CBO 3751-15 — Visual merchandiser
O código 3751-15 identifica a ocupação visual merchandiser na CBO 2002, dentro da família 3751 — Designers de interiores, de vitrines e visual merchandiser e afins (nível médio). É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.
Nesta ficha13 seções
O que faz um visual merchandiser
Projetam e executam soluções para espaços internos residenciais, comerciais e industriais visando a estética, o bem-estar e o conforto. Criam e projetam vitrines, ambientes comerciais e industriais que destaquem e valorizem o produto; projetam programações visuais com os objetivos de estimular o consumo de produtos e de informar o consumidor.
Descrição oficial da família 3751 — Designers de interiores, de vitrines e visual merchandiser e afins (nível médio), publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.
Como e onde se trabalha
Os profissionais da família trabalham, basicamente, no comércio atacadista e varejista, na construção e na prestação de serviços, podendo ser encontrados também em outras atividades, como a indústria. Montam vitrines e estandes em feiras e eventos, criam e desenvolvem campanhas temáticas voltadas para a comercialização de produtos, cuidam da circulação das pessoas e da otimização da apresentação dos produtos internamente às lojas, concebem e executam projetos de design de interiores, levando em conta a estética, a funcionalidade e a ergonomia. Desenvolvem suas atividades individualmente e em equipes multidisciplinares, predominantemente por conta pró-pria, na maioria das vezes sem supervisão. Podem trabalhar em horários variados ou irregulares, conforme as necessidades de seus clientes. Eventualmente, em algumas ocupações, alguns profissionais podem trabalhar em condições especiais, como alta temperatura ou em posições desconfortáveis por longos períodos.
Recursos de trabalho
Calculadora; Computador; Escalímetro; Manequins; Materiais de iluminação; Material de construção; Móveis; Revestimentos; Tecidos; Trena.
Notas oficiais da CBO
Podem ocorrer casos de designers de interiores, designers de vitrines e visual mechandisers que exercem, concomitantemtente outras profissões, como arquitetos, cenógrafos, artistas plásticos, publicitários, etc. Para codificá-los, considerar a atividade principal ou a mais frequente.
Quanto ganha um visual merchandiser
Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais
mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.837
Entrada × quem já está
R$ 2.207 ao ser admitido · R$ 2.837 para quem tem vínculo ativo +28,5%
Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de visual merchandiser foi de R$ 2.207 — metade das 1.809 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.662 e os 10% de maior, acima de R$ 4.193.
Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.837, ou seja, 28,5% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 22 meses.
Considerando a jornada média de 43.6 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 12,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.
Equivalência da mediana
| Por mês | R$ 2.207 |
| Por ano (12 salários) | R$ 26.484 |
| Por semana | R$ 508 |
| Por hora (43.6h/sem) | R$ 12,00 |
Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.
Composição e salário por sexo
Na admissão (CAGED, 40h+)
Quem já atua (RAIS 2024)
Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.
Salário por região
Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.
Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
| UF | Admissões | Saldo | P25 | Mediana | P75 |
|---|---|---|---|---|---|
| SP | 858 | -119 | — | R$ 2.413 | — |
| RJ | 218 | -38 | — | R$ 2.094 | — |
| MG | 148 | +21 | — | R$ 1.758 | — |
| SC | 75 | -30 | — | R$ 2.917 | — |
| PR | 74 | -13 | — | R$ 2.530 | — |
| RS | 72 | -28 | — | R$ 2.583 | — |
| CE | 58 | +4 | — | R$ 1.750 | — |
| PA | 38 | -5 | — | R$ 1.952 | — |
| GO | 34 | -10 | — | R$ 2.025 | — |
| BA | 33 | -17 | — | R$ 2.092 | — |
UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.
Contratação e mercado
Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026
Admissões
1.858
Desligamentos
2.259
Saldo
-401
Rotatividade
49%
Saldo mês a mês
Em 12 meses houve 1.858 admissões e 2.259 desligamentos de visual merchandiser, o que significa que o mercado formal fechou 401 postos de trabalho no período, com rotatividade de 49% sobre o estoque de vínculos.
Entre os desligamentos, 39,4% foram a pedido do próprio trabalhador e 45,5% por dispensa sem justa causa, além de 12,7% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.
Por que as pessoas saem
Sobre 2.259 desligamentos com motivo declarado.
Como são os contratos
Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,2% das admissões são de jornada parcial e 0,1% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.
Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.
Porte de quem contrata
Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.
Quem contrata visual merchandiser
Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma
| CNAE — atividade econômica | Admissões | Jornada | P25 | Mediana | P75 | RAT | GR |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios 4781400 · 29,3% das admissões | 545 | 43.9h | R$ 2.007 | R$ 2.379 | R$ 2.875 | 2% | 1 |
| Locação de mão de obra temporária 7820500 · 15% das admissões | 278 | 43.8h | R$ 1.720 | R$ 1.781 | R$ 1.888 | 3% | 1 |
| Promoção de vendas 7319002 · 11,7% das admissões | 217 | 44h | R$ 1.664 | R$ 1.756 | R$ 2.271 | 3% | 1 |
| Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 3,2% das admissões | 59 | 43.7h | R$ 2.825 | R$ 3.950 | R$ 5.625 | 2% | 1 |
| Comércio varejista de materiais de construção em geral 4744099 · 3% das admissões | 56 | 44.2h | R$ 1.913 | R$ 2.014 | R$ 2.260 | 3% | 2 |
| Manutenção e reparação de equipamentos e produtos não especificados anteriormente 3319800 · 3% das admissões | 56 | 44h | R$ 1.956 | R$ 2.043 | R$ 2.113 | 3% | — |
| Confecção de peças de vestuário, exceto roupas íntimas e as confeccionadas sob medida 1412601 · 2,4% das admissões | 45 | 43.6h | R$ 2.375 | R$ 3.750 | R$ 6.325 | 3% | 2 |
| Lojas de departamentos ou magazines, exceto lojas francas (duty free) 4713004 · 2,4% das admissões | 44 | 44h | R$ 2.250 | R$ 2.543 | R$ 3.400 | — | — |
RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.
Perfil de quem trabalha como visual merchandiser
Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 4.609 vínculos
Idade mediana
32 anos
Tempo de casa
22 meses
Em empresa do Simples
15,2%
Sexo
Composição do vínculo
- Jornada média contratada43,6h/sem
- Pessoas com deficiência0,8%
- Jornada parcial0,2%
- Contrato intermitente0,1%
- Em entidade sem fins lucrativos0,3%
Sobre os 4.609 vínculos ativos em 31/12/2024.
Raça/cor
Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.
Escolaridade
Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.
Porte do empregador
Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.
Riscos ocupacionais de visual merchandiser
Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências
Taxa por mil/ano
16,5
CAT no período
62
Idade média no acidente
32 anos
Foram 62 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo visual merchandiser nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 16,5 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.
Do total, 48,4% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 50% de trajeto (no deslocamento) e 1,6% doenças ocupacionais — a predominância do trajeto indica que o deslocamento é o principal ponto de exposição nessa ocupação.
Tipo de acidente
Parte do corpo atingida
Natureza da lesão
Agente causador
Diagnósticos mais frequentes (CID-10)
Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país
| CID-10 | Casos | % | Afastamentos no Brasil |
|---|---|---|---|
| S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo | 5 | 8,1% | 5.476 |
| T07 — Traumatismos múltiplos não especificados | 3 | 4,8% | 1.358 |
| S92.0 — Fratura do calcâneo | 2 | 3,2% | 15.618 |
| V29.9 — Motociclista [qualquer] traumatizado em um acidente de trânsito não especificado | 2 | 3,2% | 313 |
| S60.2 — Contusão de outras partes do punho e da mão | 2 | 3,2% | 1.634 |
| S92.4 — Fratura do hálux | 1 | 1,6% | 15.618 |
Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.
Risco de tabela × risco observado
A atividade que mais contrata essa ocupação (Comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios) tem RAT 2% e grau de risco 1, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 16,5 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.
Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.
Informalidade no setor que mais contrata
PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: comércio e reparação de veículos
Informalidade no setor
33,3%
Média nacional
37,5%
Conta própria
24,1%
Rendimento formal × informal
R$ 3.373 × R$ 1.988
No setor de comércio e reparação de veículos — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 33,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.
O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.
Formação exigida
Exigência oficial da CBO
O exercício das ocupações da família, atualmente, não requer um nível de escolaridade determinado, pois no mercado convivem profissionais com formação na prática, cursos de curta duração, cursos técnicos de nível médio e formação universitária. Conforme a tendência de profissionalização que se verifica na área, pode-se afirmar que é desejável formação técnica de nível médio ou universitária, dependendo da ocupação. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Texto oficial do MTE para a família 3751.
Qual especialização paga mais na família 3751
Todas as ocupações de designers de interiores, de vitrines e visual merchandiser e afins (nível médio), ordenadas pela remuneração de quem já atua
| CBO | Ocupação | Admissão | Quem já atua | Vínculos |
|---|---|---|---|---|
| 3751-15 | Visual merchandiser (esta página) | R$ 2.207 | R$ 2.837 | 4.609 |
| 3751-05 | Designer de interiores | R$ 2.242 | R$ 2.803 | 1.953 |
| 3751-25 | Produtor de moda | R$ 2.319 | R$ 2.684 | 642 |
| 3751-30 | Profissional de organização (personal organizer) | R$ 1.691 | R$ 2.513 | 68 |
| 3751-10 | Designer de vitrines | R$ 2.008 | R$ 2.354 | 1.694 |
| 3751-20 | Decorador de eventos | R$ 1.924 | R$ 1.974 | 2.165 |
“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.
Atividades do perfil ocupacional
Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3751-15.
A Conceber o projeto (10)
- •Fazer levantamento métrico e/ou fotográfico
- •Elaborar estudos preliminares
- •Adequar os elementos já existentes ao espaço
- •Elaborar planta de distribuição dos espaços internos
- •Planejar a circulação
- •Distribuir volumes no espaço
- •Sugerir eventuais modificações ao projeto arquitetônico
- •Apresentar em modelos e/ou maquetes soluções para o ambiente
- •Conceber programação visual para espaços comerciais (merchandising)
- •Apresentar estudo preliminar ao cliente
B Interpretar expectativas/necessidades do cliente (4)
- •Entrevistar cliente
- •Definir limites orçamentários do projeto
- •Definir programa de ações
- •Estabelecer contrato de trabalho com cliente
C Elaborar projeto (9)
- •Representar graficamente soluções para o ambiente (desenho manual, autocad etc)
- •Escolher escala cromática para o ambiente
- •Alocar pontos de ar condicionado
- •Alocar pontos de iluminação
- •Alocar pontos elétricos
- •Criar peças especiais
- •Criar ambientes funcionais e/ou favorável ao consumo
- •Criar ambientes temáticos e estéticos
- •Orçar projeto
D Executar o projeto (8)
- •Elaborar o cronograma
- •Selecionar fornecedores
- •Coordenar equipes
- •Realizar programação visual de espaços comerciais (merchandising)
- •Gerenciar obra ou projeto
- •Personalizar espaço arquitetônico ou físico
- •Montar espaços e/ou imagens que destaquem o produto
- •Divulgar trabalhos na mídia
F Acompanhar o projeto (3)
- •Fazer manutenção programada do projeto
- •Fazer ajustes ao projeto
- •Avaliar o resultado do projeto
G Pesquisar produtos, materiais e imagens (4)
- •Testar produtos, materiais e/ou ferramentas
- •Colaborar no desenvolvimento de produtos e materiais
- •Participar de exposições, mostras, feiras e congressos
- •Pesquisar mercado
Z Demonstrar competências pessoais (22)
- •Demonstrar criatividade
- •Demonstrar capacidade de objetividade
- •Demonstrar capacidade de negociação
- •Demonstrar senso estético
- •Demonstrar flexibilidade
- •Demonstrar capacidade de comunicação
- •Demonstrar capacidade de persuasão
- •Demonstrar capacidade de visão espacial
- •Demonstrar capacidade de administrar o tempo
- •Demonstrar capacidade de contornar situações adversas
- •Demonstrar capacidade de trabalhar em equipe
- •Demonstrar capacidade de trabalhar sob pressão
- •Demonstrar capacidade de organização
- •Demonstrar pró-atividade
- •Demonstrar habilidade motora fina
- •Demonstrar capacidade de antever problemas
- •Demonstrar capacidade de atenção a detalhes
- •Demonstrar empatia
- •Demonstrar capacidade de observação
- •Demonstrar capacidade de liderança
- •Manter sigilo
- •Demonstrar credibilidade
Perguntas frequentes
Quanto ganha um visual merchandiser?
A mediana do salário de admissão é R$ 2.207 por mês, considerando as 1.809 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.662 (10% menores) a R$ 4.193 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.837 (RAIS 2024), 28.5% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.
O mercado está contratando visual merchandiser?
Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 1.858 admissões contra 2.259 desligamentos, saldo de -401 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.
Que tipo de empresa contrata visual merchandiser?
A atividade econômica que mais contratou foi Comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios (CNAE 4781400), com 29,3% das admissões e mediana de R$ 2.379. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.
Qual o código CBO de visual merchandiser?
3751-15 (família 3751 — Designers de interiores, de vitrines e visual merchandiser e afins (nível médio)). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.
Precisa de faculdade para ser visual merchandiser?
Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3751: O exercício das ocupações da família, atualmente, não requer um nível de escolaridade determinado, pois no mercado convivem profissionais com formação na prática, cursos de curta duração, cursos técnicos de nível médio e formação universitária. Conforme a tendência de profissionalização que se verifica na área, pode-se afirmar que é desejável formação técnica de nível médio ou universitária, dependendo da ocupação. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Quais são os riscos e acidentes mais comuns de visual merchandiser?
A taxa é de 16,5 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é partes múltiplas (14,5% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S93.4 — entorse e distensão do tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.
É uma profissão com muita informalidade?
A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (comércio e reparação de veículos), 33,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.
Onde informo o CBO 3751-15?
No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.
O CBO 3751-15 define o grau de risco e o RAT da empresa?
Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3751-15 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4781400), o RAT é 2%.
Fontes oficiais
- → CBO 2002 — Ministério do Trabalho e Emprego
- → Novo CAGED — microdados de movimentação (PDET)
- → RAIS — microdados de vínculos (PDET)
- → CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (INSS)
- → PNAD Contínua (IBGE)
- → Tabela CBO completa
- → Todas as fontes do site
Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.
Quem descreveu esta família na CBO (19 instituições)
A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3751:
- •Artenvolve Projeto e Design
- •Campinas Shopping Móveis
- •Candotti Imagem Promocional
- •Carolina Szabó Interiores
- •Companhia de Vitrina
- •Faculdade Armando Álvares Penteado - Faap
- •Luiz Travassos Marketing Visual
- •Metallo - Programação Visual Ltda.
- •Paola Ribeiro Interiores
- •Ricardo Abreu - Interiores
- •Roberto Negrete Interiores Ltda.
- •Senac - Centro de Eucação em Design de Interiores
- •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Departamento Regional de São Paulo (Senai-SP)
- •Sylvia Demetresco
- •Tempo/ Wblv Design / Wstudio Inc.
- •Via Venetto
- •Vigotex
- •Instituição Conveniada Responsável
- •Fundação de Desenvolvimento da Unicamp - Funcamp