49 empregados23,2%
  • 50 a 99 empregados13,7%
  • 100 a 249 empregados18,5%
  • 250 a 499 empregados9,8%
  • 500 a 999 empregados7,3%
  • 1.000 ou mais empregados8,1%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de visual merchandiser

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

16,5

CAT no período

62

Idade média no acidente

32 anos

Foram 62 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo visual merchandiser nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 16,5 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 48,4% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 50% de trajeto (no deslocamento) e 1,6% doenças ocupacionais — a predominância do trajeto indica que o deslocamento é o principal ponto de exposição nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico48,4%
  • Trajeto50%
  • Doença1,6%

Parte do corpo atingida

  • Partes múltiplas14,5%
  • Pé (exceto artelhos)11,3%
  • Ombro8,1%
  • Mão (exceto punho ou dedos)6,5%
  • Tórax (inclusive órgãos internos)6,5%

Natureza da lesão

  • Fratura21%
  • Distensão, torção14,5%
  • Luxação12,9%
  • Lesão imediata12,9%
  • Outras lesões, NIC8,1%

Agente causador

  • Motocicleta, motoneta18%
  • Escada permanente cujos degraus permitem apoio integral do pé, degrau - superfície utilizada para sustentar pessoas13,1%
  • Veículo, NIC11,5%
  • Veículo rodoviário motorizado11,5%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas9,8%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 5 8,1% 5.476
T07 — Traumatismos múltiplos não especificados 3 4,8% 1.358
S92.0 — Fratura do calcâneo 2 3,2% 15.618
V29.9 — Motociclista [qualquer] traumatizado em um acidente de trânsito não especificado 2 3,2% 313
S60.2 — Contusão de outras partes do punho e da mão 2 3,2% 1.634
S92.4 — Fratura do hálux 1 1,6% 15.618

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios) tem RAT 2% e grau de risco 1, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 16,5 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: comércio e reparação de veículos

Informalidade no setor

33,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

24,1%

Rendimento formal × informal

R$ 3.373 × R$ 1.988

No setor de comércio e reparação de veículos — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 33,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O exercício das ocupações da família, atualmente, não requer um nível de escolaridade determinado, pois no mercado convivem profissionais com formação na prática, cursos de curta duração, cursos técnicos de nível médio e formação universitária. Conforme a tendência de profissionalização que se verifica na área, pode-se afirmar que é desejável formação técnica de nível médio ou universitária, dependendo da ocupação. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 3751.

Qual especialização paga mais na família 3751

Todas as ocupações de designers de interiores, de vitrines e visual merchandiser e afins (nível médio), ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
3751-15 Visual merchandiser (esta página) R$ 2.207 R$ 2.837 4.609
3751-05 Designer de interiores R$ 2.242 R$ 2.803 1.953
3751-25 Produtor de moda R$ 2.319 R$ 2.684 642
3751-30 Profissional de organização (personal organizer) R$ 1.691 R$ 2.513 68
3751-10 Designer de vitrines R$ 2.008 R$ 2.354 1.694
3751-20 Decorador de eventos R$ 1.924 R$ 1.974 2.165

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3751-15.

A Conceber o projeto (10)
  • Fazer levantamento métrico e/ou fotográfico
  • Elaborar estudos preliminares
  • Adequar os elementos já existentes ao espaço
  • Elaborar planta de distribuição dos espaços internos
  • Planejar a circulação
  • Distribuir volumes no espaço
  • Sugerir eventuais modificações ao projeto arquitetônico
  • Apresentar em modelos e/ou maquetes soluções para o ambiente
  • Conceber programação visual para espaços comerciais (merchandising)
  • Apresentar estudo preliminar ao cliente
B Interpretar expectativas/necessidades do cliente (4)
  • Entrevistar cliente
  • Definir limites orçamentários do projeto
  • Definir programa de ações
  • Estabelecer contrato de trabalho com cliente
C Elaborar projeto (9)
  • Representar graficamente soluções para o ambiente (desenho manual, autocad etc)
  • Escolher escala cromática para o ambiente
  • Alocar pontos de ar condicionado
  • Alocar pontos de iluminação
  • Alocar pontos elétricos
  • Criar peças especiais
  • Criar ambientes funcionais e/ou favorável ao consumo
  • Criar ambientes temáticos e estéticos
  • Orçar projeto
D Executar o projeto (8)
  • Elaborar o cronograma
  • Selecionar fornecedores
  • Coordenar equipes
  • Realizar programação visual de espaços comerciais (merchandising)
  • Gerenciar obra ou projeto
  • Personalizar espaço arquitetônico ou físico
  • Montar espaços e/ou imagens que destaquem o produto
  • Divulgar trabalhos na mídia
F Acompanhar o projeto (3)
  • Fazer manutenção programada do projeto
  • Fazer ajustes ao projeto
  • Avaliar o resultado do projeto
G Pesquisar produtos, materiais e imagens (4)
  • Testar produtos, materiais e/ou ferramentas
  • Colaborar no desenvolvimento de produtos e materiais
  • Participar de exposições, mostras, feiras e congressos
  • Pesquisar mercado
Z Demonstrar competências pessoais (22)
  • Demonstrar criatividade
  • Demonstrar capacidade de objetividade
  • Demonstrar capacidade de negociação
  • Demonstrar senso estético
  • Demonstrar flexibilidade
  • Demonstrar capacidade de comunicação
  • Demonstrar capacidade de persuasão
  • Demonstrar capacidade de visão espacial
  • Demonstrar capacidade de administrar o tempo
  • Demonstrar capacidade de contornar situações adversas
  • Demonstrar capacidade de trabalhar em equipe
  • Demonstrar capacidade de trabalhar sob pressão
  • Demonstrar capacidade de organização
  • Demonstrar pró-atividade
  • Demonstrar habilidade motora fina
  • Demonstrar capacidade de antever problemas
  • Demonstrar capacidade de atenção a detalhes
  • Demonstrar empatia
  • Demonstrar capacidade de observação
  • Demonstrar capacidade de liderança
  • Manter sigilo
  • Demonstrar credibilidade

Perguntas frequentes

Quanto ganha um visual merchandiser?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.207 por mês, considerando as 1.809 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.662 (10% menores) a R$ 4.193 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.837 (RAIS 2024), 28.5% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando visual merchandiser?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 1.858 admissões contra 2.259 desligamentos, saldo de -401 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata visual merchandiser?

A atividade econômica que mais contratou foi Comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios (CNAE 4781400), com 29,3% das admissões e mediana de R$ 2.379. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de visual merchandiser?

3751-15 (família 3751 — Designers de interiores, de vitrines e visual merchandiser e afins (nível médio)). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser visual merchandiser?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3751: O exercício das ocupações da família, atualmente, não requer um nível de escolaridade determinado, pois no mercado convivem profissionais com formação na prática, cursos de curta duração, cursos técnicos de nível médio e formação universitária. Conforme a tendência de profissionalização que se verifica na área, pode-se afirmar que é desejável formação técnica de nível médio ou universitária, dependendo da ocupação. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de visual merchandiser?

A taxa é de 16,5 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é partes múltiplas (14,5% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S93.4 — entorse e distensão do tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (comércio e reparação de veículos), 33,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 3751-15?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 3751-15 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3751-15 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4781400), o RAT é 2%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (19 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3751:

  • Artenvolve Projeto e Design
  • Campinas Shopping Móveis
  • Candotti Imagem Promocional
  • Carolina Szabó Interiores
  • Companhia de Vitrina
  • Faculdade Armando Álvares Penteado - Faap
  • Luiz Travassos Marketing Visual
  • Metallo - Programação Visual Ltda.
  • Paola Ribeiro Interiores
  • Ricardo Abreu - Interiores
  • Roberto Negrete Interiores Ltda.
  • Senac - Centro de Eucação em Design de Interiores
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Departamento Regional de São Paulo (Senai-SP)
  • Sylvia Demetresco
  • Tempo/ Wblv Design / Wstudio Inc.
  • Via Venetto
  • Vigotex
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Fundação de Desenvolvimento da Unicamp - Funcamp
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