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CBO 2002 Família 3252 R$ 2.322 na admissão +102 postos em 12 meses 108 atividades

CBO 3252-05 — Técnico de alimentos

O código 3252-05 identifica a ocupação técnico de alimentos na CBO 2002, dentro da família 3252 — Técnicos em produção, conservação e de qualidade de alimentos. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um técnico de alimentos

Os técnicos em produção, conservação e de qualidade de alimentos controlam a qualidade dos alimentos nas etapas de produção, supervisionando processos produtivos e de distribuição, verificando condições de ambiente, equipamento e produtos (in natura e preparados). Podem participar de pesquisa para melhoria, adequação e desenvolvimento de produtos e promover a venda de insumos, produtos e equipamentos. Os técnicos em alimentos atuam prioritariamente na indústria alimentícia. Os técnicos em nutrição e dietática trabalham sob supervisão de nutricionista, atuando, prioritariamente, em unidades de alimentação e nutrição (coletividade sadia) e unidades de nutrição e dietética (coletividade preferencialmente enfermas) e saúde coletiva.

Descrição oficial da família 3252 — Técnicos em produção, conservação e de qualidade de alimentos, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam em indústrias alimentícias diversas, em centros de pesquisa, laboratórios de avaliação da qualidade, vigilância sanitária e empresas de comercialização de alimentos. São empregados assalariados, com carteira assinada, organizados em equipe, sob supervisão ocasional. Trabalham em locais fechados, em rodízio de turnos. Em algumas das atividades exercidas, trabalham em posições desconfortáveis por longos períodos, expostos a altas temperaturas, odores intensos, ruídos e material tóxico.

Recursos de trabalho

Autoclave; Balança analítica; Centrífuga; Destilador; Empacotador; Estufa; Misturadeira; Pasteurizador; Potenciômetro; Tanques.

Notas oficiais da CBO — inclui a base legal da profissão

Norma regulamentadora: Lei nº 5.524, de 5 de novembro de 1968 - dispõe sobre o exercício da profissão de técnico industrial de nível médio. Resolução normativa nº 24, de 18 de fevereiro de 1970 - autoriza os conselhos regionais de química a procederem ao registro de técnicos industriais.

Quanto ganha um técnico de alimentos

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.68310% ganham atéR$ 2.322medianaR$ 4.01610% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.080

Entrada × quem já está

R$ 2.322 ao ser admitido · R$ 3.080 para quem tem vínculo ativo +32,6%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de técnico de alimentos foi de R$ 2.322 — metade das 3.020 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.683 e os 10% de maior, acima de R$ 4.016.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.080, ou seja, 32,6% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 32 meses.

Considerando a jornada média de 42.9 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 12,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.322
Por ano (12 salários)R$ 27.864
Por semanaR$ 534
Por hora (42.9h/sem)R$ 12,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.47458%
  • Mulheres — R$ 2.30342%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 3.20057,3%
  • Mulheres — R$ 2.88142,7%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte1.747
  • Nordeste1.917
  • Sudeste2.458
  • Sul2.575
  • Centro-Oeste2.245

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 1.075 +45 R$ 2.399
MG 364 +60 R$ 2.500
SC 239 -39 R$ 2.570
PR 202 -6 R$ 2.569
RS 199 -5 R$ 2.592
GO 155 +12 R$ 2.950
CE 128 +29 R$ 1.876
RJ 124 -15 R$ 2.550
PA 113 +2 R$ 1.682
MT 100 +50 R$ 1.660

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

3.251

Desligamentos

3.149

Saldo

+102

Rotatividade

35,4%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: set/25 (+55) saldo negativo · pior: jun/26 (-34)

Em 12 meses houve 3.251 admissões e 3.149 desligamentos de técnico de alimentos, o que significa que o mercado formal abriu 102 postos de trabalho no período, com rotatividade de 35,4% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 38,9% foram a pedido do próprio trabalhador e 42,7% por dispensa sem justa causa, além de 13,8% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador38,9%
  • Dispensa sem justa causa42,7%
  • Fim de contrato13,8%
  • Aposentadoria0,1%

Sobre 3.149 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial0,8%
  • Contrato intermitente0,1%
  • Pessoa com deficiência0,2%
  • Jovem aprendiz5,6%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro7,3%
  • 1 a 4 empregados3,4%
  • 5 a 9 empregados4,8%
  • 10 a 19 empregados5,3%
  • 20 a 49 empregados13,3%
  • 50 a 99 empregados23,8%
  • 100 a 249 empregados17,4%
  • 250 a 499 empregados10,8%
  • 500 a 999 empregados8,2%
  • 1.000 ou mais empregados5,8%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata técnico de alimentos

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de produtos de panificação industrial 1091101 · 11,8% das admissões 384 44h R$ 2.046 R$ 2.518 R$ 3.181 3
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 11,4% das admissões 370 44h R$ 1.975 R$ 2.270 R$ 2.375 2% 1
Comércio atacadista de produtos alimentícios em geral 4639701 · 6,7% das admissões 217 44.2h R$ 2.221 R$ 2.884 R$ 3.246 3% 2
Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios - supermercados 4711302 · 4,2% das admissões 138 44.4h R$ 1.825 R$ 2.300 R$ 2.954 3% 2
Fornecimento de alimentos preparados preponderantemente para empresas 5620101 · 3,9% das admissões 128 44h R$ 2.180 R$ 2.413 R$ 2.725 3% 2
Comércio atacadista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios 4691500 · 3,1% das admissões 102 44h R$ 1.738 R$ 1.795 R$ 1.898 2% 2
Moagem de trigo e fabricação de derivados 1062700 · 3,1% das admissões 100 44h R$ 2.163 R$ 2.335 R$ 3.075 3% 3
Restaurantes e similares 5611201 · 2,6% das admissões 85 44h R$ 1.664 R$ 2.017 R$ 2.435 2% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como técnico de alimentos

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 8.884 vínculos

Idade mediana

37 anos

Tempo de casa

32 meses

No setor público

11,6%

Em empresa do Simples

15,6%

Sexo

  • Mulher45%
  • Homem55%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,2h/sem
  • Pessoas com deficiência1%
  • Jornada parcial0,3%
  • Contrato intermitente0,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos3,2%

Sobre os 8.884 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca47,5%
  • Parda43,6%
  • Preta7,3%
  • Amarela1,4%
  • Indígena0,3%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Até o 5º ano incompleto0,9%
  • 5º ano completo1,1%
  • 6º ao 9º ano2,4%
  • Fundamental completo5,1%
  • Médio incompleto5,4%
  • Médio completo63,2%
  • Superior incompleto4%
  • Superior completo16,6%
  • Mestrado1%
  • Doutorado0,4%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto1%
  • Até 5º ano incompleto0,7%
  • 5º ano completo0,7%
  • 6º a 9º ano1,8%
  • Fundamental completo4,3%
  • Médio incompleto7,4%
  • Médio completo65,9%
  • Superior incompleto4,1%
  • Superior completo12,6%
  • Pós-graduação1%
  • Mestrado0,3%
  • Doutorado0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados3,4%
  • 5 a 9 empregados3,2%
  • 10 a 19 empregados4,8%
  • 20 a 49 empregados9,2%
  • 50 a 99 empregados15,5%
  • 100 a 249 empregados19,8%
  • 250 a 499 empregados11,8%
  • 500 a 999 empregados12,6%
  • 1.000 ou mais empregados19,8%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de técnico de alimentos

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

18,6

CAT no período

136

Idade média no acidente

36 anos

Foram 136 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo técnico de alimentos nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 18,6 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 66,9% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 31,6% de trajeto (no deslocamento) e 1,5% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico66,9%
  • Trajeto31,6%
  • Doença1,5%

Parte do corpo atingida

  • Dedo23,5%
  • Mão (exceto punho ou dedos)9,6%
  • Pé (exceto artelhos)7,4%
  • Partes múltiplas5,9%
  • Membros superiores, NIC5,1%

Natureza da lesão

  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)19,9%
  • Lesão imediata14,7%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)12,5%
  • Fratura11%
  • Distensão, torção8,8%

Agente causador

  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas10,3%
  • Faca8,8%
  • Veículo rodoviário motorizado5,9%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas5,1%
  • Motocicleta, motoneta5,1%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 9 6,6% 3.531
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 5 3,7% 5.476
S61 — Ferimento do punho e da mão 5 3,7% 3.531
T07 — Traumatismos múltiplos não especificados 4 2,9% 1.358
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 3 2,2% 1.634
T14.9 — Traumatismo não especificado 3 2,2% 796

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício profisisonal requer-se curso técnico em alimentos (nível médio), cursos afins ou especializados como, por exemplo, em laticínios, em leite e derivados, em açúcar e álcool, oferecidos por instituições de formação profissional e escolas técnicas, além do registro profissional no conselho regional competente. O exercício pleno das atividades é obtido durante o primeiro ano de experiência, após estágio. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 3252.

Qual especialização paga mais na família 3252

Todas as ocupações de técnicos em produção, conservação e de qualidade de alimentos, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
3252-05 Técnico de alimentos (esta página) R$ 2.322 R$ 3.080 8.884
3252-10 Técnico em nutrição e dietética R$ 2.583 R$ 2.735 9.171

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3252-05.

A Controlar a qualidade nas etapas de produção (14)
  • Preencher check-list (verificação de rotinas)
  • Identificar pontos críticos de controle
  • Corrigir os pontos críticos de controle
  • Assegurar condições higiênico-sanitárias
  • Verificar condições de armazenamento
  • Controlar data de vencimento dos produtos (em armazenamento e pontos de venda)
  • Acompanhar o controle integrado de pragas e vetores
  • Avaliar fornecedores
  • Acompanhar testes de desempenho de matérias primas e insumos
  • Realizar análise comparativa com produtos concorrentes
  • Vistoriar instalações
  • Realizar análises microbiológicas das matérias primas e produtos
  • Realizar as análises sensoriais das matérias primas e dos produtos
  • Realizar análises físicos-químicas das matérias primas e produtos
B Supervisionar processos de produção e distribuição (13)
  • Receber insumos, produtos, gêneros alimentícios
  • Acompanhar pré-preparo e preparo de alimentos
  • Monitorar os processos de trituração, pasteurização, mistura, cocção, fermentação e outros
  • Assegurar condições operacionais do processo produtivo
  • Controlar o tempo de produção
  • Acompanhar otimização da produção por meio de tempo-temperatura
  • Acompanhar tempo de entrega da produção
  • Coletar amostras dos produtos
  • Corrigir desvios do processso
  • Verificar as condições da embalagem do produto final
  • Controlar avarias
  • Assegurar condições de apoio ( manutenção e serviços gerais)
  • Acompanhar distribuição de produtos até os pontos de venda
C Participar de pesquisas para melhoria, adequação e desenvolvimento de produtos sob supervisão (10)
  • Acompanhar as necessidades do mercado
  • Definir estratégias para melhoria, adequação e desenvolvimento de produtos
  • Paticipar da elaboração do produto
  • Testar formulação do produto
  • Aplicar normas técnicas e legislação vigente
  • Avaliar aceitabilidade do produto
  • Participar da elaboração da rotulagem (informação nutricional) do produto
  • Participar na divulgação dos aspectos nutricionais do produto
  • Orientar clientes internos e externos sobre aspectos nutricionais
  • Assessorar a implementação das mudanças aprovadas
D Verificar condições do ambiente, equipamentos e produtos (in natura e preparados) (9)
  • Verificar temperatura (ambiente, equipamentos e produtos in natura e preparados)
  • Controlar a velocidade de processamento dos equipamentos
  • Verificar pressão dos equipamentos
  • Verificar umidade do ar
  • Controlar o ph do produto
  • Verificar a concentração do produto
  • Controlar o peso do produto
  • Controlar dimensões do produto
  • Verificar condições de segurança ambiental e de equipamentos de proteçao individual
E Promover venda de insumos, produtos e equipamentos (8)
  • Levantar clientes potenciais
  • Negociar com clientes internos e externos
  • Interpretar necessidades dos clientes
  • Adequar produto às necessidades do cliente
  • Enviar ao cliente amostras para aprovação
  • Realizar visitas técnicas aos clientes para apresentar novos produtos
  • Acompanhar o cliente
  • Prestar assistência técnica aos clientes
F Exercer atividades na área de nutrição (1)
  • Controlar desperdícios
G Planejar atividades e rotinas de trabalho (12)
  • Interpretar a ordem de serviço
  • Planejar área física
  • Estabelecer cronograma de atividades
  • Selecionar os procedimentos para cada atividade
  • Identificar público-alvo
  • Verificar a disponibilidade dos materiais, insumos e gêneros alimentícios
  • Calcular os materiais e insumos
  • Especificar materiais e insumos
  • Participar da seleção de fornecedores
  • Cotar preços de equipamentos, materiais, insumos e gêneros alimentícios
  • Comprar equipamentos, materiais, insumos e gêneros alimentícios
  • Providenciar a disponibilidade dos materiais e insumos
H Coordenar equipes (9)
  • Identificar necessidades de treinamento
  • Realizar treinamento de rotinas operacionais
  • Avaliar os resultados de desempenho da equipe
  • Dimencionar escala de serviço
  • Verificar disponibilidade de pessoal
  • Remanejar pessoal
  • Participar da seleção de passoal
  • Supervisionar estagiários/menores-aprendizes
  • Transmitir à equipe a adequação do produto às necessidades dos clientes
Y Comunicar-se (17)
  • Participar da elaboração de normas
  • Participar da elaboração de material educativo
  • Realizar serviços administrativos
  • Comunicar o cronograma à equipe
  • Informar clientes quanto a armazenagem e uso de produtos
  • Elaborar ficha técnica de produto
  • Esclarecer dúvidas de consumidores/clientes
  • Atender às reclamações do consumidor
  • Elaborar relatórios de visitas técnicas
  • Elaborar procedimentos operacionais na produção e no controle de qualidade
  • Emitir laudos com parecer técnico sob supervisão
  • Elaborar manual de instruções
  • Elaborar relatórios de análises
  • Redigir relatórios de planilhas de controle
  • Elaborar escala de trabalho
  • Participar de reuniões técnico-administrativas
  • Elaborar relatórios de atividades
Z Demonstrar competências pessoais (15)
  • Trabalhar em equipe
  • Exercer liderança
  • Demonstrar criatividade
  • Atualizar-se
  • Interagir com os clientes
  • Demonstrar visão global do processo de produção
  • Demonstrar capacidade de acuidade visual
  • Distinguir com sensibilidade os odores
  • Discriminar com sensibilidade os sabores
  • Contornar situações adversas
  • Demonstrar dinamismo
  • Demonstrar pró-atividade
  • Demonstrar sociabilidade
  • Demonstrar capacidade de negociação
  • Transmitir segurança

Sinônimos oficiais (12)

Técnico de bebidasTécnico de carnes e derivadosTécnico de controle de qualidade de alimentosTécnico de frutas e hortaliçasTécnico de grãos e cereaisTécnico de laticíniosTécnico de massas alimentíciasTécnico de panificaçãoTécnico de pescado e derivadosTécnico de produção de alimentosTécnico em açúcar e álcoolTécnico em química de alimentos

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 3252-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um técnico de alimentos?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.322 por mês, considerando as 3.020 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.683 (10% menores) a R$ 4.016 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.080 (RAIS 2024), 32.6% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando técnico de alimentos?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 3.251 admissões contra 3.149 desligamentos, saldo de +102 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata técnico de alimentos?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de produtos de panificação industrial (CNAE 1091101), com 11,8% das admissões e mediana de R$ 2.518. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de técnico de alimentos?

3252-05 (família 3252 — Técnicos em produção, conservação e de qualidade de alimentos). A CBO reconhece também os títulos: Técnico de bebidas, Técnico de carnes e derivados, Técnico de controle de qualidade de alimentos, Técnico de frutas e hortaliças, Técnico de grãos e cereais, Técnico de laticínios, Técnico de massas alimentícias, Técnico de panificação, entre outros — todos usam o mesmo código 3252-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser técnico de alimentos?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3252: Para o exercício profisisonal requer-se curso técnico em alimentos (nível médio), cursos afins ou especializados como, por exemplo, em laticínios, em leite e derivados, em açúcar e álcool, oferecidos por instituições de formação profissional e escolas técnicas, além do registro profissional no conselho regional competente. O exercício pleno das atividades é obtido durante o primeiro ano de experiência, após estágio. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de técnico de alimentos?

A taxa é de 18,6 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (23,5% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 3252-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 3252-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3252-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP.

A profissão de técnico de alimentos é regulamentada?

As notas oficiais da CBO para a família 3252 registram: Norma regulamentadora: Lei nº 5.524, de 5 de novembro de 1968 - dispõe sobre o exercício da profissão de técnico industrial de nível médio. Resolução normativa nº 24, de 18 de fevereiro de 1970 - autoriza os conselhos regionais de química a procederem ao registro de técnicos industriais.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (25 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3252:

  • Alitec Alimentos e Tecnologia Ltda.
  • Associação Brasileira da Indústrias de Alimentação
  • Beira Mar Comestíveis Ltda.
  • Chocolates Garoto S.A.
  • Cipa Industrial de Produtos Alimentares Ltda.
  • Embrapa/Ctaa
  • Grupo Pão de Açucar
  • Hospital e Maternidade Santa Joana
  • Hospital e Maternidade São Luis - unid. Anália Franco
  • Hospital Municipal Universitário de S.B.C.
  • Indústria Granfino S.A.
  • Instituto do Coração- Hosp. das Clínicas.
  • Ondina Alimentação e Serviços Ltda.
  • Prefeitura de Cajamar
  • Prefeitura Municipal de Porto Alegre
  • Produtos Alimentícios Cadore
  • Rio de Janeiro Refrescos - Coca-cola
  • Sadia S.A.
  • Sha Comércio de Alimentos Ltda
  • Sindicato da Indústria de Bebidas em Geral do Rio de Janeiro
  • Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de Uberaba - Sindipan
  • Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Laticínios do Rio de Janeiro
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
  • GLOSSÁRIO pH: logarítimo decimal do inverso da atividade dos íons hidrogênio em uma solução.
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