CBO 3114-10 — Técnico em plástico
O código 3114-10 identifica a ocupação técnico em plástico na CBO 2002, dentro da família 3114 — Técnicos em fabricação de produtos plásticos e de borracha. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.
Nesta ficha14 seções
O que faz um técnico em plástico
Projetam, planejam, supervisionam, controlam e executam processos de fabricação de produtos de plástico e de borracha. Acompanham sistemas de produção, projetam ferramentas e dispositivos. Realizam ensaios físico-químicos em laboratórios. Atendem clientes; orientam, apoiam e acompanham tecnicamente os fornecedores. Definem matérias-primas, utilizam instrumentos de medição e recursos de informática. Interpretam normas e procedimentos integrados ao sistema de qualidade e gestão ambiental.
Descrição oficial da família 3114 — Técnicos em fabricação de produtos plásticos e de borracha, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.
Como e onde se trabalha
Os trabalhadores atuam predominantemente em indústrias de fabricação de artigos de borracha e plástico, empresas de produtos têxteis, químicos e de fabricação de máquinas e equipamentos. Podem, também, atuar em laboratórios de universidades e institutos de pesquisa. Normalmente se organizam por equipes ou times de produção, sob supervisão ocasional. Trabalham em locais fechados por rodízio de turnos. Frequentemente são expostos a altas temperaturas, ruídos intensos e materiais tóxicos.
Recursos de trabalho
Extrusora; Impressora; Injetora; Máquinas de corte e solda; Moinhos; Moldes/matrizes; Plastômetro; Secadores; Sopradora; Vacum forming.
Quanto ganha um técnico em plástico
Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais
mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.055
Entrada × quem já está
R$ 2.252 ao ser admitido · R$ 3.055 para quem tem vínculo ativo +35,7%
Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de técnico em plástico foi de R$ 2.252 — metade das 2.276 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.619 e os 10% de maior, acima de R$ 4.214.
Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.055, ou seja, 35,7% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 37 meses.
Considerando a jornada média de 42.3 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 12,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.
Equivalência da mediana
| Por mês | R$ 2.252 |
| Por ano (12 salários) | R$ 27.024 |
| Por semana | R$ 518 |
| Por hora (42.3h/sem) | R$ 12,00 |
Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.
Composição e salário por sexo
Na admissão (CAGED, 40h+)
Quem já atua (RAIS 2024)
Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.
Salário por região
Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.
Salário e saldo de vagas por estado (8 UFs com amostra)
| UF | Admissões | Saldo | P25 | Mediana | P75 |
|---|---|---|---|---|---|
| SP | 665 | +62 | — | R$ 2.376 | — |
| SC | 586 | +88 | — | R$ 2.271 | — |
| ES | 289 | +23 | — | R$ 1.732 | — |
| PE | 267 | +45 | — | R$ 1.646 | — |
| AM | 221 | +42 | — | R$ 1.858 | — |
| PR | 152 | +0 | — | R$ 2.242 | — |
| RS | 103 | +26 | — | R$ 2.254 | — |
| GO | 34 | -1 | — | R$ 1.837 | — |
UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.
Contratação e mercado
Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026
Admissões
2.443
Desligamentos
2.183
Saldo
+260
Rotatividade
35,7%
Saldo mês a mês
Em 12 meses houve 2.443 admissões e 2.183 desligamentos de técnico em plástico, o que significa que o mercado formal abriu 260 postos de trabalho no período, com rotatividade de 35,7% sobre o estoque de vínculos.
Entre os desligamentos, 40,4% foram a pedido do próprio trabalhador e 44,2% por dispensa sem justa causa, além de 9,3% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.
Por que as pessoas saem
Sobre 2.183 desligamentos com motivo declarado.
Como são os contratos
Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.
Porte de quem contrata
Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.
Quem contrata técnico em plástico
Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma
RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.
Perfil de quem trabalha como técnico em plástico
Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 6.107 vínculos
Idade mediana
38 anos
Tempo de casa
37 meses
Em empresa do Simples
7,2%
Sexo
Composição do vínculo
- Jornada média contratada43h/sem
- Pessoas com deficiência2,9%
- Contrato intermitente0,1%
Sobre os 6.107 vínculos ativos em 31/12/2024.
Raça/cor
Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.
Escolaridade
Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.
Porte do empregador
Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.
Riscos ocupacionais de técnico em plástico
Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências
Taxa por mil/ano
33,6
CAT no período
161
Óbitos comunicados
1
Idade média no acidente
37 anos
Foram 161 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo técnico em plástico nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 33,6 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.
Do total, 77% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 22,4% de trajeto (no deslocamento) e 0,6% doenças ocupacionais.
No período foram comunicados 1 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.
Tipo de acidente
Parte do corpo atingida
Natureza da lesão
Agente causador
Diagnósticos mais frequentes (CID-10)
Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país
| CID-10 | Casos | % | Afastamentos no Brasil |
|---|---|---|---|
| S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha | 11 | 6,8% | 3.531 |
| S62.6 — Fratura de outros dedos | 8 | 5% | 24.580 |
| S60.9 — Traumatismo superficial não especificado do punho e da mão | 5 | 3,1% | 1.634 |
| S61.9 — Ferimento do punho e da mão, parte não especificada | 4 | 2,5% | 3.531 |
| S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha | 4 | 2,5% | 1.634 |
| S61 — Ferimento do punho e da mão | 4 | 2,5% | 3.531 |
Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.
Risco de tabela × risco observado
A atividade que mais contrata essa ocupação (Fabricação de embalagens de material plástico) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 33,6 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.
Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.
Informalidade no setor que mais contrata
PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral
Informalidade no setor
24,3%
Média nacional
37,5%
Conta própria
16,3%
Rendimento formal × informal
R$ 3.887 × R$ 2.141
No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.
O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.
Formação exigida
Exigência oficial da CBO
Essas ocupações são exercidas por trabalhadores com formação técnica de nível médio específico na área de borracha e/ou plástico. Esses trabalhadores são bastante requisitados para auxiliar profissionais de nível superior, na criação e desenvolvimento de produtos e no dimensionamento das necessidades de instalação de plantas industriais. O desempenho como técnico titular ocorre normalmente entre três a quatro anos de experiência na área.
Texto oficial do MTE para a família 3114.
Qual especialização paga mais na família 3114
Todas as ocupações de técnicos em fabricação de produtos plásticos e de borracha, ordenadas pela remuneração de quem já atua
| CBO | Ocupação | Admissão | Quem já atua | Vínculos |
|---|---|---|---|---|
| 3114-10 | Técnico em plástico (esta página) | R$ 2.252 | R$ 3.055 | 6.107 |
| 3114-05 | Técnico em borracha | R$ 2.366 | R$ 2.339 | 2.737 |
“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.
Atividades do perfil ocupacional
Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3114-10.
A Desenvolver produtos (9)
- •Definir a viabilidade técnico-econômica
- •Interpretar normas técnicas
- •Identificar materiais e aplicações
- •Adequar o produto às necessidades do cliente
- •Dominar o processo produtivo
- •Aplicar metodologias de análise e ferramentas de informática
- •Desenvolver protótipos
- •Realizar análises de materiais e produto
- •Otimizar custos
B Desenvolver processos de produção (11)
- •Definir etapas de produção
- •Simular processos utilizando aplicativos (softwares) de informática
- •Selecionar equipamentos e ferramental
- •Avaliar condições de utilização de equipamentos e ferramental
- •Definir arranjo físico dos equipamentos
- •Estabelecer parâmetros técnicos das reações físico-químicas
- •Executar testes iniciais (try-out) de ferramentas
- •Elaborar documentação sobre parâmetros de processo
- •Definir processo de adesão entre borracha e metal
- •Aplicar ferramentas de melhoria e desenvolvimento de processo
- •Treinar operadores de processo
C Projetar ferramentas e dispositivos (10)
- •Definir a ferramenta em função do processo e do produto
- •Interpretar desenho técnico
- •Elaborar desenho técnico
- •Selecionar materiais para construção da ferramenta e dispositivo
- •Aplicar técnicas de automação
- •Aplicar tecnologia de processos de usinagem
- •Utilizar instrumentos de medição
- •Aplicar princípios de termologia
- •Aplicar princípios de reologia
- •Utilizar ferramentas de informática aplicadas ao projeto
D Desenvolver fornecedores de produtos e serviços (13)
- •Avaliar potencial técnico do fornecedor
- •Levantar sistema produtivo do fornecedor
- •Definir viabilidade técnico-econômica
- •Avaliar o controle de qualidade do fornecedor
- •Desenvolver parcerias
- •Estabelecer prazo de entrega
- •Acompanhar o desempenho de atendimento do fornecedor
- •Orientar tecnicamente o fornecedor
- •Proporcionar meios de comunicação permanente com o fornecedor
- •Selecionar fornecedores alternativos
- •Apoiar tecnicamente o fornecedor
- •Orientar fornecedor
- •Manter canal de comunicação com fornecedor
E Acompanhar sistema de produção (11)
- •Dominar equipamento e ferramental
- •Aplicar especificações e procedimentos de formulação
- •Definir o processo de mistura da matéria-prima
- •Controlar o processo de mistura da matéria-prima
- •Definir tempos e métodos, aplicando cronoanálise
- •Monitorar parâmetros de processo
- •Elaborar documentação sobre plano de controle
- •Aplicar ferramentas estatísticas de controle de processo
- •Aplicar documentação sobre plano de controle
- •Solucionar problemas de produção
- •Otimizar parâmetros de processo e etapas de produção
F Realizar atendimento ao cliente (13)
- •Identificar problemas do cliente
- •Manter canal de comunicação com o cliente
- •Solucionar problemas do cliente
- •Instalar produtos adquiridos pelo cliente
- •Treinar cliente
- •Desenvolver, com o cliente, novos produtos
- •Realizar acompanhamento técnico do produto no campo
- •Disponibilizar equipamento e ferramental para o atendimento
- •Realizar assistencia técnica
- •Coletar informações sobre problemas do cliente para a empresa solucionar
- •Coletar informaçoes sobre sistema produtivo da empresa - cliente
- •Assessorar clientes prestando serviços técnicos
- •Elaborar relatórios técnicos
G Integrar-se ao sistema de gestão da qualidade (11)
- •Interpretar normas do sistema de qualidade
- •Elaborar procedimentos do sistema da qualidade
- •Implantar o sistema de gestão da qualidade
- •Aplicar ferramentas de melhoria contínua da qualidade
- •Participar de auditorias internas e externas
- •Implementar açoes preventivas e corretivas
- •Revisar procedimentos do sistema
- •Controlar documentação do sistema
- •Levantar dados sobre satisfação do cliente
- •Avaliar o nível de satisfação do cliente
- •Registrar satisfação do cliente
H Trabalhar com segurança (8)
- •Aplicar normas de segurança na empresa
- •Identificar riscos no local de trabalho
- •Utilizar equipamentos de proteção coletiva e individual
- •Participar da elaboração do mapa de risco
- •Orientar sobre as conseqüências dos atos inseguros
- •Utilizar ferramentas de melhoria na condição de trabalho
- •Utilizar equipamento de combate a incêndio
- •Prestar primeiros socorros
I Integrar-se ao sistema de gestão ambiental (8)
- •Interpretar normas de gestão ambiental
- •Aplicar os procedimentos definidos nas normas
- •Colaborar com a avaliação dos impactos ambientais da atividade
- •Selecionar equipamentos e processos, priorizando as tecnologias limpas
- •Desenvolver atividades para preservar o meio- ambiente
- •Propor alternativas de reaproveitamento de materiais
- •Definir os materiais para reciclagem
- •Desenvolver consciência de reciclagem
Z Demonstrar competências pessoais (17)
- •Conciliar idéias com o grupo
- •Comunicar-se
- •Demonstrar auto-crítica
- •Interpretar textos em outros idiomas
- •Trabalhar em equipe
- •Orientar pessoas
- •Relacionar-se com outras pessoas
- •Demonstrar receptividade
- •Manter sigilo em relação as informações da empresa
- •Auto avaliar-se
- •Conscientizar-se de sua importância na empresa
- •Atuar de forma pro-ativa
- •Buscar atualização e autodesenvolvimento profissional
- •Exercer a liderança situacional
- •Atuar como facilitador e negociador
- •Demonstrar capacidade de administrar
- •Demonstrar equilíbrio emocional
Sinônimos oficiais (4)
Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 3114-10 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.
Perguntas frequentes
Quanto ganha um técnico em plástico?
A mediana do salário de admissão é R$ 2.252 por mês, considerando as 2.276 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.619 (10% menores) a R$ 4.214 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.055 (RAIS 2024), 35.7% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.
O mercado está contratando técnico em plástico?
Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 2.443 admissões contra 2.183 desligamentos, saldo de +260 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.
Que tipo de empresa contrata técnico em plástico?
A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de embalagens de material plástico (CNAE 2222600), com 32,9% das admissões e mediana de R$ 1.749. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.
Qual o código CBO de técnico em plástico?
3114-10 (família 3114 — Técnicos em fabricação de produtos plásticos e de borracha). A CBO reconhece também os títulos: Técnico de processos (plástico), Técnico em injeção (plástico), Técnico em laboratório (plástico), Técnico químico (plástico) — todos usam o mesmo código 3114-10. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.
Precisa de faculdade para ser técnico em plástico?
Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3114: Essas ocupações são exercidas por trabalhadores com formação técnica de nível médio específico na área de borracha e/ou plástico. Esses trabalhadores são bastante requisitados para auxiliar profissionais de nível superior, na criação e desenvolvimento de produtos e no dimensionamento das necessidades de instalação de plantas industriais. O desempenho como técnico titular ocorre normalmente entre três a quatro anos de experiência na área.
Quais são os riscos e acidentes mais comuns de técnico em plástico?
A taxa é de 33,6 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (29,2% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.
É uma profissão com muita informalidade?
A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.
Onde informo o CBO 3114-10?
No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.
O CBO 3114-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?
Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3114-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (2222600), o RAT é 3%.
Fontes oficiais
- → CBO 2002 — Ministério do Trabalho e Emprego
- → Novo CAGED — microdados de movimentação (PDET)
- → RAIS — microdados de vínculos (PDET)
- → CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (INSS)
- → PNAD Contínua (IBGE)
- → Tabela CBO completa
- → Todas as fontes do site
Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.
Quem descreveu esta família na CBO (18 instituições)
A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3114:
- •Acrilex Tintas Especiais S.A.
- •Astra S.A. Indústria e Comércio
- •Bridgestone Firestone do Brasil Indústria e Comércio Ltda.
- •Correias Mercúrio Indústria e Comércio S.A.
- •Elastic S.A.
- •Escola do Sindicato dos Metalúrgicos São Paulo
- •Gates do Brasil Indústria e Comércio Ltda.
- •Opp - Petroquímica S.A.
- •Pirelli Pneus S.A.
- •Polimod Indústrial S.A.
- •Rtw - Rubber Technical Works - Indústria e Comércio
- •Silibor Indústria e Comércio
- •Sind. da Indústria de Artefatos de Borracha de SP
- •Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo
- •Unnaf Fibras Têxtil Ltda.
- •Visteon Sistemas Automotivos Ltda.
- •Instituição Conveniada Responsável
- •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai