CBO 3518-05 — Detetive profissional
O código 3518-05 identifica a ocupação detetive profissional na CBO 2002, dentro da família 3518 — Agentes de investigação e identificação. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.
Nesta ficha13 seções
O que faz um detetive profissional
Investigam crimes; elaboram perícias de objetos, documentos e locais de crime; planejam investigações; efetuam prisões, cumprindo determinação judicial ou em flagrante delito; identificam pessoas e cadáveres, coletando impressões digitais, palmares e plantares. Atuam na prevenção de crimes; gerenciam crises, socorrendo vítimas, intermediando negociações e resgatando reféns; organizam registros papiloscópicos e custodiam presos. Registram informações em laudos, boletins e relatórios; colhem depoimentos e prestam testemunho.
Descrição oficial da família 3518 — Agentes de investigação e identificação, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.
Como e onde se trabalha
Investigadores de polícia e papiloscopistas policiais trabalham em órgãos da administração pública, de segurança e defesa, como estatutários. Os detetives profissionais atuam em empresas de serviços pessoais ou por conta própria. O trabalho dessas ocupações, geralmente, é realizado em equipe, sob supervisão ocasional. Os profissionais trabalham em locais fechados, abertos ou em veículos, em horários irregulares e variados, com ou sem rodízio de turnos. Podem estar sujeitos a situações de pressão, à exposição de material tóxico e risco de morte.
Recursos de trabalho
Algemas; Aparelhos de comunicação; Armas; Carteira de identificação funcional; Colete à prova de bala; Gravador; Lupas; Máquina filmadora; Pincéis; Produtos químicos.
Quanto ganha um detetive profissional
Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais
mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 5.058
Entrada × quem já está
R$ 3.806 ao ser admitido · R$ 5.058 para quem tem vínculo ativo +32,9%
Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de detetive profissional foi de R$ 3.806 — metade das 11 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.203 e os 10% de maior, acima de R$ 8.022.
Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 5.058, ou seja, 32,9% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 127 meses.
Considerando a jornada média de 43.4 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 20,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.
Equivalência da mediana
| Por mês | R$ 3.806 |
| Por ano (12 salários) | R$ 45.672 |
| Por semana | R$ 876 |
| Por hora (43.4h/sem) | R$ 20,00 |
Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.
Salário por região
Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.
Contratação e mercado
Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026
Admissões
11
Desligamentos
13
Saldo
-2
Rotatividade
1,3%
Saldo mês a mês
Em 12 meses houve 11 admissões e 13 desligamentos de detetive profissional, o que significa que o mercado formal fechou 2 postos de trabalho no período, com rotatividade de 1,3% sobre o estoque de vínculos.
Porte de quem contrata
Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.
Quem contrata detetive profissional
Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma
| CNAE — atividade econômica | Admissões | Jornada | P25 | Mediana | P75 | RAT | GR |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Atividades de investigação particular 8030700 · 36,4% das admissões | 4 | — | — | — | — | 2% | 3 |
| Instalação e manutenção elétrica 4321500 · 18,2% das admissões | 2 | — | — | — | — | 3% | 3 |
| Consultoria em tecnologia da informação 6204000 · 18,2% das admissões | 2 | — | — | — | — | 2% | 2 |
| Seleção e agenciamento de mão de obra 7810800 · 9,1% das admissões | 1 | — | — | — | — | 3% | 1 |
| Agenciamento de espaços para publicidade, exceto em veículos de comunicação 7312200 · 9,1% das admissões | 1 | — | — | — | — | 3% | 1 |
| Serviços advocatícios 6911701 · 9,1% das admissões | 1 | — | — | — | — | 1% | 1 |
RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.
Perfil de quem trabalha como detetive profissional
Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 1.013 vínculos
Idade mediana
44 anos
Tempo de casa
127 meses
No setor público
96,9%
Sexo
Composição do vínculo
- Jornada média contratada39,8h/sem
- Em entidade sem fins lucrativos0,2%
Sobre os 1.013 vínculos ativos em 31/12/2024.
Raça/cor
Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.
Escolaridade
Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.
Porte do empregador
Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.
Informalidade no setor que mais contrata
PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas
Informalidade no setor
25,4%
Média nacional
37,5%
Conta própria
23,7%
Rendimento formal × informal
R$ 5.385 × R$ 4.443
No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.
O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.
Formação exigida
Exigência oficial da CBO
O exercício dessas ocupações requer escolaridade de nível médio e formação profissional de duzentas a quatrocentas horas/aula (investigadores policiais) e mais de quatrocentas horas/aula (detetives profissionais). Os papiloscopistas são qualificados em cursos especilizados, com mais de quatrocentas horas/aula, ministrados pelas academias de polícia. Requer-se escolaridade de nível superior para os papiloscopistas da polícia federal. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contra-tados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Texto oficial do MTE para a família 3518.
Qual especialização paga mais na família 3518
Todas as ocupações de agentes de investigação e identificação, ordenadas pela remuneração de quem já atua
| CBO | Ocupação | Admissão | Quem já atua | Vínculos |
|---|---|---|---|---|
| 3518-10 | Investigador de polícia | — | R$ 10.421 | 50.917 |
| 3518-15 | Papiloscopista policial | — | R$ 9.758 | 5.341 |
| 3518-05 | Detetive profissional (esta página) | R$ 3.806 | R$ 5.058 | 1.013 |
“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.
Atividades do perfil ocupacional
Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3518-05.
A Investigar crimes (5)
- •Preservar local do crime
- •Colher provas de crime
- •Arrolar testemunhas
- •Localizar suspeitos
- •Auxiliar na reconstituição de crimes e locais
B Periciar documentos, objetos e locais de crime (1)
- •Desenhar croquis do local do crime
C Planejar investigação (8)
- •Mapear locais de encontro de vítimas e suspeitos
- •Compor painéis de investigação
- •Produzir estatísticas
- •Fotografar pessoas, objetos e locais
- •Preparar retrato falado
- •Usar artifícios e disfarces
- •Observar locais e pessoas (fazer campana)
- •Infiltrar-se entre suspeitos para investigação
D Efetuar prisões (1)
- •Conduzir à autoridade policial as partes envolvidas no crime
E Identificar pessoas e cadáveres (1)
- •Qualificar a pessoa (levantar dados pessoais)
F Prevenir crimes (5)
- •Detectar regiões com alto índice de criminalidade
- •Proteger pessoas
- •Proteger patrimônio
- •Verificar documentação em transações comerciais
- •Acompanhar cumprimento de mandados
Y Comunicar-se (4)
- •Entrevistar pessoas
- •Colher depoimentos e declarações
- •Elaborar relatórios
- •Prestar testemunho
Z Demonstrar competências pessoais (17)
- •Manter ética profissional
- •Agir discretamente
- •Agir com civilidade e respeito
- •Agir com bom senso
- •Trabalhar em equipe
- •Demonstrar capacidade visual
- •Manter boa apresentação
- •Demonstrar paciência
- •Dirigir viaturas de forma ofensiva e defensiva
- •Demonstrar perspicácia
- •Demonstrar coragem
- •Manejar armas
- •Capacitar-se fisicamente
- •Manter-se atualizado
- •Aperfeiçoar técnicas de papiloscopia
- •Ensinar técnicas de papiloscopia
- •Operar aparelhos óticos e de tratamento digital de imagens
Sinônimos oficiais (3)
Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 3518-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.
Perguntas frequentes
Quanto ganha um detetive profissional?
A mediana do salário de admissão é R$ 3.806 por mês, considerando as 11 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 2.203 (10% menores) a R$ 8.022 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 5.058 (RAIS 2024), 32.9% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.
O mercado está contratando detetive profissional?
Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 11 admissões contra 13 desligamentos, saldo de -2 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.
Que tipo de empresa contrata detetive profissional?
A atividade econômica que mais contratou foi Atividades de investigação particular (CNAE 8030700), com 36,4% das admissões. A lista completa dos 6 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.
Qual o código CBO de detetive profissional?
3518-05 (família 3518 — Agentes de investigação e identificação). A CBO reconhece também os títulos: Agente de investigação privada, Detetive particular, Investigador particular — todos usam o mesmo código 3518-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.
Precisa de faculdade para ser detetive profissional?
Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3518: O exercício dessas ocupações requer escolaridade de nível médio e formação profissional de duzentas a quatrocentas horas/aula (investigadores policiais) e mais de quatrocentas horas/aula (detetives profissionais). Os papiloscopistas são qualificados em cursos especilizados, com mais de quatrocentas horas/aula, ministrados pelas academias de polícia. Requer-se escolaridade de nível superior para os papiloscopistas da polícia federal. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contra-tados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
É uma profissão com muita informalidade?
A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.
Onde informo o CBO 3518-05?
No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.
O CBO 3518-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?
Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3518-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (8030700), o RAT é 2%.
Fontes oficiais
- → CBO 2002 — Ministério do Trabalho e Emprego
- → Novo CAGED — microdados de movimentação (PDET)
- → RAIS — microdados de vínculos (PDET)
- → PNAD Contínua (IBGE)
- → Tabela CBO completa
- → Todas as fontes do site
Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.
Quem descreveu esta família na CBO (18 instituições)
A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3518:
- •Conselho Federal dos Detetives Profissionais (Cfdp)
- •Corregedoria Geral da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo
- •Departamento de Homicídios e Proteção À Pessoa (Dhpp-ssp-SP)
- •Departamento de Polícia Federal
- •Elite Brasileira de Investigações Profissionais
- •Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (Ssp-SP)
- •Instituto de Investigações Águia de Prata
- •Polícia Civil do Estado de São Paulo
- •Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (Ssp-SP)
- •Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio Grande do Sul (Ssp-rs)
- •Ssp - Divisão Antissequestro
- •Instituição Conveniada Responsável
- •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
- •GLOSSÁRIO
- •Confeccionar luvas cadavéricas: restaurar, hidratar dedo para recuperar impressão dígito-papilar.
- •Custodiar presos e deter presos: são atribuições dos carcereiros que, em alguns casos, podem ficar a cargo dos investigadores de polícia.
- •Papiloscopista: profissional técnico que coleta impressões digitais.
- •Qualificar pessoas: anotar dados de pessoas, como nome, endereço, data de nascimen- to, filiação, etc.