CBO 3518-10 — Investigador de polícia
O código 3518-10 identifica a ocupação investigador de polícia na CBO 2002, dentro da família 3518 — Agentes de investigação e identificação. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.
Nesta ficha12 seções
O que faz um investigador de polícia
Investigam crimes; elaboram perícias de objetos, documentos e locais de crime; planejam investigações; efetuam prisões, cumprindo determinação judicial ou em flagrante delito; identificam pessoas e cadáveres, coletando impressões digitais, palmares e plantares. Atuam na prevenção de crimes; gerenciam crises, socorrendo vítimas, intermediando negociações e resgatando reféns; organizam registros papiloscópicos e custodiam presos. Registram informações em laudos, boletins e relatórios; colhem depoimentos e prestam testemunho.
Descrição oficial da família 3518 — Agentes de investigação e identificação, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.
Como e onde se trabalha
Investigadores de polícia e papiloscopistas policiais trabalham em órgãos da administração pública, de segurança e defesa, como estatutários. Os detetives profissionais atuam em empresas de serviços pessoais ou por conta própria. O trabalho dessas ocupações, geralmente, é realizado em equipe, sob supervisão ocasional. Os profissionais trabalham em locais fechados, abertos ou em veículos, em horários irregulares e variados, com ou sem rodízio de turnos. Podem estar sujeitos a situações de pressão, à exposição de material tóxico e risco de morte.
Recursos de trabalho
Algemas; Aparelhos de comunicação; Armas; Carteira de identificação funcional; Colete à prova de bala; Gravador; Lupas; Máquina filmadora; Pincéis; Produtos químicos.
Contratação e mercado
Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026
Admissões
15
Desligamentos
0
Saldo
+15
Rotatividade
0%
Saldo mês a mês
Em 12 meses houve 15 admissões e 0 desligamentos de investigador de polícia, o que significa que o mercado formal abriu 15 postos de trabalho no período.
Porte de quem contrata
Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.
Quem contrata investigador de polícia
Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma
| CNAE — atividade econômica | Admissões | Jornada | P25 | Mediana | P75 | RAT | GR |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Administração pública em geral 8411600 · 100% das admissões | 15 | — | — | — | — | 2% | 1 |
RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.
Perfil de quem trabalha como investigador de polícia
Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 50.917 vínculos
Idade mediana
47 anos
Tempo de casa
171 meses
No setor público
100%
Sexo
Composição do vínculo
- Jornada média contratada40,2h/sem
- Pessoas com deficiência0,7%
Sobre os 50.917 vínculos ativos em 31/12/2024.
Raça/cor
Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.
Escolaridade
Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.
Porte do empregador
Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.
Informalidade no setor que mais contrata
PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: administração pública, educação, saúde e serviços sociais
Informalidade no setor
9,6%
Média nacional
37,5%
Conta própria
6,3%
Rendimento formal × informal
R$ 5.009 × R$ 4.613
No setor de administração pública, educação, saúde e serviços sociais — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 9,6% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.
O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.
Formação exigida
Exigência oficial da CBO
O exercício dessas ocupações requer escolaridade de nível médio e formação profissional de duzentas a quatrocentas horas/aula (investigadores policiais) e mais de quatrocentas horas/aula (detetives profissionais). Os papiloscopistas são qualificados em cursos especilizados, com mais de quatrocentas horas/aula, ministrados pelas academias de polícia. Requer-se escolaridade de nível superior para os papiloscopistas da polícia federal. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contra-tados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Texto oficial do MTE para a família 3518.
Qual especialização paga mais na família 3518
Todas as ocupações de agentes de investigação e identificação, ordenadas pela remuneração de quem já atua
| CBO | Ocupação | Admissão | Quem já atua | Vínculos |
|---|---|---|---|---|
| 3518-10 | Investigador de polícia (esta página) | — | R$ 10.421 | 50.917 |
| 3518-15 | Papiloscopista policial | — | R$ 9.758 | 5.341 |
| 3518-05 | Detetive profissional | R$ 3.806 | R$ 5.058 | 1.013 |
“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.
Atividades do perfil ocupacional
Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3518-10.
A Investigar crimes (10)
- •Checar denúncias
- •Preservar local do crime
- •Colher provas de crime
- •Arrolar testemunhas
- •Intimar pessoas
- •Localizar suspeitos
- •Providenciar reconhecimento de suspeitos e objetos
- •Interrogar indiciados ou suspeitos
- •Acarear testemunhas e suspeitos
- •Auxiliar na reconstituição de crimes e locais
B Periciar documentos, objetos e locais de crime (1)
- •Desenhar croquis do local do crime
C Planejar investigação (8)
- •Mapear locais de encontro de vítimas e suspeitos
- •Compor painéis de investigação
- •Produzir estatísticas
- •Fotografar pessoas, objetos e locais
- •Preparar retrato falado
- •Usar artifícios e disfarces
- •Observar locais e pessoas (fazer campana)
- •Infiltrar-se entre suspeitos para investigação
D Efetuar prisões (6)
- •Cumprir determinações judiciais
- •Analisar ocorrências
- •Guardar valores e objetos
- •Conduzir à autoridade policial as partes envolvidas no crime
- •Garantir integridade física e moral do preso
- •Conduzir preso a exame de corpo de delito
E Identificar pessoas e cadáveres (2)
- •Qualificar a pessoa (levantar dados pessoais)
- •Coletar impressões digitais, palmares e plantares
F Prevenir crimes (9)
- •Detectar regiões com alto índice de criminalidade
- •Montar barreiras para averiguações
- •Executar rondas especiais
- •Abordar pessoas e veículos suspeitos
- •Revistar pessoas e locais suspeitos
- •Verificar documentos
- •Apreender armas
- •Proteger pessoas
- •Proteger patrimônio
G Gerenciar crises (7)
- •Isolar local
- •Prover socorro de vítimas
- •Requisitar bombeiros, atiradores de elite, apoio aéreo
- •Traçar perfil do delinqüente
- •Intermediar negociações
- •Requisitar presença de familiares
- •Resgatar reféns
I Custodiar presos (5)
- •Proceder à varredura preventiva do fórum
- •Fiscalizar visitas a presos
- •Vistoriar carceragens distritais
- •Levar preso para tratamento de urgência
- •Escoltar presos e menores infratores
Y Comunicar-se (7)
- •Trocar informações com órgãos congêneres do país e do exterior
- •Entrevistar pessoas
- •Colher depoimentos e declarações
- •Elaborar relatórios
- •Prestar testemunho
- •Conversar em código
- •Registrar boletins de ocorrência e termos circunstanciados
Z Demonstrar competências pessoais (17)
- •Manter ética profissional
- •Agir discretamente
- •Agir com civilidade e respeito
- •Agir com bom senso
- •Trabalhar em equipe
- •Demonstrar capacidade visual
- •Manter boa apresentação
- •Demonstrar paciência
- •Dirigir viaturas de forma ofensiva e defensiva
- •Demonstrar perspicácia
- •Demonstrar coragem
- •Manejar armas
- •Capacitar-se fisicamente
- •Manter-se atualizado
- •Aperfeiçoar técnicas de papiloscopia
- •Ensinar técnicas de papiloscopia
- •Operar aparelhos óticos e de tratamento digital de imagens
Sinônimos oficiais (4)
Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 3518-10 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.
Perguntas frequentes
O mercado está contratando investigador de polícia?
Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 15 admissões contra 0 desligamentos, saldo de +15 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.
Que tipo de empresa contrata investigador de polícia?
A atividade econômica que mais contratou foi Administração pública em geral (CNAE 8411600), com 100% das admissões. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.
Qual o código CBO de investigador de polícia?
3518-10 (família 3518 — Agentes de investigação e identificação). A CBO reconhece também os títulos: Agente policial, Comissário de polícia, Detetive de polícia, Inspetor de polícia — todos usam o mesmo código 3518-10. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.
Precisa de faculdade para ser investigador de polícia?
Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3518: O exercício dessas ocupações requer escolaridade de nível médio e formação profissional de duzentas a quatrocentas horas/aula (investigadores policiais) e mais de quatrocentas horas/aula (detetives profissionais). Os papiloscopistas são qualificados em cursos especilizados, com mais de quatrocentas horas/aula, ministrados pelas academias de polícia. Requer-se escolaridade de nível superior para os papiloscopistas da polícia federal. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contra-tados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
É uma profissão com muita informalidade?
A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (administração pública, educação, saúde e serviços sociais), 9,6% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.
Onde informo o CBO 3518-10?
No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.
O CBO 3518-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?
Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3518-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (8411600), o RAT é 2%.
Fontes oficiais
- → CBO 2002 — Ministério do Trabalho e Emprego
- → Novo CAGED — microdados de movimentação (PDET)
- → RAIS — microdados de vínculos (PDET)
- → PNAD Contínua (IBGE)
- → Tabela CBO completa
- → Todas as fontes do site
Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.
Quem descreveu esta família na CBO (18 instituições)
A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3518:
- •Conselho Federal dos Detetives Profissionais (Cfdp)
- •Corregedoria Geral da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo
- •Departamento de Homicídios e Proteção À Pessoa (Dhpp-ssp-SP)
- •Departamento de Polícia Federal
- •Elite Brasileira de Investigações Profissionais
- •Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (Ssp-SP)
- •Instituto de Investigações Águia de Prata
- •Polícia Civil do Estado de São Paulo
- •Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (Ssp-SP)
- •Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio Grande do Sul (Ssp-rs)
- •Ssp - Divisão Antissequestro
- •Instituição Conveniada Responsável
- •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
- •GLOSSÁRIO
- •Confeccionar luvas cadavéricas: restaurar, hidratar dedo para recuperar impressão dígito-papilar.
- •Custodiar presos e deter presos: são atribuições dos carcereiros que, em alguns casos, podem ficar a cargo dos investigadores de polícia.
- •Papiloscopista: profissional técnico que coleta impressões digitais.
- •Qualificar pessoas: anotar dados de pessoas, como nome, endereço, data de nascimen- to, filiação, etc.