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CBO 2002 Família 3163 R$ 4.323 na admissão +48 postos em 12 meses 111 atividades

CBO 3163-05 — Técnico de mineração

O código 3163-05 identifica a ocupação técnico de mineração na CBO 2002, dentro da família 3163 — Técnicos em mineração. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha13 seções

O que faz um técnico de mineração

Lavram jazidas minerais; supervisionam processos de beneficiamento de minério. Participam da prospecção e pesquisa de minerais. Coletam amostras de minerais; processam dados de prospecção, pesquisa e lavra; participam do planejamento de atividades de mineração. Controlam a movimentação da produção final de minério e analisam a qualidade e quantidade do produto mineral. Fiscalizam equipes de trabalho para cumprimento de normas de saúde e segurança e participam de projetos ambientais.

Descrição oficial da família 3163 — Técnicos em mineração, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam em indústrias extrativas de carvão mineral, petróleo, gás natural, minerais metálicos e outros minerais e, também, em indústrias de captação, purificação e distribuição de água. Podem trabalhar em ambientes fechados, abertos ou em veículos em horários irregulares ou por rodízio de turnos. Estão sujeitos ao trabalho confinado ou em locais subterrâneos. Frequentemente, trabalham em posições desconfortáveis, por longos períodos, expostos à radiação, altas ou baixas temperaturas, ruído intenso e material tóxico. São empregados assalariados, com carteira de trabalho assinada, que se organizam em equipes de cooperação, sob supervisão ocasional de engenheiros. 481

Recursos de trabalho

Automóvel; Bateia; Bússola; Computador; Detector de gases; Equipamento de Proteção Individua (EPI); Fluoroscópio; Global Position System (GPS); Lupas; Martelo.

Notas oficiais da CBO — inclui a base legal da profissão

Norma regulamentadora: Lei nº 5.524, de 5 de novembro de 1968 - dispõe sobre o exercício da profissão de técnico industrial de nível médio resolução normativa nº 24, de 18 de fevereiro de 1970 - autoriza os conselhos regionais de química a procederem ao registro de técnicos industriais.

Quanto ganha um técnico de mineração

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 2.70310% ganham atéR$ 4.323medianaR$ 7.01310% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 6.207

Entrada × quem já está

R$ 4.323 ao ser admitido · R$ 6.207 para quem tem vínculo ativo +43,6%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de técnico de mineração foi de R$ 4.323 — metade das 710 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.703 e os 10% de maior, acima de R$ 7.013.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 6.207, ou seja, 43,6% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 46 meses.

Considerando a jornada média de 39.9 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 21,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 4.323
Por ano (12 salários)R$ 51.876
Por semanaR$ 995
Por hora (39.9h/sem)R$ 21,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 4.50182,7%
  • Mulheres — R$ 4.00817,3%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 6.48083,5%
  • Mulheres — R$ 4.55616,5%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte4.044
  • Nordeste3.550
  • Sudeste4.547
  • Centro-Oeste4.536

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (4 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
MG 455 +77 R$ 4.584
PA 171 -7 R$ 4.044
BA 50 -5 R$ 3.133
SP 32 -3 R$ 4.050

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

870

Desligamentos

822

Saldo

+48

Rotatividade

18,8%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: out/25 (+73) saldo negativo · pior: dez/25 (-38)

Em 12 meses houve 870 admissões e 822 desligamentos de técnico de mineração, o que significa que o mercado formal abriu 48 postos de trabalho no período, com rotatividade de 18,8% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 28,7% foram a pedido do próprio trabalhador e 56,1% por dispensa sem justa causa, além de 12,4% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador28,7%
  • Dispensa sem justa causa56,1%
  • Fim de contrato12,4%

Sobre 822 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial1%
  • Contrato intermitente1,3%
  • Pessoa com deficiência0,7%
  • Jovem aprendiz14,7%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro5,6%
  • 1 a 4 empregados2,5%
  • 5 a 9 empregados3,3%
  • 10 a 19 empregados5,1%
  • 20 a 49 empregados8,2%
  • 50 a 99 empregados7,7%
  • 100 a 249 empregados9,7%
  • 250 a 499 empregados12,6%
  • 500 a 999 empregados20,9%
  • 1.000 ou mais empregados24,4%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata técnico de mineração

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Serviços de cartografia, topografia e geodésia 7119701 · 7,9% das admissões 69 44h R$ 3.017 R$ 3.065 R$ 3.568 2% 1
Atividades de estudos geológicos 7119702 · 7% das admissões 61 44.4h R$ 3.218 R$ 4.050 R$ 6.055 3% 1
Serviços de engenharia 7112000 · 6,8% das admissões 59 43.5h R$ 3.875 R$ 5.775 R$ 6.681 3% 1
Administração de obras 4399101 · 3,6% das admissões 31 43.9h R$ 4.690 3% 3
Perfurações e sondagens 4312600 · 3% das admissões 26 44h R$ 4.503 3% 4
Outras atividades de serviços prestados principalmente às empresas não especificadas anteriormente 8299799 · 2,9% das admissões 25 43.1h R$ 2.541 2% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como técnico de mineração

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 4.380 vínculos

Idade mediana

38 anos

Tempo de casa

46 meses

No setor público

2,3%

Em empresa do Simples

2,5%

Sexo

  • Homem83,7%
  • Mulher16,3%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada40,9h/sem
  • Pessoas com deficiência2,2%
  • Jornada parcial0,4%
  • Contrato intermitente0,6%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,7%

Sobre os 4.380 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda57,7%
  • Branca31,2%
  • Preta9,4%
  • Amarela1,5%
  • Indígena0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Até o 5º ano incompleto0,1%
  • 5º ano completo0,2%
  • 6º ao 9º ano0,3%
  • Fundamental completo1,4%
  • Médio incompleto1,1%
  • Médio completo75,3%
  • Superior incompleto4,6%
  • Superior completo16,6%
  • Mestrado0,3%
  • Doutorado0,2%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,2%
  • 6º a 9º ano0,2%
  • Fundamental completo0,7%
  • Médio incompleto1,7%
  • Médio completo70,9%
  • Superior incompleto6,2%
  • Superior completo18,6%
  • Pós-graduação1,4%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados1,2%
  • 5 a 9 empregados1,7%
  • 10 a 19 empregados2,8%
  • 20 a 49 empregados6,2%
  • 50 a 99 empregados5,5%
  • 100 a 249 empregados10,2%
  • 250 a 499 empregados12,3%
  • 500 a 999 empregados15,5%
  • 1.000 ou mais empregados44,7%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas

Informalidade no setor

25,4%

Média nacional

37,5%

Conta própria

23,7%

Rendimento formal × informal

R$ 5.385 × R$ 4.443

No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O acesso a essas ocupações requer curso técnico de nível médio em mineração de áreas afins. É desejável, ainda, que se faça um curso de especialização de até duzentas horas/aula. O desempenho pleno das atividades inerentes às ocupações ocorre entre um e dois anos de experiência. Os profissionais dessas ocupações estão aptos a executar, supervisionar e orientar atividades de prospecção de jazidas, de perfuração e desmonte em lavras e de tratamento de minérios, bem como controlar a programação de lavras via computação.

Texto oficial do MTE para a família 3163.

Qual especialização paga mais na família 3163

Todas as ocupações de técnicos em mineração, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
3163-10 Técnico de mineração (óleo e petróleo) R$ 4.225 R$ 16.363 745
3163-25 Técnico de produção em refino de petróleo R$ 2.553 R$ 15.775 1.060
3163-05 Técnico de mineração (esta página) R$ 4.323 R$ 6.207 4.380
3163-30 Técnico em planejamento de lavra de minas R$ 5.506 R$ 5.413 213
3163-15 Técnico em processamento mineral (exceto petróleo) R$ 4.320 R$ 5.236 1.403
3163-40 Cimentador (poços de petróleo) R$ 2.888 15
3163-20 Técnico em pesquisa mineral R$ 2.263 R$ 2.850 135
3163-35 Desincrustador (poços de petróleo) R$ 1.882 R$ 2.763 57

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3163-05.

A Lavrar e explorar jazidas (12)
  • Realizar levantamento topográfico de área de lavra e deposição de estéril
  • Coordenar abertura de vias de acesso para áreas de pesquisa e lavra
  • Controlar produção de minério, estéril e hidrocarbonetos
  • Monitorar teor de minério
  • Marcar malhas para perfuração
  • Monitorar perfuração, desmonte de rocha e desempenho de explosivos e acessórios
  • Manusear explosivos
  • Monitorar pistas de rolamento e movimentação de equipamentos em mina
  • Controlar custos e materiais
  • Coordenar execução de drenagem de jazidas
  • Monitorar nível de lençol freático
  • Monitorar nível de sedimentos de bacia de contenção
B Supervisionar beneficiamento de minério (12)
  • Supervisionar alimentação de planta de beneficiamento
  • Supervisonar processo de bombeamento de água
  • Definir variávies de controle e processo de operações de beneficiamento
  • Supervisionar processo de planta de reagente
  • Supervisionar processo de separação de cominuição
  • Supervisionar processo de separação por classificação de minério
  • Supervisonar processo de separação gravimétrica
  • Supervisionar proceso de separação por desaguamento
  • Supervisionar processo de separção magnética de minério
  • Supervisionar processo de separação por filtragem de minério
  • Supervisionar processo de amostragem de rejeito e concentrado
  • Inspecionar sistemas de rejeito
C Prospectar e pesquisar minerais (14)
  • Assessorar em seleção de áreas e métodos de prospecção e pesquisa
  • Interpretar fotografias aéreas
  • Notificar superficiários de uso de terreno para prospecção e pesquisa
  • Efetuar levantamento topográfico de vias de acesso e obras de pesquisa e prospecção
  • Medir direção e mergulho de rochas aflorantes
  • Realizar mapeamento geológico
  • Locar poços artesianos e furos de sondagem
  • Supervisionar sondagem e perfilagem
  • Levantar perfis geológicos e radioativos
  • Determinar porosidade e permeabilidade em plugues de testemunhos
  • Fotodocumentar rochas
  • Triar microfósseis
  • Recuperar equipamentos presos em perfuração de poços e furos de sondagem
  • Cimentar poços de petróleo
D Planejar atividades de mineração (17)
  • Participar da elaboração de requerimentos de alvará de pesquisa e lavra
  • Participar da elaboração de projetos ambientais
  • Participar da programação de produção de minério e plano estratégico de empresa
  • Participar da elaboração de plano de custos operacionais
  • Participar da elab. De projetos de locação de correias transp. De minerodutos, oleodutos e gasodutos
  • Participar do planejamento de sequência de lavra e exaustão da mina
  • Planejar alternativas de dosagem de teores de minério (blendagem)
  • Selecionar equipe, equipamentos e processos de trabalho
  • Participar da escolha e implantação de aplicativos de mineração e beneficiamento
  • Elaborar padrões técnicos, procedimentos e instruções operacionais de trabalho
  • Treinar equipe de trabalho
  • Definir avanços de lavra
  • Elaborar plano de fogo para cumprir programa de lavra
  • Planejar movimentação de equipamentos de mina
  • Discutir condições de produção com outros setores
  • Participar da elaboração de programas de manutenção de equipamentos e instalações
  • Participar da elaboração de planos de drenagem
E Coletar amostras de minerais (12)
  • Coordenar coleta de amostras
  • Coletar amostras de sedimentos de corrente
  • Coletar amostras de solo, rocha, hidrocarbonetos e água
  • Coletar amostras de furos de sondagem
  • Confeccionar lâminas delgadas
  • Coletar amostras de poços de pesquisa, trincheiras e galerias
  • Quartear e homogeneizar amostras
  • Descrever características físico-químicas e litológicas de amostras
  • Identificar amostras
  • Acondicionar amostras para testes e análises
  • Coletar amostras de frentes de lavra
  • Coletar amostras de produtos estocados e embarcados
F Movimentar produção final de minério (10)
  • Controlar ciclos de equipamentos e tempos de carregamentos de produto mineral
  • Inspecionar pátios para evitar contaminações
  • Solicitar transporte de minério
  • Controlar embarque e desembarque de minério de vias férrea, rodoviária, marítima e mineroduto
  • Dosar (blendar) produto mineral de acordo com especificações
  • Controlar peso médio líquido de composições de carregamento
  • Controlar desvio padrão de peso em vagões
  • Analisar qualidade de produto final
  • Verificar demanda de minério de outros departamentos da empresa
  • Comercializar equipamentos e produto mineral
G Fiscalizar cumprimento de normas de segurança, saúde e meio ambiente (14)
  • Fiscalizar uso de equipamentos de proteção da equipe de trabalho
  • Identificar áreas e fatores de risco de minas e poços de petróleo
  • Ministrar palestras
  • Registrar ocorrências de acidentes de trabalho
  • Fiscalizar cumprimento de exames periódicos de saúde da equipe de trabalho
  • Isolar áreas para detonação de rochas
  • Determinar horários para detonação de rochas
  • Fiscalizar emissão de poluentes
  • Providenciar construção de leiras em vias de acesso
  • Fiscalizar construção de diques
  • Fiscalizar nível de assoreamento de rios
  • Representar departamentos em inspeção ambiental e auditorias
  • Acompanhar testes de produtos biodegradáveis
  • Fiscalizar manutenção de canteiro de mudas
H Processar dados de pesquisa mineral, prospecção e lavra (10)
  • Confeccionar mapas e seções geológicas de prospecção, pesquisa e lavra
  • Analisar dados
  • Cubar reserva lavrável e corpo mineralizado
  • Auxiliar na estimativa de vida útil de minas e de reservatórios de petróleo
  • Criar modelo de bloco baseado em modelo geológico
  • Auxiliar na interpretação de corpo mineralizado
  • Calcular produção de poços, galerias, trincheiras e sondagens
  • Calcular rendimento de usina
  • Editar perfis elétricos, acústicos, radioativos e geológicos
  • Gerar banco de dados de perfis elétricos, acústicos, radioativos e geológicos
Z Demonstrar competências pessoais (10)
  • Dar provas de resistência física
  • Demonstrar capacidade de organização
  • Demonstrar criatividade
  • Demonstrar responsabilidade
  • Demonstrar flexibilidade
  • Demonstrar capacidade de avaliação
  • Demonstrar espírito de cooperação
  • Demonstrar capacidade de expressão escrita
  • Demonstrar capacidade de negociação
  • Demonstrar capacidade de liderança

Sinônimos oficiais (5)

Técnico de mineração (águas subterrâneas)Técnico de mineração (minerais sólidos)Técnico de mineração (tóriom zircônio e outros minerais raros)Técnico de perfuração (minas)Técnico de recursos minerais

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 3163-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um técnico de mineração?

A mediana do salário de admissão é R$ 4.323 por mês, considerando as 710 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 2.703 (10% menores) a R$ 7.013 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 6.207 (RAIS 2024), 43.6% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando técnico de mineração?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 870 admissões contra 822 desligamentos, saldo de +48 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata técnico de mineração?

A atividade econômica que mais contratou foi Serviços de cartografia, topografia e geodésia (CNAE 7119701), com 7,9% das admissões e mediana de R$ 3.065. A lista completa dos 6 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de técnico de mineração?

3163-05 (família 3163 — Técnicos em mineração). A CBO reconhece também os títulos: Técnico de mineração (águas subterrâneas), Técnico de mineração (minerais sólidos), Técnico de mineração (tóriom zircônio e outros minerais raros), Técnico de perfuração (minas), Técnico de recursos minerais — todos usam o mesmo código 3163-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser técnico de mineração?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3163: O acesso a essas ocupações requer curso técnico de nível médio em mineração de áreas afins. É desejável, ainda, que se faça um curso de especialização de até duzentas horas/aula. O desempenho pleno das atividades inerentes às ocupações ocorre entre um e dois anos de experiência. Os profissionais dessas ocupações estão aptos a executar, supervisionar e orientar atividades de prospecção de jazidas, de perfuração e desmonte em lavras e de tratamento de minérios, bem como controlar a programação de lavras via computação.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 3163-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 3163-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3163-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (7119701), o RAT é 2%.

A profissão de técnico de mineração é regulamentada?

As notas oficiais da CBO para a família 3163 registram: Norma regulamentadora: Lei nº 5.524, de 5 de novembro de 1968 - dispõe sobre o exercício da profissão de técnico industrial de nível médio resolução normativa nº 24, de 18 de fevereiro de 1970 - autoriza os conselhos regionais de química a procederem ao registro de técnicos industriais.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (18 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3163:

  • Centro de Pesquisas da Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras-cenpes)
  • Cerâmica de Pastilhas Ltda/cepali
  • Companhia Siderúrgica Nacional (Csn)
  • Companhia Vale do Rio Doce (Cvrd)
  • Funcern - Fundação do Cefet - Rn
  • Magnesita S.A.
  • Mineração Morro Velho Ltda.
  • Rio Doce Geologia e Mineração S.A. (Docegeo)
  • Samarco Mineração S.A.
  • Serviço Geológico do Brasil (Cprm)
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional - Cedeplar - Fundep - UFMG
  • GLOSSÁRIO
  • Itens de controle de minério: teor, fóssil, custo e mina.
  • Câmaras de realce: equilibram o espaço vazio de câmaras que foram lavra.
  • Minas: céu aberto e subterrâneas.
  • EPI: Equipamento de Proteção Individual.
  • Frentes de lavra: início das escavações ou abertura de jazidas ou possíveis minas. prospecção: fase inicial da pesquisa mineral. Nem todo resultado da prospecção gera/ possibilita pesquisa. pesquisa: desenvolvimento avançado pós-prospecção mineral.
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