CBO 3515-10 — Taquígrafo
O código 3515-10 identifica a ocupação taquígrafo na CBO 2002, dentro da família 3515 — Técnicos em secretariado, taquígrafos e estenotipistas. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.
Nesta ficha13 seções
O que faz um taquígrafo
Transformam a linguagem oral em escrita, registrando falas em sinais, decodificandoos em texto; revisam textos e documentos; organizam as atividades gerais da área e assessoram o seu desenvolvimento; coordenam a execução de tarefas; redigem textos e comunicam-se, oralmente e por escrito.
Descrição oficial da família 3515 — Técnicos em secretariado, taquígrafos e estenotipistas, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.
Como e onde se trabalha
Trabalham em órgãos públicos e setores empresariais, tendo vínculo formal de emprego. Atuam de forma individual, normalmente sem supervisão e em ambientes fechados. Os horários são diurno para os taquígrafos e com revezamento de turnos para os demais. No exercício de algumas atividades, alguns profissionais podem estar sujeitos a condições especiais de trabalho, como por exemplo trabalhar sob pressão, em posições desconfortáveis por períodos prolongados, bem como estar expostos aos efeitos de ruído intenso. ESTA FAMÍLIA NÃO COMPREENDE 2523 - Secretárias executivas e bilíngues.
Recursos de trabalho
Bloco de notas, papel, lápis e caneta; Codificador de close caption; Computador e periféricos; Estenótipo; Fone de ouvido; Gravador; Internet; Máquina de escrever; Software; Software específico de transcrição.
Notas oficiais da CBO — inclui a base legal da profissão
Norma regulamentadora: - Lei nº 7.377*, de 30 de setembro de 1985 - dispõe sobre a profissão de secretário e dá outras providências. *A redação dos incisos i e ii do art. 2º, o caput do art. 3º, o inc. Vi do art. 4º e o parágrafo único do art. 6º foram alteradas pela Lei nº 9261, de 10-1-1996.
Quanto ganha um taquígrafo
Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais
mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 1.574
Entrada × quem já está
R$ 1.712 ao ser admitido · R$ 1.574 para quem tem vínculo ativo -8,1%
Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de taquígrafo foi de R$ 1.712 — metade das 1.010 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.570 e os 10% de maior, acima de R$ 2.167.
Quem já está na ocupação ganha menos do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 1.574, ou seja, 8,1% abaixo do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração cai com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 36 meses.
Considerando a jornada média de 43.8 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 9,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.
Equivalência da mediana
| Por mês | R$ 1.712 |
| Por ano (12 salários) | R$ 20.544 |
| Por semana | R$ 394 |
| Por hora (43.8h/sem) | R$ 9,00 |
Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.
Composição e salário por sexo
Na admissão (CAGED, 40h+)
Quem já atua (RAIS 2024)
Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.
Salário por região
Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.
Salário e saldo de vagas por estado (8 UFs com amostra)
| UF | Admissões | Saldo | P25 | Mediana | P75 |
|---|---|---|---|---|---|
| SP | 325 | +91 | — | R$ 2.039 | — |
| CE | 192 | +30 | — | R$ 1.653 | — |
| PE | 88 | +17 | — | R$ 1.672 | — |
| PB | 77 | +16 | — | R$ 1.667 | — |
| RN | 59 | +7 | — | R$ 1.604 | — |
| PI | 49 | +3 | — | R$ 1.641 | — |
| MA | 44 | +12 | — | R$ 1.680 | — |
| RJ | 37 | +16 | — | R$ 1.788 | — |
UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.
Contratação e mercado
Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026
Admissões
1.031
Desligamentos
819
Saldo
+212
Rotatividade
15,7%
Saldo mês a mês
Em 12 meses houve 1.031 admissões e 819 desligamentos de taquígrafo, o que significa que o mercado formal abriu 212 postos de trabalho no período, com rotatividade de 15,7% sobre o estoque de vínculos.
Entre os desligamentos, 31,9% foram a pedido do próprio trabalhador e 42,2% por dispensa sem justa causa, além de 22,5% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.
Por que as pessoas saem
Sobre 819 desligamentos com motivo declarado.
Como são os contratos
Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.
Porte de quem contrata
Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.
Quem contrata taquígrafo
Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma
RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.
Perfil de quem trabalha como taquígrafo
Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 5.213 vínculos
Idade mediana
41 anos
Tempo de casa
36 meses
No setor público
72,6%
Em empresa do Simples
14,6%
Sexo
Composição do vínculo
- Jornada média contratada40,8h/sem
- Pessoas com deficiência0,4%
- Jornada parcial0,3%
- Contrato intermitente0,1%
- Em entidade sem fins lucrativos0,8%
Sobre os 5.213 vínculos ativos em 31/12/2024.
Raça/cor
Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.
Escolaridade
Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.
Porte do empregador
Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.
Informalidade no setor que mais contrata
PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas
Informalidade no setor
25,4%
Média nacional
37,5%
Conta própria
23,7%
Rendimento formal × informal
R$ 5.385 × R$ 4.443
No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.
O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.
Formação exigida
Exigência oficial da CBO
O exercício dessas ocupações requer curso técnico de nível médio completo para os técnicos em secretariado e estenotipista. A escolaridade para o taquígrafo pode variar de nível médio a superior completo. Adicionalmente, requer-se curso de especialização de mais de quatrocentas horas/aula. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Texto oficial do MTE para a família 3515.
Qual especialização paga mais na família 3515
Todas as ocupações de técnicos em secretariado, taquígrafos e estenotipistas, ordenadas pela remuneração de quem já atua
| CBO | Ocupação | Admissão | Quem já atua | Vínculos |
|---|---|---|---|---|
| 3515-15 | Estenotipista | — | R$ 10.346 | 1.269 |
| 3515-05 | Técnico em secretariado | R$ 2.238 | R$ 2.422 | 55.567 |
| 3515-10 | Taquígrafo (esta página) | R$ 1.712 | R$ 1.574 | 5.213 |
“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.
Atividades do perfil ocupacional
Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3515-10.
A Transformar a linguagem oral em linguagem escrita (5)
- •Identificar oradores
- •Transformar as falas em sinais taquígrafos e estenográficos
- •Descrever imagens, atitudes e situações
- •Transformar os sinais taquígrafos e estenográficos em texto
- •Manter a fidedignidade do relato
B Revisar textos e documentos (5)
- •Ajustar o texto à redação técnica
- •Estruturar logicamente os textos
- •Corrigir erros do texto
- •Concatenar as transcrições e documentos
- •Editorar o texto para divulgação
C Organizar as atividades gerais (3)
- •Ordenar tarefas
- •Priorizar elaboração de documentos legais de urgência
- •Otimizar procedimentos de trabalho
D Assessorar a área (2)
- •Auxiliar nas reuniões e apresentações
- •Atender demandas dos clientes externos
E Coordenar a execução das tarefas (1)
- •Armazenar os documentos e informações em meio eletrônico
Y Comunicar-se (4)
- •Enviar as informações ao diário oficial
- •Utilizar processos de impressão
- •Disponibilizar informações e documentos
- •Utilizar meios eletrônicos
Z Demonstrar competências pessoais (19)
- •Pesquisar na internet
- •Consultar publicações técnicas
- •Manter sigilo
- •Operar programas de computador
- •Agir com discrição
- •Manter-se informado
- •Treinar a velocidade do registro
- •Demonstrar eficiência
- •Agir com dinamismo
- •Atualizar-se tecnicamente
- •Demonstrar iniciativa
- •Agir com equilíbrio emocional
- •Demonstrar alta capacidade de concentração
- •Intermediar as relações interpessoais
- •Atualizar o dicionário pessoal
- •Atuar com pontualidade
- •Trajar-se conforme as normas
- •Demonstrar conhecimento de línguas estrangeiras
- •Participar de eventos técnicos
Sinônimos oficiais (5)
Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 3515-10 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.
Perguntas frequentes
Quanto ganha um taquígrafo?
A mediana do salário de admissão é R$ 1.712 por mês, considerando as 1.010 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.570 (10% menores) a R$ 2.167 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 1.574 (RAIS 2024), 8.1% abaixo do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.
O mercado está contratando taquígrafo?
Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 1.031 admissões contra 819 desligamentos, saldo de +212 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.
Que tipo de empresa contrata taquígrafo?
A atividade econômica que mais contratou foi Locação de mão de obra temporária (CNAE 7820500), com 20,4% das admissões e mediana de R$ 1.830. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.
Qual o código CBO de taquígrafo?
3515-10 (família 3515 — Técnicos em secretariado, taquígrafos e estenotipistas). A CBO reconhece também os títulos: Estenógrafo, Taquígrafo em línguas estrangeiras, Taquígrafo judiciário, Taquígrafo parlamentar, Taquígrafo revisor — todos usam o mesmo código 3515-10. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.
Precisa de faculdade para ser taquígrafo?
Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3515: O exercício dessas ocupações requer curso técnico de nível médio completo para os técnicos em secretariado e estenotipista. A escolaridade para o taquígrafo pode variar de nível médio a superior completo. Adicionalmente, requer-se curso de especialização de mais de quatrocentas horas/aula. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
É uma profissão com muita informalidade?
A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.
Onde informo o CBO 3515-10?
No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.
O CBO 3515-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?
Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3515-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (7820500), o RAT é 3%.
A profissão de taquígrafo é regulamentada?
As notas oficiais da CBO para a família 3515 registram: Norma regulamentadora: - Lei nº 7.377*, de 30 de setembro de 1985 - dispõe sobre a profissão de secretário e dá outras providências. *A redação dos incisos i e ii do art. 2º, o caput do art. 3º, o inc. Vi do art. 4º e o parágrafo único do art. 6º foram alteradas pela Lei nº 9261, de 10-1-1996.
Fontes oficiais
- → CBO 2002 — Ministério do Trabalho e Emprego
- → Novo CAGED — microdados de movimentação (PDET)
- → RAIS — microdados de vínculos (PDET)
- → PNAD Contínua (IBGE)
- → Tabela CBO completa
- → Todas as fontes do site
Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.
Quem descreveu esta família na CBO (11 instituições)
A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3515:
- •Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo
- •Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro
- •Câmara dos Deputados, Brasília (DF)
- •Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp)
- •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe-usp)
- •General Motors do Brasil Ltda.
- •Steno do Brasil
- •Tribunal de Contas do Estado de São Paulo
- •Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
- •Instituição Conveniada Responsável
- •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP