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CBO 2002 Família 3523 R$ 2.816 na admissão +20 postos em 12 meses 18 atividades

CBO 3523-05 — Metrologista

O código 3523-05 identifica a ocupação metrologista na CBO 2002, dentro da família 3523 — Agentes fiscais metrológicos e de qualidade. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um metrologista

Fiscalizam instrumentos de medição, medidas materializadas, produtos, marcas de conformidade e serviços, conforme legislação. Verificam instrumentos e medidas materializadas; realizam testes, análises e calibrações. Registram o processo de fiscalização, verificação e calibração; supervisionam atividades metrológicas; orientam o público; formam recursos humanos na área de metrologia.

Descrição oficial da família 3523 — Agentes fiscais metrológicos e de qualidade, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham em órgãos de fiscalização metrológica, como os institutos de pesos e medidas. São empregados assalariados, com carteira assinada, que se organizam em equipe, sob supervisão permanente. O local de trabalho pode ser fechado, aberto ou em veículos. Trabalham em horários diurnos e irregulares. Podem permanecer em posições desconfortáveis por longos períodos, estar expostos a materiais tóxicos e, eventualmente, a explosivos. Na fiscalização, estão sujeitos a pressões que podem desencadear estresse.

Recursos de trabalho

Balança; Cronotacômetro; Densímetro; Explosímetro; Lacres; Lupa; Medidor de volume; Peso; Termômetro; Trenas.

Quanto ganha um metrologista

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.81510% ganham até R$ 2.816mediana R$ 5.21810% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 4.884

Entrada × quem já está

R$ 2.816 ao ser admitido · R$ 4.884 para quem tem vínculo ativo +73,4%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de metrologista foi de R$ 2.816 — metade das 963 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.815 e os 10% de maior, acima de R$ 5.218.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 4.884, ou seja, 73,4% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 49 meses.

Considerando a jornada média de 43.3 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 15,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.816
Por ano (12 salários)R$ 33.792
Por semanaR$ 648
Por hora (43.3h/sem)R$ 15,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 3.008 84%
  • Mulheres — R$ 2.409 16%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 5.039 85,6%
  • Mulheres — R$ 3.544 14,4%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 3.211
  • Nordeste 2.350
  • Sudeste 2.894
  • Sul 3.094
  • Centro-Oeste 2.100

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (8 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 388 -13 — R$ 3.200 —
MG 95 -18 — R$ 2.600 —
RJ 90 +22 — R$ 2.300 —
PR 78 -6 — R$ 3.050 —
SC 55 -26 — R$ 3.100 —
RS 51 -2 — R$ 3.210 —
GO 51 +17 — R$ 1.810 —
BA 35 +14 — R$ 3.008 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

998

Desligamentos

978

Saldo

+20

Rotatividade

23,2%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: mar/26 (+26) saldo negativo · pior: out/25 (-12)

Em 12 meses houve 998 admissões e 978 desligamentos de metrologista, o que significa que o mercado formal abriu 20 postos de trabalho no período, com rotatividade de 23,2% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 44,3% foram a pedido do próprio trabalhador e 45,7% por dispensa sem justa causa, além de 7,2% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 44,3%
  • Dispensa sem justa causa 45,7%
  • Fim de contrato 7,2%
  • Aposentadoria 0,1%

Sobre 978 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial 0,1%
  • Contrato intermitente 2,9%
  • Pessoa com deficiência 0,1%
  • Jovem aprendiz 0,1%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 4,4%
  • 1 a 4 empregados 5,6%
  • 5 a 9 empregados 7,5%
  • 10 a 19 empregados 10,5%
  • 20 a 49 empregados 18,3%
  • 50 a 99 empregados 16,1%
  • 100 a 249 empregados 14,9%
  • 250 a 499 empregados 9,2%
  • 500 a 999 empregados 7,2%
  • 1.000 ou mais empregados 6,4%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata metrologista

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Manutenção e reparação de aparelhos e instrumentos de medida, teste e controle 3312102 · 26,5% das admissões 264 43.9h R$ 1.847 R$ 2.138 R$ 2.675 2% 3
Testes e análises técnicas 7120100 · 9,4% das admissões 94 43.9h R$ 2.081 R$ 2.367 R$ 2.825 1% 2
Fabricação de outras peças e acessórios para veículos automotores não especificadas anteriormente 2949299 · 7,7% das admissões 77 43.4h R$ 4.194 R$ 4.750 R$ 6.003 3% 3
Serviços de engenharia 7112000 · 4% das admissões 40 43.9h — R$ 5.000 — 3% 1
Instalação de máquinas e equipamentos industriais 3321000 · 2,6% das admissões 26 43.9h — R$ 2.739 — 3% 3
Comércio varejista de outros produtos não especificados anteriormente 4789099 · 2,5% das admissões 25 44h — R$ 2.538 — 2% 1
Fabricação de artefatos de material plástico para usos industriais 2229302 · 2,2% das admissões 22 44h — R$ 4.012 — 3% 3
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 2% das admissões 20 43.8h — R$ 4.500 — 3% 1

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como metrologista

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 4.221 vínculos

Idade mediana

39 anos

Tempo de casa

49 meses

No setor público

17,2%

Em empresa do Simples

15,6%

Sexo

  • Homem 85,5%
  • Mulher 14,5%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada42,5h/sem
  • Pessoas com deficiência1,6%
  • Jornada parcial0,1%
  • Contrato intermitente0,4%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,5%

Sobre os 4.221 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 61,2%
  • Parda 31,4%
  • Preta 6,2%
  • Amarela 1,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Até o 5º ano incompleto 0,3%
  • 5º ano completo 0,3%
  • 6º ao 9º ano 0,6%
  • Fundamental completo 2,1%
  • Médio incompleto 1,7%
  • Médio completo 60,5%
  • Superior incompleto 7,9%
  • Superior completo 26,1%
  • Mestrado 0,6%
  • Doutorado 0,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,1%
  • 6º a 9º ano 0,2%
  • Fundamental completo 0,2%
  • Médio incompleto 2,1%
  • Médio completo 70,9%
  • Superior incompleto 10,4%
  • Superior completo 15,1%
  • Pós-graduação 0,9%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 2,4%
  • 5 a 9 empregados 4,1%
  • 10 a 19 empregados 5,6%
  • 20 a 49 empregados 11,5%
  • 50 a 99 empregados 10,1%
  • 100 a 249 empregados 12,8%
  • 250 a 499 empregados 12,9%
  • 500 a 999 empregados 22,8%
  • 1.000 ou mais empregados 17,8%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de metrologista

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

12,6

CAT no período

40

Idade média no acidente

37 anos

Foram 40 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo metrologista nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 12,6 por mil vínculos ao ano — próxima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 40% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 55% de trajeto (no deslocamento) e 5% doenças ocupacionais — a predominância do trajeto indica que o deslocamento é o principal ponto de exposição nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Trajeto 55%
  • Típico 40%
  • Doença 5%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 12,5%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 10%
  • Ombro 10%
  • Partes múltiplas 7,5%
  • Antebraço (entre o punho e o cotovelo) 7,5%

Natureza da lesão

  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 22,5%
  • Fratura 17,5%
  • Distensão, torção 15%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 12,5%
  • Luxação 12,5%

Agente causador

  • Motocicleta, motoneta 18,4%
  • Veículo, NIC 15,8%
  • Veículo rodoviário motorizado 10,5%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas 10,5%
  • Veiculo deslisante 5,3%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 3 7,5% 5.476
S80.0 — Contusão do joelho 2 5% 1.225
S60.2 — Contusão de outras partes do punho e da mão 2 5% 1.634
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 2 5% 3.531
Y96 — Circunstância relativa às condições de trabalho 2 5% 29
T14.9 — Traumatismo não especificado 2 5% 796

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Manutenção e reparação de aparelhos e instrumentos de medida, teste e controle) tem RAT 2% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 12,6 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O exercício profissional dessas ocupações requer curso técnico em metrologia (nível médio), curso técnico na área têxtil ou outra área de fiscalização, seguido de especialização de duzentas a quatrocentas horas/aula. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 3523.

Qual especialização paga mais na família 3523

Todas as ocupações de agentes fiscais metrológicos e de qualidade, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
3523-05 Metrologista (esta página) R$ 2.816 R$ 4.884 4.221
3523-15 Agente fiscal metrológico R$ 3.928 R$ 3.644 319
3523-10 Agente fiscal de qualidade R$ 2.094 R$ 3.641 10.849
3523-20 Agente fiscal têxtil — R$ 3.525 42

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3523-05.

Z Demonstrar competências pessoais (18)
  • •Tomar decisões
  • •Demonstrar facilidade de comunicação
  • •Dominar a legislação
  • •Manter auto-controle
  • •Demonstrar postura adequada
  • •Demonstrar segurança
  • •Manter-se atualizado
  • •Demonstrar capacidade de avaliação
  • •Buscar informações
  • •Trabalhar em equipe
  • •Gerenciar o tempo
  • •Agir com disciplina
  • •Atuar com ética profissional
  • •Demonstrar criatividade
  • •Agir com critério
  • •Administrar conflitos
  • •Demonstrar capacidade para cálculos e medições
  • •Apresentar acuidade sensorial

Sinônimos oficiais (2)

Inspetor de mediçãoMetrologista auxiliar

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 3523-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um metrologista?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.816 por mês, considerando as 963 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 1.815 (10% menores) a R$ 5.218 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 4.884 (RAIS 2024), 73.4% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando metrologista?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 998 admissões contra 978 desligamentos, saldo de +20 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata metrologista?

A atividade econômica que mais contratou foi Manutenção e reparação de aparelhos e instrumentos de medida, teste e controle (CNAE 3312102), com 26,5% das admissões e mediana de R$ 2.138. A ficha de metrologista no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de metrologista?

3523-05 (família 3523 — Agentes fiscais metrológicos e de qualidade). A CBO reconhece também os títulos: Inspetor de medição, Metrologista auxiliar — todos usam o mesmo código 3523-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser metrologista?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3523: O exercício profissional dessas ocupações requer curso técnico em metrologia (nível médio), curso técnico na área têxtil ou outra área de fiscalização, seguido de especialização de duzentas a quatrocentas horas/aula. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de metrologista?

A taxa é de 12,6 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (12,5% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S93.4 — entorse e distensão do tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 3523-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 3523-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3523-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (3312102), o RAT é 2%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (4 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3523:

  • •Instituto de Pesos e Medidas de São Paulo (Ipem-SP)
  • •Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro)
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
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